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Chá antigripe ajuda a melhorar a imunidade: veja receita

Chá antigripe - Foto: Instagram
Chá antigripe – Foto: Instagram

A nutricionista funcional Patricia Davidson é queridinha das famosas e seu Instagram é repleto de dicas boas para quem busca manter a saúde e o corpo em dia. A receitinha para mandar para longe a gripe tem ingredientes potentes que melhoram a imunidade. «O rooibos contribui para o aumento da imunidade, o gengibre possui uma boa ação bactericida e o própolis é um antibiótico natural que também tem ação antiviral», contou ela no post.

Ingredientes

  • 200ml de água
  • 1 pedaço de gengibre
  • 1 col. de chá de extrato de rooibos
  • 5 gotas de própolis

Modo de preparo

Aqueça a água e um pedaço de gengibre, desligando o fogo antes de atingir fervura. Acrescente o extrato de rooibos e deixe cinco minutos em infusão. Coe e acrescente as gotas de própolis e beba em seguida.

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Corrimento vaginal pode indicar doenças infecciosas e até DSTs

Corrimento vaginal é o nome dado ao líquido ou muco que sai da vagina. Ele é uma preocupação comum entre as mulheres de todas as idades, levando muitas delas às consultas ginecológicas. Certa quantidade de secreção vaginal é normal, a menos que ocorra com coceira, ardor ou outros sintomas desagradáveis, como o mau cheiro.

Esta coluna irá analisar os sinais normais e anormais de secreção vaginal, incluindo as causas mais comuns de corrimento anormal.

Antes de discutir corrimento vaginal, é importante ter um entendimento básico da anatomia reprodutiva feminina.
O corrimento vaginal, geralmente, não é perceptível até que saia da vagina, que é a passagem do útero ao exterior do corpo. No fundo da vagina fica o colo do útero, enquanto na extremidade inferior (para fora) fica a vulva, que inclui os lábios vaginais e o clitóris.

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Um exame físico é a maneira mais exata de determinar a causa do corrimento vaginal anormal

A secreção vaginal é composta de células da pele da vagina e do colo uterino, sob a influência do hormônio feminino estrogênio. Mulheres que passaram pela menopausa e meninas antes da primeira menstruação, normalmente, têm secreção vaginal mínima, como resultado de menores níveis de estrogênio.

Em mulheres que estão na pré-menopausa, é normal ter um pouco de secreção, um muco espesso e inodoro, diariamente. No entanto, a quantidade e consistência da descarga variam de uma para outra, assim como a quantidade, que também pode variar em diferentes momentos durante o ciclo menstrual. Pode tornar-se mais perceptível em certos momentos, como na gravidez, com o uso de pílulas anticoncepcionais / adesivos / anel vaginal, perto da ovulação e, ainda, na semana antes do período menstrual.

Normalmente, a secreção vaginal contém células epiteliais, bactérias, muco e fluido produzido pela vagina e colo do útero. Uma descarga normal, muitas vezes, tem um ligeiro odor e pode causar uma ligeira irritação da vulva. Esta descarga ajuda a proteger o trato genital e urinário contra infecções e proporciona lubrificação dos tecidos vaginais para as relações sexuais.

Quando procurar ajuda médica

Ter secreção vaginal é comum e normal. No entanto, diante dos seguintes sintomas, o corrimento vaginal não é normal e deve ser avaliado pela ginecologista:

– Coceira na vulva e entrada da vaginal

– Vermelhidão, ardor, dor ou inchaço da pele vulvar

– Coloração amarela-esverdeada, cinza ou que lembre nata de leite

– Mau cheiro

– Presença de sangue fora do período menstrual

– Dor durante o coito ou micção

– Dor abdominal ou pélvica

Causas

As causas mais comuns de corrimento vaginal incluem:

– Infecção vaginal (causada por fungos ou infecção bacteriana)

– Reação do organismo a corpo estranho (como um tampão ou preservativo esquecido) ou substância (tais como espermicida)

– Alterações que ocorrem após a menopausa podem causar secura vaginal, especialmente durante o sexo, bem como um corrimento aquoso ou outros sintomas.

Exame clínico

Não é possível saber se o corrimento vaginal é normal ou não com certeza sem um exame ginecológico. Um exame físico é a maneira mais exata de determinar a causa do corrimento vaginal anormal. Não inicie o tratamento em casa antes de ser examinada pela ginecologista, pois o tratamento por conta própria pode tornar mais difícil fazer um diagnóstico preciso.

Antes do exame, a médica pode fazer perguntas, tais como:

– Você tem dor nas costas, abdome ou pelve?

– Você tem um novo parceiro sexual?

– Quando foi sua última menstruação?

– Você toma algum medicamento?

– Esteve recentemente utilizando duchas íntimas ou algum outro produto na região íntima?

Durante o exame, a médica vai examinar toda a área externa genital e irá realizar um exame interno, em pacientes que já não são mais virgens, com um aparelho chamado espéculo vaginal («bico de pato»).

Tratamento

Em alguns casos, é possível fazer um diagnóstico e iniciar o tratamento imediatamente, com base no exame. Em outros casos, pode ser necessário realizar alguns exames antes do tratamento, que pode ser por meio de comprimidos, cremes ou óvulos vaginais. A duração do tratamento depende do tipo de corrimento e da gravidade.

Os parceiros sexuais de mulheres com uma infecção transmitida sexualmente, como a clamídia, gonorréia ou trichomoníase, devem receber tratamento concomitante. Para outras infecções, como fungos (candidíase) ou vaginose bacteriana, o parceiro sexual não precisa, necessariamente, de tratamento. Se for necessário, você deve evitar ter relações sexuais até que ele seja concluído.

Muitas mulheres preferem não visitar a médica. No entanto, o auto-tratamento pode retardar o diagnóstico correto, ser oneroso, ou até mesmo causar sintomas piores. Na maioria dos casos, um exame físico deve ser realizado antes de qualquer tratamento. Em particular, você não deve realizar duchas vaginais para se livrar dessa secreção porque pode piorar o quadro.

As mulheres que desenvolvem infecções bacterianas ou por fungos de repetição frequentemente podem ser aconselhadas pela ginecologista a usar um tratamento preventivo.

Hábitos

Corrimento vaginal anormal pode ser mais propenso a se desenvolver em mulheres que tem certos hábitos, tais como:

– Duchas vaginais

– Absorventes íntimos diários

– Desodorantes íntimos, lenços umedecidos

– Banhos de banheira frequentes e outros produtos de banho muito perfumados e coloridos

– Roupas sintéticas e apertadas

Práticas saudáveis incluem:

– Higiene com água morna e sabonete próprio para lavar genitália, usando apenas as mãos, sem buchas.

– Uso de calcinhas de algodão, evitando as de lycra

– Evitar o uso de lenços umedecidos ou papel higiênico perfumado e colorido.

