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Histerectomia é o último recurso no tratamento dos miomas uterinos

A literatura médica registra que de 30% a 60% das mulheres em fase reprodutiva apresentam miomas uterinos, mas o número de portadoras de miomas pode ser maior, porque muitas delas são assintomáticas. Um terço das mulheres apresenta miomas, um número relativamente grande, mas apenas 10% delas apresentam sintomas, ou seja, miomas que crescem muito ou resultam em hemorragia. Existe uma incidência muito grande de mulheres assintomáticas, que descobrem ser portadoras de mioma uterino, quando procuram o ginecologista para uma consulta de rotina.
Apesar de ser uma formação benigna, sem risco de evoluir para um câncer, o mioma é responsável por 90% das cirurgias de retirada de útero, a chamada histerectomia. No SUS, a histerectomia é a segunda cirurgia mais freqüente entre as mulheres em idade reprodutiva, só perdendo para as cesáreas. Em 2005, foram feitas 112,2 mil retiradas de útero, ao custo de R$ 67,5 milhões. Os sistemas privado e suplementar de saúde não registram esses dados.
Os miomas podem localizar-se em praticamente todo o corpo do útero. Miomas subserosos crescem na superfície externa do útero e podem ser pediculados, quando ligam-se a ele por uma estrutura fina e alongada que se chama pedículo. Eles podem provocar dor, mas não provocam sangramento. Já os submucosos, que se situam na cavidade uterina, podem ser causa de sangramento abundante. Já os miomas intramurais situam-se na parede do útero e os intraligamentares, às vezes, podem ser motivo de dúvida no exame ginecológico, por sua semelhança com o tumor sólido de ovário.
Os miomas podem interferir na fertilidade da mulher, dificultando a fixação do embrião nas paredes do útero e também alterando a qualidade de vida de suas portadoras, gerando aumento desmedido do fluxo menstrual e, em alguns casos, anemia, inchaço, dores e problemas causados pela compressão de órgãos vizinhos, como prisão de ventre, vontade freqüente de urinar.
A incidência de miomas costuma ser maior entre alguns grupos da população. Negras, obesas, hiperestrogênicas (que produzem muito estrogênio), mulheres com predisposição genética, aquelas que tiveram primeira menstruação muito cedo e as sem filhos estão entre as mais atingidas.
Alternativas para a histerectomia
No Brasil, a histerectomia é a intervenção ginecológica mais freqüentemente empregada no tratamento dos miomas, apesar de, muitas vezes, não ser a mais apropriada. Devemos ressaltar que, em alguns casos, o procedimento é a única opção para o médico que, infelizmente, não tem acesso a hospitais e centros de saúde equipados com novas tecnologias. Uma dessas inovações tecnológicas é a videohisteroscopia cirúrgica, já disponível nos principais hospitais de São Paulo.
A videohisteroscopia pode resolver desde casos simples como a retirada de um DIU perdido no útero até problemas mais complexos como a presença de miomas e pólipos na cavidade intra-uterina. Por isso, e técnica pode ser indicada para várias situações: desde a correção de anormalidades congênitas a divisão do útero em duas cavidades, por exemplo , redução endometrial diminuição da camada interna do útero, que pode causar sangramento excessivo e os mencionados miomas uterinos.
A videohisteroscopia apresenta vantagens quando comparada com a tradicional curetagem, por exemplo, que é feita praticamente às cegas, retirando do útero o que está fácil e podendo deixar parte de um tumor ou mesmo nem chegando a ele, devido à sua localização. Como o problema persiste, o médico acaba indicando a retirada do útero para eliminar o sangramento ou os sintomas, o que poderia ser evitado com a videohisteroscopia cirúrgica.
A maioria dos problemas que acometem as mulheres pode ser detectado pelo exame ginecológico anual. No entanto, os problemas que ocorrem dentro da cavidade uterina não são facilmente identificados. Nesses casos, a ultra-sonografia e a videohisteroscopia são métodos eficientes para o diagnóstico das doenças O histeroscópio é um pequeno tubo, com 25 centímetros de comprimento por 2,0/4,0 milímetros de diâmetro, por onde passa um conjunto de lentes capaz de oferecer uma visão privilegiada do interior da cavidade uterina.
Durante a realização do procedimento, a paciente é submetida a um toque vaginal, para que o médico avalie a posição e o tamanho do útero. Em seguida, um espéculo é colocado no canal vaginal para a visualização e a assepsia da região. O colo do útero é, então, tracionado e o histeroscópio, lentamente introduzido. Na medida em que vai penetrando o canal, o equipamento libera gás carbônico para distender as paredes uterinas.
O médico, então pode investigar minuciosamente o canal e a cavidade do útero por volta de cinco minutos. Em 90% dos casos, a videohisteroscopia é acompanhada de biópsia, ou seja, da retirada de um minúsculo fragmento do tecido uterino para a análise da natureza de suas alterações.
A videohisteroscopia é um importante procedimento para diagnosticar problemas intra-uterinos como aderências e tumores e para pesquisar causas de sangramento ou infertilidade desde que não haja contra-indicações para a realização do procedimento, como gravidez, infecção vigente ou sangramento abundante.
Joji Ueno é ginecologista, especialista em reprodução humana, Doutor em Medicina pela Faculdade de Medicina da USP, diretor da Clínica Gera. www.clinicagera.com.br

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Sete alimentos que atuam na prevenção do câncer

Mulher cortando cenoura - Foto: Shutterstock
Mulher cortando cenoura — Foto: Shutterstock

Para muitas pessoas, ter ou não um câncer é uma questão de destino. Será? Um estudo publicado na edição de dezembro de 2011 do British Journal of Cancer apontou que 45% dos casos de câncer em homens e 40% dos casos de câncer em mulheres poderiam ser evitados com a adoção de hábitos de vida saudáveis. Dentre esses hábitos, um que se destaca é a alimentação. De acordo com a nutricionista Priscila Cheung, do Centro Paulista de Oncologia (CPO), uma dieta equilibrada previne não só o desenvolvimento de um câncer, mas de outras inúmeras enfermidades. «Alguns alimentos, entretanto, apresentam destaque quando o assunto é combater a multiplicação de células doentes», afirma. Confira quais são eles:

Brócolis

Um estudo publicado na revista Molecular Nutrition & Food Research já comprovou a atuação dos brócolis na prevenção do câncer. «Graças a diversos compostos, como o fitoquímico sulforafano, eles têm a capacidade de destruir células cancerígenas e deixar as demais intactas», explica a nutróloga Tarama Mazaracki, da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN). Na pesquisa, homens com câncer de próstata que consumiram o vegetal apresentaram inibição de determinada enzima que também é alvo de medicamentos para tratamento da doença. Resultados similares também puderam ser vistos em mulheres com câncer de mama, em estudo divulgado na reunião anual da American Association for Cancer Research.

Chá verde

Queridinho de quem está de dieta, o chá verde não ganha destaque somente por acelerar o metabolismo e evitar a formação de coágulos nas artérias. «A bebida também é rica em antioxidantes, que atuam na prevenção do câncer», explica o nutrólogo Roberto Navarro, da ABRAN. Isso é o que mostra um estudo divulgado pela Cancer Prevention Research que acompanhou a progressão do câncer de próstata em homens que passaram a tomar cápsulas de uma substância encontrada no chá. Outra pesquisa, da Chun Shan Medical University, em Taiwan, ainda destacou importante atuação do chá verde contra o câncer de pulmão. Segundo ela, uma única xícara por dia reduz em 13 vezes o risco de fumantes desenvolverem a doença.

Alho e cebola

«Alho e cebola pertencem a um mesmo gênero de alimentos que são fonte de determinado fitoquímico envolvido na capacidade de excreção de compostos carcinogênicos», aponta a nutricionista Priscila. Em outras palavras, esses alimentos auxiliam na eliminação de toxinas que favorecem o desenvolvimento de doenças degenerativas, como o câncer. Um estudo publicado no International Journal of Cancer aponta para redução do risco de câncer de intestino, enquanto que uma pesquisa divulgada pelo Epidemiology Biomarkers & Prevention relacionou o consumo dos alimentos a menor probabilidade de câncer de pâncreas.

