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12ª semana do bebê: amamentação é aliada da saúde do bebê

Três meses já se passaram e desde então seu bebê tem estado cada vez maior e mais gordinho. Ele também já está mais ?durinho?, mantendo a cabeça mais firme quando está no colo dos pais na posição vertical, ou quando é colocado de bruços.

Ele já enxerga a uma distância maior e acompanha o deslocamento dos pais ou algo que esteja lhe chamando a atenção, observando com mais concentração o mundo ao seu redor.

Vocês provavelmente já estão mais acostumados com a nova rotina e você se sente mais segura em relação aos cuidados com seu bebê. O banho, que antes podia ser uma tarefa que a deixasse tensa, já se tornou fácil.

Inclusive, a recomendação da pediatra Thais Chaves é que o bebê tome ao menos um banho por dia, podendo chegar até dois em regiões mais quentes. Porém, nesses casos evite usar o sabonete no corpo todo do bebê, utilizando mais nas regiões íntimas, para não irritar a pele.

De acordo com a especialista, é interessante lavar o cabelo do bebê todo dia. Mas para as mamães que moram em regiões frias, as lavagens pode ser alternadas (dia sim, dia não). Assim, evita deixar o bebê exposto a um resfriado.

E quando o assunto é saúde do bebê e prevenção contra gripes e resfriados, a médica aponta que a melhor forma nessa idade é a amamentação. Além disso, a especialista recomenda lavar as mãos com água e sabão sempre que for pegar o bebê no colo. Se a mãe ou pai apresentarem sintomas gripais, é recomendado o uso de máscaras.

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Ultrassonografia não substitui mamografia no diagnóstico de câncer de mama

A mamografia é o principal exame preventivo para câncer de mama. Outros exames utilizados neste cenário são a ultrassonografia mamária (USM) e a ressonância magnética das mamas (RMM). Vale ressaltar que tanto da USM quanto da RMM são utilizadas para casos bem específicos conforme indicação médica.

Aqui é extremamente importante entender a terminologia médica, e
vale uma breve introdução sobre os conceitos de prevenção primária e
prevenção secundária:

  • Prevenção primária: consiste em várias
    medidas para evitar o desenvolvimento de uma doença, ou seja, se
    relaciona às estratégias para evitar que o câncer de mama apareça
    (manter o peso adequado, praticar atividade física, evitar reposição
    hormonal (RH) durante a fase de menopausa e, se for necessário, fazer a
    reposição hormonal por no máximo cinco anos com supervisão médica)
  • Prevenção secundária: consiste na realização de exames que possam
    detectar uma doença em sua fase inicial. Neste quesito é que a
    mamografia se enquadra. Ou seja, fazer mamografia anualmente não previne
    o aparecimento de câncer de mama, mas permite que ele seja detectado
    precocemente, aumentando em muito as chances de cura da paciente.

O
diagnóstico precoce de qualquer tipo de câncer, de uma forma geral,
está associado a maiores taxas de cura bem como a menor necessidade de
cirurgias mutilantes e também a menor necessidade de realização de
quimioterapia. Mas quando começar a realizar os exames preventivos?
Nessa questão, dividimos as pacientes entre aquelas com risco habitual
(maioria da população) e pacientes de alto risco (a minoria da
população).

São consideradas pacientes de alto risco aquelas com
histórico familiar muito importante para câncer de mama, sendo os
principais: parentes de primeiro grau com câncer de mama antes dos 50
anos, homens com câncer de mama na família, parentes com câncer de
ovário, pacientes de família judia Aschkenazi, pacientes ou familiares
sabidamente com mutação dos genes BRCA1, BRCA2, TP53, dentre outros.

A ultrassonografia de forma isolada é inferior à mamografia para o diagnóstico precoce do câncer de mama

Como
já comentamos anteriormente, tanto para as pacientes de risco habitual
quanto para as pacientes de alto risco, a principal modalidade de exame
para rastreamento do câncer de mama (prevenção secundária) é a
mamografia.

