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Zinco é essencial para diabéticos e melhora a imunidade

A carne possui boas quantidades de zinco – Foto: Getty Images O zinco é uma substância conhecida como elemento-traço. Ele tem como função determinar a forma e disposição espacial das proteínas ligadas ao DNA e algumas enzimas importantes no nosso metabolismo.

A carne possui boas quantidades de zinco - Foto: Getty Images
A carne possui boas quantidades de zinco – Foto: Getty Images

O zinco é uma substância conhecida como elemento-traço. Ele tem como função determinar a forma e disposição espacial das proteínas ligadas ao DNA e algumas enzimas importantes no nosso metabolismo. Cerca de 300 enzimas necessitam do zinco para sua ação nas células. Ele ainda melhora a memória e é fundamental na formação e regulação de hormônios da tireoide, suprarrenal, testículo e insulina. A substância também é essencial para o sistema imunológico e processo de cicatrização.

Benefícios comprovados do zinco

Ação antioxidante: O zinco se destaca pela ação antioxidante, diminuindo a quantidade de radicais livres no nosso corpo. Os radicais livres afetam negativamente as funções das células, aumentando as chances da pessoa desenvolver tipos diferentes de câncer.

Bom para diabéticos: A ação e a liberação da insulina ocorre de forma mais eficiente quando o zinco está presente no organismo. Como o diabético tem dificuldades na ação deste hormônio, a presença do elemento facilita esta questão, fazendo com que a insulina cumpra melhor seu papel, evitando a hiperglicemia.

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Melhora a imunidade: O zinco tem ação direta no funcionamento dos linfócitos, células de defesa do nosso organismo, melhorando a imunidade. Além disso, o zinco age nos processos anti-inflamatórios e no nosso DNA, ambas as questões estão relacionadas com a imunidade.

Ajuda na cicatrização: O zinco auxilia na cicatrização porque tem um papel de ação nas células que ajudam no processo de cicatrização, como os fibroblastos.

Ajuda no crescimento e desenvolvimento: O zinco é diretamente responsável pela divisão celular, síntese de proteínas e modulação de hormônios. Todos estes fatores estão ligados ao crescimento das crianças e adolescentes e também ao desenvolvimento sexual. Por isso, é importante que elas tenham boas quantidades deste elemento. Também é necessário que as gestantes tenham as quantidades corretas de zinco para que o feto se desenvolva sem complicações e não tenha problemas de saúde.

Deficiência de zinco

A falta de zinco pode ser detectada por meio de exame de sangue ou dos fios de cabelo. A ausência do elemento pode causar falta de apetite, alterações no paladar, olfato e no comportamento, intolerância à glicose, disfunções imunológicas, retardo de crescimento e atraso da maturação sexual.

Interações

Semente de abóbora possui boas quantidades de zinco - Foto: Getty Images
Semente de abóbora possui boas quantidades de zinco – Foto: Getty Images

Algumas fibras podem dificultar a absorção do zinco, como os fitatos presentes em cereais integrais, soja e em algumas leguminosas. Porém, esta interferência parece estar ligada ao tipo de proteína presente na dieta e estudos tentam estabelecer esta relação. Ferro e zinco estão diretamente ligados. O aumento de um na dieta interfere negativamente na absorção do outro. Estudos sugerem que a vitamina A, presente no fígado, gema de ovo, leite e derivados e folhas verdes escuras, também pode interferir na absorção de zinco.

Combição com o zinco

Estudos apontam que as proteínas de origem animal podem melhorar a absorção de zinco.

Fontes de zinco

As principais fontes de zinco são carnes vermelhas, ostras, semente de abóbora e girassol, leguminosas, como feijão e lentilha, oleaginosas, como amêndoa, amendoim, noz-pecã, castanha do Pará, castanha de caju, gérmen de trigo e carne de porco cozida.

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Quantidade recomendada de zinco

Idade
Ingestão adequada – mg/dia
Limite tolerável de ingestão
0 a 6 meses
2 mg
4 mg
7 a 12 meses
3 mg
5 mg
1 ano a 3 anos
3 mg
7 mg
4 anos a 8 anos
5 mg
12 mg
9 anos a 13 anos
8 mg
23 mg
Homens de 14 a 18 anos
11 mg
34 mg
Homens a partir de 19 anos
11 mg
40 mg
Mulheres de 14 a 18 anos
9 mg
34 mg
Mulheres a partir de 19 anos
8 mg
40 mg
Gestantes com menos de 18 anos
13 mg
34 mg
Gestantes a partir de 19 anos
11 mg
40 mg
Lactantes com menos de 18 anos
14 mg
34 mg
Lactantes com mais de 19 anos
12 mg
40 mg

Fonte: Institute of Medicine

Riscos do consumo em excesso de zinco

Feijão possui boas quantidade de zinco - Foto: Getty Images
Feijão possui boas quantidade de zinco – Foto: Getty Images

O consumo em excesso de zinco pode causar diarreia, náuseas e vômitos devido à uma irritação gastrointestinal. Pode ocorrer aumento da sudorese, taquicardia, visão turva e embaçada, hipotermia, complicações renais e até hemorragia. Além disso, ocorre a deficiência de cobre. O excesso de zinco por meio da alimentação é raro, normalmente ele ocorre devido a suplementação realizada de forma errada.

Uso dos suplementos de zinco

Os suplementos de zinco costumam ser orientados em casos de pessoas que se alimentam mal e atletas. Contudo, a necessidade da suplementação deve ser determinada por um nutricionista ou nutrólogo.

Fontes consultadas:

Nutrólogo André Veinert, da Clínica Healthme gerenciamento de Perda de Peso.

Nutrólogo José Alves Lara neto, vice-presidente da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN)

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