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Espermograma: avaliando da fertilidade do homem

O que é o espermograma

É um exame laboratorial que analisa a qualidade do sêmen do paciente, segundo alguns critérios definidos pela Organização Mundial da Saúde, a partir de uma amostra coletada pelo homem por meio de masturbação. Ele analisa desde o aspecto do ejaculado em si, até a quantidade e as condições dos espermatozoides na amostra, podendo assim verificar como está a fertilidade do homem, além de muitas vezes apontar para outros fatores da saúde reprodutiva masculina, como as condições da próstata, por exemplo.

Outros nomes

Análise do sêmen, contagem espermática, citologia seminal, estudo da morfologia espermática

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Quando o exame é pedido

Esse é o principal exame para avaliar a fertilidade masculina, e é realizado quando existe alguma condição física, imunológica ou genética que possa alterar as condições espermáticas e interferir na fertilidade do homem. Normalmente ele é pedido após um exame clínico, por isso mesmo ele não tem uma periodicidade para ser feito. A qualidade do sêmen precisa ser avaliada em situações como: casais que estão tentando engravidar e homens no pós-cirúrgico de vasectomia, mas existem outros critérios médicos.

Como é feito o espermograma

A coleta é feita através da masturbação, para tanto os laboratórios fornecem estímulos visuais: como filmes e revistas. Na hora da coleta, é muito importante que o paciente ejacule dentro do frasco e não faça uso de lubrificantes, pois essas condições interferem no resultado do exame.

Esse material é enviado ao laboratório, onde é feita uma avaliação descritiva do sêmen, enfatizando principalmente a motilidade (ou seja, a capacidade de se mover) e a morfologia (características físicas) do espermatozoide. Primeiro eles avaliam as condições físicas do sêmen, como o volume, viscosidade, liquefação, coloração e pH (medida que termina a acidez de um material). Então, a análise se torna microscópica, verificando a concentração de espermatozoides, qual a motilidade total e progressiva, a vitalidade desses gametas e se está tudo certo com sua estrutura. Também são medidas as quantidades de leucócitos no esperma (células de defesa do nosso corpo) e de compostos como ácido nítrico e frutose.

Normalmente os médicos pedem duas coletas, com intervalo de 15 dias, para que se possa comparar ambos os resultados. Caso as análises deem resultados muito diferentes, um terceiro exame é pedido para tirar a teima.

Pré-requisitos

O essencial é que o paciente tenha abstinência sexual de 2 a 7 dias. No caso, não apenas o sexo, como também a masturbação e qualquer outra ação que cause ejaculação. Não é necessário jejum alimentar nem nenhum outro tipo de cuidado.

Recomendações pós-exame

Após a coleta não há nenhum cuidado específico que o paciente precise seguir. Ele pode voltar à sua rotina normalmente.

Contraindicações

Não há contraindicações para o exame de espermograma, ele pode ser feito por qualquer homem em idade reprodutiva.

Possíveis complicações

Por se tratar de um exame de coleta e análise laboratorial, o espermograma não envolve complicações ou riscos.

O que significa o resultado do espermograma?

Os resultados do espermograma mostram como está a fertilidade do paciente, ou seja, se seus espermatozoides estão em condições de chegar com vida ao óvulo nas trompas da mulher, após o ato sexual. Ele também pode trazer a suspeita de que existem outros problemas em órgãos reprodutores masculinos, principalmente na próstata.

São analisados fatores macroscópicos, como o volume, viscosidade, liquefação (quanto tempo o material demora para ficar líquido), coloração e pH do sêmen, e também quesitos microscópicos, que incluem a concentração de espermatozoides, motilidade (capacidade de locomoção) espermática total e progressiva, vitalidade espermática e morfologia dos gametas.

O resultado de um espermograma, porém, não é definitivo. Normalmente são pedidos dois exames com 15 dias de intervalo. Se os resultados forem semelhantes, há um diagnóstico. Se houver alguma diferença, o médico pode pedir uma terceira coleta, para não deixar nenhuma dúvida.

Valores normais

Parâmetros seminais
Valores de referência
Volume
Igual ou maior que 1,5 ml
pH
Entre 7,2 e 8,0
Cor
Branco opalescente
Liquifação
Igual ou maior que 30 minutos e completa
Viscosidade
Normal
Concentração espermática
Igual ou maior que 15 milhões de espermatozoides por mililitro de sêmen
Número total de espermatozoides
Igual ou maior que 39 milhões de espermatozoides por ejaculação
Motilidade
32% ou mais de espermatozoide móveis progressivos e 40% ou mais de espermatozoides móveis totais
Morfologia
4% ou mais com formas normais
Vitalidade
58% ou mais formas vivas

Fonte: World Health Organization: WHO Laboratory manual for the examination and processing of human semen, 2010.

O que significam resultados anormais

O diagnóstico varia conforme a alteração do quesito observado.

Volume Se o valor for menor do que 1,5 ml significa o quadro de hipospermia, ou seja, o homem não tem grande quantidade de esperma por ejaculação, e isso pode dificultar sua fertilidade. Isso pode ocorrer porque há alguma obstrução no canal seminal, infecção ou insuficiência vesicular.

Quando o volume é muito alto, ou seja, ultrapassa 5 ml, lança-se a suspeita de que há algum infecção nas glândulas anexas ou tumores na próstata ou vesículas. Mas se esse valor vem acompanhado de baixa vitalidade dos espermatozoides e redução no ácido nítrico e frutose, pode ser apenas um reflexo de abstinência sexual por mais de 7 dias. Esse excesso é chamado de hiperespermia.

Muitas vezes pode haver também a ausência de ejaculado, a chamada aspermia, que pode ocorrer por alguma obstrução no caminho do sêmen ou devido a ejaculação retrógrada.

pH Essa medida indica a acidez do sêmen. Uma substância é ácida quando o valor é menor do que 7, e quanto menor o número mais ácida ela é. O pH considerado normal do esperma é maior do que 7,2 e menor do que 7,8. Menos do que isso pode indicar alguma obstrução dos canais seminais. E mais do que isso indica algum problema na próstata.

Cor A coloração normal é parecida com uma clara de ovo. Se ela estiver amarelada, pode significar algum infecção, e se estiver avermelhada demonstra algum problema na próstata, até mesmo um câncer.

Liquefação A liquefação, estado em que o sêmen fica líquido, ocorre normalmente em 60 minutos. Menos de 30 minutos pode indicar alguma disfunção na próstata.

Viscosidade Ela é considerada normal quando, ao ser gotejada, forma filamentos de mais de 2 centímetros. Se o sêmen for mais consistente do que isso, pode ser sinal de uma inflamação na próstata ou disfunção nas vesículas seminais.

Número de espermatozoides Muitas vezes o problema pode estar na quantidade de gametas do homem: se a contagem for abaixo de 15 milhões por mililitro, condição chamada de oligozoospermia, isso significa que há poucos espermatozoides no sêmen, o que pode ocasionar uma maior dificuldade na fecundação. Pode haver também a ausência de gametas, a azoospermia.