Para as mulheres de risco habitual, conforme
recomendação da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) e da Sociedade
Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO), a realização da mamografia
deve ser iniciada aos 40 anos de idade e a partir daí deve ser realizada
anualmente em caso de mamografia normal e para alguns casos deverá ser
repetida em seis meses, conforme comentaremos abaixo de acordo a
classificação BI-RADS®.

Para as mulheres de alto risco, a
mamografia deve ser feita de forma mais precoce, de acordo a indicação
do médico após avaliar cada caso individualmente, levando-se em conta a
idade de aparecimento do caso de câncer em idade mais jovem na família,
bem como a presença de determinado tipo de mutação genética ou sintoma
da paciente. Para esse grupo de pacientes, o médico poderá lançar mão de
outras modalidades de exames além da mamografia, como o ultrassom e, principalmente, a ressonância magnética das mamas.
No geral, os exames de rastreamento se iniciam aos 25 anos de idade
neste grupo de paciente.

Entenda a classificação

A mamografia é
um raio X das mamas. Logo, é um exame que utiliza radiação na geração
da imagem mamográfica. É realizada em um aparelho específico para mama
(mamógrafo) mediante a compressão das mamas (o que pode causar
desconforto para algumas pacientes). Com realização de pelo menos duas
incidências distintas para cada mama, a mamografia permite a detecção de
microcalcificações e também de nódulos mamários bem como de outras
alterações.

A classificação BI-RADS® (Breast Imaging-Reporting and Data System) consiste em um sistema internacional de padronização,
avaliação, e interpretação dos exames de imagem mamária. Após essa
análise, é atribuída uma nota ao exame pelo médico que avaliou. A
classificação BI-RADS® se aplica aos exames de mamografia,
ultrassonografia e ressonância magnética de mamas, é o que assegura
maior confiabilidade do exame e serve para os diversos serviços médicos
do mundo se comunicarem com a mesma linguagem. É importante também que
os pacientes cobrem das clínicas/laboratórios de imagem que essa
avaliação esteja disponibilizada em seus exames mamários, o que serve
como um controle de qualidade do exame e maior segurança para todos.

De
uma forma resumida, apresentamos a interpretação do laudo de exames de
acordo à classificação BI-RADS® e a conduta médica em cada caso.

BI-RADS®
Significado
Conduta
0
Exame limitado – avaliação incompleta
Necessita de exames adicionais
1
Exame normal
Controle anual
2
Alterações benignas
Controle anual
3
Exame provavelmente benigno
Controle semestral por um período de tempo
4
Lesão suspeita para câncer
Necessita realização de biópsia
5
Lesão altamente suspeita para câncer
Necessita realização de biópsia
6
Lesão já com diagnóstico de câncer
Tratamento oncológico

Mamografia x Ultrassonografia

Muitas mulheres, por medo da possibilidade de dor durante a realização da mamografia, optam por fazer apenas ultrassonografia, mas essa é uma opção individual e sem respaldo médico. Isso porque a ultrassonografia de forma isolada é inferior à mamografia para o diagnóstico precoce do câncer de mama, podendo ser realizada juntamente com a mamografia conforme recomendação médica, mas nunca de forma isolada no cenário de rastreamento de câncer de mama.

A principal limitação da USM é a incapacidade de detectar
microcalcificações, bem como apesentar um alto número de resultados
falsos positivos (lesões suspeitas na ultrassonografia levando a
necessidade da biópsia de várias lesões que na realidade são benignas).
As vantagens da USM se encontram na capacidade de diferenciar lesões
sólidas (nódulos) de lesões císticas (cistos mamários), complementar os
casos que geram dúvidas na mamografia e permitir melhor avaliação dos
gânglios axilares. Idealmente, o laudo da ultrassonografia mamária deve
seguir as normatizações e classificação BI-RADS® conforme comentamos
acima.

