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Alimentação saudável: cardápio, dicas, importância, como ter

Ter uma alimentação saudável é fundamental para que as funções do organismo funcionem de foma equilibrada. De forma prática, uma alimentação saudável é aquela composta por todos os macro e micronutrientes. Mas então, o que é alimentação saudável?

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O que é alimentação saudável

Alimentação saudável contém:

Os macronutrientes, que são os carboidratos (pães, massas e batatas, entre outros), gorduras (como os óleos, as oleaginosas, abacate e outros) e proteínas (peixes, ovos, carnes vermelhas, carne de frango, entre outros).

E também os micronutrientes, que são as vitaminas e minerais, presentes nos mais diversos alimentos, como frutas, verduras, legumes, entre outros.

Além disso, contém fibras, parte não digerível do alimento vegetal, a qual resiste à digestão e à absorção intestinal, com fermentação completa ou parcial no intestino grosso. Elas também são essenciais para a alimentação saudável e estão presentes nos alimentos integrais, nas frutas e verduras.

Uma alimentação composta por estes nutrientes de forma equilibrada costuma ser bem variada, não tem exageros e não segue nenhum tipo de modismo.

Importância da alimentação saudável

Saiba tudo sobre alimentação saudável - Foto: Getty Images
Saiba tudo sobre alimentação saudável – Foto: Getty Images

Ter uma alimentação saudável proporciona uma série de benefícios para as pessoas. Ela contribui para a melhora no sistema imunológico, na qualidade de sono, no trânsito intestinal, no humor, na capacidade de concentração e pode contribuir até mesmo para a perda de peso. Em gestantes, ela é essencial para o bom desenvolvimento do feto e em mulheres que amamentam irá contribuir para o desenvolvimento saudável do bebê. Entre outros inúmeros benefícios.

Pirâmide alimentar brasileira

A pirâmide alimentar foi adaptada para a população brasileira em 1999 pela nutricionista sanitarista Sonia Tucunduva Philippi, professora da Universidade de São Paulo. Esta pirâmide foi criada com o objetivo de facilitar o entendimento do público sobre quais os alimentos que devem ser mais ingeridos e quais devem ter um consumo menor.

A adaptação envolveu basicamente trocar alguns alimentos que não eram tão comuns no Brasil por outros nutricionalmente equivalentes, mas que eram ingeridos com maior frequência pelos brasileiros.

Os alimentos presentes na base da pirâmide são aqueles que devem ser mais consumidos. Quanto mais para cima o alimento estiver localizado, em menores quantidades ele deve ser ingerido.

A orientação de acordo com a pirâmide é ingerir 6 porções ao dia de carboidratos, como pães, arroz, batata, mandioca e outros, 3 poções de legumes e verduras, 3 de frutas, 3 de laticínios, como queijos, leite e iogurte, uma de carnes e ovos, uma de feijão e outras leguminosas, uma de óleos e outras gorduras e uma de açúcares e doces.

A seguir confira a pirâmide alimentar brasileira:

Esta é a nova pirâmide alimentar brasileira
Esta é a nova pirâmide alimentar brasileira

Fonte: Redesenho da Pirâmide Alimentar Brasileira para uma alimentação saudável

Quais são os macronutrientes?

Os macronutrientes consistem nas gorduras, carboidratos e proteínas. Os carboidratos são a principal fonte de energia do corpo, eles possuem 4 calorias por grama e se dividem entre simples e complexos.

Carboidratos simples

A digestão e absorção dos carboidratos simples acontece rapidamente levando a um aumento dos níveis de glicose no sangue (glicemia). Exemplos de alimentos que são fontes de carboidratos simples: frutas, mel, xarope de milho, açúcar. O excesso dos carboidratos simples pode favorecer problemas de saúde como diabetes.

Carboidratos Complexos

Já os carboidratos complexos possuem estrutura química maior (polissacarídeos). Por ser uma molécula maior são digeridos e absorvidos mais lentamente, ocasionando aumento gradual da glicemia. Exemplos de alimentos fontes de carboidratos deste grupo: arroz integral, pão integral, batata doce, massa integral. Estes carboidratos complexos são ricos em fibras e por isso contribuem para a melhora no trânsito intestinal, previnem o diabetes, ajudam na perda de peso, controle do nível de colesterol, entre outros.

Proteínas

Outro macronutriente é a proteína. Ela possui quatro calorias por grama e tem como uma de suas principais funções reparar as microlesões que ocorrem como um processo fisiológico normal quando se pratica atividade física e proporcionar a sua regeneração e formação de novas células musculares.

As proteínas podem ser encontradas em alimentos de origem animal, como carnes vermelhas, peixes, aves, laticínios e ovos. Elas também estão presentes nos alimentos de origem vegetal, especialmente leguminosas como feijão e soja.

Saiba mais:
18 maneiras de seguir uma alimentação saudável

Gordura

O outro macronutriente é a gordura e possui 9 calorias por gramas. Elas se dividem entre gorduras monoinsaturadas, poli-insaturadas e saturadas. As gorduras proporcionam saciedade e algumas delas proporcionam benefícios para o cérebro. As gorduras poli-insaturadas são encontradas em alimentos como a chia, a linhaça e peixes de água fria, salmão e sardinha por exemplo. Já as monoinsaturadas estão presentes em óleos, como o azeite e no abacate.

Quantidades recomendadas de macronutrientes

A recomendação é que uma alimentação saudável seja composta de 40 a 55% de carboidratos, 15 a no máximo 30% de proteínas, sendo metade de origem animal e outra vegetal, e entre 25 e 30% de gorduras, sendo um terço de saturadas, um terço de poli-insaturadas e um terço de monoinsaturadas.

O que comer

  • Carboidratos complexos, como as frutas
  • Proteínas vegetais, como soja, feijão, lentilha, grão de bico, quinoa
  • Proteínas animais, como peixes, as aves, os ovos e o leite semi-desnatado
  • Gorduras monoinsaturadas, como abacate
  • Fontes de ômega 3, como salmão, sardinha e outros peixes de águas frias, a chia e a linhaça
  • Vitamina A, nos ovos, cereais, cenoura
  • Vitaminas do complexo B, em carnes, leite e ovos
  • Vitamina C, em frutas como kiwi, laranja e acerola, dentre outros

Os carboidratos complexos, aqueles em que o açúcar demora mais para ser absorvido no sangue, e menor carga glicêmica, quantidade de açúcar presente no alimento, são os que devem estar presentes com maior frequência em uma alimentação saudável. As frutas, especialmente quando ingeridas com casca, e os alimentos integrais costumam ter estas características.

Quanto às proteínas, a recomendação é ingerir tanto aquelas de origem vegetal, como a soja e o feijão, quanto às de origem animal. Porém, uma pessoa consegue manter uma dieta vegetariana e ainda assim ser saudável. Fontes de proteínas de origem animal que vale a pena investir são aquelas com menor concentração de gorduras saturadas como os peixes, as aves, os ovos e o leite semi-desnatado. Quanto aquelas de origem vegetal, todas parecem ser boas alternativas, como o feijão, a soja, a lentilha, o grão de bico e a quinoa.

Quanto às gorduras, aquelas insaturadas são boas alternativas para a saúde. Vale investir em fontes de ômega 3 como o salmão, a sardinha e outros peixes de águas frias, a chia e a linhaça. Alimentos ricos em gorduras monoinsaturadas como o abacate e o azeite também são ótimas opções.

Macronutrientes para evitar

É importante reduzir o consumo de fontes de carboidratos com alto índice e taxa glicêmica, como o pão branco, a batata, a massa e o arroz branco. Isto porque eles podem levar a picos de insulina que em excesso favorecem desde o ganho de peso até o diabetes.

Quanto à proteína, é importante não abusar do consumo da carne vermelha. Ingerir cerca de 300 gramas deste alimento por semana já é o suficiente. O excesso de carne vermelha leva ao maior consumo de gorduras saturadas que aumenta o risco de problemas cardiovasculares, entre outros.

Em relação às gorduras o mesmo cuidado com a saturada é válido. Evite exagerar no consumo de fontes de gorduras saturadas, principalmente as carnes vermelhas gordurosas e o leite integral, entre outros.

Quais são os micronutrientes?

Entre os micronutrientes temos os minerais e as vitaminas, o que resulta em dezenas de substâncias essenciais para a manutenção da vida.

Vitaminas

Alguns bons exemplos de vitaminas são: vitamina A, importante para a visão e crescimento e que é encontrada em ovos, cereais fortificados, leite, cenoura, entre outros, vitaminas do complexo B, grandes aliadas do cérebro e que são encontradas principalmente em carnes, leite e ovos, e vitamina C, que melhora a imunidade e pode ser encontrada nas frutas como kiwi, laranja e acerola.

Minerais

Quanto aos minerais, eles se dividem entre macromineais, que precisamos ingerir em grandes quantidades, como o cálcio, e os elementos traços, que precisamos de pequenas porções, como o boro. Exemplos de macrominerais são o ferro, que previne anemia, é bom para o coração e pode ser encontrado em carnes, e o cálcio, aliado dos ossos e dentes que está presente principalmente nos laticínios.