Tomate

Muitas pessoas associam o tomate à prevenção do câncer de próstata. Não é à toa: o alimento é fonte de licopeno, carotenoide que confere alto grau de proteção contra a oxidação celular, explica a nutricionista Priscila. Segundo ela, é preferível comer o tomate após o aquecimento e acompanhado de uma gordura, como o azeite, para facilitar a absorção da substância pelo organismo. Molho de tomate, portanto, é a melhor escolha para obter o nutriente. Tais benefícios foram comprovados por inúmeros estudos. Entre eles, um publicado no British Journal of Nutrition e conduzido por especialistas da University of Portsmouth, no Reino Unido.

Cenoura

«A cenoura contém uma substância chamada carotenoide, atuante no combate a radicais livres que, quando em excesso, levam a mutações celulares capazes de originar um câncer», explica o nutrólogo Roberto. Tal ação se mostra eficaz principalmente na prevenção do câncer de mama, como mostra um estudo publicado no Journal of the National Cancer Institute que acompanhou mais de 6 mil mulheres. Acerola, abóbora e manga são outras boas fontes desse nutriente.

Uva

Fonte de polifenois, a casca e a semente da uva são outros bons aliados no combate aos efeitos dos radicais livres, aponta a nutróloga Tamara. Para prevenção do câncer, entretanto, não é recomendado obter o nutriente bebendo vinho, pois o álcool pode anular os efeitos anticancerígenos do alimento. Um estudo publicado no Cancer Prevention Research descobriu que o resveratrol aumenta a produção de uma enzima que destrói compostos orgânicos de estrogênio perigosos. Como esse tipo de câncer é hormono-dependente, o controle dos níveis de estrogênio é fundamental para impedir sua evolução.

Frutas vermelhas

Frutas vermelhas, como a framboesa e a amora, são ricas em antocianinas, fitonutrientes que retardam o crescimento de células pré-malignas e evitam a formação de novos vasos sanguíneos que poderiam estimular o crescimento de um tumor. Um estudo publicado no Journal of Agricultural and Food Chemistry mostrou que o consumo desses alimentos reduzir o risco de desenvolver câncer de boca, câncer de mama, câncer de cólon e câncer de próstata.

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Suco detox para curar ressaca

Suco detox para curar ressaca - foto: Divulgação/Instagram
Suco detox para curar ressaca — foto: Divulgação/Instagram

A nutricionista funcional das famosas, Patricia Davidson Haiat, trouxe uma excelente dica que pode ajudar muito quem vai curtir o carnaval: o suco anti ressaca. «Os ingredientes são fontes de carboidrato e ricos em vitaminas do complexo B, magnésio, potássio e antioxidantes. Esse conjunto de nutrientes ajuda na prevenção dos efeitos do álcool, pois oferecerão substrato para o corpo funcionar de forma adequada, estimulando o fígado no processo de detoxificação, auxiliando na regulação de neurotransmissores e combatendo o cansaço», disse ela. Veja como preparar essa receitinha super fácil:

Ingredientes

  • 1 polpa de açaí congelada (sem xarope/sem açúcar)
  • 1 col. (sobremesa) de maca peruana
  • 200ml de água

Como fazer

Bata todos os ingredientes no liquidificar e sirva gelado!

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Gengibre alivia a gripe e manda até a ressaca embora
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Ex: 7 motivos que podem estar te fazendo querer voltar

Ao ouvirmos uma música, passar por uma rua ou sentir um aroma, podemos lembrar de alguém que já esteve ao nosso lado. Nossa memória guarda detalhes de uma história, e ela pode permanecer conosco. «O tempo nos dá saudades, e acabamos pensando apenas nas qualidades do parceiro e da relação. Esses motivos contribuem para que as pessoas mudem suas posturas e busquem uma reconciliação», explica a psicóloga Lia Clerot.

Retomar um relacionamento com uma pessoa do passado não é algo novo. Mas é necessário saber diferenciar sentimentos, pois muitas vezes o que achamos que é amor, na verdade é carência afetiva. Diante desse fato, a pergunta que fica é: como diferenciar esses dois impulsos?

Não há uma resposta matemática para isso. No entanto, nesses momentos, o mais indicado é preencher nosso tempo com coisas que amamos fazer. Dessa forma, é possível perceber se estamos apenas nostálgicos ou se queremos voltar com o ex. «Muitas vezes estamos acostumados com a pessoa ao nosso lado, e, quando bate aquela melancolia, geralmente queremos ‘colo’ onde nos sentíamos de certa forma seguros», explica a terapeuta.

Além disso, a terapêuta holística Karla indica praticar o autoconhecimento, para aprender a diferenciar nossos sentimentos. Lia Clerot também oferece uma exemplificação prática: «O desejo nos leva a fazer coisas que normalmente não faríamos, como ir atrás de um ex depois de anos. Já a nostalgia implica apenas na lembrança de um momento, não significando que queremos revivê-lo», diz.

Veja a seguir, alguns motivos que ajudam a explicar por que buscamos reatar um relacionamento com o ex:

1. Boas lembranças

Segundo a psicóloga Adriana de Araújo, a nossa memória tem uma forte relação com o desejo de resgatar laços. Isso acontece porque, a partir do momento que não temos mais a companhia de alguém, tendemos a esquecer do contexto geral que levou ao fim do relacionamento. Apostamos em uma lembrança nem sempre lúcida como justificativa para retornar um vínculo amoroso.

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2. Manipulação

É comum que em alguns términos, uma das partes persista em continuar com o relacionamento por meio da manipulação. Chantagens ou ameaças podem acontecer. Para a psicóloga Milena Lhano, tais táticas de imposição podem nos afetar quando temos medo da solidão.

«Medo de ficar sozinha, insegurança, dificuldade em lidar com perdas, competitividade, dependência afetiva e necessidade de controlar todas as situações são fatores que nos tornam mais suscetíveis a não aceitar um término», explica Milena.

3. Esperança de fazer algo diferente

Quando rompemos com alguém, é inevitável procurar pelos erros que levaram ao acontecimento. E quando identificamos quais foram eles, sentimos uma maior necessidade de reatar os laços. Segundo Adriana, a chance de correção e fazer funcionar da melhor maneira nutre nossa esperança.

De acordo com a psicóloga Lia Clerot, se o relacionamento foi algo saudável, isto é, sem abuso psicológico ou físico, é possível retomar o vínculo amoroso. Quando a pessoa que estávamos exercia um papel importante em nossas vidas, é comum desejar recuperar isto.

4. Falta de novas oportunidades

A psicóloga Adriana explica que, por falta de oportunidades, algumas pessoas podem acreditar que só teriam chances de serem felizes com o antigo parceiro. «A falta de segurança em si e no meio externo também pode fazer com que queiramos estar com alguém, mesmo sabendo que essa não é nossa verdadeira intenção», explica a especialista.

5. Características de nossa personalidade

Adriana afirma que pessoas perfeccionistas, que querem sempre acertar e corrigir as coisas à sua volta, podem ter um ímpeto maior para retomar uma relação. Entretanto, um traço que pode nos influenciar a reviver realidades insatisfatórias é a baixa autoestima.

Segundo Lia, a dependência afetiva que nos faz perder a capacidade de planejar o futuro sem o parceiro deve ser um sinal de alerta. «A pessoa com baixa autoestima pode ter a crença que não encontrará ninguém que a queira. Portanto, não pode perder quem queria estar com ela», esclarece.

A terapêuta holística Karla Assis aponta que há alguns padrões comportamentais que sinalizam a baixa autoestima e podem influenciar nosso desejo de reviver um relacionamento. São eles:

  • Dificuldade para tomar decisões sozinho, mesmo as mais simples
  • Dificuldade de dizer não e discordar das pessoas, por medo de ser rejeitado
  • Hábito de se colocar sempre em segundo plano e fazer tudo pelos outros, com o objetivo de sempre manter a pessoa por perto e alimentar a dependência
  • Necessidade de estimular as outras pessoas em qualquer tipo de atividade ou ação, por não conseguir ter motivação para realizar suas próprias coisas
  • Incapacidade de se sentir bem quando está sozinho (a)
  • Ciúmes exagerado e exigência de atenção exclusiva do parceiro
  • Falta de interesse por outras amizades ou relacionamentos
  • Incapacidade de fazer planos que não envolvam a outra pessoa.