Adolescentes e mulheres jovens são exceção

Como o
câncer de mama é raríssimo em adolescentes e em mulheres com menos de 30
anos, as sociedades médicas não recomendam a realização de mamografia
de rotina nesta faixa etária – mas, se o médico achar pertinente por
alguma suspeita clínica, a mamografia poderia ser realizada em casos
muito selecionados. A grande limitação da mamografia nesta faixa etária é
que, em geral, as mama das pacientes são extremamente densas, não
permitindo a identificação de lesões ainda que elas estejam presentes,
gerando o que chamamos de resultado falso negativo (ou seja, a paciente
tem uma lesão na mama, mas a mamografia esta normal). Na faixa etária
dos 30 aos 40 anos a ocorrência de câncer de mama também é pouco usual,
não fazendo parte das recomendações gerais de rastreamento de câncer de
mama por parte da sociedades médicas. Vale lembrar que o que comentamos
acima se aplica a população de risco habitual, o que corresponde a
maioria da população.

Saiba mais:
Você sabe tudo sobre a mamografia?

Para mulheres nas faixas etárias mais
baixas, no caso de queixa ou presença de nodulações mamárias, é
recomendado procurar um médico, que irá proceder com uma avaliação
clínica minuciosa e na sequencia poderá solicitar exames como a
ultrassonografia mamária, principalmente para a avaliação de nodulações
de baixa suspeição de câncer de mama – permitindo diferenciar
precisamente nódulos (conteúdo sólido) de cistos mamários (conteúdo
líquido), e em alguns casos muito particulares até mesmo uma mamografia.

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Brócolis: benefícios, receitas e melhor forma de preparo

O brócolis é um vegetal crucífero do gênero Brassica, fonte de ácido fólico, antioxidantes, fibras, cálcio e vitamina A e vitamina C. Sua provável origem se deu na área leste do Mediterrâneo, de acordo com a nutricionista Cintya Bassi, do Grupo São Cristóvão Saúde. Entre os benefícios para a saúde associados ao consumo desse alimento, estão: proteger o coração, melhorar o funcionamento do intestino e até fortalecer a imunidade. Abaixo, entenda mais sobre esse vegetal e veja bons motivos para incluí-lo em seu prato.

Benefícios do brócolis

O brócolis é rico em fenóis, flavonoides, selênio e vitamina C, que, como afirma Marisa Resende Coutinho, nutricionista da Rede de Hospitais São Camilo de SP, lhe confere as propriedades de aumentar a atividade enzimática, favorecendo a absorção de nutrientes e inibindo as nitrosaminas (substâncias carcinogênicas). «Ainda combate os radicais livres,protege contra doenças cardíacas e circulatórias, melhora a imunidade celular, além de ter propriedade antioxidante. É também rico em fibras, favorecendo a regulação da função intestinal», completa.

  • Ajuda no emagrecimento
  • Tem ação desintoxicante
  • Ajuda no combate ao câncer
  • Ajuda a controlar o colesterol e as doenças cardíacas
  • Fortalece o sistema imunológico
  • Combate radicais livres
  • Ajuda a regular o intestino.

Informação Nutricional do Brócolis (porção de 100 gramas)

Nutriente
Quantidade
Calorias
25kcal
Carboidrato
4,4g
Proteína
2,1g
Lipídeos
0,5g
Colesterol
NA
Fibra alimentar
3,4g
Cálcio
51mg
Magnésio
15mg
Sódio
2mg
Manganês
0,12mg
Fósforo
33mg
Ferro
0,5mg
Potássio
119mg
Cobre
0,08mg
Zinco
0,2mg
Vitamina C
42,0mg