Alguns homens podem apresentar também a polizosspermia, ou seja, um número maior do que 200 milhões de espermatozoides por ejaculado. Essa condição é rara, mas não é significa um problema de fertilidade.

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Motilidade dos espermatozoides Eles podem ser classificados em quatro categorias:

  • Tipo A: gametas que se movem rapidamente para frente
  • Tipo B: gametas que se movem lentamente para frente
  • Tipo C: gametas que se movem, mas sem uma direção certa
  • Tipo D: gametas que não se movem.

Um resultado considerado positivo precisa ter 32% ou mais na categoria A e B. Se o resultado der 25% apenas na categoria A, já significa um quadro de astenozoospermia, ou seja, os espermatozoides, por mais que tenham uma boa contagem, não conseguem se mover de forma eficiente para as trompas, onde encontram com o óvulo.

Vitalidade Indica quantos dos espermatozoides são ejaculados vivos. Quando 75% deles estão mortos, o quadro se chama necrozoospermia.

Fontes consultadas

Patologista clínica Adília Segura (CRM-DF 3279), do laboratório Exame, no Distrito Federal

Geneticista Ciro Martinhago (CRM-SP 102030), diretor do departamento de genética médica do SalomãoZoppi Diagnósticos

Farmacêutica Erika Oliveira Semaco, andrologista da Huntington Medicina Reprodutiva

Urologista especialista em reprodução humana Mauro Bibancos Rosa, médico da Huntington Medicina Reprodutiva

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Bebês: como fazer a transição para alimentos sólidos

Entre nove e doze meses de vida, o bebê já é capaz de engolir melhor os alimentos, tem mais dentes (na maioria das vezes) e não tem mais o reflexo de pôr a língua para fora. Já está na hora de começar a transição para alimentos mais sólidos!

Não precisa ter medo. Aos poucos, substitua as frutas amassadas em papinhas doces e raspadas por porções picadas. Uma excelente opção é a salada de frutas cortada em cubinhos. Não desperdice a casca comestível de frutas como maçã e pêra, pois quando cortadas em pedaços pequenos, são bem aceitas pelos bebês.

Quanto às verduras, ao invés dos purês e papinhas, ofereça hortaliças bem cozidas e refogadas com um pouco de cebola e salsa. Preparações feitas ao forno, sempre bem cozidas e oferecidas em pedaços, como por exemplo, abóbora e batata com azeite assadas são boas opções para evoluir o cardápio do seu filho. As carnes (frango, peixe, carne bovina) também devem ser bem cozidas e picadas várias vezes com o auxilio de um garfo e uma faca.

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Embora os dentes molares só apareçam entre um ano e meio e dois, os bebês conseguem mastigar a comida com a gengiva e dissolver quase que completamente o alimento. Muitas vezes eles gostam do alimento mais sólido para massagear a gengiva, que coça durante o crescimento dos dentes.

Seu filho pode apreciar segurar alimentos mais duros e ficar chupando. Não estimule essa habilidade com pães e biscoitos, aproveite para oferecer alimentos mais saudáveis como um palitinhos de cenoura, pepino, maçã ou manga.

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Fique por perto para seu filho não engasgar se algum pedaço maior entrar na garganta. E tenha cuidado com alimentos pequenos e redondos como uvas e amendoins, que devem ser oferecidos com um pouco com mais idade e sempre cortados.

Criando independência

É nessa fase que os bebês começam a gostar de manipular a comida. Estimule esse interesse pelos alimentos e não tenha medo de fazer um pouco de sujeira extra na hora da refeição. Deixe seu filho pegar os alimentos do prato enquanto come, mas sempre orientando-o a levar o alimento em direção a boca, pois caso contrário, ele pode entender que o alimento é mais um de seus brinquedos e achar engraçado jogar comida no chão. Aproveite para colocar no prato alimentos que ele consiga pegar com as mãos e levar diretamente a boca, como por exemplo, brócolis, couve flor, cenoura, milho e ervilha.

Neste período os bebês desenvolvem algumas habilidades e são capazes de se alimentarem sozinhos, embora sem muito sucesso na maioria das vezes. Estimule seu filho a segurar a colher e ajude-o a levar a comida até a boca. Em pouco tempo ele conseguirá acertar algumas colheradas. Para evitar que a refeição dure horas a fio e resulte em baixa ingestão de alimentos, o melhor a fazer é ter duas colheres. Assim, ele segura uma colher enquanto você o alimenta.

O leite materno ou a fórmula infantil ainda são uma importante parte da nutrição do bebê. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o ideal é oferecer o leite materno até os 2 anos de vida e quando isso não for possível, as fórmulas industrializadas são indicadas. No entanto, até o fim do primeiro ano de vida, os alimentos sólidos representarão uma parcela cada vez mais significativa na alimentação, atendendo cerca de 80% das necessidades calóricas diárias da criança.

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Distúrbios do sono podem afetar a memória e a concentração

Distúrbios como insônia e apneia do sono são extremamente comuns na população geral, porém, o que muitas pessoas não sabem é a influência que estes problemas têm em nossa cognição.

O sono é uma etapa crítica para o cérebro acumular e guardar informações assimiladas durante a vigília. Assim, transtornos do sono levam à queixas cognitivas.

Cognição é um conjunto de funções mentais superiores como atenção, memória, percepção visuoespacial, linguagem, capacidade de resolver problemas, planejamento e estratégia, entre outras. A cognição permite ao ser humano interagir socialmente e assimilar habilidades de diversas naturezas ao longo da vida, colocando-as em prática.

O sono é dividido em ciclos que se alternam: não-REM (sono de ondas lentas) e REM. Na fase REM ocorre a assimilação/aprendizado/memorização do que foi aprendido durante o dia, ou seja, esta é uma etapa fundamental para que se tenha uma boa memória.

A insônia é o distúrbio do sono mais comum. Normalmente os indivíduos com este problema têm dificuldade para iniciar ou manter o sono. Como todo problema relacionado ao sono, parte das consequências são observadas durante o dia. Assim, quando verificamos que um indivíduo com insônia não tem a quantidade necessária de sono REM (sono de ondas rápidas) podem ocorrer queixas cognitivas como «memória ruim» ou «desatenção». Irritabilidade e fadiga também são comuns.

Já na apneia obstrutiva do sono, o ambiente crônico de hipóxia (diminuição das taxas de oxigênio) que ocorre durante a noite, leva o indivíduo a apresentar inúmeros microdespertares, o que impede uma arquitetura normal do sono. As consequências são sonolência excessiva durante o dia e, de novo, queixas cognitivas como falta de concentração e memória.