Karla indica que, ao reconhecer quais padrões de dependência emocional temos, podemos começar a valorizar nossas virtudes, sempre visando realizar o que desejamos sem precisar do outro. Isso nutre nossa independência emocional e evita que voltemos a uma relação por falta de confiança em nós mesmos.

Para Adriana, precisar da ajuda de alguém não é ser dependente. Entretanto, saber ser dona de si e ter uma vida plena é um ponto primordial para boas relações. Caso contrário, como ilustra Milena Lhano, acabamos colocando toda nossa vida na mão do outro. E quando este vai embora, acaba levando nossa vida junto.

6. Ciúmes

Milena afirma que o ser humano é competitivo e possui dificuldades em aceitar a perda. «Se eu já estiver em uma outra relação, torna-se mais fácil aceitar que o ex esteja com outra. Caso contrário, a competição torna a aceitação mais difícil», explica.

Além disso, a fantasia exerce um papel importante na potencialização do ciúmes. Adriana explica que, ao ver o ex em uma nova relação, somos tomados por um desejo de ter a realidade positiva que imaginamos que ele esteja vivenciando.

«A imaginação nos faz imaginar o melhor que poderíamos ter, como se estivessemos perdendo o que era nosso. Mas é apenas imaginação», diz.

7. Sonhar com ex-namorado

Para a terapêuta holística Karla Assis, nem sempre sonhar com o ex significa que você quer retomar a relação. O sonho pode ter diversos sentidos, e é necessário atentar-se aos detalhes para interpretá-lo corretamente. «Diante de um momento de dor em nossas vidas, o inconsciente, por meio dos sonhos, nos mostra o que está ocorrendo conosco», explica.

Segundo a especialista, se você sonhou que estava brigando com seu ex-namorado, pode significar que algumas mágoas não foram solucionadas com o fim da relação. Sonhar que o relacionamento foi reatado pode revelar que está na hora de realizar uma autoavaliação.

«Pergunte pra você mesma: ‘Será que vale a pena tentar mais uma vez?’ e reflita sobre o que mudou na relação para que ela terminasse», aponta Karla. Sonhar que vocês não se conhecem pode ser um sinal de que está na hora de pensar no que você era antes da relação iniciar, e se ocorreu uma mudança de comportamento sua ou do outro no meio do caminho.

As interpretações são amplas. Mas para a terapêuta, o mais importante é fazer as perguntas necessárias para que seu inconsciente lhe mostre se vale a pena ou não reviver um relacionamento.

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Cocaína: o que é, efeitos e riscos para o organismo

O que é cocaína?

A cocaína é um alcalóide derivado das folhas de coca (Erythroxylon coca), planta originária dos altiplanos andinos, localizado no centro-oeste da América do Sul, com efeito estimulante no sistema nervoso central — o que pode causar efeitos como euforia e sensação de «poder» ao usuário. É uma das substâncias psicoativas mais utilizadas no mundo de forma recreacional, mas o uso e a comercialização da droga são proibidos no Brasil.

A droga é encontrada em forma de pó (cloridrato de cocaína), pasta, merla e crack. Todos os tipos causam vício e são consumidos de formas diferentes.

Nomes químicos: benzoilmetilecgonina ou éster do ácido benzóico.

Outros nomes: branca de neve, branquinha, pó, coca e melado.

Como a cocaína é feita

Para a obtenção da cocaína, algumas etapas são realizadas. De acordo com o Observatório Brasileiro de Informações sobre Drogas (Obid), o primeiro passo consiste na maceração das folhas de coca que, quando misturada a determinados produtos químicos como solventes (querosene ou gasolina) e ácido sulfúrico, produz uma pasta de natureza alcalina, denominada pasta base de cocaína.

«As indústrias químicas que fabricam solventes têm consciência da problemática que envolve o uso destes na fabricação de drogas. Há, portanto, uma checagem de toda a venda em grande quantidade. Mesmo assim muitos tambores de solventes orgânicos utilizados na produção e refino da cocaína acabam sendo vendidos no mercado negro», relata o professor de química Edson Izidro dos Anjos.

A pasta da coca é o produto inicial da fase de preparação. «Mesmo contendo muitas impurezas tóxicas, os usuários fumam essa pasta em cigarros chamados basukos», afirma Matheus Cheibub, psiquiatra especialista em Dependência Química pelo GREA.

«A merla é um produto grosseiro, obtido também das primeiras fases de separação da cocaína, a partir do processamento das folhas da planta. Tem uma consistência pastosa, cheiro forte e apresenta uma tonalidade que varia do amarelado até o marrom», explica o psiquiatra. Ela é fumada por alguns usuários e possui muitas impurezas.

A cocaína, farinha ou pó, conhecida quimicamente como cloridrato de cocaína, é uma substância sob a forma de um sal, solúvel em água e sem presença de impurezas. O uso do pó é por aspiração ou injetável. Para aumentar o lucro do tráfico ilegal, alguns fabricantes/fornecedores da droga, muitas vezes, adicionam talco, ácido acetilsalicílico (aspirina), pó de giz, pó de gesso, entre outras substâncias para «aumentar» a quantidade do produto.

O crack é um subproduto da cocaína, ou seja, é o produto final do processamento da substância, contendo cocaína e as impurezas. «A pedra é pouco solúvel em água, mas se volatiliza quando aquecida e, portanto, é fumada em cachimbos».

Origem

A folha da coca é utilizada há 3 mil anos a.C. pelos incas, que mascavam a planta nos Andes com a intenção de fazer o coração bater mais rápido e acelerar a respiração para combater os efeitos de viver na montanha. Durante as cerimônias religiosas feitas pelos nativos peruanos, também era de costume mascar a folha.

Em 1859, o químico Albert Niemann sintetizou a cocaína pela primeira vez. Mas quando a substância ficou popular entre a comunidade médica, em 1880, não sabiam ao certo os efeitos danosos da droga. Muitas celebridades da época promoviam a cocaína por não conhecerem suas consequências físicas e psíquicas a longo prazo.

Por volta de 1900, quando usar a droga tornou-se um hábito entre muitas pessoas, os hospitais começaram a registrar casos de danos nasais pelo uso da substância. O governo dos Estados Unidos registrou 5 mil mortes em 1912 e só em 1922 a droga foi banida.

Na década de 70, a cocaína era uma exclusividade das classes mais altas. A situação mudou quando os fornecedores colombianos organizaram um contrabando de cocaína para os Estados Unidos e, desde então, a droga, que era apenas usada pelos mais ricos, tornou-se popular entre todas as classes sociais. Com isso, a reputação de droga mais perigosa e que causava mais dependência da América ficou ligada diretamente às pessoas pobres e criminosas. Até hoje, a cocaína é a segunda droga ilícita mais contrabandeada do mundo.

Como a cocaína age no organismo

Os efeitos da droga podem causar certa sensação de prazer ao usuário, estimulando diretamente os sistemas simpático e dopaminérgicos. Mas a duração desses efeitos dependem da via de administração.

A pasta base, a merla e o crack são fumados, utilizando a via pulmonar que absorve rapidamente a substância e chega rapidamente ao cérebro. Os efeitos surgem após cerca de 15 segundos, mas demoram entre 5 e 10 minutos para desaparecerem. Isso faz com que o indivíduo queira repetir a dose.

A cocaína, por ser uma substância fácil de diluir, é administrada de duas formas: pela via endovenosa, quando diluída em água e injetada diretamente na veia, com início da ação dentro de 45 segundos e duração do efeito de 10 a 20 minutos. Quando usada pela via intranasal, leva cerca de 180 segundos para surtir efeito, sendo que ele dura aproximadamente 45 minutos até acabar. Veja no próximo tópico os principais efeitos causados pela droga.