Referência: TACO – Tabela Brasileira de Composição de Alimentos

Brócolis ajuda no emagrecimento

O brócolis é um alimento com uma quantia baixa de calorias (25 kcal a cada 100g), além de ser rico em fibras, o que confere maior saciedade – então, sim, ele pode ser um aliado na perda de peso. «Além disso, por conter polifenóis, sugere-se teoricamente uma ajuda no combate à obesidade. Esses efeitos ocorreriam por meio da modificação do ciclo de vida do adipócito (célula gordurosa), com a supressão do crescimento do tecido adiposo pela modulação do metabolismo desse tipo de célula de gordura. Entre os mecanismos envolvidos nesse processo, temos a indução da lipólise (quebra da célula gordurosa), a diminuição do acúmulo de lipídios e a indução da apoptose (morte) dos adipócitos», explica Marisa.

Receitas

Receita de panqueca salgada de brócolis: saudável e muito nutritiva

  • Torta de frango com brócolis
  • Omelete light de brócolis e queijo branco
  • Brócolis com molho de grão de bico
  • Pizza com massa de brócolis
  • Muffin de brócolis com pimenta rosa

Ação desintoxicante

Se pensarmos na função antioxidante, «o brócolis possui a propriedade de reduzir os radicais livres, induzindo enzimas que atuam na desintoxicação de agentes carcinogênicos», diz Marisa. Além disso, Cyntia acrescenta outro fator que conta a favor dessa ação: «Esse vegetal possui em sua composição um antioxidante conhecido por sulforafano, que estimula a produção de enzimas que são desintoxicantes naturais», afirma.

Aliado no combate ao câncer

Por ter propriedades antioxidantes e substâncias inibidoras de nitrosaminas (cancerígenas), Marisa afirma que o brócolis pode ajudar a evitar o desenvolvimento do câncer. «Destacam-se como potenciais efeitos dos compostos fenólicos, em termos de promoção de saúde humana, as propriedades anti-inflamatória, antimicrobiana, antialérgica e antitumoral. No entanto, sua atividade antioxidante é tida como a mais importante», completa.

Cyntia destaca ainda que «existem estudos que apontam que a substância conhecida como glicosinolato, presente no Brócolis, tem ação anticarcinogênica, atuando de forma modesta, porém positiva, contra o câncer de pulmão, próstata, bexiga e cólon, por exemplo».

Além disso, o sulforafano é alvo de diversos estudos por ter grande eficácia na prevenção e no tratamento de tumores, como por exemplo a pesquisa conduzida pelo Instituto Linus Pauling na Oregon State University (EUA) e publicada na revista Molecular Nutrition & Food Research. Os resultados apontam que o sulforafano consegue destruir apenas as células cancerígenas, deixando intactas as demais células saudáveis do órgão afetado pelo tumor. Os pesquisadores usaram como base homens que apresentavam câncer de próstata e constataram que, após o consumo do vegetal, esses participantes tinham uma inibição da enzima HDAC – efeito que é conseguido com medicamentos para tratar o câncer. Porém, vale lembrar que a alimentação não substitui o acompanhamento médico e o tratamento indicado por um especialista.

Combate ao colesterol e doenças cardíacas

De acordo com Cyntia, por ser rico em fibras, que, por sua vez, reduzem a absorção do colesterol e aumentam a sua excreção, o brócolis pode ser sim um aliado contra esse problema. Marisa explica que «o brócolis, assim como os demais vegetais da família das brássicas, pode atuar na modulação de várias vias celulares que são cruciais nas doenças cardíacas, pois elas impedem a oxidação da lipoproteína de baixa densidade (LDL, conhecido como colesterol «ruim») e induzem as enzimas envolvidas na desintoxicação de agentes carcinogênicos, como a glutationa-S-transferase».

Brócolis e desconforto intestinal

Se, por um lado, suas fibras ajudam a regular o trato intestinal, por outro, esse alimento pode trazer muito incômodos para pessoas com facilidade para ter flatulência. «O brócolis é um alimento que pode aumentar a produção de gases e a sensação de inchaço abdominal, então, nesses casos ele precisa ser consumido com mais moderação. Porém, se o problema for constipação, ele pode auxiliar na regulação intestinal, por causa da quantidade de fibras presentes no alimento», detalha Cyntia.