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Não bastasse os problemas do sono levarem a queixas cognitivas, pacientes com doenças neurodegenerativas, como Alzheimer, também podem apresentar transtornos do sono. Isto leva a um ciclo vicioso onde o problema do sono prejudica a cognição em um indivíduo que já tem disfunção cognitiva.

Em resumo, o sono é uma etapa crítica para o cérebro acumular e guardar informações assimiladas durante a vigília. Assim, transtornos do sono levam à queixas cognitivas e a busca por estes problemas, especialmente em pacientes mais jovens com «memória» ou «atenção» ruins, sintomas que precisam ser investigados.

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Sangramentos dificultam a descoberta da gravidez

Sua menstruação continua vindo normalmente. Mas, numa visita de rotina, o ginecologista desconfia de algo estranho e pede os exames. Quando chega o resultado, uma surpresa: você está grávida. «A situação não é comum, a gestação interrompe os sangramentos. Mas eles podem acontecer em algumas situações», afirma o ginecologista Rogério Fenile, professor da Uninove e médico do Hospital Pérola Byington.
Em geral, os sangramentos durante a gravidez têm três explicações: casos de abortamento; feridas ou pólipos (verrugas) no colo do útero e má-formação do útero. «Mulheres com o chamado útero bicorno apresentam duas cavidades em vez de uma. Então, se a gestação ocorre numa delas, a outra pode continuar sangrando normalmente», diz o médico.
Esse tipo de condição não tem tratamento e é diagnosticada no ultra-som transvaginal, pedido rotineiramente pelo ginecologista. Quando as imagens não são suficientes para identificar o problema com segurança, o especialista pede uma ressonância magnética. «Vale ressaltar, no entanto, que menos de 1% das pacientes apresentam útero bicorno», afirma o ginecologista da Uninove. A dificuldade para engravidar é notória nesses casos, pois a capacidade de expansão do útero é menor.
O sangramento mais confundido com a menstruação, entretanto, vem das ameaças de abortamento. Mesmo quando há um descolamento leve da placenta, o fluxo é intenso e pode ser interpretado como menstruação. O médico, ao pedir os exames, receita medicamentos com progesteorona e repouso, evitando que o quadro se encaminhe para o aborto.
Mas, além da interrupção no ciclo menstrual, o corpo feminino dá outros sinais indiretos de que uma gestação está em curso. A intimidade consigo mesma é a melhor maneira de percebê-los. «Aumento na salivação, dor e inchaço nas mamas, enjôos, náuseas, tonturas e sonolência são os sintomas mais comuns, mas nem toda mulher consegue reparar neles», diz o ginecologista.
Na avaliação clínica, seu médico pode desconfiar de uma gravidez a partir do exame de toque vaginal. Isso porque há um aumento discreto no volume do útero, em si, e mudança na estrutura fibroelástica do colo do útero, que fica mais amolecida. «Mas, só com o exame de toque, é impossível ter certeza. Um mioma provoca essas mesmas alterações», afirma Rogério Fenile. Com dez dias de atraso da menstruação, procure um médico: é o prazo ideal para fazer o exame que identifica uma gestação, medindo a porcentagem de um hormônio chamado gonadotrofina coriônica. A coleta pode ser de sangue ou de urina.

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Pilates trabalha força, resistência e equilíbrio

Ensinado no Brasil desde 1991, o pilates se popularizou de forma impressionante, estando presente, hoje em dia, em boa parte das cidades de grande e médio porte. Apesar disso, ainda há uma visão distorcida do que seja a técnica. «Muita gente pensa que o pilates é indicado somente para a terceira idade. No meu estúdio, atendo homens e mulheres que gostam de treinar forte e almejam um corpo definido e tonificado, o que conseguem com o pilates», esclarece a personal trainer Mariana Dib.

Com exercícios comuns na ginástica, na dança, na yoga e nas artes marciais e uso de acessórios, como bancos especiais, bolas, faixas e outros equipamentos desenvolvidos com exclusividade para essa prática, o pilates trabalha força, resistência, flexibilidade e equilíbrio.

Pilates trabalha força, resistência e equilíbrio - Foto: Getty Images
Pilates trabalha força, resistência e equilíbrio – Foto: Getty Images

«No pilates, toda a sobrecarga externa imposta ao corpo do aluno é obtida pelo auxílio de molas, diferente dos aparelhos clássicos da musculação, em que esta sobrecarga se dá, principalmente, por barras de ferro», explica o professor de Educação Física Mateus Elias Pacheco.

«Uma aula de pilates é completa», diz Mariana. A primeira atividade é o aquecimento, com foco na caixa torácica. Depois, vem o alongamento, com bastante atenção dedicada à região do diafragma. Em seguida, são realizados exercícios de mobilidade das articulações, principalmente da coluna. Na sequência é trabalhada a força de diversas regiões do corpo, como pernas, braços, abdômen e lombar. «Eu sempre dedico ainda uma parte ao equilíbrio, especialmente para os idosos, que precisam desse tipo de atividade para melhorar a qualidade de vida», conta a especialista.

aula de pilates no chão

A atividade também contribui com o emagrecimento, já que proporciona uma perda de até 350 calorias por hora. «Mas não é como nos aeróbicos, que têm relação direta com perda de peso. No pilates, como se ganha musculatura, consequentemente seu metabolismo acelera, o que causa gasto calórico», diz a educadora física e professora de pilates Marina Soares Fressato.

Segundo Pacheco, a função primordial do método é estimular o controle que o sistema nervoso tem sobre os músculos estriados esqueléticos. «Seja como técnica ou terapia, o pilates promove um maior relacionamento entre o físico e a mente, aperfeiçoando a harmonia entre todas as estruturas do corpo dos praticantes, que podem ser indivíduos de diferentes idades», acrescenta.

Pilates trabalha força, resistência e equilíbrio - Foto: Getty Images
Pilates trabalha força, resistência e equilíbrio – Foto: Getty Images

O pilates pode ser realizado por adultos, idosos, gestantes e crianças, desde que não haja restrições médicas. Além de ser uma opção de exercício físico, pode também ser utilizado na reabilitação de pacientes pós-cirúrgicos com dor aguda e sequelas neurológicas decorrentes de acidentes vasculares cerebrais, Parkinson e distrofias musculares, entre outras doenças.

Mães também podem ser beneficiadas, tanto antes quanto depois do parto. Marina acrescenta que o pilates também ajuda a prevenir as chamadas doenças modernas, como má postura, tendinite, falta de disposição e ansiedade.

A modalidade, que só pede roupas confortáveis e pés descalços, pode ser praticada diariamente. O mínimo recomendado para que os resultados sejam sentidos é duas vezes por semana.

A personal trainer Mariana orienta que, antes de começar a praticar a atividade em algum estúdio, o histórico do profissional seja avaliado.

«Experiência conta muito. Eu trabalho com pilates há cinco anos e sinto que hoje minhas aulas são, de longe, melhores que quando iniciei», diz.