Efeitos físicos e psíquicos da cocaína

A substância age como estimulante do sistema nervoso central e, por isso, é capaz de causar diversos efeitos ao usuário.

Os efeitos físicos a curto e longo prazo são:

  • Aumento da frequência cardíaca
  • Aumento da temperatura corporal
  • Aumento da frequência respiratória
  • Aumento da transpiração
  • Tremor leve
  • Contrações musculares involuntárias (língua e mandíbula)
  • Tiques
  • Dilatação da pupila (midríase)
  • Urgência de urinação
  • Hiperglicemia
  • Salivação intensa e com textura grossa
  • Dentes anestesiados.

Os efeitos psíquicos a curto e longo prazo são:

  • Aceleração do pensamento
  • Inquietação psicomotora
  • Aumento do estado de alerta
  • Insônia
  • Inibição do apetite
  • Labilidade do humor
  • Sensação de poder
  • Ausência de medo
  • Ansiedade
  • Agressividade
  • Delírios.

Riscos do uso da cocaína

A droga tornou-se um problema de saúde pública justamente pelos efeitos que causam dependência química e riscos à vida do usuário. O psiquiatra Matheus Cheibub esclarece que o uso constante da cocaína e os outros tipos da droga citados acima podem causar:

  • Perda de memória
  • Perda da capacidade de concentração mental
  • Perda da capacidade analítica
  • Alterações estruturais de parênquima pulmonar
  • Destruição do septo nasal
  • Perda de peso
  • Cefaleias
  • Síncopes
  • Distúrbios periféricos
  • Silicose
  • Transtornos psicóticos e de humor.

«Dessa forma, o tratamento contra o vício é realizado de forma multidisciplinar com acompanhamento médico e familiar, psicoterapia, terapia ocupacional, entre outras especialidades», diz Matheus.

Por que a cocaína causa dependência química?

Em busca de «sensações novas» ou até mesmo para se refugiar dos problemas cotidianos, muitas pessoas começam a usar cocaína e seus subprodutos com a falsa ilusão de que isso irá ajudá-la de alguma forma. Mas as chances dessas drogas viciarem no primeiro uso é altíssima — e por isso representam uma grande ameaça para a saúde mental e física.

Como os efeitos da cocaína e derivados surgem e vão embora rapidamente, os usuários costumam repetir com frequência o uso na «sede» de senti-los por mais tempo. Segundo o Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (CEBRID), a merla e o crack, por serem administrados pela via pulmonar e levados diretamente ao cérebro, como dito anteriormente, podem viciar mais rápido do que a cocaína que é «cheirada» ou aplicada na veia.

Mas isso não quer dizer que a cocaína não seja altamente nociva e também viciante. Pelo contrário: quando o corpo começa a eliminar a droga do organismo, o indivíduo passa a demonstrar um comportamento depressivo. Na tentativa de aliviar a ansiedade e tristeza, ele se droga novamente. Ainda segundo o CEBRID, a sensação que o usuário vivencia pode ser «agradável» a ponto de fazê-lo usar a droga inúmeras vezes até acabar seu estoque e o dinheiro para comprá-la. Não é raro, por exemplo, ver casos de pessoas que vendem seus bens para adquirir drogas. Essa compulsão é chamada de «fissura», capaz de dominar a pessoa.

De acordo com o especialista Matheus Cheibub, tanto para a cocaína na forma aspirada e injetável quanto para seus subprodutos fumáveis (merla e crack), o mecanismo de ação para a dependência química é sempre o mesmo. «Toda experiência que passamos, seja boa ou ruim, é registrada em uma área da memória do cérebro chamada de hipocampo — e nunca mais é apagada, visto que ninguém esquece o gosto de uma comida gostosa ou do chocolate, por exemplo», esclarece.

O hipocampo é ligado ao sistema límbico do cérebro — área responsável pelo prazer, emoções e comportamentos sociais -, logo, toda vez que o indivíduo faz uso de cocaína ou dos seus subprodutos são liberados grande quantidades de neurotransmissores que proporcionam sensação de bem-estar. O corpo, consequentemente, faz forte associação desta droga com o prazer proporcionado pela mesma, e é aí que o usuário acaba repetindo a dose.

A medida que a exposição às drogas é repetida, o indivíduo adquire duas propriedades que são condições determinantes para se tornar um dependente: tolerância — quando o corpo necessita de doses cada vez maiores para atingir o efeito desejado com a droga -, e abstinência — quando sinais e sintomas surgem e a pessoa passa a sentir a falta da droga em seu organismo. «Isso acaba se tornando um ciclo, uma vez que o indivíduo fica cada vez mais tolerante à droga e sente um desejo enorme pela mesma, fazendo-o buscar a experiência da sensação de forma repetida para sanar essa vontade», ressalta o especialista.

O usuário de cocaína pode apresentar alterações comportamentais, físicas e psíquicas, como boca seca, nariz irritado, com coriza e resquícios da droga, além de alucinações e irritabilidade. No caso da merla e do crack, há, ainda, maior preocupação com a perda de peso (entre 8 kg e 10 kg, em média) e também das noções básicas de higiene.

«O diagnóstico de dependência é feito sempre mediante avaliação química, além da realização de exames de triagem (urina, sangue e cabelo), que indicam o uso da substância», completa o especialista Matheus Cheibub.

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Uso da cocaína com outras drogas

De acordo com o psiquiatra Cheibud, o uso de outras drogas estimulantes pode potencializar o efeito e duração da cocaína. «Já drogas depressoras do sistema nervoso central, como é o caso do álcool, diminuem os efeitos indesejáveis da intoxicação da cocaína, fazendo com que o usuário utilize cada vez mais a droga ilícita para atingir o efeito desejado», esclarece.

Ele ainda explica que outro complicador do uso concomitante da cocaína com o álcool é a formação de um terceiro composto, de forma endógena. Ou seja, quando o usuário ingere o álcool e a cocaína simultaneamente, o fígado metaboliza os dois e produz o cocaetileno — cujos efeitos são mais extensos e de maior durabilidade que a cocaína utilizada isoladamente. Entretanto, essa junção pode provocar problemas cardíacos e levar até a morte.

Uso da cocaína na gravidez

Quando a cocaína é usada na gravidez, independentemente se for a merla, o crack ou o pó, pode trazer sérios problemas ao feto, causando até mesmo o aborto. Isso porque a droga tem ação tóxica direta no desenvolvimento fetal.

Segundo o OBID, a cocaína estimula o sistema noradrenérgico. Ao ativar esse sistema, além de outros problemas, a frequência cardíaca é aumentada e os vasos sanguíneos são contraídos (vasoconstrição), o que reduz a chegada de oxigênio e nutrientes para a placenta e, por conseguinte, para o feto.

«Isso aumenta a chance de aborto, descolamento prematuro de placenta, complicações e malformações fetais, como baixo peso, dificuldades de aprendizado, problemas de visão e audição», descreve o psiquiatra.

É possível ter overdose de cocaína?

A overdose é considerada uma complicação aguda da cocaína e coloca a saúde em grande risco. Essa sobrecarga é definida como a falência de um ou mais órgãos e caracteriza-se por arritmias cardíacas, convulsões epilépticas generalizadas e depressão respiratória com asfixia. De acordo com o especialista Matheus, a reação depende do organismo de cada indivíduo e da pureza da substância. Os efeitos em altas doses da droga podem causar:

  • Convulsões
  • Depressão neuronal
  • Alucinações
  • Paranóia (geralmente reversível)
  • Taquicardia
  • Mãos e pés adormecidos
  • Depressão do centro neuronal respiratório
  • Depressão vasomotora
  • Morte.

Curiosidade

Antes da cocaína ser isolada da planta, era costume de alguns povos preparar um chá com as folhas. Hoje, inclusive, esse hábito ainda é muito comum em determinados países como Peru e Bolívia. No primeiro, por exemplo, essa prática é permitida por lei e há um órgão do governo chamado «Instituto Peruano da Coca», destinado para controlar a qualidade das folhas vendidas no comércio. Existem até mesmo hotéis locais que servem o chá aos hóspedes.