Contudo, uma pesquisa da Universidade de Liverpool (Reino Unido) descobriu que as fibras solúveis dos brócolis podem se fixar nas paredes intestinais, ajudando a evitar o progresso da Doença de Crohn – caracterizada por inflamações locais que causam diarreia, vômito e perda de peso.

Brócolis ajuda a tratar anemia?

O brócolis, como afirma a nutricionista Juliana Dantas, assistente de projetos do Hospital do Coração, possui grandes quantidades de ferro em sua composição, porém com baixa biodisponibilidade, isto é, nem tudo é absorvido. «Desta forma, uma alimentação com mais alimentos fonte de ferro, além do brócolis, pode ser aliada no tratamento da anemia», conclui.

Fortalece o sistema imunológico

Por fornecer nutrientes importantes para o sistema imunológico, como, por exemplo, a vitamina C, que estimula a atividade dos leucócitos; a vitamina A, que além de aumentar a diferenciação entre as células de defesa, melhora a integridade da epiderme e das mucosas; o ácido fólico, que auxilia na manutenção de uma produção adequada de linfócitos e imunoglobulinas; e o ômega 3, que tem ação anti-inflamatória, o brócolis pode sim fortalecer o sistema imune, de acordo com Cyntia.

Reduz o risco de complicações do diabetes

Especialistas da Universidade de Warwick, no Reino Unido, apontam mais um benefício do sulforafano: produção de enzimas que protegem os vasos e de moléculas capazes de reduzir danos causados às células pelo excesso de açúcar. Segundo o estudo, o composto reduziu em até 73% o nível de moléculas chamadas Espécies Reativas do Oxigênio, que são produzidas em excesso quando o organismo concentra altos níveis de açúcar. A descoberta interessa, especialmente, os pacientes com diabetes, vítimas de danos aos vasos sanguíneos.

Os autores do estudo, divulgado na publicação científica da American Diabetes Association, afirmam que pessoas com a doença têm um risco até cinco vezes maior de apresentar ataques cardíacos e infartos, que podem ser provocados pela má circulação do sangue.

Protege o pulmão

O sulforafano, mais uma vez, foi objeto de estudo e demonstrou ser eficaz para eliminar bactérias que afetam os pulmões. Normalmente, nosso organismo é capaz de limpar pequenas partículas de pó, resíduos e bactérias estranhas que entram através do ar – entretanto, pessoas que fumam ou possuem doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) não conseguem exercer essa tarefa muito bem, porque a capacidade pulmonar está prejudicada.

Um estudo publicado na revista americana Science Translational fez uma análise das células do sistema imunológico de mais de 300 pacientes com DPOC. Os pesquisadores da Universidade Johns Hopkins (EUA) constataram que o brócolis é capaz de melhorar a condição dessas pessoas ao ajudar os pulmões na eliminação de substâncias nocivas.

Protege a saúde do cérebro

O ácido fólico do brócolis pode ser um ótimo protetor do cérebro. Especialistas do US National Institute on Aging analisaram 579 pessoas com mais de 60 anos de idade. Eles observaram que os adultos habituados a consumir, pelo menos, 400 microgramas de ácido fólico por dia tinham um risco 55% menor de desenvolver Alzheimer, doença característica da velhice e que prejudica a memória.

Cientistas da Dundee University (Reino Unido) também estão investigando as propriedades do sulforafano do brócolis contra doenças degenerativas. Eles acreditam que essa substância pode ajudar o cérebro a se manter ativo e em ótimo funcionamento com o avanço da idade, podendo retardar e até mesmo parar a progressão do Alzheimer.