Como existem diversos micronutrientes, a melhor maneira de saber que está ingerindo quantidades suficientes deles é manter sempre uma grande variedade na dieta. Procure consumir todos os grupos alimentares e seguir o conceito de variabilidade alimentar que sugere que a sua dieta abranja ao menos 30 alimentos. Produtos alimentares, como embutidos, bolachas recheadas, entre outros, não entram na conta.

Como ter uma alimentação saudável

Para ter uma alimentação saudável é importante que ela seja muito variada e conte com todos os grupos alimentares. Seguir o conceito de variabilidade alimentar, que sugere que a sua dieta abranja ao menos 30 alimentos, é uma boa ideia. Lembrando que produtos alimentares, como embutidos, bolachas recheadas, entre outros, não entram na conta.

Outro cuidado importante está na escolha dos alimentos. Em relação aos carboidratos é importante priorizar os complexos, como pães integrais, arroz e massas integrais. Já quando falamos de gorduras, as fontes de gorduras insaturadas devem ser ingeridas em maior quantidade, como as oleaginosas, o azeite, o abacate, o salmão e a chia. Quanto às proteínas, vale priorizar as versões magras, como peixes, aves, carnes vermelhas com pouca gordura e aquelas de origem vegetal, como feijão, lentilhas e soja.

O papel da água

A água é essencial para o transporte de nutrientes no organismo e a hidratação. A orientação é ingerir 30 ml de água por quilo de peso no dia, o que equivale a cerca de dois ou três litros de água por dia. A água não deve ser substituída por refrigerantes, sucos, especialmente os industrializados, e muito menos bebidas alcoólicas.

Sugestões de cardápio para alimentação saudável

Abaixo vemos a distribuição calórica por refeição baseada em uma dieta de 2000 kcal, composta por 6 refeições diárias.

Refeição
Sugestão
Café da manhã
Invista em frutas, cereais, pães integrais e oleaginosas. Para beber: sucos naturais, água de coco, chás, leite ou café. Um café da manhã ideal pode ter 20% do consumo diário, cerca de 400 kcal.
Lanche da manhã
Esta refeição deve ser leve e rápida, com alimentos de baixo índice glicêmico (devagar absorção). Invista em frutas, oleaginosas, alimentos naturais e integrais. Para beber: sucos naturais, chás ou água de coco. O lanche da manhã ideal pode ter 5% do consumo diário, cerca de 100 kcal.
Almoço
O prato recomendado para o almoço é dividido em quatro partes: duas partes preenchidas com saladas e legumes, uma parte com fontes de carboidrato e uma parte com fontes de proteína. Para beber: sucos naturais ou chás. O almoço ideal pode ter 30% do consumo diário, cerca de 600 kcal.
Lanche da tarde
Faça lanches que contenham carboidrato, proteína e gordura boa. Dê preferência aos alimentos naturais e integrais. Outras boas sugestões são as frutas secas, cereais ou castanhas. Para beber: café, chás ou iogurtes. O lanche da tarde pode ter 15% do consumo diário, cerca de 300 kcal
Jantar
Carboidratos, proteínas (de digestão simples), gorduras, vitaminas e minerais devem ser fornecidos adequadamente. Frutas e legumes são bons alimentos para essa refeição. Para beber: sucos naturais e chás. A janta pode ter 25% do consumo diário, 500 kcal
Ceia
Escolha um lanche rico em proteína. se quiser, pode adicionar uma fruta, que é um carboidrato leve ou, no máximo, 1 torrada integral. A ceia pode ter 5% do consumo diário, 100 kcal

Este exemplo pode variar de acordo com os hábitos alimentares e necessidades de cada indivíduo, mas a partir dele podemos observar que não se deve restringir a alimentação comendo muito pouco em alguns períodos e exagerando em outros.

Alimentos menos saudáveis

Doces, bolos, brigadeiro, alimentos industrializados e ricos em sódio, temperos prontos ente outros precisam ser evitados.

Alimentos que possuem grandes quantidade de gorduras saturadas e trans também devem ser evitados, especialmente as trans que não devem passar de dois gramas por dia. Os alimentos ricos em gorduras saturadas são as carnes vermelhas, especialmente as mais gordurosas, o leite integral e seus derivados e os queijos amarelos.

Alguns exemplos de alimentos que possuem a gordura trans são: margarinas sólidas ou cremosas, recheios de biscoitos, salgadinhos de pacote e congelados, como salgadinhos de festa, ou pizza congelada, pastéis, macarrão instantâneo, sopas e cremes em pó, coberturas, sorvetes, pães, alimentos pré-assados ou fritos, bolos, tortas, pipoca de micro-ondas, glacê pronto para consumo, dentre outros alimentos industrializados.

Apesar de serem prejudiciais para a saúde, é difícil restringir completamente o consumo deles. Saiba que isto não é necessário para manter uma alimentação saudável, basta não fazer com que o consumo deles não seja algo constante na sua dieta. Por exemplo: considerando que uma pessoa faça 5 refeições por dia, o que equivale a 35 refeições por semana. Se entre essas 35 refeições, 30 forem saudáveis e 5 não forem, isto provavelmente não irá comprometer a saúde de uma pessoa saudável.

Dicas para ter uma alimentação saudável

  • Não fique sem comer
  • Procure sentir prazer em comer (coma o que gosta!)
  • Priorize alimentos naturais
  • Substitua alimentos não tão saudáveis
  • Coma sem pressa
  • Não coma realizando outras atividades
  • Estabeleça metas semanais
  • Seja persistente
  • Beba bastante água
  • Introduza frutas no cardápio
  • Combine alimentos
  • Faça de 5 a 6 refeições por dia
  • Mastigue bem

Fontes consultadas

Nutrólogo Roberto Navarro

Nutricionista Rosana Farah, professora da Universidade Presbiteriana Mackenzie e membro da clínica Ávvia Medicina e Nutrição.

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Cinta modeladora: benefícios, indicações e como usar com saúde

Foto: Fotos593/Shutterstock
Foto: Fotos593/Shutterstock

Embora existam há muito tempo, as cintas modeladoras voltaram a fazer sucesso entre o público feminino, isso por que elas são vendidas com o objetivo de ajudar a definir as curvas e emagrecer.

As cintas modeladora possuem diferentes tipos de modelos e tecidos, porém o que possuem em comum é que todas comprimem toda a região abdominal em volta da cintura, ajudando a moldar e reduzir o seu tamanho com o uso adequado.

Celebridades como Kim Kardashian, Fernanda Souza e Gracyanne Barbosa usam e indicam o uso deste item. Mas será que as cintas possuem todos esses benefícios mesmo?

Benefícios da cinta modeladora

Usar cinta emagrece?

Segundo o médico ortopedista Maurício Marteleto, as cintas realmente ajudam a modelar e reduzir o tamanho da cintura. Além disso, o cirurgião plástico André Eyler revela que uso da cinta modeladora é fundamental após uma intervenção cirúrgica no abdômen, como lipoaspiração e abdominoplastia.

Os benefícios comprovados da cinta modeladora são:

  • Ajudam a reduzir a cintura: Quando usada da forma correta (sem fazer a compreensão dos órgãos internos), a cinta pode sim ajudar a deixar a cintura mais fina
  • Melhora a postura: Ao usar a cinta abdominal todos os dias, você vai perceber que o seu corpo não fica mais curvado. Desta forma, a postura assume o formato uniforme e reto
  • Contribuem para recuperação pós-cirúrgica: A cinta visa oferecer uma melhor recuperação e com menos incômodo, protegendo à área operada e ajudando, assim, a atingir resultados efetivos. Com seu uso a pele ganha mais firmeza, a postura se mantém ereta e o que melhor, a cinta modeladora vai enrijecer a região abdominal que foi moldada pelo procedimento cirúrgico
Saiba mais:
Dieta para perder barriga: veja cardápio para emagrecer

Tipos de cintas modeladoras

Tipos de cinta
Tipos de cinta

É possível encontrar as cintas modeladoras feitas com diferentes tipos de materiais, como cetinete, acetato, acrílico, poliéster e nylon. Contudo, independente do material ou tamanho, é essencial que a pessoa se sinta confortável com o uso da cinta.

«Nada de comprar um número muito menor que o seu e ficar sofrendo o tempo todo. É claro, o modelador serve para modelar o corpo, mas também deve propiciar a respirabilidade da pele e leveza no uso», indica o ortopedista. Os principais tipos são:

  • Body: o body é um modelador para o corpo clássico. A estrutura é parecida com a de um maiô e, geralmente, ele é feito de um tecido mais grosso, que comprime a pele. Muitas vezes, há um bojo para modelar e sustentar os seios, dando mais destaque para o decote. As costas são em formato nadador, para não aparecer com blusas ou vestidos mais abertos
  • Cinta abdominal: a cinta abdominal é recomendada para quem quer disfarçar as gordurinhas da barriga. Esse modelador é um dos mais utilizados, principalmente com calças e vestidos
  • Bermuda: a bermuda modeladora também é usada com a finalidade de disfarçar medidas da barriga e das pernas ou até mesmo para que as celulites não fiquem em evidência com roupas justas. Se você tem coxas grossas, pode usar a bermuda para evitar atrito entre elas
  • Camisete: a camisete modeladora comprime as gordurinhas da barriga até os seios. Como ela não tem fechamento embaixo, ao contrário do body, você deve ficar atenta para que ela não enrole depois de vestir a roupa. A vantagem dela é que você pode ir ao banheiro sem preocupações.