A questão é que, na forma de chá, pouca cocaína é extraída da planta. O CEBRID explica que, quando ingerida pela boca, o intestino absorve pouca quantidade e a mesma é metabolizada pelo sangue, chegando ao fígado em pouca quantidade até ser destruída antes mesmo de chegar ao cérebro.

Referências

  • Matheus Cheibub David Marin, psiquiatra especialista em Dependência Química pelo GREA — IPq — HCFMUSP, Assistente do Núcleo de Álcool e Drogas do Hospital Sírio-Libanês e do Programa Redenção pela Prefeitura Municipal de São Paulo-SP
  • Edson Izidro dos Anjos, Professor de Química e Mestre em Ensino de Ciências pela Universidade de São Paulo
  • Centro Brasileiro de Informações Sobre Drogas Psicotrópicas (CEBRID), que funciona no Departamento de Psicobiologia da UNIFESP
  • Observatório Brasileiro de Informações Sobre Drogas (Obid).
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Barriga de grávida: existe tamanho ideal para cada fase da gestação?

Quando uma pessoa famosa fica grávida, os holofotes se voltam para o bebê antes mesmo de ele nascer. Situação como essa é o que vem acontecendo com a apresentadora Sabrina Sato, com 5 meses de gestação, e a life coach Mayra Cardi, que chegou aos 7. Há algumas semanas, os internautas questionavam Mayra por sua barriga não estar tão grande quanto à de Sabrina. De acordo com Mayra a alimentação saudável é responsável por uma barriga menor e, segundo ela, do tamanho adequado.

Diante desta situação a dúvida que fica é: existe um tamanho correto para a barriga da gestante?

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A barriga vai crescendo com o crescimento não só do bebê, mas também da placenta, explica Maria Fernanda Barca, doutora em Endocrinologia da FMUSP, membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia e da Sociedade Europeia de Endocrinologia.

Portanto, a barriga de uma grávida não tem um tamanho ideal. «O que importa é o tamanho do útero, e o crescimento da barriga é a consequência do crescimento uterino», explica Paulo Sellani, Obstetra do Hospital e Maternidade São Luiz, Unidade São Caetano.

Eduardo Sertã, ginecologista do Hospital Caxias D?Or, explica que o tamanho do fundo uterino é medido nas consultas de pré-natal. A partir da 20ª semana, a grosso modo, as semanas de gestação correspondem aos centímetros na medição da altura do fundo uterino. Por exemplo, com 23 semanas, essa altura deve ser de 23 centímetros, segundo ele. O fundo uterino é a parte oposta ao colo do útero, de onde o bebê sai.

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Tamanho da barriga

Essa medição, no entanto, não diz respeito ao tamanho da barriga da grávida. A barriga de quem está grávida é influenciada por diversos fatores, que muda em cada mulher. Por isso, comparar mulheres com o mesmo número de semanas não é adequado. «Isso acontece porque a readequação dos órgãos é diferente para cada paciente e depende da distensão das alças intestinais, da quantidade de gordura visceral e muito mais», explica Renata de Camargo Menezes, Ginecologista, Obstetra e Especialista em Reprodução Humana.

Além do modo como os órgãos se adequam ao útero crescendo, um fator importante é se a grávida tem um abdômen mais ou menos musculoso. Isso porque a musculatura pode promover uma restrição mecânica na readequação destes órgãos abdominais, e geram uma pressão que faz com que a barriga pareça menor. A elasticidade destes músculos também conta, e a ordem da gestação pode influenciar.

«Uma paciente que não pratica exercícios físicos ou já teve uma gestação anterior vai ter uma parede muscular menos rígida e mais elástica, permitindo que a força intra-abdominal projete esses órgãos mais para frente, evidenciando mais a protuberância uterina», segundo Renata.

A dieta pode influenciar no peso da grávida e assim como no tamanho da barriga, segundo Ana Paula Normando, endocrinologista do Hospital e Maternidade São Luiz Anália Franco. «Se ela engorda pouco, a barriga vai ser menor, assim como o peso também», concorda Maria Fernanda.

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Quando a minha barriga vai começar a aparecer?

O útero começa a sair da cavidade pélvica por volta da 12ª semana, com três meses. Nesta etapa, é comum que a paciente o sinta despontando cerca de 2 centímetros acima da sínfise púbica, a articulação óssea que existe próxima à vulva. Já perto das 16 semanas, começa a aparecer de forma mais evidente, porque o útero está evidentemente fora da cavidade pélvica. Aos 5 meses, ou 20 semanas, a mãe pode começar a sentir essa parte do útero por volta do umbigo, explica a obstetra Renata.

«Alguns fatores podem interferir nessa percepção, como por exemplo o biotipo materno: geralmente pacientes mais magras evidenciam a gravidez em idades gestacionais mais precoces», completa o obstetra Eduardo.

Outro fator que também influencia a idade gestacional em que a barriga aparece é se é a primeira gestação. A mulher que nunca teve filhos terá uma barriga que cresce mais devagar, já que seu músculo é mais rígido, pois nunca foi laceado, segundo a endocrinologista Maria Fernanda.

Papel da alimentação e diabetes gestacional

Todo mundo sabe que uma mulher que está grávida deve prestar ainda mais atenção à sua alimentação, para que seu bebê cresça saudável. Se esta alimentação a faz ganhar mais peso na gravidez, a gestante tende a ter uma barriga maior.

No entanto, a endocrinologista Maria Fernanda alerta que há um desequilíbrio na saúde da mãe que pode aumentar demais o peso do bebê e o tamanho da placenta: a diabetes gestacional, que geralmente se desenvolve na segunda metade da gravidez. «Quando a pessoa tem uma pré-diabetes ou a resistência à insulina, existe um aumento maior do bebê e consequentemente da barriga», segundo ela.

Durante a gravidez, a placenta, que liga o seu bebê para seu suprimento de sangue, produz altos níveis de vários hormônios. Quase todos eles prejudicam a ação da insulina nas células, aumentando o nível de açúcar no sangue. Dessa forma, uma elevação modesta de açúcar no sangue após as refeições é normal durante a gravidez.

Conforme seu bebê cresce, a placenta produz mais e mais hormônios que atuam no bloqueio de insulina. No diabetes gestacional, os hormônios placentários provocam um aumento do açúcar no sangue em um nível que pode afetar o crescimento e o bem-estar do bebê.

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Apesar de estar ligada a outros fatores, uma alimentação saudável, sem excesso de açúcares e carboidratos, associada a atividades físicas evita a diabetes gestacional.

Uma alimentação rica em sal pode causar inchaço e retenção de líquidos no corpo inteiro, o que pode influenciar também o tamanho da barriga.

É comum que a barriga diminua de uma semana para outra?

O tamanho e a altura do útero não podem diminuir de uma semana para outra. A única exceção acontece nas últimas semanas, já que o feto pode se ou encaixar na bacia, segundo a obstetra Renata.

«A diminuição da barriga pode sugerir uma diminuição de líquido amniótico ou outra alteração que deve ser analisada e avaliada pelo obstetra durante o pré-natal», ressalta o obstetra Eduardo.

A barriga, no entanto, pode parecer maior em um momento, depois de alguns fatores como gases e excesso de fezes no intestino, e depois diminuir um pouco quando eles forem eliminados.

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Spray nasal de nicotina: conheça os prós e contras desse tratamento para parar de fumar

O que é o spray nasal de nicotina

O spray nasal de nicotina é um dos recursos utilizados para a terapia de reposição de nicotina (TRN), que consiste em disponibilizar para o fumante uma das substâncias mais viciantes do cigarro sem o risco das outras substâncias presentes nele e envolve sua retirada gradual. Dessa forma ela colabora na redução da crise de abstinência e ajudando no processo para parar de fumar.

O spray nasal de nicotina ainda não está à venda no Brasil.

Para quem o spray nasal de nicotina é indicado

A Terapia de Reposição de Nicotina, que inclui o spray nasal de nicotina, é usada quando o paciente tem alta dependência, ou seja, quando ele tiver pontuado acima de cinco em um teste específico, chamado de Teste de Fagerström, ou quando há histórico de síndrome de abstinência quando a pessoa fica privada do fumo. No geral, o uso dessa terapia em pessoas que fumam menos de 10 cigarros por dia é controverso, mas precisa ser considerado caso a caso.