Prevenção e combate à artrite

Artrite é uma inflamação em uma ou mais articulações, causada pela quebra da cartilagem que as protegem. Especialistas da Universidade de East Angliaum, na Inglaterra, incentivam o consumo de brócolis para ajudar a prevenir e tratar esse problema, uma vez que o sulforafano pode diminuir essa destruição da cartilagem. Eles ainda pretendem realizar mais pesquisas para confirmar se essa substância pode penetrar nas articulações e reverter o desenvolvimento da doença.

Embora o sulforafano também seja encontrado em outros vegetais, como couve-flor e repolho, está em maior concentração nos brócolis. «A quantidade encontrada nesse vegetal varia de 214mcg/g a 499mcg/g», afirma a nutricionista clínica e esportiva Myrla Merlo.

Como preparar o brócolis para ter mais benefícios?

Os efeitos terapêuticos do consumo de vegetais brássicos, como o brócolis, devem-se, em parte, à atividade dos subprodutos da sua composição, chamados glicosinolatos. «Esses compostos podem ser encontrados nas células vegetais, mas se encontram na forma inativa. Os subprodutos na forma ativa são produzidos quando a célula vegetal é ‘danificada’ pela mastigação ou corte», explica Marisa.

«O método de cocção empregado também influi na quantidade dos glicosinolatos presentes nos vegetais brássicos. Pode haver redução de 30 a 50% nas quantidades iniciais, conforme o método e o tempo empregados. A principal recomendação é de que, sempre que possível, esses alimentos sejam consumidos crus. No caso do brócolis, ele deve preferencialmente ser cozido no vapor, sendo deixado em um ponto de cocção mais ‘ao dente’ e que, se possível, sejam misturadas certas quantidades do vegetal cru e cozido», ela completa.

Inclusive, um grupo de pesquisadores chineses investigou mais a fundo qual seria a melhor forma de preparar o brócolis. De cara, descartaram o jeito mais comum: cozinhar na água ou vapor. O estudo aponta que o calor aplicado nesses métodos reduz a presença de glucosinolato e mirosinase.

O ideal, de fato, seria comer as flores cruas mesmo. Porém, dar uma mordida na cabeça do brócolis cru não abre o apetite de muita gente. Sendo assim, os chineses começaram a testar alternativas. A pesquisa conclui que um fator bem importante é cortar o brócolis e esperar um tempo antes de prepará-lo. A análise observou substâncias presentes no vegetal em três situações: cru; salteado durante quatro minutos logo depois de cortado; e salteado pelo mesmo tempo, mas após descansar 90 minutos. O resultado foi surpreendente: o vegetal que foi preparado imediatamente teve 2,8 vezes menos sulforafano (um antioxidante que reduz a produção de glicose pelo fígado) do que o deixado ?em repouso? por mais tempo.

Referências

Cintya Bassi, do Grupo São Cristóvão Saúde

Marisa Resende Coutinho, nutricionista da Rede de Hospitais São Camilo de SP

Juliana Dantas, Nutricionista Assistente de Projetos do Hospital do Coração

Dietary anti-cancer compound may work by influence on cellular genetics

Banana plantain and broccoli fibres could treat Crohn’s disease

Broccoli could reverse the heart damaging effects of diabetes

To rid body of harmful pollutants, drink your broccoli, study suggests

New Study Says Broccoli Helps Prevent Alzheimer’s

Broccoli could be key in the fight against osteoarthritis

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Amaranto: o grão que previne o câncer e ajuda a emagrecer

O amaranto previne o câncer e controla o colesterol - Foto: Getty Images
O amaranto previne o câncer e controla o colesterol – Foto: Getty Images

O amaranto é um grão da família Amaranthaceae que se destaca por ser muito balanceado nutricionalmente. Ele é rico em proteínas, fibras, cálcio, ferro, fosforo e magnésio.

O alimento contribui para regular a pressão arterial e o colesterol. Ele também possui uma substância que é capaz de parar o crescimento de tumores, por isso o alimento é bom para a prevenção do câncer.

