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Baby blues: qual a diferença para depressão pós-parto?

Quando o bebê nasce, as emoções ocasionadas pelos hormônios podem se intensificar e causa uma sensação de tristeza e melancolia na mãe. Manifestar esse tipo de sensação não significa que a mãe não esteja feliz com a chegada de seu bebê.

Quando o bebê nasce, as emoções ocasionadas pelos hormônios podem se intensificar e causa uma sensação de tristeza e melancolia na mãe. Manifestar esse tipo de sensação não significa que a mãe não esteja feliz com a chegada de seu bebê.

Essa bagunça emocional acontece devido a toda as mudanças pelas quais a mãe vem passando: nova rotina, forma física diferente, trazer uma criança ao mundo, expectativas sobre o futuro.

Saiba mais:
Saiba como identificar e lidar com a depressão pós-parto

O que é baby blues?

Foto: Shutterstock
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O período do puerpério de humor instável pode ser caracterizado como baby blues ou depressão materna.

De acordo com a American Pregnancy Association, entre 70% a 80% das mães experimentam algum tipo de sentimento negativo ou mudança de humor após o nascimento do bebê.

Segundo a psicóloga Silvia Sueli de Souza Maia, professora do curso de Psicologia da Universidade Univeritas/UNG, o baby blues, ou tristeza materna, normalmente começa nos primeiros dois a três dias após o nascimento do bebê e pode durar até duas semanas.

Sintomas do baby blues

O baby blues se caracteriza por um estado regressivo e melancólico, em que a mulher costuma manifestar os seguintes sintomas:

  • Maior sensibilidade emocional
  • Constante vontade de chorar
  • Comentários auto depreciativos
  • Insegurança
  • Impaciência
  • Ansiedade
  • Insônia
  • Mudança brusca de humor

De forma geral o baby blues causa uma tristeza branda na mãe que não impossibilita que ela realize suas atividades ou cuide do bebê.

Diferença entre baby blues e depressão pós-parto

Pode acontecer de o sentimento de melancolia se manifestar de forma intensa e desmedida, fazendo com que a mãe sinta-se desmotivada diante da vida e não tenha força para lidar com a nova rotina.

Nesse caso pode ser que ela esteja com um quadro de depressão pós-parto.

De acordo com Silvia, os custos emocionais ligados à depressão pós-parto fazem com que a mãe interaja menos com a criança.

Da mesma forma, sintomas como irritabilidade, choro frequente, sentimentos de desamparo e desesperança, diminuição da energia e motivação, desinteresse sexual, transtornos alimentares e do sono, ansiedade e sentimentos de incapacidade de lidar com situações novas são emocionalmente potencializadas.

A principal causa da depressão pós-parto é também o enorme desequilíbrio de hormônios reprodutivos no pós-parto. Além disso, a privação de sono, isolamento, alimentação inadequada e falta de apoio do parceiro também podem potencializar esses fatores.

A depressão pós-parto costuma acontecer quando a mãe já possui histórico de depressão durante a gravidez ou em outros momentos da vida. Além deste, outros fatores podem levar a uma depressão pós parto:

  • Ter outros transtornos emocionais (depressão, ansiedade, etc)
  • Ter tido depressão pós-parto em uma gravidez anterior
  • Ter membros na família com histórico de depressão
  • Ter vivido eventos estressantes durante o período da gravidez (como complicações, doença, perda de emprego)
  • Ter dificuldade em amamentar
  • Bebê ter nascido com problema de saúde
  • Ter problemas de relacionamento com o cônjuge ou familiares.

Causas de baby blues

A causa do baby blues é desconhecida. No entanto, acredita-se que essa condição esteja relacionada com as alterações hormonais que ocorrem durante a gravidez e novamente após o nascimento do bebê.

Em relação aos fatores químicos, uma hipótese é a de que o período pós-parto faz com que ocorra uma queda dramática nos hormônios estrogênio e progesterona, e essas mudanças por si só podem contribuir para um quadro de tristeza.

Outros hormônios produzidos pela glândula tireoide também podem cair bruscamente – o que pode aumentar o cansaço e sensação de tristeza. Mudanças no seu volume de sangue, pressão arterial, sistema imunológico e metabolismo podem contribuir para a fadiga e alterações de humor.

Tratamento para o baby blues

Apesar de o baby blues se apresentar de forma intensa muitas vezes, Silvia diz que não há necessidade de um tratamento intensificado. No entanto é fundamental o apoio do pai e da família.

«Esse acolhimento e auxílio para lidar com o período contribuem para que haja uma regulação dos hormônios e ajudam a mãe a se acostumar com a nova rotina», conta.

No entanto, existem algumas ações que podem ser colocadas em prática para amenizar os sintomas do baby blues:

  • Exponha seus sentimentos: Falar sobre o que está sentindo pode contribuir para ter mais clareza sobre as sensações que se manifestam.
  • Mantenha uma dieta equilibrada: É importante que a mãe tenha uma alimentação equilibrada durante enquanto estiver amamentando. Isso pode contribuir para amenizar os sintomas do baby blues. Alimentos ricos em ômega 3 podem ajudam na manutenção e equilíbrio das funções cerebrais
  • Peça ajuda: Não há necessidade de dar conta de tudo principalmente no período pós-parto. Se tiver a chance, peça ajuda ao seu companheiro (a) e tente dividir atividades da rotina. Se não puder, o auxílio de um parente e até alguém próximo também pode fazer a diferença.
  • Não espere ser perfeita: Essa máxima poderia ser um lema entre as mães, mas durante os primeiros dias é importante tê-la sempre em mente.
  • Tenha em mente que você não está sozinha: Não existe culpa em ter baby blues e qualquer mulher pode manifestar essa condição.

Referência:

Silvia Sueli de Souza Maia, psicóloga e professora do curso de Psicologia da Universidade Univeritas/UNG

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