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Cheiros da vagina pedem atenção quando incomodam atividades diárias

Hoje em dia, as mulheres estão super inseridas no mercado de trabalho, mas ainda mantém suas atividades domésticas e se preocupam em cuidar da casa e dos filhos. Ao final de um dia inteiro de dupla jornada, chegamos a acumular de 10 a 12 horas diárias de trabalhos, sem muitas pausas.

Hoje em dia, as mulheres estão super inseridas no mercado de trabalho, mas ainda mantém suas atividades domésticas e se preocupam em cuidar da casa e dos filhos. Ao final de um dia inteiro de dupla jornada, chegamos a acumular de 10 a 12 horas diárias de trabalhos, sem muitas pausas. E algumas vezes sem as vestimentas adequadas que permitam a absorção de nossa transpiração normal, sem o tempo necessário para a higiene íntima.

A mulher precisa estar preparada para os compromissos inesperados, até
mesmo o sexo não programado. E essa situação traz preocupações com algo
muito íntimo que são os odores genitais. Nenhuma mulher quer apresentar
cheiros desagradáveis, tão pouco secreções vaginais que possam ser
percebidas pelas outras pessoas ou mesmo deixar as roupas com manchas —
que pode ou não ser um sinal de doença.

Saiba mais:
Vagina: o que acontece dentro dela na hora do sexo

Mas sangramentos,
corrimentos e até perda de urina são situações frequentes no cotidiano
da mulher e motivam grande parte das visitas aos consultórios
ginecológicos. Mesmo sem alguma doença associada a estas manifestações, o
acúmulo de células mortas que se soltam dessa região colaboram para o
aumento de bactérias que vivem na pele e consequentemente causam os
odores desagradáveis, principalmente para aquelas que estão acima do
peso e que transpiram muito.

Uma vagina saudável terá odor que não será percebido, ou pelo menos não incomodará

Diversos fatores externos podem
interferir no bem-estar genital feminino e precisamos levar em
consideração quando buscamos as causas de maus odores genitais:
atividade sexual, alimentação, alterações hormonais, situação emocional e
hábitos de higiene são alguns dos elementos a serem questionados em uma
consulta ginecológica.

A flora vaginal é composta por bactérias
de diferentes espécies que coexistem em harmonia, mas que podem, em
situações especiais, causar doenças. A região genital é revestida de
pele e mucosa e fica sujeita ao atrito diário em atividades simples,
como a caminhada. Ou ao aumento da temperatura que pode ocorrer pelo
simples fato de usar a roupa e abafar a região. Essas situações podem
levar a produção de substâncias através das glândulas de suor e
sebáceas, que se juntam às células mortas que já descrevemos e também
aos pelos.

A flora vaginal normal é formada por diferentes
espécies de lactobacilos que criam uma espécie de película protetora
natural, que reveste toda a mucosa. Estes lactobacilos dificultam a
adesão, crescimento e reprodução de outros micro-organismos estranhos à
vagina. A flora vaginal é dinâmica, passa por mudanças de quantidade e
composição dependendo da fase da vida e tantos outros fatores.

Uma
vagina saudável terá odor que não será percebido, ou pelo menos não
incomodará. Não há um odor característico, pois sofre variações
pessoais, de acordo com fase da vida, alimentação, sudorese, fatores
hormonais, uso de medicações, etc.

Quando o odor passa a
incomodar, a ser percebido e até identificado como uma espécie de «peixe podre», a ginecologista deve ser procurada para avaliação. Ou
mesmo se não houver um cheiro tão forte, mas estiver diferente do
habitual daquela mulher, é bom que a médica faça a avaliação e esclareça
essa dúvida, pois doenças como a tricomoníase e a vaginose bacteriana
podem causar corrimentos com odor fétido e até casos já avançados de
câncer de colo de útero, por exemplo, podem se apresentar com
sangramento e odor fétido.

A médica ginecologista deve ser
procurada sempre que houver dúvida sobre se o odor ou secreção é ou não
normal. Somente através do exame ginecológico e em alguns casos exames
laboratoriais complementares é que poderemos definir cada caso.

Saiba mais:
8 causas da coceira na vagina
  • A prevenção deve ser feita por meio de higiene com produtos próprios para a região
  • Evite roupas que abafem a região. Prefira tecidos não sintéticos, como o algodão. Abuse de saias, ao invés de calças justas
  • Use preservativos em todas as relações sexuais
  • E faça consultas regulares a ginecologista, mesmo sem sintomas.

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