O amaranto também contribui indiretamente para a perda de peso. Isto porque ele é rico em fibras, nutriente que ao ser ingerido em boas quantidades proporciona a saciedade. Além disso, elas contribuem para o melhor funcionamento do intestino. Algumas pesquisas preliminares também observaram que o grão contribui para a melhora do sistema imunológico.

Principais nutrientes do amaranto

O amaranto se destaca por ser rico em proteínas com alto valor biológico e que por isso fazem com que o alimento seja uma ótima opção para vegetarianos, idosos e praticantes de atividades físicas. O alimento ainda possui mais cálcio do que a maiorias dos outros cereais. Além disso, como ele possui baixas quantidade de ácido fítico, taninos e oxalatos, a biodisponibilidade do cálcio é alta, ou seja o mineral consegue ser bem aproveitado pelo organismo. Contudo, o alimento não é um substituto do leite. Enquanto, uma xícara de leite integral possui 290 mg de cálcio, a quantidade recomendada de amaranto, 45 gramas, conta com somente 72 mg.

O cálcio, juntamente com o magnésio e o fósforo, que estão presentes em altas quantidades no amaranto, são bons para a saúde dos ossos e dentes. O alimento conta também com boas quantidades de ferro. A deficiência de ferro pode levar a anemia e o amaranto é considerado um cereal ideal fornecer boas quantidades deste mineral.

O zinco está presente no cereal e é importante para a ação de diversas enzimas. Outro nutriente importante que o amaranto possui são as fibras que ajudam no emagrecimento, pois proporcionam saciedade, e elas ainda melhoram o trânsito intestinal. O amaranto ainda conta com a vitamina C, nutriente que contribui para o sistema imunológico.

Nutrientes do amaranto – 45 g
Calorias
167 kcal
Proteínas
6.1 g
Lipídeos
3.16 g
Carboidratos
29.36 g
Fibras
3 g
Cálcio
72 mg
Ferro
3.42 mg
Magnésio
112 mg
Fósforo
251 mg
Potássio
229 mg
Sódio
2 mg
Zinco
1.29 mg
Tiamina
0.052 mg
Riboflavina
0.09 mg
Vitamina C
1.9 mg
Vitamina B-6
0.266 mg
Vitamina E
0.54 mg

Fonte: Tabela do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos.

Confira qual a porcentagem do Valor Diário* de alguns nutrientes que a porção recomendada de amaranto, 45 gramas (3 colheres de sopa), carrega:

  • Magnésio – 42,5%
  • Fósforo – 36%
  • Ferro – 24%
  • Fibras – 18,4%
  • Zinco – 18,4%
  • Proteínas – 12,2%
  • Carboidratos – 9,7%
  • Cálcio – 7,2%
  • Gorduras – 5,7%
  • Vitamina C – 4,2%.
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*Valores Diários de referência para adultos com base em uma dieta de 2.000 kcal ou 8.400 kj. Seu valores diários podem ser maiores ou menores dependendo de suas necessidades energéticas.

Benefícios do amaranto

Controla a pressão arterial: Os peptídeos do amaranto inibem o funcionamento de enzimas encarregadas de elevar a pressão arterial. Assim, ocorre a melhor regulação da pressão. As principais complicações da pressão alta são o acidente vascular cerebral (AVC), infarto agudo do miocárdio e doença renal crônica.

O amaranto ajuda no ganho de massa muscular - Foto: Getty Images
O amaranto ajuda no ganho de massa muscular – Foto: Getty Images

Ajuda na perda de peso: Este benefício ocorre porque o amaranto é rico em fibras solúveis. Ao entrar em contato com o líquido no interior do estômago, o nutriente forma uma espécie de gel que dilata o órgão e proporciona saciedade. As fibras também irão contribuir para o melhor funcionamento do intestino.