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Entenda a composição da pílula anticoncepcional e acerte na escolha da sua

Existem hoje diversas pílulas anticoncepcionais no mercado, cada grupo com suas particularidades. Isso permite que as mulheres possam escolher as melhores de acordo com seus objetivos. Mas lembro que algumas mulheres devem tomar cuidado antes de optar por esse método contraceptivo. Mulheres fumantes, por exemplo, devem ter cuidado redobrado, pois o tabagismo associado ao uso de pílulas anticoncepcionais aumenta significativamente o risco de formação de trombos na corrente sanguínea.

As pílulas mais utilizadas são compostas por dois tipos de hormônio, o estrogênio e a progesterona. A quantidade e o tipo de estrogênio e progesterona podem variar e é por isso que a escolha do anticoncepcional deve ser individualizada.

Estrogênio

São dois os tipos de estrogênio usados nas pílulas: o etinilestradiol é um estrogênio sintético e o valerato de estradiol é natural. As primeiras pílulas tinham dose alta, 100 µg de etinilestradiol e por isso provocavam mais efeitos colaterais, como aumento do peso e muitos enjoos. Atualmente a dose do etinilestradiol é apenas de 15 µg, mantendo o risco de gravidez baixo. Veja abaixo os tipos e as características das pílulas anticoncepcionais e escolha o melhor para você.

Quanto à dosagem

As pílulas de etinilestradiol podem ser de ultrabaixa dosagem (15 µg), baixa dosagem (30 e 20 µg) ou média dosagem (35 µg). Nem sempre as pílulas de ultrabaixa dose são as mais indicadas, pois muitas mulheres podem ter sangramentos de escape e demorar para se adaptar. Normalmente começamos a usar essas pílulas para adolescentes e também moças que já apresentaram efeitos colaterais com outras pílulas (ganho de peso, enjoos ou vômitos, dores de cabeça, nas pernas e dores nas mamas).

Como tomar

Pílulas de ultrabaixa dosagem (15 µg) devem ser tomadas no regime 24 por quatro. Ou seja, a pílula é tomada por 24 dias e a pausa dura quatro dias. Mas, para a maior parte dos tipos de pílula, a tomada deve durar 21 dias e a pausa sete. Uma exceção é a pílula Yaz, que contém 20 µg e obedece ao regime de 24 por quatro, e a Qlara que deve ser tomada continuamente.

Progesterona

A progesterona é o hormônio que faz a diferença nos efeitos complementares dos anticoncepcionais, a depender do tipo utilizado na composição de cada um.

Levonorgestrel

O levonorgestrel foi uma das primeiras progesteronas usadas na composição das pílulas e está no mercado até hoje. Alguns dos produtos que levam esse tipo de produto na composição são o Microvlar, Ciclo 21 e Level. Ele tem ação androgênica, ou seja, parecida com hormônios masculinos. Pode provocar maior oleosidade da pele, acne e aumento de pelos. Em contrapartida, pode ser uma boa opção para aquelas mulheres que reclamam da queda da libido com uso de pílulas.

Gestodeno

O gestodeno tem efeito androgênico pequeno, isto é, o aumento de características masculinas – como pelos, oleosidade da pele e aumento da libido – é discreto. Também tem ação diurética. O princípio é bom para mulheres que apresentam sintomas leves de inchaço pré- menstrual e acnes. Exemplos: Micropil, Ginesse, Femiane, Diminut, Harmonet, Tamisa, Ginesse, entre outros.

Desogestrel

«São muitos detalhes que devem ser levados em consideração na hora da escolha do melhor método anticoncepcional e se a escolhido for a pílula, ainda há muito em que se pensar até se chegar a melhor opção»

Essa substância tem ação intermediária quanto ao efeito androgênico. Ela oferece um bom controle de peso e ajuda na saúde da pele. Alguns exemplos são: mercilon, gracial, mercilon conti, minian,femina, primera e minian. Elas podem ainda estar associadas a 20 ou 30 µg de etinilestradiol.

Acetato de ciproterona

Este é mais antigo e está presente em várias pílulas associadas a 35 µg de etinilestradiol, como a Diane 35, a Selene, a Diclin e a Artemidis. Tem ação antiandrogênica muito potente, por isso é muito usada para o tratamento de Síndrome dos Ovários Policísticos, já que essas mulheres apresentam, em geral, muita acne, pele oleosa e pelos em excesso.

Drospirenona

Esse também tem ação antiandrogênica potente e diurética ao mesmo tempo, o que pode ser útil para aquelas mulheres que reclamam de inchaço pré-menstrual. Yasmin, Yaz e Elani ciclo contam com esse princípio, a única diferença entre elas é a dose de etinilestradiol e o regime de tomada.

Clormadinona

Segundo o fabricante, esse tipo tem ação antiandrogênica e por isso traz benefícios para a pele sem perda do apetite sexual. Vem associada a 30 µg de etinilestradiol. A Belara contém a clormadinona.

Dienogest

Esta também tem ação antiandrogênica e é usada em associação com o valerato de estradiol. A Qlara usa o dienogest.

O uso de qualquer pílula implicará numa amenização do fluxo menstrual e das cólicas. Algumas foram desenvolvidas pensando em tratar a Síndrome Pré-Menstrual, como a Mercilon conti, já que além dos 21 comprimidos, apresenta mais 7 comprimidos com dose baixa (10 µg) de etinilestradiol, evitando a variação hormonal brusca do período e melhorando os sintomas. A drospirenona age no organismo nos quatro dias de pausa, o que possivelmente melhora os sintomas.

Existem diferentes pílulas diferentes, com composições variáveis e efeitos muitas vezes diferentes, por isso aquela que serve para sua irmã ou amiga, provavelmente não será a melhor para você. São muitos detalhes que devem ser levados em consideração na hora da escolha do melhor método anticoncepcional e se a escolhido for a pílula, ainda há muito em que se pensar até se chegar a melhor opção. Então só a paciente, em parceria com a ginecologista, é capaz de definir isso.

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Água de enchente pode causar doenças: veja como se proteger

Durante a estação das chuvas, não dá nem para seguir à risca o ditado popular «quem está na chuva é para se molhar», que o organismo já levanta a bandeira vermelha. Isso porque, fora todos os contratempos, as chuvas e enchentes podem ser extremamente perigosas para a saúde.

chuva - foto Getty Images
chuva – foto Getty Images

Embora muitas vezes seja inevitável, o contato com a água de alagamentos deve ser evitado ao máximo – já que ela pode estar contaminada com uma série de vírus, bactérias e outros agentes de doenças. Confira a seguir a lista com os problemas de saúde mais comuns relacionados às enchentes e saiba quais cuidados devem ser tomados para se proteger.