Como escolher sua cinta modeladora

O ideal é que você experimente a cinta modeladora antes de usar, pois ela precisa estar confortável em seu corpo. No entanto, para ajudar você na hora da escolha separamos alguns tamanhos de cintas para diferentes tipos de corpo:

  • Tamanho P: Serve para cinturas de 60 a 68 cm
  • Tamanho M: Serve para cinturas entre 69 e 73 cm
  • Tamanho G: Serve para cinturas de 73 a 82 cm
  • Tamanho XG: Serve para cinturas de 83 a 85 cm
  • Tamanho XXG: Serve para cinturas de 86 a 90 cm.

Para medir a cintura no local certo, curve o seu tronco para o lado e coloque a mão na região que se dobra, essa é a sua cintura.

Entre os diferentes materiais usados para fabricação das cintas modeladoras, podem surgir alguns questionamentos sobre qual comprar. Se você está buscando por materiais mais resistentes e que mesmo assim ajudem a transpirar, o ideal são as feitas com cetinete ou nylon. Entretanto, é preciso consultar o médico que indicou o usa da cinta, para que ele possa avaliar qual a melhor opção para você.

Indicações

O uso da cinta abdominal é indicado em:

  • Casos de cirurgias na coluna ou órgãos abdominais
  • Pós-cirúrgico de cirurgias plásticas, como abdominoplastia e lipoaspiração
  • Casos estéticos para evitar o acúmulo de gordura abdominal

No entanto, é essencial lembrar que você não deve apertar demais a sua cinta, pois além de poder aumentar a sua pressão arterial, uma cinta muito apertada pode prejudicar a sua respiração, causar refluxo e um desconforto muito grande.

Contraindicações

As principais contraindicações do usa da cinta modeladora são:

  • Pacientes pneumopatas
  • Pacientes com pressão alta
  • Obesos e obesos mórbidos
  • Alérgicos ao material da cinta.

Quantas horas por dia é indicado usar a cinta?

Segundo Maurício Marteleto, não se deve usar a cinta modeladora por mais do que 8 horas por dia. «Utilize a cinta nos horários diurnos apenas, lembre-se que 2 a 4 horas por dia já traz excelentes resultados», afirma.

Você PRECISA Saber Disso ANTES de USAR a CINTA MODELADORA

Em casos de uso da cinta para o pós operatório, o cirurgião plástico André indica que o seja feito durante 23h por dia, tirando-a apenas no banho ou para lavar, sendo que o período de uso pode variar entre 45 a 60 dias.

Riscos do uso excessivo

Seja para fins estéticos ou para o uso pós-operatório, é preciso usar com moderação e, de preferência, com recomendação médica. Os principais riscos indicados por Maurício Marteleto ocorrem devido a compressão dos órgãos, podendo causar:

  • Prisão de ventre
  • Má digestão.

Além disso, o cirurgião plástico afirma que o uso durante a prática esportiva, se for um modelo muito apertado, pode trazer alterações na respiração e gerar dificuldade de retorno venoso, com risco de inchaço nas pernas e até varizes.

«Em pessoas com tendência a desenvolver trombose o uso da cinta é muito arriscado, devido ao processo de inchaço natural com a variação hormonal, as mulheres retêm mais ou menos líquidos. A cinta apertada evitaria que a determinada região inchasse diferente de outras regiões do corpo», garante André Eyler.

Perguntas frequentes

Menores de 18 anos podem usar a cinta?

O ortopedista Mauricio Marteleto revela que fazer alterações no corpo antes dos 18 anos é muito perigoso e pode ter efeitos adversos, já que toda a estrutura física ainda está em formação. Portanto, se você ainda não atingiu essa idade, deve esperar um pouco mais de tempo para usá-la.

Cinta pós parto

Segundo André Eyler, grávidas podem usar a cinta pós-parto apropriada para a gravidez, isso porque elas ajudam a segurar a barriga e evitar a dor nas costas. Para gestantes, a cinta deve ser feita com tecido mais elástico, sem colchetes ou velcro, o que vai facilitar no ato de vestir, conforme a barriga for aumentando devido à gravidez.

«É expressamente proibido o uso da cinta modeladora não projetada para mulher grávida. Se não for adaptado para a gestante, os riscos para a mãe o bebê são variados. Pode causar compressão do útero, da bexiga, e até mesmo, da placenta e do cordão umbilical, colocando em riscos o crescimento do bebê», disse.

É permitido usar a cinta durante a prática de exercícios?

Como já dito anteriormente, é preciso sempre estar confortável com o uso da cinta, então se você sentir algum incômodo ao usar a cinta durante os exercícios é melhor parar de usar. Contudo, caso você não sinta nenhum desconforto, os médicos indicam sim o uso do item.

«O uso da cinta durante pode acelerar a queima de algumas gordurinhas que junto com a reeducação alimentar vai se traduzir num benefício mais duradouro. Além disso, pode fornecer alguns limites de flexo-extensão abdominal importantes para evitar lesões. Haja com bom senso e use a cinta durante curtas temporadas e escolha o exercício para melhorar a postura e substituir os benefícios da cinta a longo prazo», indica o ortopedista.

Diferença entre cintas modeladoras e corset

Segundo o Maurício Marteleto, o mesmo raciocínio que vale para a cinta modeladora, vale também para os corsets. As cintas modeladoras possuem barbatanas mais rígidas e mais flexíveis do que os corsets, geralmente as barbatanas das cintas são feitas de aço flexível, tornando o uso da cinta mais confortável, permitindo fazer exercícios físicos.

O corset é usado para modelar a cintura, já a cinta modeladora faz uma compressão por igual em toda a extensão abdominal e nas costas. O uso frequente do corset é chamado por algumas pessoas de «Tight Lancing» (laço apertado em tradução livre), nele as mulheres usam o corset por muitas horas para que as últimas costelas se «moldem», dando ao corpo o «formato vilão».

Essa técnica não é indicada por médicos, por podem acabar afetando os órgãos internos. Contudo, tanto o uso do corset como o da cinta modeladora podem ser benefícios quando o uso é indicado por um médico.

Formas de afinar a cintura sem usar as cintas modeladoras

Entretanto, o uso da cinta modeladora não é a única forma de afinar a cintura, seguir uma alimentação balanceada e praticar exercícios físicos podem ajudar você a ter o abdômen dos sonhos.

Confira algumas maneiras que podem te ajudar a afinar a cintura sem comprometer a sua saúde:

  • Exercite os músculos abdominais
  • Combine exercícios com o bambolê
  • Faça aulas de boxe
  • Consuma mais azeite
  • Invista nos chás digestivos
  • Faça o uso de gel redutor
  • Faça uma massagem modeladora.

Entenda como cada uma dessas dicas pode ajudar você clicando aqui!

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Receita: Barrinha de mousse de limão com coco

Prato é opção saudável para quem gosta de comer bem sem furar a dieta
Prato é opção saudável para quem gosta de comer bem sem furar a dieta

Na hora que dá vontade de comer doce pode ser muito difícil manter a disciplina para seguir firma na dieta. Pensando nisso a nutricionista funcional Patricia Davidson Haiat compartilhou no seu Instagram uma receita de barrinha mousse de limão com coco.

De acordo com ela, os ingredientes são muito saudáveis e a receita é bem simples de preparar.

Confira a seguir:

3/4 xícara de aveia;3/4 xícara de coco ralado seco;3/4 xícara de tâmaras;1/3 xícara de óleo de coco;1/4 xícara de mel;Suco de 3 limões;3 colheres de sopa das raspinhas dos limões;1/2 xícara de coco ralado;1 banana grande

Modo de preparo

Processe os 3/4 xícara de aveia mesma quantidade de coco ralado seco sem açúcar até virar uma farinha. em seguida, adicione 3/4 xícara de tâmaras e pulse novamente para incorporar. Nesse ponto a mistura deve ficar como uma pasta grossa.

Agora, transfira o conteúdo para uma assadeira retangular untada e pressione bem, distribuindo uma camada homogênea por todo o fundo.

No liquidificador, bata bem: 1/3 xícara de óleo de coco, 1/4 xícara de mel, suco de 3 limões, 3 colheres de sopa das raspinhas dos limões, 1/2 xícara de coco ralado e 1 banana grande. Transfira a mistura de limão para a assadeira, cobrindo a crosta.

Refrigere por 10 horas e está pronto para cortar em quadradinhos!

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Olheiras: tipos, causas e como tratar

Como o surgimento das olheiras pode gerar grande desconforto e afetar a autoestima, é importante entender o que está levando à formação delas e como suavizá-las. Para desvendar algumas dúvidas sobre as causas, tipos e tratamentos caseiros, conversamos com alguns especialistas; confira tudo abaixo:

O que são olheiras?