Como funciona o spray nasal de nicotina

O spray nasal funciona como qualquer outro spray: a nicotina é diluída em um líquido que pode ser aplicado a borrifadas no nariz. Cada dose contém 0,5 miligramas de nicotina, e indicasse a aplicação em ambas as narinas, resultando em 1 mg.

Como usar o spray nasal de nicotina

O spray nasal é aplicado com borrifadas nas narinas. Cada dose contém 0,5 miligramas de nicotina, e indicasse a aplicação em ambas as narinas, resultando em 1 mg. O pico da nicotina no sangue ocorrerá entre 5 a 10 minutos depois.

Estudos indicam o uso desse método entre 10 a 20 vezes ao dia, com redução ao longo de duas semanas. Caso haja fissura, ou seja, uma forte vontade de fumar, o spray pode ser reaplicado de 10 a 15 minutos depois da última dose.

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Resultados esperados

Não existem estudos relevantes mostrando qual o grau de ajuda do spray de nicotina para parar de fumar com relação a outros métodos dentro da terapia de reposição de nicotina.

Vantagens e desvantagens do spray nasal de nicotina

Uma das principais vantagens do spray nasal de nicotina, quando comparado às outras técnicas da terapia de reposição de nicotina, é a rápida absorção da nicotina, que rapidamente cai na corrente sanguínea e chega ao cérebro, de forma mais rápida do que o adesivo de nicotina.

Qualquer TRN tem como vantagem o fato de só repor a nicotina, poupando o até então fumante de estar em contato com as outras substâncias nocivas do tabaco (como o alcatrão, por exemplo), mas reduzindo as crises de abstinência, já que a nicotina é reduzida gradualmente. Não há risco de o paciente viciar no spray nasal ou em qualquer outro método desse tipo de terapia.

A desvantagem está nos efeitos colaterais dessa técnica, que pode causar, em alguns pacientes, irritação vias áreas, secreção nasal, tosse, broncoespasmos, entre outros.

Efeitos colaterais

O spray nasal de nicotina pode causar, em alguns pacientes, irritação vias áreas, secreção nasal, tosse, broncoespasmos, entre outros. Porém esses sintomas são muito individuais e não aparecem em todos que utilizam o spray nasal.

Contraindicações

Por repor apenas a nicotina e em quantidades bem menores do que encontramos no cigarro, não há graves riscos, já que ela é mais responsável pelo vício por fumar do que pelos malefícios do tabagismo em si.

Justamente por esse motivo, não há muitas contraindicações para às terapias de reposição de nicotina, como o spray nasal de nicotina, pois continuar fumando é sempre pior. Alguns especialistas alegam que mesmo pessoas com doenças cardíacas e gestantes podem fazer uso desses recursos, até porque não há provas de que esse tipo de tratamento cause problemas à saúde do feto.

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Porém, novos estudos têm mostrado a relação entre a nicotina e o câncer. Um estudo publicado na revista científica PLoS One, em 2013 mostrou que a substância pode alterar a expressão dos genes da células, tornando mais provável o aparecimento da doença. Essas descobertas podem mudar as medidas de recomendação para esse tipo de terapia.

Tratamentos aliados ao spray nasal de nicotina

Adesivo de nicotina Como o adesivo de nicotina libera quantidades continuas da substância ao longo do dia, para alguns pacientes vale a pena aliar esse tratamento com alguma outra técnica em que a nicotina chegue ao pico mais rapidamente, como o spray nasal.

Bupropiona Em outros casos, quando o paciente é muito dependente de nicotina, o médico pode aliar as terapias de reposição de nicotina com o tratamento medicamentoso, usando a bupropiona. O medicamento também reduz a vontade de fumar e pode ser tomado por até três mesmo, mas só pode ser comprado com receita.

Fontes

Pneumologista Luiz Carlos Côrrea da Silva (CRM-RS 4414), membro da Comissão de Tabagismo da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT) e do conselho consultivo da Aliança de Controle do Tabagismo (ACTBr)

Psicóloga Sabrina Presman, especialista em tabagismo da Associação Brasileira do Estudo do Álcool e Outras Drogas (ABEAD)

Livro «Tabagismo: Doença que tem tratamento» (Editora ArtMed), organizado pelo pneumologista Luiz Carlos Côrrea da Silva

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Açaí: 10 benefícios, calorias, como consumir e receitas

O açaí pode ser consumido em formate de cremes, sorvetes, polpas e sucos - montagem/Shutterstock
O açaí pode ser consumido em formate de cremes, sorvetes, polpas e sucos — montagem/Shutterstock

O açaí é considerado mundialmente um dos mais potentes alimentos antienvelhecimento. O frutinho, que tem um tom roxo intenso, é um verdadeiro arsenal de nutrientes, como vitaminas (A, E, D, K, B1, B2, C), minerais (cálcio, magnésio, potássio, ferro), aminoácidos, antioxidantes e óleos essenciais.

«É rico em polifenois que agem diretamente na saúde dos vasos sanguíneos e detonam os radicais livres, aqueles responsáveis pelo envelhecimento e dano à pele. Além disso, o açaí é ótima fonte de ácidos graxos essenciais, como ômega-9 e betasitosterol, o que contribui para baixar o colesterol. Esta superfruta ainda é fonte de fibra, e para uma boa saúde o intestino precisa funcionar bem», conta a nutróloga Tamara Mazaracki.

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O que é açaí?

O açaí é uma iguaria brasileira com origem no norte do país. «Fruto de uma palmeira, possui densidade calórica importante. Sua cor roxa é responsável por trazer uma gama de nutrientes importantes ao organismo», comenta Cyntia Maureen, nutricionista e consultora da Superbom.

A nutricionista funcional Michelle Mendes, da Aliança Instituto de Oncologia, destaca ainda que o açaí é fruto do açaizeiro, uma palmeira que tem como nome científico Euterpe Oleracea. «A fruta se tornou popular nas formas de sucos, polpas, sorvetes, cremes e as famosas tigelas», completa ela.

Informação nutricional do açaí (porção de 100g)

Nutriente
Quantidade
Calorias
58 kcal
Proteína
0,8 g
Lipídeos
3,9 g
Colesterol

Carboidrato
6,2 g
Fibra alimentar
2,6 g
Cálcio
35 mg
Magnésio
17 mg
Manganês
6,16 mg
Fósforo
16 mg
Ferro
0,4 mg
Sódio
5 mg
Potássio
124 mg
Cobre
0,18 mg
Zinco
0,3 mg

O açaí contém alto teor de lipídeos, de acordo com Cintya Bassi, nutricionista do Hospital e Maternidade São Cristóvão. A fruta tem, inclusive, alto teor de ácidos graxos essenciais, como Ômega 6 e Ômega 9, carboidratos, fibras, vitamina E e minerais, como ferro e zinco. «A polpa do açaí é rica em antioxidantes como antocianinas e proantocianidina», afirma ela. Dos lipídeos presentes na fruta, «prevalece o ácido graxo monoinsaturado oleico, o mesmo encontrado no azeite de oliva e associado a cardioproteção», acrescenta Michelle.

Tabela: TACO — Tabela Brasileira de Composição de Alimentos

Benefícios do açaí

Devido aos antioxidantes o açaí auxilia no combate aos radicais livres e, por isso, ajuda a diminuir o envelhecimento e o risco de algumas doenças, inclusive o câncer. «Além disso, os antioxidantes e o perfil de lipídeos presente no fruto tem efeito anti-inflamatório e redutor de lesões teciduais. Os polissacarídeos da fruta têm ação sobre células que melhoram o sistema imunológico», afirma Cyntia Maureen.