Virose

A gastroenterite aguda é uma infecção do sistema digestivo (estômago, intestino delgado e grosso), geralmente causada por um vírus – é o que costumamos chamar popularmente de «virose». De acordo com o infectologista Alexandre Naime Barbosa, da Unesp, a principal via de transmissão é o consumo de água contaminada ou de alimentos mal lavados ou mal cozidos, que estiveram em contato água contaminada com fezes. «A via mais comum, portanto, é oral-fecal», afirma o especialista.

A doença tem sintomas como vômito, diarreia e, às vezes, pode ocorrer febre. O próprio vômito e a diarreia ajudam a «limpar» o organismo. Nesses casos, o melhor tratamento é se hidratar e comer alimentos que não vão estimular o intestino ainda mais. A dieta recomendada deve incluir itens como arroz bem cozido, purê de batata, bolacha água e sal, peito de frango desfiado e um pouco de carne moída.

Leptospirose

A leptospirose é causada por uma bactéria, a Leptospira interrogans, que penetra ativamente na pele. «O rato é o agente transmissor da doença, cujo contágio é feito pelo contato com a urina desse animal. Por isso, a doença se torna bastante comum em temporadas de chuvas e enchentes», explica Alexandre Barbosa.

Ela é grave e tem alto índice de mortalidade. «A cada dez pessoas que contraem a doença, duas morrem», segundo o infectologista Paulo Olzon, da Unifesp. Ele cita como sintomas da doença a febre alta, as dores pelo corpo, infecções na panturrilha e, depois de três dias, os olhos costumam ficar amarelados (icterícia). Por isso, é importante procurar um médico assim que os primeiros sintomas se manifestarem.

Hepatite A

Segundo Alexandre Barbosa, a hepatite A é causada por um vírus e também tem transmissão oral-fecal por causa do consumo de água ou alimentos contaminados, situação frequente no período chuvoso. Os principais sintomas são cansaço, olhos amarelados e perda de apetite. A doença é curável, mas precisa de acompanhamento médico.

Infecções virais (enterovírus)

No período de chuvas, é comum que as pessoas tenham mais contato com as águas dos rios, córregos, piscinas e também das enchentes. Essas águas podem conter dejetos de esgotos, contaminados com fezes, ou outras substâncias, como a urina de animais.

Esses agentes estão muito relacionados ao surgimento de infecções virais, que provocam sintomas como diarreia e vômito. «Como no caso da gastroenterite, o melhor tratamento é a hidratação e a alimentação apropriada para quem está com diarreia», explica Paulo Olzon. A recomendação é que só se faça o consumo de água tratada (filtrada, fervida ou mineral engarrafada) e produtos devidamente higienizados.

Dengue

A dengue é outra doença que ganha mais força nessa época do ano. A estação traz consigo chuva, umidade e calor, promovendo um ambiente perfeito para a procriação do mosquito Aedes aegypti, que é o agente transmissor da doença.

Como medida preventiva, deve-se evitar manter água parada em qualquer recipiente. Com as chuvas constantes, é preciso atenção para descobrir os locais que estão acumulando água, como garrafas, vasos de plantas e pneus. Também é importante o uso de repelentes e mosquiteiros para evitar o contato com o mosquito.

É importante ainda ficar atento aos sintomas da dengue, muito semelhantes aos de uma simples gripe. A pessoa infectada tem febre alta (39° a 40°C), dores de cabeça, cansaço, dor muscular e nas articulações, indisposição, enjoos, vômitos, manchas vermelhas na pele e dor abdominal (principalmente as crianças).

No caso da dengue hemorrágica, após o terceiro ou quarto dia, começam hemorragias nasais, gengivais, urinárias, gastrointestinais ou uterinas. Se a doença não for tratada com rapidez, pode levar à morte.

Micoses

De acordo com o infectologista Alexandre Barbosa, as micoses de pele são muito comuns nos meses chuvosos de verão por dois motivos: pode ser transmitida pelo contato com água contaminada e também porque o calor e a umidade excessiva da pele favorecem o crescimento dos fungos – principalmente em regiões de dobras, como virilha ou entre os dedos do pé.

Os sintomas mais comuns da doença são manchas mais claras ou avermelhadas na pele, com coceira e descamação. «Assim como em outras doenças, a pessoa deve evitar a todo custo a automedicação e procurar atendimento médico, pois há várias espécies de fungos causadoras de micoses de pele, e é necessário um diagnóstico correto para o tratamento adequado», adverte o especialista.

Medidas gerais como manter a pele e regiões das dobras bem secas e evitar o uso de roupas apertadas, molhadas e de tecidos sintéticos, que impedem a circulação do ar, ajudam a evitar o surgimento dessas infecções. Portanto, se for pego por uma chuva e ficar com os pés encharcados, nada de ficar com o calçado e meias molhados o dia inteiro. O melhor é retirar o calçado e secar os pés para evitar as micoses.

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Febre tifoide

O infectologista Alexandre Barbosa explica que a febre tifoide é causada por uma bactéria, a Salmonella typhi. A transmissão também é oral-fecal pelo consumo de líquidos e alimentos contaminados. Entretanto, ela pode, em alguns casos, ser adquirida pelo contato com a pessoa infectada, através de um beijo, por exemplo.

De acordo com Paulo Olzon, a febre tifoide provoca em algumas pessoas inflamações em forma de úlceras no aparelho digestivo e pode ser tratada com antibióticos. «A doença tem tratamento e cura, portanto o paciente com algum desses sintomas deve procurar ajuda de um especialista o mais rápido possível», reforça.

Como se proteger

Para se prevenir de todas essas doenças, a orientação é simples:

  • Ande sempre com sapatos fechados e munido de guarda-chuva
  • Evite pisar em poças de água, especialmente aquelas que estão próximas aos bueiros que contém sujeira, urina de rato e lixo
  • Redobre os cuidados com a água que você bebe e faça o consumo apenas de água tratada
  • Alimentos frescos, como frutas,verduras e legumes, também precisam ser muito bem lavados com água de boa qualidade

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Limão: 16 benefícios, receitas e como usar para emagrecer

O limão é muito popular e pode ser consumido em doces, salgados, em bebidas e há até mesmo quem goste de consumi-lo puro. É um dos frutos com maior número de benefícios: afinal, o limão melhora a digestão, a pele, a ansiedade, o humor e traz muitas outras vantagens ao organismo. Conheça suas propriedades e descubra benefícios:

Valores Nutricionais

Os tipos de limão se diferem mais pela acidez e sabor. Nutricionalmente não há grandes diferenças entre eles, conforme tabela abaixo.

Nutriente
Quantidade
% VD*
Valor energético
31,8kcal
2%
Carboidratos
11,1g
4%
Proteínas
0,9g
1%
Fibra alimentar
1,2g
5%
Cálcio
51mg
5%
Vitamina C
38,2mg
85%
Fósforo
23,8mg
3%
Manganês
0,1mg
4%
Magnésio
9,7mg
4%
Lipídios
0,1g

Ferro
0,2mg
1%
Potássio
128,3mg

Cobre
0,1ug
0%
Zinco
0,2mg
3%
Tiamina B1
0,3mg
21%
Riboflavina B2
0mg
0%
Sódio
1,3mg
0%

Fonte: Tabela Nutricional

* % valores diários com base em uma dieta de 2.000kcal ou 8.400kj. Seus valores diários podem ser maiores ou menores dependendo de suas necessidades.