As olheiras se caracterizam pela concentração anormal de vasos sanguíneos ou melanina sob a pálpebra inferior, o que resulta num tom escurecido abaixo da região ocular. Isso também pode ocorrer por conta da estrutura óssea do rosto: em alguns casos, o globo ocular é mais fundo e isso cria uma sombra que se assemelha às olheiras. Não há estatísticas sobre o problema, mas se sabe que é muito comum.

Foto:sruilk/Shutterstock
Foto:sruilk/Shutterstock

Muitos acreditam que as olheiras só aparecem na fase adulta, porém a dermatologista Daniela Neves explica que elas podem formar-se em qualquer fase da vida de homens e mulheres, até mesmo em crianças. A condição manifesta-se em todas as raças, sendo mais frequente e acentuada, contudo, nos árabes.

Ainda que o problema seja comum e pareça inofensivo, tende a agravar-se quando não recebe o tratamento adequado.

Saiba mais:
Como tirar olheiras com 5 tratamentos caseiros

Tipos de olheiras

Os tipos de olheiras são diferenciados pela coloração, intensidade da pigmentação, estrutura das pálpebras e pelos mecanismos que as causam. Elas são classificadas da seguinte forma:

Olheiras vasculares: podem ser azuladas, arroxeadas ou avermelhadas e normalmente aparecem pela má circulação do sangue, após noites mal dormidas e em pessoas que possuem a pele palpebral muito fina e clara. Como nesta região circula sangue escuro e pigmentado, é muito fácil visualizar os vasinhos na região.

Olheiras pigmentares: algumas pessoas podem tê-las pelo excesso de melanina (pigmento que dá cor à pele)ao redor dos olhos, o que escurece a região. Geralmente, esse tipo é caracterizado por manchas marrons e são mais comuns em pessoas com a pele negra.

Olheiras profundas: surgem devido a falta de volume na região dos olhos. O chamado «olho fundo» é recorrente em pessoas com o globo ocular naturalmente mais profundo (genética) ou que perderam o preenchimento natural desta área por envelhecimento e perda excessiva de peso.

Olheiras mistas: esse é provavelmente o tipo mais comum, já que muitas pessoas acabam tendo mais de uma causa dentre as citadas acima.

Diferença entre olheiras e bolsas embaixo dos olhos

Foto: Shutterstock
Foto: Shutterstock

A bolsa na região palpebral é consequência do excesso de gordura associado à flacidez da pele e muscular. Por conta disso, os olhos ficam com a aparência inchada e cansada. O tratamento para elas normalmente é cirúrgico e consiste na sua retirada.

Já as olheiras são áreas escuras e normalmente deprimidas, e o tratamento na maioria das vezes não é cirúrgico. «As duas situações podem ser confundidas pois as bolsas podem aumentar as olheiras, já que existem muitos vasos no interior delas que alteram a coloração do local», diz Suzy Vieira.

O que causa olheiras?

Como dito anteriormente, alguns fatores favorecem o surgimento das olheiras – e eles podem variar de acordo com cada tipo. Entre as principais causas, estão:

  • Hereditariedade
  • Acúmulo de vasos e má circulação do sangue
  • Noites mal dormidas e cansaço físico
  • Excesso de melanina
  • Tabagismo
  • Consumo de álcool e drogas
  • Doenças respiratórias
  • Estresse físico ou emocional
  • Fotoproteção inadequada da área
  • Estrutura óssea do rosto.

De acordo com a dermatologista Laís Leonor, o próprio envelhecimento também acentua as olheiras devido a frouxidão na pálpebra inferior, remodelação óssea e reposicionamento dos compartimentos de gordura facial de sustentação, dando aspecto de «derretimento». A rápida perda de peso corporal e flacidez provocam alteração da anatomia palpebral e malar.

Quando procurar o dermatologista?

Quando a olheira é persistente, nunca melhora e gera incômodo e desconforto, é indicado procurar um profissional. Já quando a olheira surge e eventualmente desaparece, não é necessária a ajuda médica.

Como tratar as olheiras?

O mercado de beleza está cada vez maior e por isso existem atualmente diversos tratamentos para as olheiras. Porém, é indicado sempre procurar ajuda médica para que a região seja examinada. Desta forma, o especialista irá definir o tipo de olheira e prescrever o tratamento mais adequado. Veja abaixo como tratar as diferentes categorias de olheiras:

Olheiras vasculares: em geral, os tratamentos visam melhorar a circulação do sangue, destruir pigmentos para clarear a região e até hidratar e aumentar a «densidade» da pele quando é muito fina, diminuindo sua transparência. Vale conversar com o dermatologista sobre luz intensa pulsada, lasers e até drenagem linfática. Em casos de pele muito fina, avalie os skinboosters ou preenchimento com ácido hialurônico. Nas prateleiras das farmácias, procure por cremes com ativos como cafeína, que ativa a circulação local.

Olheiras pigmentares: para despigmentar a região das manchas amarronzadas, os peelings de ácido tioglicólico, lasers e cosméticos clareadores formulados com alfa arbutin, por exemplo, podem ser bons aliados.

Olheiras profundas: além de clareá-las, é importante devolver o volume perdido na região para tirar o aspecto de olho fundo. Um dos tratamentos mais eficazes é o preenchimento das áreas deprimidas com ácido hialurônico, um procedimento simples e com resultados muito rápidos.

Olheiras mistas: converse com seu médico para ele prescrever um tratamento personalizado que ataque todas as frentes do problema.

Na grande maioria das vezes são indicados mais de um tratamento pois eles se complementam. Não podemos afirmar qual é o tratamento 100% eficaz para cada pessoa, mas sua junção proporciona o ataque simultâneo às diferentes causas, com mais chance de serem tratamentos bem-sucedidos.

«Em casos mais raros, a cirurgia para remoção do excesso de pele das pálpebras também ajuda a diminuir as olheiras por retirar o acúmulo de pele pigmentada, ressecar o bolsas e em certo grau esticar a pele remanescente», indica a cirurgiã plástica.

Como tirar as olheiras com receitas caseiras

Pessoas com olheiras superficiais têm mais facilidade no tratamento. Por isso, selecionamos truques para amenizar seu aspecto sem sair de casa:

1. Compressas de água fria

Como uma das causas das olheiras é a dilatação dos vasos sanguíneos abaixo dos olhos, aplicar compressas de água fria é um ótimo tratamento caseiro. «A água fria provoca vasoconstrição (diminuição dos vasos) e melhora o aspecto local», explica a dermatologista Daniela Landim.

2. Sachês de chá de camomila gelados

Aplicar os sachês gelados de chá de camomila nos olhos tem um efeito semelhante às compressas de água fria. No entanto, este tratamento caseiro para olheiras traz um «plus» especial: «A camomila tem flavonoides que contribuem para uma melhora da circulação na região das olheiras», explica Daniela.

A dermatologista Sara Bragança ensina que os saquinhos devem ter uma boa concentração de camomila e colocados sob os olhos por 10 minutos.

O ideal é ficar deitado(a), mas com a cabeça elevada: «Essa posição estimula os vasos a voltarem ao tamanho normal, reduzindo o inchaço e amenizando a coloração arroxeada», justifica.

3. Rodelas de pepino

Sabe as famosas rodelas geladas de pepino que as pessoas indicam colocar sob os olhos em casos de olheiras? Pois é, esse tratamento caseiro funciona! «O pepino contém flavonoides em sua composição, melhorando a tonicidade dos vasos locais e o aspecto das olheiras», considera a dermatologista Daniela.

4. Gazes embebidas em leite

O leite também tem propriedades interessantes para quem tem olheiras. «Ele possui ácido lático, substância que hidrata, renova e clareia a pele», descreve a dermatologista Lilian Estefan. Uma dica de tratamento caseiro da especialista é fazer a compressa batendo 100 ml de leite com meio mamão papaia, aplicando essa mistura diretamente na região ou embebendo uma gaze e deixando agir por 15 minutos – sem esquecer de lavar bem a região depois.

5. Massagens na região

A massagem feita em casa pode ajudar a diminuir o edema da região. Veja o passo a passo da dermatologista Sara para fazer uma drenagem linfática facial nas olheiras:

  • Inicie com o dedo anelar, deslizando com suavidade e leve pressão, indo do canto interno da pálpebra superior para o externo
  • Depois, comece novamente do canto interno dos olhos, mas na parte inferior, e vá em direção ao canto externo
  • Finalize dando leves batidinhas na região com a ponta do dedo indicador e do dedo médio, alternadamente
  • Assim que acabar os movimentos, feche os olhos e, com o dedo anelar, pressione o canal lacrimal (no canto interno) por dez segundos, fazendo um pequeno círculo.

Por que crianças têm olheiras?

Segundo a cirurgiã plástica Suzy Vieira, a pele das crianças é muito fina, tornando mais fácil a visualização dos múltiplos vasos sanguíneos existentes na região das pálpebras.

«O principal tipo de olheira em crianças é o vascular, mas também há os casos de causa genética. Neles, a estrutura facial proporciona o aparecimento das olheiras», afirma.

Além disso, outro motivo que favorece o surgimento de olheiras é o fato de muitas crianças sofrerem de problemas alérgicos e outras patologias que causam congestão na face e dificultam a circulação, piorando ainda mais o aspecto escurecido da pele pelo acúmulo e má circulação do sangue.