O açaí também é extremamente rico em compostos fenólicos, que possuem atividade antioxidante e antiinflamatória. Entre esses compostos, destaca Michelle, prevalecem as antocianinas, responsáveis pela cor escura da fruta. «Devido a abundância dessas substâncias, pesquisas científicas têm associado o consumo de açaí a prevenção de câncer, doenças cardiovasculares, processos alérgicos, doenças neurodegenerativas e aumento da longevidade», completa ela. Abaixo, a nutróloga Tamara Mazaracki destaca outros benefícios do açaí:

  • Age como um tônico cardioprotetor
  • Ajuda o sistema circulatório
  • Reduz as taxas de colesterol
  • Tem ação anti-inflamatória
  • Ajuda o aparelho digestivo
  • Promove a saúde intestinal
  • Protege a pele da ação dos raios solares
  • Age na saúde dos olhos
  • Pode ajudar na prevenção da doença de Alzheimer
  • Contribui para a longevidade

Açaí emagrece ou engorda?

Antes de ser processado, o fruto de açaí possui cerca de 65 calorias a cada 100g. O problema é quando ele é transformado em polpa. «Seu teor calórico pode até triplicar devido ao xarope de guaraná e banana, que geralmente lhe são acrescentados para sua comercialização», destaca Michelle.

Portanto, na sua forma natural o açaí não causa tanto impacto no peso, «já que é rico em fibras e possui somente o açúcar natural da fruta. Já o açaí batido na tigela, sua forma mais popular, deve ser consumido com moderação, pois na maioria das vezes já possui em sua composição ingredientes como açúcar, xarope de guaraná ou xarope de milho», completa a nutricionista.

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Além disso, Cyntia conta que, de forma geral, se consumido em uma dieta correta e balanceada, o açaí pode favorecer o emagrecimento, já que aumenta a saciedade. «Os antioxidantes do açaí podem estimular a redução dos lipídeos, do colesterol ruim e da glicose, o que diminui os riscos de síndrome metabólica e diabetes tipo 2. Porém, não existe milagre, apenas consumir o açaí, sem mudança no estilo de vida e hábitos alimentares, não leva a perda de peso», ressalta.

E não podemos esquecer dos populares acompanhamentos do açaí, que também podem incrementar e muito a carga calórica do alimento. «Seu consumo com diversos outros ingredientes é muito comum, como banana, granola, leite condensado ou leite em pó — e aí, nesses casos, um açaí na tigela pode facilmente alcançar 1000 calorias», afirma Cyntia.

Açaí e a prática de exercícios

«Por fornecer grande quantidade de energia e favorecer a contração muscular (o que inclui o funcionamento cardíaco) e saúde óssea, o açaí é extremamente recomendado para os praticantes de atividade física», lembra Cyntia Maureen. A fruta ainda auxilia na recuperação muscular, reposição de energia, ganho de massa magra e aumento da saciedade. «O consumo deve ser em quantidades moderadas, de 100g a 200g dependendo do objetivo», destaca Cyntia Bassi.

O açaí, de acordo com Michelle Mendes, pode ser consumido tanto no pré como no pós-treino. «Seu consumo no pós treino pode auxiliar na reposição, de maneira rápida, a glicose perdida durante os treinos. Já no pré-treino pode contribuir no aumento da energia, já que é considerado um verdadeiro energético natural, diferente de outros produtos que se intitulam como energéticos e são apenas estimulantes», explica.

Poder antioxidante

O açaí é recheado com antioxidantes (Journal of Agricultural and Food Chemistry 2008). «Ele contém um alto teor de compostos polifenólicos como o resveratrol, antocianidina, ácido ferúlico, delfinidina e petunidina; e também contém taninos como epicatequina e ácido elágico. Os antioxidantes ajudam a reduzir os riscos de câncer, doenças degenerativas e envelhecimento precoce», afirma a nutróloga Tamara Mazaracki.

«O índice ORAC (Oxygen Radical Absorbance Capacity ou capacidade de absorção dos radicais oxidantes) é um método de quantificação da capacidade antioxidante de alimentos. Os testes são realizados em uma imensa variedade de amostras, sendo que as maiores notas são de especiarias, frutas e legumes. Por ser extraordinariamente rico em antioxidantes, o açaí tem um índice ORAC muito superior a qualquer outra fruta que foi oficialmente testada. Açaí tem ORAC 102.700 por 100 gramas enquanto as famosas goji berries têm ORAC 25.300 por 100 gramas de produto, por exemplo», completa Tamara.

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Açaí combate o câncer

As antocianinas são responsáveis por colorir o açaí com seus pigmentos roxo-azulados. «Elas fornecem proteção antioxidante contra os efeitos prejudiciais da constante exposição à luz ultravioleta a qual estes frutos estão expostos. Já foram descobertas mais de 600 tipos de antocianinas de ocorrência natural. A forma mais abundante de antocianina é a C3G, e é ela que regula os nossos genes para proteger o corpo da ação dos radicais livres. Um estudo realizado na Universidade da Flórida mostrou que o extrato de açaí foi capaz de acionar o mecanismo que elimina 86% das células de leucemia nas amostras, devido à alta concentração de C3G e outras antocianinas», explica Tamara.

Fortalece o sistema imunológico

Os antioxidantes presentes no açaí têm um profundo efeito na redução do estresse oxidativo que microrganismos invasores e toxinas ambientais produzem. «Sua ação imunoestimulante aumenta a capacidade do corpo de combater infecções por bactérias, vírus e fungos. O açaí contém um polissacarídeo chamado arabinogalactana, que induz a atividade fagocitária (de defesa) das células brancas, segundo um estudo de 2011 publicado pelo Department of Immunology and Infectious Diseases at Montana State University», destaca Tamara.

Açaí combate a anemia

Por ser um alimento rico em ferro, a nutricionista Maria Jane afirma que o açaí pode, sim, ser indicado no tratamento de anemias. «Para potencializar a absorção do nutriente, uma dica é consumir com alguma fruta cítrica, como laranja, limão, acerola ou kiwi», completa. Natalia Alcalá destaca também que essa grande quantidade de ferro da fruta acaba ajudando na regularização metabólica, que ajuda na prevenção da anemia.

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Protege a saúde do coração

O açaí possui um teor elevado de antocianina, responsável pela sua coloração. Segundo estudos da Ohio State University, essa substância previne a degeneração celular e evita a produção de radicais livres. «Os benefícios para o coração, sistema imunológico e envelhecimento precoce estão relacionados a esta substância, além das vitaminas do complexo B, vitaminas C e E», destaca Maria Jane Dias Pereira, nutricionista do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos. Para completar, a nutricionista Natalia Alcalá, da Estima Nutrição, ressalta que o açaí é um forte aliado para a saúde do coração por possuir uma grande concentração de fitoesterois, que auxiliam na redução dos níveis de colesterol.

Previne o envelhecimento precoce

O açaí tem em sua composição o zinco, que possui ação cicatrizante e mantém a integridade da membrana das células. «É considerado antioxidante (combate os radicais livres), podendo atuar na prevenção do envelhecimento celular. É também responsável pela elasticidade e hidratação da pele», destaca Marisa Coutinho, nutricionista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo.

Como consumir o açaí

O que transforma uma tigela de açaí em uma bomba calórica é o que se adiciona na lanchonete, como xarope de guaraná, granola e banana. «O ideal é comprar a polpa pura congelada e acrescentar no suco matinal. Ele combina com tudo: no suco de laranja com couve, no suco de abacaxi com hortelã, na água de coco batida com banana e gengibre. Se você quer comer na tigela então adoce com mel e acrescente a fruta da sua preferência: banana, kiwi, morango, maçã, manga, etc. Outra opção interessante é comprar a polpa liofilizada e acrescentar uma colher de sopa nos sucos», ressalta Tamara.

Receitas

Receita de suco energizante com chia e açaí

Creme de banana com açaí

  • 1 polpa pequena de açaí
  • 1 banana congelada
  • 150ml de água gelada ou água de coco

Bata tudo no liquidificador e beba na hora, ainda gelado.