Benefícios do limão

  • Auxilia na digestão: A nutricionista Thayana Kirchhoff explica que o suco de limão tem estrutura similar aos ácidos do estômago, o tornando capaz de estimular o organismo na produção de enzimas digestivas, além de estimular a produção de bile, fluido produzido pelo fígado responsável pela digestão de gorduras.
  • Melhora a aparência da pele: A nutricionista Thayana explica que devido a grande quantidade de antioxidantes, o limão ajuda na produção de colágeno, além de combater os radicais livres. Ela recomenda a ingestão diária de um copo de água com limão para uma pele mais viçosa.
  • Reduz riscos de câncer esofágico: «Quem sofre de refluxo gastroesofágico aumenta o risco de câncer esofágico devido à irritação crônica da mucosa. Neste sentido, ao controlarmos a alimentação, mantendo sempre uma boa digestão diminui as chances de a doença progredir para um câncer. Como o limão ajuda na digestão, podemos dizer que seu uso na prevenção de problemas de esôfago é importante», explica Thayana.
  • Melhora o humor: De acordo com a nutricionista, o intestino em equilíbrio favorece a produção de vários neurotransmissores que melhoram o humor. Então, é importante consumir alimentos que contribuem para bom funcionamento de todo o trato gastrointestinal. O limão ajuda a eliminar toxinas do organismo, melhora o funcionamento do fígado e estimula a boa digestão, fazendo com que todo o trato gastrointestinal trabalhe em harmonia. Havendo esse equilíbrio, é possível produzir serotonina adequadamente que junto a outros alimentos fontes de triptofano são capazes de melhorar o humor. O limão é uma peça chave para a saúde intestinal.
  • Ameniza a ansiedade: Com o intestino em equilíbrio, a serotonina é produzida em boa quantidade, o que consequentemente ajuda a diminuir a ansiedade. «Também precisamos de alguns nutrientes chaves que acalmam o sistema nervoso como por exemplo o magnésio. O limão, além de auxiliar no equilíbrio intestinal e produção de serotonina, também possui os minerais como magnésio, potássio, cálcio e fósforo. Portanto, esta combinação é perfeita para acalmar os nervos», complementa a Thayana.
  • Diminui sintomas de doenças respiratórias: A nutróloga Paula Flecher afirma que indivíduos que consomem vitamina C, têm 70% menos chance de contrair doenças respiratórias crônicas, como asma e bronquite, do que aqueles que não o fazem. Além disso, em um estudo publicado na Revista The Lancet, baixas doses de vitamina C, em torno de 60 mg/dia, podem ser eficazes para a melhoria dos sintomas de infecções virais agudas do trato respiratório.
  • É um anti inflamatório natural: «Os principais nutrientes do limão são vitamina C, ácido cítrico, diversos bioflavonoides, vitaminas do complexo B, folato, cálcio, ferro, magnésio, fósforo, potássio e fibras. Tanto a vitamina C quanto a vitamina B5 encontradas no limão tem importantes propriedades anti-inflamatórias» exemplifica Paula.
  • Previne o mau hálito: A nutróloga afirma que algumas gotas de limão são capazes de estimular as glândulas salivares a produzirem mais saliva, mantendo a mucosa bucal lubrificada e reduzindo a halitose.
  • Acelera o processo de cicatrização do corpo: «O limão é rico em vitamina C, nutriente extremamente importante na cicatrização dos tecidos, especialmente na regeneração do colágeno da pele. Além disso, a vitamina C é o mais importante antioxidante do corpo e seu consumo evita o estresse oxidativo, prevenindo o envelhecimento precoce?, informa Paula.
  • Efeito anticancerígeno: «O limão contém 22 compostos diferentes com ação anticancerígena, incluindo o limoneno, um óleo que retarda ou paralisa o crescimento de tumores em animais, e glicosídeos de flavonol que param a divisão celular em células cancerosas», afirma nutróloga Tamara Mazaracki.
  • Alivia dores de dente e na gengiva: «Já que a inflamação aumenta a dor no organismo, todo alimento anti inflamatório tem a capacidade de amenizar a dor. O limão possui propriedades que combatem as bactérias e que agem como antissépticas, o que permite aliviar a inflamação e, assim, diminuir as dores no dente e na gengiva em pouco tempo», esclarece Thayana.
  • Previne o envelhecimento precoce: A nutricionista afirma que o consumo do limão além de estimular o colágeno, possui substâncias antioxidantes que melhoram a imunidade e prolongam a vida da célula. «Sabemos que o excesso de radicais livre gera doenças e morte celular, portanto, podemos afirmar que o consumo regular de limão auxilia na longevidade celular e previne o envelhecimento precoce se o indivíduo também adotar bons hábitos alimentares no geral. Mas não adianta por exemplo, tomar limão regularmente, ser sedentário e se entupir de açúcar. Um alimento sozinho não é capaz de fazer milagres no organismo», ressalta.
  • Melhora absorção do ferro: Thayana explica que o consumo do limão também é eficaz para auxiliar na absorção do ferro, isso acontece devido ao alto teor de vitamina C presente no limão.
  • Auxilia na prevenção de cálculos: Tamara explica que o ácido cítrico presente no suco de limão ajuda a dissolver os cálculos biliares, os depósitos de cálcio nos vasos sanguíneos e as pedras nos rins. Além disso, é eficaz para diluir e eliminar o ácido úrico, o cristal causador da gota.
    Pode auxiliar no controle da pressão arterial: De acordo com o nutricionista Carlos Cristovão, o limão contém potássio que ajuda a melhorar a contração e isso melhora a circulação sanguínea. Mas Carlos alerta ?Temos que tomar alguns cuidados, não podemos generalizar o uso desse alimento porque ele pode acabar sendo prejudicial à saúde por causa do excesso. Se a pessoa tem problema nos rins ou refluxo, por exemplo, isso já é descartado, não é interessante. Então tem que ter bom senso.

Limão emagrece?

A nutricionista Thayana explica que o ácido cítrico do limão tem ação adstringente, agindo como se fosse um detergente dissolvendo toxinas e gorduras. Melhorando o metabolismo das gorduras e diminuindo a síntese de colesterol e de triglicérides, isso favorece o funcionamento do metabolismo e do organismo como um todo, facilitando a perda e a manutenção do peso.

Já a nutróloga Tamara afirma que a naringenina, um flavonoide encontrado em cítricos, apresentou grande potencial para prevenção da obesidade e da síndrome metabólica de acordo com um estudo realizado por pesquisadores canadenses e publicado na revista Diabetes, da American Diabetes Association.

