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Fetiches e desejos sexuais: dicas para falar com seu parceiro

Desde a época de Freud várias contribuições foram dadas sobre o tema e ainda hoje algumas reflexões são importantes. Ele dizia que nenhum sujeito do sexo masculino deixa de assustar-se com a castração diante da primeira visão do genital feminino.

Desde a época de Freud várias contribuições foram dadas sobre o tema e ainda hoje algumas reflexões são importantes. Ele dizia que nenhum sujeito do sexo masculino deixa de assustar-se com a castração diante da primeira visão do genital feminino. Nesse contexto, algo precisa ser feito na mente humana, e então o fetiche surge como uma roupa rendada podendo esconder algo, mas reafirmando sua presença.

Muitas pessoas chegam ao meu consultório e dizem que não conseguem revelar seus fetiches e desejos sexuais nem para si, imagine para o outro. Por isso, um primeiro passo importante passa por ter uma conversa aberta com a sua parceria, dizer que começou a refletir sobre o assunto e que gostaria de conversar a respeito para que pudesse saber a opinião dele e falar da sua. Talvez seja a chance para quebrar esse tabu.

Sexo é saúde

Temos ainda uma grande dificuldade em perceber que a saúde sexual é como um estado físico, emocional, mental e social de bem-estar em relação à sexualidade. Se houver clareza sobre esse tema, haverá também sobre nossos desejos e conseguiremos comunicar isso a nossa parceria.

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Essa clareza dos próprios desejos e fetiches traz uma segurança para que o tema seja abordado de forma natural. Sexo é saúde e faz parte de toda nossa sexualidade. Precisa ser algo natural e respeitoso para ambos. Se está difícil para um falar do assunto, respeite. Tudo que envolve sexo, precisa ser leve e criativo, sem obrigatoriedades.

Procure não criar expectativas e pensar que só de falar sobre o assunto já poderá sair realizando todos seus fetiches e desejos sexuais. Muitas pessoas relatam em consultório que, talvez, aquele fetiche continue em nível da fantasia e nunca seja realizado. Comunique naturalmente que pelo menos, naquele momento, não se vê realizando-os, mas debater a respeito permite trazer uma nova dinâmica para a relação.

O fetiche é saudável quando não o temos como única fonte de busca de prazer. Precisa-se tê-lo como aliado na procura de criatividade e leveza para termos mais qualidade de vida com nossas relações sexuais.

Referências

  • FREUD, S. Três ensaios sobre a teoria da sexualidade. ESB. Rio de Janeiro: Imago, 1976, v.VII
  • FREUD, S. Fetichismo. ESB. Rio de Janeiro: Imago, 1976, v.XXI
  • MELLO, Carlos Antônio Andrade. Um olhar sobre o fetichismo. Reverso, Belo Horizonte , v. 29, n. 54, p. 71-76, set. 2007.

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