Saiba mais:
Conheça 8 fatores que agravam as olheiras

E o que é a tal da tatuagem para olheiras?

A tatuagem para cobertura de olheiras é uma técnica estético-reparativa. Ela é feita como uma tatuagem convencional, usando a mesma máquina, agulha e tipo de tinta dos desenhos decorativos feitos na pele. A principal diferença é a região, que é mais sensível, aparente e exige cuidados. Saiba quais os riscos e contraindicações desse procedimento clicando aqui.

Saiba mais:
Médica ensina receita contra olheiras usando pomadas populares

Dúvidas frequentes

Não tirar a maquiagem pode causar olheiras? Para a dermatologista Vanessa Cunha, se esse mau hábito ocorrer rotineiramente, há, sim, o risco de aparecerem olheiras. Além disso, com o tempo, pode levar à deposição de seu pigmento na pele.

Olheiras podem sinalizar outros problemas de saúde? De acordo com Thiago Giaconi, as olheiras podem ser decorrentes ou pioram devido a infecções intestinais, problemas digestivos, doenças respiratórias, mau funcionamento dos rins, dificuldade do organismo de absorver nutrientes, alergias alimentares e alimentação inadequada (rica em gorduras trans ou açúcares, com baixo consumo de folhas, vegetais e frutas). Por isso, sob qualquer suspeita, é importante consultar o médico.

Antirrugas x clareador: pode usar ao mesmo tempo? A dermatologista Laís Leonor afirma que a pessoa pode, sim, usar os dois produtos juntos. Porém, não é recomendável aplicar em grande quantidade já que a pele nesse local é bastante fina e ressecada. O creme certo para a área dos olhos depende da idade, da indicação e do grau de envelhecimento da pele.

Quem usa óculos tem mais chances de ter olheiras? Segundo Gabriela Capareli, usar óculos pode ser um fator de proteção para o agravamento das olheiras, pois protege a pele do sol, diminuindo a chance de aumento do pigmento melânico.

Menstruação e uso de pílula anticoncepcional são fatores que contribuem para o surgimento de olheiras? Vanessa Cunha explica que os desequilíbrios hormonais, uso de anticoncepcionais hormonais e a própria gravidez aumentam as probabilidades de hiperpigmentação e de acúmulo de líquidos, podendo piorar ou gerar olheiras pigmentares e/ou vasculares.

Como prevenir as olheiras?

Quando não são genéticas (o que atrapalha a prevenção), a principal forma de evitar as olheiras é incluir hábitos saudáveis na rotina, como:

Dormir de 7 a 8 horas por noite

Não é à toa que, ao dormir mal, acordamos com manchas escuras ao redor dos olhos. Sara Bragança explica que é nessa hora do dia que a pele se restaura. Sem um sono de qualidade, a pele não consegue se recuperar direito – e isso se reflete no dia seguinte. «Estima-se que oito horas de sono sejam suficientes para uma boa restauração dos tecidos», aconselha.

Reduza o sal

Sabemos que o sódio presente no sal é um dos principais culpados pela retenção de líquido. Mas você sabia que isso também piora o aspecto das olheiras? O resultado é uma região dos olhos mais inchada.

Diminua o álcool

O álcool, assim como o sal, é um dos vilões da retenção de líquido. Isso acontece, conta Sara Bragança, porque o álcool «puxa» a água, deixando-a retida nas células, o que leva ao aspecto inchado e empapuçado debaixo dos olhos. Para resolver, além de diminuir o álcool, deve-se ingerir bastante água.

Hidrate a área dos olhos

Uma pele hidratada é, sem dúvidas, mais bonita. Mas, além disso, a hidratação é útil para manter longe as olheiras. «A pele ao redor dos olhos é muito fina e pouco espessa, e essa característica torna mais aparente os vasos dessa área, deixando-a com a aparência arroxeada», explica Sara Bragança.

Ela completa: «Uma boa hidratação na área dos olhos aumenta a espessura da pele e, consequentemente, os vasos dessa área não ficam tão aparentes, melhorando a coloração local», justifica. Outro bem promovido pela hidratação é a menor perda de colágeno. Lilian Estefan diz que, com mais colágeno, a sustentação da pele melhora, diminuindo o rompimento de vasos – que também causam o arroxeado.

Além disso, é importante usar cremes específicos para a região dos olhos. Eles têm uma formulação que respeita a sensibilidade e demais particularidades da região.

Use o filtro solar

O filtro solar previne a oxidação das células e diminui os efeitos da luz sobre a pele e sua consequente pigmentação.

Outras formas de evitar o surgimento das olheiras são:

  • Não fumar
  • Evitar coçar os olhos, pois a fricção pode levar ao rompimento de vasos sanguíneos e consequentemente ao escurecimento das pálpebras
  • Fazer exercícios físicos regularmente e ter uma boa alimentação
  • Lavar a pele e retirar a maquiagem antes de dormir.

Lembre-se que essas dicas podem ajudar na prevenção, mas é importante estar sempre atento(a) à frequência do aparecimento das olheiras e, se, necessário buscar ajuda médica.

Referências

Gabriela Capareli, médica dermatologista, CRM 131.079

Daniela Neves, médica dermatologista, membro da Sociedade Brasileira de dermatologia, CRM 43.317

Suzy Vieira, cirurgiã plástica, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e da Sociedade Brasileira de Laser, mestre em cirurgia plástica pela USP, atua nas áreas de cirurgia estética, reparadora e cosmiatria, CRM 92331

Laís Leonor, médica dermatologista da clínica Dr. André Braz no Rio de Janeiro, CRM 1003046

Rafael Pessanha, médico dermatologista, CRM-SP 131.435

Daniela Landim, médica dermatologista, CRM 106025

Sara Bragança, médica dermatologista, CRM 646547 RJ

Lilian Estefan, médica dermatologista, CRM 47867 SP

Cristiane Braga, médica dermatologista, CRM 107032 SP

Thiago Giaconi, médico endocrinologista e nutrólogo, CRM 52892114

Vanessa Santos Cunha, Secretária Científica da Sociedade Brasileira de Dermatologia – Secção RS

Arlete Cestari, esteticista e naturóloga

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Suchá de couve e chá verde

Aprenda a fazer o suchá detox - Foto: Getty Images
Aprenda a fazer o suchá detox – Foto: Getty Images

Aprenda a fazer este suchá detox que leva couve e maçã verde. A receita é da culinarista Malu Lobo do site Pé da Cozinha.

Ingredientes:

  • 3 saquinhos de chá verde
  • 1 xícara de água fervente
  • 2 folhas de couve com o talo
  • Sumo de 1/2 limão siciliano
  • 1 colher sopa gengibre
  • 2 xícaras de melancia em cubos
  • Folhas de hortelã
  • Pedras de gelo a gosto.

Modo de preparo:

Deixe os saquinhos de chá verde na água fervente até que esfriem. Depois, bata todos os ingredientes e beba sem coar.

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Formol: veja o que ele faz aos cabelos e à pele

O desejo de ter cabelos lisos levou milhares de pessoas a recorrer nos últimos anos ao uso de alisamentos capilares à base de formaldeído (formol). Também outrora chamada de escovas progressivas, estes procedimentos nos cabelos desde então já causaram inúmeros danos à saúde.

O formol (formalina, oximetileno ou aldeído fórmico) é um líquido incolor, extremamente tóxico, cujo uso em cosméticos só é liberado se obedecer aos limites máximos impostos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Ele faz parte de um grupamento químico pertencente à família dos aldeídos, que é utilizado principalmente como conservante.

Se os relaxamentos, alisamentos e químicas mais agressivos acarretam diversos prejuízos aos cabelos, imagine com a utilização do formol neles. O formol vitrifica o fio, ou seja, funciona como um laminado, fechando-os.

Enquanto o efeito durar, ele deixará aparentemente os cabelos bonitos, porém nada poderá penetrar neles. Nutrientes, umectantes ou hidratantes, que são essenciais a saúde dos cabelos, pouca coisa destes elementos consegue adentrá-los.

Além disso, com o tempo e o desgaste ou destruição completa da fibra capilar, a pessoa perde significativamente massa capilar, podendo afinar drasticamente os fios de cabelos. Ou pior: perder de vez os cabelos! O resultado disto tudo é sempre bastante comprometedor.

Entretanto, as consequências e os perigos do formol vão muito além. O uso do formol pode causar irritação, coceira, queimadura, inchaço, descamação e vermelhidão do couro cabeludo, queda do cabelo, ardência e lacrimejamento dos olhos, falta de ar, tosse, dor de cabeça, ardência e coceira no nariz, devido ao contato direto com a pele ou com vapor.

Contínuas exposições ao produto podem provocar ainda sérios processos alérgicos, boca amarga, dores de barriga, enjôos, vômitos, desmaios, feridas na boca, narina e olhos, e câncer nas vias aéreas superiores (nariz, faringe, laringe, traquéia e brônquios), podendo até levar à morte.

