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Cuide do sorriso do bebê, desde a fase só com gengivas

Sorrindo, chorando ou tentando dizer as primeiras palavras, o bebê está sempre mostrando os dentes ou a falta deles. Só porque ele ainda é pequeno (ou banguela), não quer dizer que não precisa de cuidados com a boca.

Sorrindo, chorando ou tentando dizer as primeiras palavras, o bebê está sempre mostrando os dentes ou a falta deles. Só porque ele ainda é pequeno (ou banguela), não quer dizer que não precisa de cuidados com a boca. Desde o nascimento, é indispensável zelar pela higiene oral do seu filho diariamente. Assim, você garante que os dentes irão crescer bonitos e saudáveis, e previne dores e cáries no futuro. Para orientar você nesses cuidados, o MinhaVida consultou a odontopediatra Vânia Côrtes, especialista em odontologia para bebês, que explica o que fazer em cada fase da dentição do seu filho.

Como limpar a língua do bebê

Logo que o bebê nasce, a higiene bucal deve entrar na lista de cuidados. Os dentes vão levar alguns meses para aparecer, mas até lá você deve limpar a boca do neném após cada mamada, lanche ou refeição.

Umedeça uma fralda ou pedaço de gaze em água filtrada, envolva-a em seu dedo e limpe a gengiva, a língua, os lábios e bochechas. Essa limpeza remove o leite que fica estagnado na boca, dando sensação de bem-estar ao bebê. Além disso, assim ele se acostuma com a higiene bucal , ensina Vânia.

Vem dente por aí

Lá pelos seis ou sete meses aparecem os primeiros dentinhos. Às vezes eles aparecem mais cedo, por volta do quarto mês, e às vezes mais tarde, por volta de um ano, sem maiores conseqüências. Agitação, mau-humor, salivação aumentada e gengiva inchada e vermelha são alguns dos indicadores de que os dentes estão prestes a sair.

É normal nessa fase o bebê levar as mãozinhas ou outros objetos à boca. A novidade não causa dor, mas incomoda a criança. As mais sensíveis podem apresentar também diarréia e uma pequena febre, de até 37,5°C. Nesses casos, Vânia alerta: É recomendável que os pais consultem o pediatra para verificar se não há outro problema mais sério .

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Ai, que coceira!

A coceira nas gengivas, causada pela pressão dos dentes que estão nascendo, faz o bebê levar à boca tudo o que encontra pela frente. Para aliviar o desconforto, massageie a gengiva dele com o dedo e ofereça mordedores de borracha, feitos com material atóxico, com a superfície lisa de preferência. E mantenha os mordedores sempre limpos, para evitar que micro-organismos inflamem a gengiva.

Se essas medidas não derem resultado, vale a pena consultar um odontopediatra. Existem pomadas anestésicas, que ele poderá receitar caso seja realmente necessário. Você deve estar se perguntando: mas se existe algo assim, por que não usar logo? Vânia explica: É preciso cautela no uso das pomadas, pois elas podem anestesiar também a garganta da criança, aumentando o risco de engasgamentos . Apesar do incômodos, essa fase é normal e passa logo.

Cada um a seu tempo

Os dentes têm uma ordem para aparecer. A partir do sexto mês, 20 dentes de leite, temporários, devem se começar a se apresentar a dentição só fica completa aos três anos de idade. Aos cinco anos, esses dentinhos devem começar a cair, dando lugar aos 32 dentes permanentes. Acompanhe quando cada um vai nascer:

  • Incisivos Centrais Inferiores: 6 ½ meses
  • Incisivos Laterais Inferiores: 7 meses
  • Incisivos Centrais Superiores: 7 ½ meses
  • Incisivos Laterais Superiores: 8 meses
  • Primeiros Molares Superiores e Inferiores: 12 a 16 meses
  • Caninos Superiores e Inferiores: 16 a 20 meses
  • Segundos Molares Superiores e Inferiores: 20 a 30 meses.

*Pequenos atrasos ou nascimento precoce de dentes são considerados aceitáveis e dentro dos padrões de normalidade

Feito para bebês

As escovas infantis ideais são as de cabeça pequena e cerdas macias. Para os pequeninos, há escovas de dedo, feitas de silicone, que devem ser encaixadas no indicador da mãe para fazer a limpeza na boca. E olho na embalagem: até dois anos, o creme dental de seu filho não deve conter flúor. Isso porque ele ainda não consegue cuspir a espuma.
Se engolir flúor em excesso e constantemente, pode desenvolver uma doença chama fluorose, que altera os dentes em formação. Só vemos o resultado do uso inadequado de cremes dentais quando nascem os dentes permanentes. Eles vêm com manchas, muitas vezes irreversíveis , diz Vânia. Fique de olho também na quantidade, que deve ser bem menor que a usada pelos adultos.