Açaí na gravidez

O açaí é um alimento muito saudável e por conter tantos nutrientes, pode sim ser consumido durante a gestação. «Portanto, vale levar em consideração o valor calórico do mesmo, pois se consumido em excesso pode levar a um maior ganho de peso. Outro aspecto importante é se atentar para a segurança alimentar nesta fase, analisando sempre o local de consumo. Além disso, quando for comprar a polpa da fruta é importante analisar embalagens e rótulos para verificar a procedência e qualidade do produto», recomenda Michelle.

Quantidade recomendada do açaí

«O açaí pode ser consumido diariamente: nas regiões produtoras as pessoas chegam a ingerir até 1 litro diário do produto, que é a base da alimentação local misturado com farinha. Se o açaí for consumido sem os aditivos ultracalóricos, não há nenhum problema no uso diário», destaca Tamara.

No caso de atletas e praticantes de atividade física, com objetivo de ganho de massa corporal, o consumo de açaí todos os dias pode ser uma estratégia nutricional eficaz. «Já para perda de peso, pode não ser o mais indicado. No entanto, a quantia indicada no geral seria de aproximadamente 100g ao dia», diz Natalia Alcalá.

Riscos de consumir açaí

A nutricionista Maria Jane destaca que o açaí, como tudo na vida, não deve ser consumido em excesso, pois pode ser prejudicial. «Por ser um alimento muito calórico, se for consumido em grandes quantidades pode ser responsável pelo ganho de peso e hiperglicemia, que é o aumento de açúcar no sangue», diz.

Também é preciso tomar cuidado com a procedência do açaí. «Há riscos no consumo quando há o produto é de origem desconhecida, sem o certificado de qualidade da ANVISA e do Ministério da Saúde. O açaí pode transmitir a doença de Chagas, segundo estudos confirmados pela por pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen)», conta Maria Jane.

Contraindicações

«O açaí é contraindicado para pessoas diabéticas por causa do elevado nível de glicose, porém, se for consumir, deve-se dispensar o xarope de guaraná e contar com a orientação de um médico ou nutricionista», ressalta Maria Jane.

Referências

Tamara Mazaracki, nutróloga

Michelle Mendes, nutricionista Funcional e Oncológica da Aliança Instituto de Oncologia

Cintya Bassi, nutricionista do Hospital e Maternidade São Cristóvão

Cyntia Maureen, nutricionista e consultora da Superbom

Natalia Alcalá, nutricionista da Estima Nutrição

Marisa Coutinho, nutricionista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo

Maria Jane Dias Pereira, nutricionista do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos

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É possível engravidar tomando pílula anticoncepcional?

A pílula anticoncepcional é um dos métodos contraceptivos mais comuns. No entanto, sua eficácia não é de 100% e, por isso, qualquer mulher corre o risco de engravidar, mesmo tomando o medicamento regularmente. Além disso, alguns fatores podem contribuir para alterar a eficácia da pílula, elevando o risco de uma gestação.

Dentre os riscos mais comuns destacam-se:

  • o uso de antibióticos
  • deixar de ingerir a pílula na periodicidade correta
  • apresentar quadro de diarreia ou vomito após ter ingerido a pílula
  • trocá-la por outro método contraceptivo e não usar preservativo nas primeiras semanas.

O uso contínuo, diário e no mesmo horário é essencial, afinal o organismo tem de receber a dose diária do hormônio de maneira correta para que sua eficácia esteja mais garantida. São essas doses hormonais que irão prevenir a gravidez, pois elas atuam inibindo a ovulação e, com isso, evitando a fecundação. Caso ocorra esquecimento de mais de 12 horas, é importante atentar-se que a proteção contraceptiva estará reduzida neste ciclo. Ao se aproximar do final da cartela, o risco de falha do método contraceptivo fica cada vez maior.

Já alguns antibióticos podem cortar o efeito da pílula anticoncepcional, por isso é importante conversar com o médico para esclarecer sobre tais reações. Antialérgicos também podem interferir na proteção contraceptiva oferecida pelas pílulas. Outra questão refere-se aos episódios de vômitos ou diarreia que também podem interromper a eficácia da pílula. Em um quadro de diarreia, o intestino deixa de absorver determinados nutrientes, incluindo, os hormônios compostos na pílula, aumentando a ineficácia do medicamento. E o mesmo ocorre se houver vômito, pois o estômago não consegue absorver as substâncias que ajudam a impedir a concepção de um bebê. Nessas duas situações, é preciso tomar a pílula novamente.

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E se eu engravidar tomando pílula?

Caso alguma ocorrência tenha sido suficiente para interferir na eficácia do medicamento e a paciente esteja grávida, o fato de estar ingerindo a pílula não é motivo para alarde. Embora a pílula provoque uma alteração hormonal necessária para que organismo interrompa a ovulação, as pílulas não contêm carga elevada de hormônios que possam prejudicar a gestação. A baixa quantidade de hormônio presente na pílula não deve fazer mal ao feto em desenvolvimento, afinal em poucos dias eles serão substituídos pelos hormônios da gravidez.

É importante ressaltar que a pílula anticoncepcional deve ser ingerida sob a prescrição médica. Atualmente, existem opções com baixa dosagem de estrogênio que também são bem eficazes, desde que sejam administradas corretamente. A eficácia contraceptiva não depende da dose de estrogênio, e sim da progesterona contido na pílula. A pílula, não é indicada apenas para prevenir uma gravidez indesejada, mas pode ajudar a regular o ciclo menstrual, diminuir o fluxo e a ocorrência de cólicas e até proteger contra alguns tipos de cânceres como ovário e endométrio.

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Melancia combate dificuldades de ereção

Os poderes afrodisíacos da pimenta e das ostras para aumentar a vida sexual já são bastante conhecidos. Mas ninguém nunca desconfiou que a melancia também pudesse esquentar a vida sexual dos casais.

Investigando a fruta, pesquisadores do Centro de Aprimoramento de Frutas e Vegetais da Universidade A&M do Texas (estados Unidos), descobriram que ela é rica num fitonutriente reconhecido como vasodilator: a citrulina. A substância é convertida em arginina, precursora na formação do óxido nítrico no interior dos vasos sanguíneos. O óxido nítrico, por sua vez, leva à vasodilatação e ao relaxamento vascular (não á toa, ele é dos componentes do Viagra).

A mesma lógica também elege a fruta como eficaz no combate aos problemas cardiovasculares, à medida que ela aumenta o fluxo sangüíneo. Mas os efeitos libidinosos do consumo podem não ser notados por todo mundo. Não podemos afirmar que toda a citrulina será convertida em arginina, nem que toda arginina será usada pelo organismo na produção de óxido nítrico , esclarece a nutricionista funcional Daniela Jobst. Cada metabolismo reage de acordo com as necessidades do indivíduo .

A citrulina, no entanto, concentra-se principalmente na casca e nas sementes da melancia. Por isso, é necessário o aproveitamento de toda a fruta, mudando hábitos de consumo dos brasileiros , afirma a chefe da equipe nutricional do MinhaVida,Roberta Stella. O suco também é eficaz contra febres e as sementes aliviam a pressão alta , diz a especialista.

Uma talha com 100g de melancia é aliada suculenta da sua dieta: conta com apenas 31 calorias e ainda é rica em sais minerais (ferro, cálcio e fósforo) e vitaminas (complexo B, A e C). Por ser rica em água, ela tem ótima atuação no sistema digestivo e na limpeza das vias urinárias. Também tem grande quantidade de licopeno e glutationa, que protegem contra o câncer e o envelhecimento precoce.

Confira os outros alimentos que atiçam sua libido:

Mel

Estimula a produção de serotonina, neurotransmissor responsável pela sensação de bem-estar. Também fornece boro, mineral que ajuda a metabolizar o estrogênio (hormônio sexual feminino).

Aveia

Cereal rico em fibras solúveis, que aumenta da quantidade de testosterona disponível no sangue. Esse é o hormônio responsável pelo clímax tanto no homem quanto da mulher.

Ostra

Ela e os outros frutos do mar contêm minerais (como o zinco) que são componentes indispensáveis dos hormônios sexuais.

Castanha do pará e soja

Ambos são ricos em arginina, aminoácido que é matéria prima na formação do óxido nítrico, que faz o relaxamento dos vasos melhorando a circulação. (efeito do viagra)