Saiba mais:
Como tirar tinta de cabelo da pele: passo a passo e dicas

Mas há algumas substâncias ativas específicas com propriedades alisantes que são permitidas pela legislação, como ácido tioglicólico, hidróxido de sódio, hidróxido de potássio, hidróxido de cálcio, hidróxido de lítio e hidróxido de guanidina.

No entanto, os relaxamentos, alisamentos, escovas e demais tratamentos químicos para minimizar e reduzir volume e alisar os cachos são, em geral, potencialmente agressivos. O propósito de alisar altera substancialmente a estrutura capilar. Algumas vezes, ao menos no princípio e por pouco tempo, resultam em cabelos lindos, porém na maioria dos casos costuma trazer problemas.

Por isso, é válido sempre ressaltar que qualquer química de redução leva a fragilidade nos fios, logo, se deve analisar o estado da fibra e nunca se esquecer de protegê-los e hidratá-los antes e após o uso dela.

Mistura de química

Outro ponto muito importante é não fazer química de coloração junto com a química de redução. É imprescindível haver um espaço de tempo entre ambas para não prejudicar os cabelos. Para manter saúde dos cabelos também é essencial o uso diário de filtro solar capilar e hidratações quinzenais.

Não esqueça que o formaldeído é proibido, não tem função de alisante e não pode ser aplicado com a proposta de tratamento. As escovas que alisam e que contém formol, mesmo sob a «proteção» e disfarce de qualquer outro ativo, também são proibidas. Infelizmente uma parcela do mercado mascara esse problema com escovas de ativos, sob diversos nomes, que tem boa aplicação em cosméticos para iludir os consumidores. Não ponha sua saúde em risco. Na dúvida, busque um especialista em Tricologia antes de fazer qualquer uso de supostos «alisantes».

Proibição do formol

De acordo com a Resolução 36 (junho de 2009), a ANVISA proibiu a comercialização do formol em estabelecimentos comerciais, com a finalidade de restringir o acesso da população a este produto e coibir o uso de formol indevido como alisante capilar.

Atualmente, somente a concentração de, no máximo 0,2% de formol, é permitida em produtos cosméticos. No entanto, não se pode confundir as concentrações de formol, a utilização do formaldeído e seus correlatos e a função de alisante.

A legislação sanitária permite o uso de formol e glutaraldeído em produtos cosméticos capilares apenas na função de conservantes (com limite máximo de 0,2% e 0,1%, respectivamente), durante a fabricação do produto. A adição de formol, glutaraldeído ou qualquer outra substância a um produto finalizado, isto é, apto para uso, constitui séria infração sanitária, estando o estabelecimento que adota esta prática sujeito às sanções administrativas, cíveis e penais cabíveis, sendo que adulteração desses produtos configura crime.

Portanto, seu uso além do percentual autorizado pela ANVISA é expressamente proibido, sendo extremamente prejudicial à saúde e afetando profundamente o couro cabeludo e os fios.

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Receita: bolo de frango light

Ingredientes

Bolo de frango light - Foto: Divulgação / Malu Lobo
Bolo de frango light – Foto: Divulgação / Malu Lobo

Massa

– 700 gramas de frango moído

– 1 cebola pequena picada

– 2 dentes de alho picados

– 2 colheres sopa de amaranto em flocos (ou quinoa ou farelo de aveia)

– 1 ovo

– 1 cenoura ralada fina

– 1 tomate picado sem sementes

– Salsinha à gosto

– Orégano a gosto

– Sal marinho a gosto

Recheio

– 1/2 pimentão em tirinhas

– 1 pote creme de ricota

– 1 tomate em cubinhos sem semente

– 1/2 xicara de azeitonas sem caroço

– 1/2 maço de agrião

– Salsinha à gosto

– Tomatinho cereja

Como fazer

Refogue a cebola com o alho, a cenoura. Acrescente os tomates até desmancharem e desligue. Em uma travessa, misture o frango cru, o amaranto, o ovo (separe um pouco de gema para pincelar por cima), salsinha e orégano. Junte o refogado da panela e misture bem, acertando o sal.
Abra em cima de um filme plástico essa «massa» de frango em um retângulo e coloque o recheio. Com a ajuda do plástico, enrole, como um rocambole.
Em uma assadeira untada, coloque o rocambole de frango e pincele um pouco da gema reservada.
Asse em forno médio de 35-40 minutos ou até dourar.

Crédito

Receita cedida pela chef Malu Lobo do site Nutra Saúde na Cozinha.

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Dieta do leite: como fazer, cardápio e alimentos permitidos

A dieta do leite é um método para quem quer perder peso rápido. Ela sugere a substituição de refeições por leite, com a inserção de alguns alimentos ao longo do plano.

O emagrecimento pode ocorrer devido ao alto teor de cálcio presente no leite – é o afirma um estudo feito na Universidade da Califórnia, Estados Unidos, e publicado no Journal of The American College of Nutrition. Segundo os autores, na falta de cálcio, nossas células tendem a reduzir a queima de seus estoques de gordura.

A bedida é fonte de cálcio, vitamina A, vitamina D e outros nutrientes. Seus benefícios incluem prevenção de doenças como osteoporose e diabetes tipo 2.

Como fazer a dieta do leite

Apesar do nome, a dieta não é feita somente de leite e seus derivados. Alguns outros alimentos são permitidos, mas em quantidades bem reduzidas. Por ser um método restritivo, a dieta do leite deve durar no máximo oito dias.

No primeiro dia, todas as refeições são trocadas por leite. Do segundo dia em diante são acrescentados aos poucos frutas, carne e queijos.

A melhor opção de leite para a dieta é o desnatado, uma vez que ele tem menores taxas de gordura.

Alimentos permitidos da Dieta do Leite

Os alimentos que compõem a dieta do leite são:

  • Leite
  • Frutas
  • Iogurte (de preferência desnatado)
  • Queijo (de preferência queijo branco)
  • Ovo (de preferência cozido)
  • Carne

Cardápio da dieta do leite

Cronograma
Refeições
1º dia
um copo de leite por refeição, ou seja, seis copos de leite no dia
2º dia
quatro copos de leite e duas frutas
3º dia
dois copos de leite, duas frutas, uma porção de iogurte ou queijo que não exceda 100 kcal
4º dia
quatro copos de leite, uma fruta e um bife
5º dia
dois copos de leite, duas frutas, um ovo e um bife
6º dia
dois copos de leite, uma fruta, um ovo e um bife. Iogurtes e queijos a vontade
7º dia
três copos de leite e três frutas
8º dia
dois copos de leite, uma fruta, um bife e queijo à vontade

O método da dieta do leite é feito com seis refeições durante o dia.

*Se preferir, pode substituir a carne vermelha por carne branca.

*As frutas podem ser batidas com o leite

Lembrando que ao pensar em aderir uma dieta, o melhor a fazer é procurar ajuda de um profissional, como nutricionista, nutrólogo ou endocrinologista.

Saiba mais:
Dieta líquida para emagrecer em 5 dias: realmente funciona?

Opções de frutas

Dê preferência para frutas que complementam os nutrientes ausentes no leite. Algumas opções:

  • Maçã: concentra fibras e vitamina B, além de causar sensação de saciedade e ajudar na redução do inchaço
  • Banana: rica em fibras, a fruta também tem substâncias que protegem as paredes estomacais, favorecendo quem sofre com gastrite e azia
  • Goiaba: rica em vitamina C e potássio, a fruta aumenta a função do sistema imunológico e ajuda a manter a pressão arterial
  • Pêra: rica em potássio, a fruta tem efeitos vasodilatadores e reduz a probabilidade de desenvolvimento das doenças cardiovasculares
  • Mamão: rica fonte em antioxidantes e vitaminas, o mamão auxilia de forma significativa na digestão.

Vantagens da dieta do leite

  • Perda de peso: a dieta promove uma perda rápida de peso (até um quilo a cada dois dias). Porém, essa redução engloba além da perda de gordura, perda de água e massa muscular
  • Baixo custo: o leite e alimentos sugeridos são facilmente encontrados. Por isso, acabam tendo um custo benefício melhor do que em casos de dietas que exigem alimentos «milagrosos» que, no geral, são mais caros
  • Simples: a dieta do leite contém alimentos que são comuns nas refeições dos brasileiros e conta com um método bem prático de ser realizado.

Desvantagens da dieta do leite

  • Efeito sanfona: a dieta do leite não ensina uma reeducação alimentar. Ao terminar a dieta, pode ser que você volte a comer de tudo em muita quantidade, justamente por ter se privado. Por isso, as chances de reganho de peso são altas. Além disso, o peso que está sendo eliminado não é só gordura, mas também líquido. Por isso, caso a pessoa perca muitos quilos na base do leite, pode ser que ela ganhe novamente uma parte deles quando voltar à dieta regular
  • Afeta o humor: um plano alimentar restrito como este afeta diretamente a serotonina, um neurotransmissor do sistema nervoso central associado à sensação de bem-estar, que contribui para a saciedade atingida após uma refeição. Sem a obtenção de saciedade, o humor fica completamente comprometido
  • Não dura muito: por ser muito restritiva, a tendência é a dieta se tornar monótona e você sentir falta de consumir outros alimentos
  • Exige sacrifícios: Apesar de ser simples e prática, a dieta do leite exige muita dedicação. O método acabar se tornando um tanto quanto sacrificante ao ter que privar sua alimentação durante dias a alimentos super restritos.