O estudo feito com camundongos mostrou que os animais que tiveram a alimentação enriquecida com naringenina apresentaram melhora dos níveis de colesterol e triglicerídeos, assim como uma redução da resistência à insulina e o metabolismo da glicose normalizado, um dos fatores que influencia diretamente o emagrecimento. Não houve restrição calórica e nem de gordura administrada às cobaias. Dois grupos de camundongos foram alimentados da mesma maneira, mas somente um deles teve o flavonoide adicionado à alimentação e este grupo não desenvolveu obesidade e outras disfunções metabólicas.

Tipos de Limão

A nutróloga Paula Flecher afirma que existem cerca de 100 espécies de limão ao redor do mundo, mas no Brasil, temos 4 que se destacam entre os mais consumidos.Conheça-os abaixo:

Limão Taiti

«É o menos ácido e o mais encontrado no país. Para identificá-lo no mercado é fácil: a casca é fina e é aquele que tem poucas sementes, com formato mais arredondado. Por ser bastante suculento, é ideal para limonadas e drinks como a caipirinha», afirma Paula.

Limão Cravo

Também conhecido como limão caipira ou limão rosa, a nutróloga afirma que ele tem sabor e aroma bem característicos. A casca é alaranjada e tem nervuras. É boa opção para marinar carnes e temperar saladas.

Limão Galego ou Galeguinho

«É aquele limão menor, com a casca mais fina e verde clara, de formato bem arredondado. Mas não se engane pelo tamanho: apesar de pequeno é bem suculento. A acidez não é muito forte, o que torna esse tipo indicado para uma variedade grande de receitas como sorvetes, molhos, temperos, drinques, doces e sucos. Foi muito usado na verdadeira caipirinha de cachaça, mas pela sua falta acabou sendo substituído pelo Taiti», explica a nutróloga.

Limão Siciliano

Pode ser conhecido como limão eureka ou limão lisboa. «É o tipo mais antigo do mundo, sua casca é amarelada e bem grossa e possui formato mais alongado. Ele não é muito suculento como os outros, e seu sabor é bem ácido, o que faz dele matéria-prima ideal para molhos e para ‘saborizar’ pratos cheios de personalidade como risotos», diz Paula.

Receitas com limão

4 receitas que utilizam limão como protagonista - Foto: Irina Meliukh / Shutterstock
4 receitas que utilizam limão como protagonista – Foto: Irina Meliukh / Shutterstock

O limão pode ser inserido na alimentação de diversas maneiras diferentes. Aqui você pode conferir 4 receitas, doces e salgadas, que têm o limão como protagonista, são super fáceis e contam com poucas calorias.

Mitos sobre o limão

Todo mundo tem aquela receitinha caseira, passada de geração em geração, que utiliza o limão para outros meios que não sejam a alimentação. Mas algumas delas não são de fato eficazes e ainda podem causar danos a quem as realiza.

  • Passar limão nas axilas: A prática é realizada com o intuito de evitar que estas fiquem com mau cheiro. Este método é utilizado com o intuito de tornar o pH das axilas mais ácido e interferir na replicação de bactérias, responsáveis pelo mau cheiro. Porém, Paula Flecher afirma que o método não é eficaz e ainda pode causar manchas na pele.
  • Usar limão para diminuir manchas na pele: Esse é bastante comum, em especial quando se trata do rosto com manchas causadas por acne. De acordo com a nutricionista, a prática é muito perigosa podendo manchar ainda mais a pele se exposta ao sol e até desencadear problemas mais sérios como queimaduras.
  • Congelar o limão: Este processo é feito como meio de potencialização de seus efeitos no organismo. Até então a recomendação era congelar o limão, com casca e tudo, e após o seu congelamento passá-lo pelo ralador para facilitar seu consumo. O resultado prometido é o tratamento de tumores, diabetes e a redução de peso. Porém, Carlos Cristovão garante que a congelar o limão não funciona e pode até fazer com que seu potencial seja reduzido. O único benefício encontrado no limão até então é a sua durabilidade prolongada.

Consumo e armazenamento

Não é somente a polpa do limão que é apropriada para o consumo, as folhas do limão também são recomendadas e contam com ótimos benefícios. «Pode ser utilizada para fazer chá e a folha também pode ser usada seca. A folha seca pode ser guardada, pois ela não estraga. O chá de limão é cítrico e tem uma boa quantidade de óleos essenciais que são benéficos para o organismo. A folha de limão ajuda em problemas gástricos, como gases e aumenta a imunidade a doenças. É bom pro sangue porque ela tem antioxidantes e um efeito ant-inflamatório que ajuda na irritação dos pulmões, então é aconselhado usar para quem tem problemas através de vias respiratórias», explica Carlos.

Segundo o nutricionista, o chá de limão é muito simples de preparar: «basta colocar água e algumas folhas de limão, uma média de 200 ou 300 ml de água fervente, tampar e deixar abafar. Aquele vapor que fica em cima da tampa é um óleo essencial. O ideal é deixá-lo cair de volta no chá, assim você pode tomá-lo sem adoçar, que seria o ideal, ou até mesmo adoçar com mel».

Além das folhas, a casca do limão também é indicada para o consumo e é possível colocá-la em qualquer receita, geralmente como raspas. «Se puder dar preferência aos orgânicos é melhor, pois é mais saudável porque não tem química. Se não conseguir um alimento orgânico, o ideal hoje é higienizar antes do consumo, lavar os limões com água e sabão, fazendo uso de uma escova e deixar ele em média uns 15 minutos de molho na água com hipoclorito ou usar para cada 1L de água, uma colher de água sanitária e deixar o alimento imerso por 15 minutos. Depois, é só lavar bem de novo, para poder fazer o uso dessa casca», recomenda Carlos.

Assim como as folhas, a casca do limão também pode ser utilizada no preparo de chás e garante um aroma fresco e agradável. Além disso, o nutricionista afirma que a casca do limão tem diversos minerais, como ferro, cobre, magnésio, cálcio, zinco, vitaminas, carboidratos, gordura, lipídios e até proteína. «Ela também possui fibras que são importantes, tanto para a flora intestinal, quanto para constipação. Quando estamos com o intestino preso, acabamos usando como forma de ajudar o organismo a trabalhar melhor», recomenda.

As recomendações de armazenamento são simples. Carlos propõe que seja um local limpo e seco, onde não tenha nenhum tipo de umidade para que o limão dure mais à medida que vá amadurecendo. Outra boa solução do nutricionista é guardar na geladeira, pois assim ele pode durar um pouco mais. «Mas é o mesmo caso: ele deve ser guardado seco. Vale lembrar que se guardarmos o limão a 15º C, a durabilidade dele será de aproximadamente 4 meses, e isso é resfriamento, deixando-o guardado dentro da geladeira, não do freezer», explica Carlos.