Que hora mais feliz!

Para não dar à escovação ares de obrigação chata, é importante tornar essa hora atraente e divertida. Faça a escovação em frente ao espelho entre um e dois anos de idade, a criança reconhece a própria imagem e adora.

Usar escovas coloridas, com personagens infantis, pode incentivá-la a gostar da brincadeira. As mães podem usar a criatividade, contando histórias ou cantando músicas. Os pais também podem realizar sua higiene bucal na frente dos filhos, porque muitas vezes a criança vai querer imitar , diz Vânia. Uma consulta profissional também ajuda. Odontopediatras costumam ter vídeos e livros educativos que ensinam a importância de cuidar dos dentes de forma divertida.

Cáries, fiquem longe

Se você acha que é só o açúcar que faz os bichinhos comerem nossos dentes, errou. A cárie também é uma doença transmissível e, por isso, você jamais deve dividir com o bebê os mesmos copos e talheres. Evite até mesmo assoprar a comida do pequeno, para não transmitir a ele suas bactérias.

Outra porta de entrada para as cáries é dormir sem fazer a higiene bucal, especialmente depois de mamar ou tomar mamadeira. A chance de surgirem cáries nos dentes-de-leite aumenta, principalmente se a bebida for adoçada é a chamada cárie de mamadeira . Além de comprometer os dentes do baby, causando dor, em casos mais graves podem ocorrer infecções.

Dente quebrado, muito cuidado

Um simples tombo e lá se vai um dentinho. Pelo menos era de leite, certo? Que nada. Esse espaço vazio antes da hora também pode causar transtornos. Além da dificuldade para mastigar e falar, o pequeno adquire o hábito de colocar a língua nesse espaço livre, o que pode alterar a posição do dente permanente que está para nascer, prejudicando toda a arcada. Um odontopediatra poderá avaliar se o dente perdido deve ser substituído por uma prótese ou extraído, caso apenas um pedaço tenha sido quebrado.

Desde cedo no dentista

Antes mesmo do aparecimento dos dentinhos, os pais já podem fazer a primeira visita ao odontopediatra com o bebê. Nessa fase, o profissional informará sobre a importância da amamentação para a saúde dos dentes, os cuidados que se deve ter com a alimentação da criança e como realizar a higiene bucal corretamente, além de trazer dicas valiosas sobre como lidar com o nascimento dos primeiros dentes.

Recomenda-se que a criança visite o odontopediatra a cada seis meses. Com essa freqüência, dificilmente algum problema não será detectado a tempo de ser tratado. É importante que a criança incorpore desde cedo o hábito de visitar o dentista, o que também contribui para que ela se acostume com o ambiente dos consultórios.

Um profissional sob medida

Nada de procurar um odontopediatra pela lista telefônica. Peça referências a conhecidos com filhos pequenos e ouça a indicação do médico pediatra. A internet também pode ser uma boa aliada, já que muitos profissionais e clínicas especializadas em odontologia pediátrica têm sites informativos.

Decidido onde levar seu filho, verifique as qualificações do profissional. Ele deve ter registro no Conselho Regional de Odontologia (CRO). Você pode ligar para a instituição para pedir informações sobre ele. A ligação é gratuita, pelo telefone 0800-617007. É uma garantia para evitar charlatães.

É importante que o profissional seja um odontopediatra de verdade, que tenha estudado e treinado odontologia para crianças. Isso significa que ele estará preparado para lidar melhor com as condições físicas e psicológicas do bebê. Peça a ele o certificado de especialização na área, emitido pela Associação Brasileira de Odontopediatria.

Observe também se o consultório está limpo, se os acessórios usados são descartáveis e se as ferramentas estão devidamente esterilizadas. Exija que o odontopediatra leve suas preocupações a sério e esteja disponível para esclarecer todas as dúvidas. Como essa provavelmente será uma relação de muitos anos, escolha um profissional que trate seu bebê com carinho e paciência e lhe transmita simpatia e confiança.

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