Riscos da dieta

A dieta do leite é muito restritiva, e isso acaba comprometendo a variedade de nutrientes que precisam ser consumidos. Portanto, há o risco da pessoa desenvolver carências nutricionais, e apresentar sintomas como fraqueza, tontura, dor de cabeça, sono e estresse.

Além disso, o leite ingerido em excesso pode aumentar os níveis de colesterol ruim (LDL) e assim elevar os riscos de doenças cardiovasculares.

O ideal é que a restrição calórica seja gradual e feita com uma alimentação variada. Começar o programa de emagrecimento com dietas de choque pode levar a perda de massa magra e sintomas típicos da falta de grupos de alimentos nas refeições.

Recomendações

Ao iniciar uma nova dieta, o ideal é contar com a avaliação de nutricionistas ou nutrólogos, para que haja equilíbrio nutricional e emagrecimento sem prejuízos à saúde.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) preconiza que a distribuição dos macronutrientes para indivíduos saudáveis seja de: 55 a 75% de carboidratos, 10 a 15% de proteínas e 15 a 30% de gorduras. A dieta do leite vai contra essas orientações. Por isso, a grande maioria dos médicos nutrólogos e nutricionistas não recomendam que as pessoas façam a dieta do leite.

Referências

Dr. Roberto Navarro, nutrólogo (CRM 78392/SP)

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Eletrocardiograma: como o exame detecta arritmia

O que é o eletrocardiograma?

O eletrocardiograma (ECG) é um exame que verifica a existência de problemas cardíacos a partir da atividade elétrica do coração. É um procedimento rápido, simples e indolor, no qual os impulsos elétricos do coração são amplificados e registrados em um pedaço de papel.

Como funciona o eletrocardiograma

Cada batida do seu coração acontece por um impulso elétrico naturalmente gerado por células especiais. Esse impulso elétrico ativa células musculares para se contraírem, gerando um novo impulso elétrico.

O eletrocardiograma registra esses impulsos elétricos e mostra se o ritmo e intensidade destes estão dentro do normal. Pela avaliação da intensidade pode ser avaliado aumento ou diminuição dos músculos, assim como problemas que isolam a parte elétrica do coração.

Geralmente, um ECG é pedido se houver suspeita de uma doença cardíaca ou como parte de um exame físico de rotina para a maioria das pessoas de meia-idade e mais velhas.

Sinônimos

O eletrocardiograma também é chamado de ECG ou eletrocardiografia.

Quando fazer eletrocardiograma

O eletrocardiograma pode ser usado para detectar ou acompanhar:

  • Irregularidades no ritmo cardíaco (arritmia), seja por um coração acelerado (taquicardia), devagar (bradicardia) ou fora do ritmo
  • Defeitos cardíacos
  • Problemas com válvulas do coração
  • Artérias bloqueadas ou estreitas no coração (doença arterial coronariana)
  • Infarto em situações de emergência
  • Infarto anterior
  • Inflamação da membrana que envolve o coração (pericardite)
  • Hipertrofia das câmeras cardíacas (átrios e ventrículos)
  • Doenças genéticas
  • Doenças transmissíveis (Doença de Chagas)
  • Doenças que isolam o coração (derrame pericárdico ou pneumotórax)

Os sintomas que podem fazer o médico ou médica solicitar um eletrocardiograma são:

Saiba mais:
Conheça ingredientes funcionais que fazem bem ao coração
  • Falta de ar
  • Tontura
  • Desmaio
  • Batimentos cardíacos irregulares

O eletrocardiograma também pode ser usado para verificar a saúde do coração quando outras doenças ou condições estão presentes, tais como:

  • Pressão alta ou hipertensão
  • Colesterol alto
  • Tabagismo
  • Diabetes
  • Histórico familiar de doença cardíaca precoce.

Além disso, o exame também pode monitorar se dispositivos mecânicos implantados no coração estão funcionando, tais como marca-passos, e se o uso de determinados medicamentos está causando efeitos colaterais no coração.

Grávida pode fazer eletrocardiograma?

Não há qualquer contraindicação para o eletrocardiograma durante a gravidez. Também não há valores especiais para os resultados do teste feito na gestação.

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Contraindicações

São raras as contraindicações para um eletrocardiograma. No geral, qualquer pessoa em qualquer situação pode fazer o exame. O único impedimento seria a incapacidade de colocar os eletrodos na pessoa ou se ela não for capaz de permanecer em repouso.

Preparo para o eletrocardiograma

  • Certifique-se de informar durante a consulta sobre todas as medicações que você toma regularmente, com e sem prescrição.
  • Se você toma algum medicamento para o coração, será orientado sobre o que fazer antes do teste.
  • Converse com seu médico ou médica sobre quaisquer preocupações, quais os riscos ou o que os resultados vão dizer.

Não é recomendado praticar exercícios momentos antes do exame, uma vez que os batimentos cardíacos podem ficar acelerados por conta da atividade física.

Como é feito o eletrocardiograma

Onde fazer eletrocardiograma

O eletrocardiograma é feito no hospital ou em um consultório médico. Os equipamentos para fazer o exame geralmente são portáteis, de modo que o teste pode ser realizado em praticamente qualquer lugar.

Como se vestir

É importante não estar com qualquer tipo de joia no pescoço, braços e pulsos. Os homens ficam geralmente de peito nu durante o teste, e as mulheres podem usar um sutiã, camiseta ou vestido.

Limpeza e depilação

Com o paciente deitado, é feita a limpeza da pele nos pulsos, tornozelos e em seis pontos do tórax usando uma gaze embebida em álcool. Caso o paciente possua muitos pelos nas áreas em que serão aplicados os eletrodos, elas serão depiladas.

Colocação dos eletrodos

Após a limpeza, é aplicado um gel condutor na pele, que impede qualquer interferência externa e permite que o exame detecte apenas os impulsos elétricos do paciente. Os eletrodos são colocados nesses locais com a ajuda de adesivos.

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Repouso

O paciente será orientado a respirar normalmente durante o exame. No entanto, não podem ser feitos movimentos, uma vez que tremores ou mesmo a fala podem distorcer os resultados do teste.

Tempo de duração do eletrocardiograma

O eletrocardiograma geralmente leva de 5 a 10 minutos para ser concluído.

Recomendações pós-exame

Não há nenhuma recomendação especial após o exame. O paciente poderá esperar os resultados no próprio consultório ou hospital e já receber as orientações médicas.

Riscos

O eletrocardiograma é um procedimento seguro. Pode haver um pequeno desconforto quando são removidas as bandagens e há um pequeno risco de irritação na pele pelo contato com os eletrodos. No entanto, isso é raro.

Não há qualquer risco de choque durante o eletrocardiograma, uma vez que os eletrodos só estão registrando a atividade do coração, sem emitir nenhum tipo de corrente elétrica. De maneira geral, não há qualquer motivo para se preocupar com o exame.

Resultados do eletrocardiograma

Geralmente os resultados podem ser vistos logo após o exame ser feito. Se os resultados acusarem qualquer problema com os batimentos cardíacos, pode ser necessário repetir o ECG ou fazer outros exames, como um ecocardiograma, holter ou exames mais complexos.

Porém um resultado normal não exclui a presença de doenças cardíacas. Por isso a importância de avaliação geral com um médico.

Resultados normais do eletrocardiograma

O coração bate em um ritmo regular, geralmente entre 60 e 100 batidas por minutos (bpm); ou o traço parece normal.

Resultados anormais

O coração bate muito lentamente (abaixo de 60 bpm);O coração bate muito rápido (acima de 100 bpm), o ritmo cardíaco não é regular e o traço não parece normal.

Muitos tipos de anomalias podem atestados em um eletrocardiograma. Elas incluem:

Saiba mais:
Ácido fólico: para que serve e como tomar
  • Arritmia cardíaca
  • Indicação de partes do coração que foram danificadas e a extensão dos danos
  • Angina
  • Isquemia (suprimento inadequado de oxigênio para o coração)
  • Cardiopatias congênitas
  • Lesões nas válvulas cardíacas
  • Bloqueios no sistema de condução dos impulsos elétricos
  • Modificações dos eletrólitos do organismo, tais como elevação ou redução das taxas de potássio

Periodicidade do exame

Mulheres a partir dos 55 anos e homens com mais de 45 devem fazer o eletrocardiograma anualmente. Alterações na periodicidade levam em conta presença de doenças ou histórico familiar de problemas cardíacos.

Referências:

Diretriz dos Equipamentos e Técnicas para Realização de Exames de Eletrocardiografia de Repouso

Clínica Mayo – organização sem fins lucrativos dos Estados Unidos que reúne conteúdos sobre doenças, sintomas, exames médicos, medicamentos, entre outros

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Farinha de amora: o alimento rico em antioxidantes

Farinha de amora é rica em antioxidantes - Foto: Getty Images.
Farinha de amora é rica em antioxidantes – Foto: Getty Images.

A farinha de amora é elaborada por meio de um processo no qual a fruta é desidratada e depois moída. É interessante que a amora seja seca em temperaturas baixas, assim evita-se a perda nutricional.

Este alimento se destaca por contribuir para a perda de peso por ser rico em fibras solúveis. Além disso, ele tem ação antioxidante por ser rico em antocianinas, substâncias que agem combatendo os radicais livres do organismo e assim previnem o envelhecimento e doenças como o Alzheimer, doenças cardiovasculares, entre outras.

A farinha também é rica em vitaminas, especialmente a K e a C, sais minerais, como o potássio, selênio e zinco, e fibras. Este último é muito interessante, pois proporciona o melhor trânsito intestinal e é o responsável pelo alimento ser capaz de ajudar no emagrecimento.

Principais nutrientes da farinha de amora

A amora e a farinha de amora possuem praticamente os mesmos nutrientes. Porém, há algumas diferenças na forma como eles são oferecidos. A fruta possui melhor biodisponibilidade dos nutrientes, mas do ponto de vista da concentração das substâncias, a farinha vence, pois ela é feita com uma quantidade muito grande de amoras.

Por possuir maior quantidade da fruta e não conter água, a farinha é mais calórica. Enquanto 25 gramas da fruta contam com 10 calorias, a mesma quantidade da farinha possui cerca de 32.5 calorias. Porém, ela também conta com grandes concentrações de nutrientes como ferro, que contribui para prevenir anemia, e cálcio, importante para a saúde dos ossos e dentes.

Saiba mais:
Farinha de feijão branco: ajuda a emagrecer e controla o diabetes

O potássio, interessante porque ajuda no equilíbrio da pressão arterial, o magnésio, que atua no sistema nervoso combatendo o estresse e melhorando a absorção do cálcio, e o selênio, que tem ação antioxidante, estão presentes na farinha de amora.

O alimento também possui boas concentrações de vitamina C, que contribui para tornar o organismo mais resistente à infecções, e vitamina K, que é fundamental para manter os ossos saudáveis e também atua no processo de coagulação sanguínea.

Assim como a fruta, a farinha conta com altas quantidades de flavonoides, especialmente a antocianina. Estas substâncias possuem uma forte ação antioxidante evitando a formação de radicais livres.

Outro ponto interessante do alimento é que ele possui grandes quantidades de pectinas, uma fibra solúvel que proporciona uma série de benefícios como a saciedade, absorção de gorduras e melhora o trânsito intestinal. Existe a possibilidade da farinha perder alguns nutrientes, caso a desidratação da fruta seja feita em uma temperatura elevada.

A tabela nutricional da amora

Nutrientes
Amora – 100 gramas
Calorias
43 kcal
Carboidratos
9.8 g
Açúcar
8.1 g
Proteínas
1.44 g
Ferro
1.85 mg
Magnésio
18 mg
Fósforo
38 mg
Potássio
194 mg
Vitamina C
36.4 mg
Vitamina A
1 mcg
Vitamina K
7.8 mcg
Cálcio
39 mg

Fonte: Tabela do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos.

Confira qual a porcentagem do Valor Diário* de alguns nutrientes que a porção de 100 gramas de amora carrega:

  • 80% de vitamina C
  • 13% de ferro
  • 12% de vitamina K
  • 3.9% de cálcio.

Benefícios da farinha de amora

Proporciona saciedade: A farinha de amora ajuda no emagrecimento de duas maneiras. Primeiramente, ela proporciona saciedade por ser rica em pectinas. Esta fibra solúvel ao entrar em contato com a água no aparelho digestivo aumenta de tamanho fazendo com que a pessoa se sinta satisfeita e coma uma quantidade menor. Por isso, ao ingerir a farinha de amora é importante beber ao menos dois litros de água ao longo do dia.

Evita a absorção de gorduras: O alimento também contribui para a perda de peso ao impedir a absorção de gorduras no organismo. A responsável pelo benefício é novamente a pectina. Desta vez ela se une a uma pequena quantidade de gordura que passa a integrar o bolo intestinal e depois é eliminada pelo organismo. É importante ressaltar que estes dois benefícios da farinha só irão auxiliar no emagrecimento se estiverem associados a uma dieta balanceada e a atividades físicas.

Diminui o colesterol: Como a pectina se une a uma parcela de gordura e impede que ela seja absorvida, além dos benefícios estéticos, isto também é interessante para a saúde. O alimento auxilia a diminuir as taxas de gordura no sangue e o colesterol ruim, LDL.

Melhora o trânsito intestinal: A farinha de amora possui grandes quantidades de fibras. Elas agem acelerando o peristaltismo, que é o movimento involuntário do trato digestório. Além disso, como a pectina aumenta o bolo intestinal, há um estímulo nos movimento peristálticos. Esta fibra solúvel forma uma espécie de gel em torno do bolo intestinal o que também facilita a movimentação dele pelo canal intestinal.

Ação antioxidante: A farinha de amora é rica em flavonoides, especialmente a antocianina. Estas substâncias possuem uma forte ação antioxidante evitando a formação de radicais livres. Elas também combatem o envelhecimento celular, protegem o sistema cardiovascular e melhoram a circulação sanguínea, evitando a retenção de líquidos e ajudando até mesmo a atenuar a celulite.

Previne diabetes: A glicose tem a sua absorção mais lenta graças às pectinas e assim evita-se picos glicêmicos. O resultado disso é uma produção menor do hormônio insulina, responsável por colocar o açúcar do sangue para dentro das células.

A redução dos picos glicêmicos e da produção de insulina é benéfica para prevenir e para quem tem diabetes. Isto porque quando o hormônio é produzido e liberado no corpo em grandes quantidades, alguns tecidos e órgãos começam a reduzir sua resposta a ele, sendo preciso mais insulina para armazenar a mesma quantia de glicose. Esse processo é um quadro chamado de resistência a insulina, que se não for revertido, pode evoluir para diabetes 2.

Quem já tem o quadro de diabetes, tanto o diabetes tipo 1 quanto o diabetes tipo 2, quanto mais picos de glicose no sangue, pior seu estado fica. Portanto, o consumo dessa farinha ajuda a ter um equilíbrio de açúcar no sangue, estabilizando o problema.

É importante ressaltar que as pessoas com diabetes ingiram o alimento com parcimônia, dentro da quantidade recomendada, pois ele conta com valores consideráveis de açúcar e carboidratos.

Quantidade recomendada de farinha de amora

A orientação é consumir entre uma ou duas colheres de sopa de farinha de amora ao dia, cerca de 25 a 50 gramas.

Como consumir a farinha de amora

É possível combinar a farinha de amora com uma série de alimentos. Por seu sabor adocicado, ela pode ser utiliza em doces. Adicione o alimento no preparo de bolos e outras sobremesas.

Ela também fica ótima em vitaminas e com o iogurte. Como a farinha de amora não possui muitas proteínas ou gorduras, combine-a com o iogurte desnatado, fonte de cálcio e proteínas, e uma colher de sopa de oleaginosas, ricas em gorduras saudáveis.

Comparando a farinha de amora

Amoras possuem poucas calorias - Foto: Getty Images
Amoras possuem poucas calorias – Foto: Getty Images

Quando comparada com farinhas de outras frutas, a de amora conta com alguns benefícios semelhantes e ainda tem diferenciais. A farinha de maracujá, assim como a de amora, é rica em pectinas, o que faz com que ela proporcione saciedade, absorção de gorduras e melhora o trânsito intestinal. Porém, ao contrário da versão de amora, ela não possui substâncias antioxidantes.

A farinha de banana verde também conta com as pectinas, além disso, ela possui o amido resistente, que irá potencializar os efeitos desta fibra solúvel. Contudo, este alimento também não tem a ação antioxidante que está presente na farinha de amora.

Quando comparamos a farinha de amora com a fruta amora nota-se que ambas possuem praticamente os mesmos nutrientes. Porém, há algumas diferenças na forma como eles são oferecidos. A fruta possui melhor biodisponibilidade dos nutrientes, mas do ponto de vista da concentração das substâncias, a farinha vence, pois ela é feita com uma quantidade muito grande de amoras. Infelizmente por ter maior quantidade da fruta e não conter água, a farinha é mais calórica. Enquanto 25 gramas da fruta contam com 10 calorias, a mesma quantidade da farinha possui cerca de 32.5 calorias.

Saiba mais:
Farinha de maracujá: fibras para controlar o colesterol e o diabetes

Contraindicações

Não há contraindicações no consumo deste alimento. Porém, é interessante que pessoas com diabetes não o ingiram em grandes quantidades porque ele possui valores consideráveis de açúcar e carboidratos.

Riscos do consumo em excesso

Ingerir o alimento em excesso pode fazer com que a pessoa engorde, já que ele é calórico. A farinha por conter muita fruta carrega consequentemente bastante açúcar natural da amora. A porção de duas colheres tem em média 32.5 calorias. Por ser rico em fibras, o consumo em grandes quantidades do nutriente pode ter o efeito contrário e levar a prisão de ventre.

Onde comprar

A farinha de amora pode ser encontrada em lojas de produtos naturais.

Fontes consultadas:

Nutricionista Alessandra Luglio.

Nutricionista Amanda Buonavoglia.

Nutricionista Lucyanna Kalluf.