Ajuda no ganho de massa muscular: Uma pesquisa realizada pela Universidade Estadual de Campinas, de autoria da nutricionista Valéria Maria Caselato de Sousa, observou que um grupo de 20 idosos apresentou ganho de massa muscular após passar 45 dias ingerindo pipoca. Este benefício ocorre porque o amaranto possui boas quantidades de proteínas, que tem a função de reparar as microlesões que ocorrem como um processo fisiológico normal quando se prática atividades físicas e proporcionar a formação de novas células musculares.

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Benefícios do amaranto em estudo

Previne o câncer: Duas pesquisas publicadas pelo Instituto para Pesquisas Científicas e Tecnológicas de San Luis Potosí, no México, observaram a presença de um peptídeo, fragmento de proteína, que é capaz de impedir o crescimento de tumores. Segundo os mesmos estudos, esta substância é semelhante à lunasina presente na soja, que também possui ação anticancerígena. Porém, uma diferença importante observada pelas pesquisas é que a substância presente no amaranto age mais rapidamente nas células do que a da soja.

O testes com o alimento foram realizados somente in vitro, ou seja, ainda não foram feitas pesquisas com humanos em relação ao amaranto e o câncer.

Controla o colesterol: Em pessoas saudáveis e em estudos iniciais realizados com animais observou-se que o consumo do amaranto ajuda a manter o colesterol controlado. Contudo, em estudos realizados com idosos, o mesmo benefício não foi observado. O mecanismo que proporcionaria o benefício de baixar o colesterol ainda não foi descoberto. Alguns pesquisadores defendem que as respostas seriam as fibras, outros apostam nas proteínas e ainda há quem acredite que o benefício está no óleo do grão, por ser rico em ômega 3.

Quantidade recomendada de amaranto

Não há uma orientação exata para o consumo de amaranto. Porém, alguns nutricionistas recomendam ingerir entre duas a três colheres de sopa (cerca de 45 gramas) do cereal por dia.

Como consumir o amaranto

O amaranto pode ser consumido de diversas maneiras. Ele pode ser adicionado nas saladas ou cozido e consumido em substituição ao arroz e feijão ou adicionado em sopas. Os flocos de amaranto podem ser adicionados às frutas, iogurtes, sucos e vitaminas. O alimento também pode ser preparado como uma pipoca. Basta colocar uma colher de sopa de grãos de amaranto em uma frigideira, tampar e esperar ele estourar. As pipocas de amaranto possuem cerca de dois milímetros de tamanho.

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Compare o amaranto com outros alimentos

O amaranto é um alimento nutricionalmente muito equilibrado e por isso pode substituir a combinação arroz, fonte de carboidrato, e feijão, fonte de proteína. O grão conta com maiores quantidades de cálcio, ferro, fósforo e magnésio do que o feijão, a lentilha e o arroz integral, perdendo apenas para a soja. Apesar do amaranto ser um alimento muito rico, é importante variar no cardápio. Assim é possível ingerir diferentes nutrientes.

Nutrientes – 45 g
Amaranto cozido
Soja cozida
Feijão preto cozido
Feijão carioca cozido
Lentilha cozida
Feijão fradinho cozido
Arroz integral
Calorias
46 kcal
77,85 kcal
34,65 kcal
34 kcal
41,8 kcal
35 kcal
50 kcal
Proteínas
1,71 g
7,48 g
2 g
2,16 g
2,8 g
2,3 g
1.04 g
Gorduras totais
0,71 g
4 g
0,225 g
0,225 g
0,22 g
0,27 g
0,37 g
Carboidratos
8.41 g
4,46 g
6,3 g
6,12 g
7,3 g
6 g
10,58 g
Cálcio
21 mg
45,9 mg
13 mg
12,15 mg
7,2 mg
7,65 mg
4 mg
Potássio
61 mg
231,75 mg
115 mg
114,75 mg
99 mg
113,8 mg
36 mg
Ferro
0,95 mg
2,3 mg
0,675 mg
0,585 mg
0,675 mg
0,5 mg
0,24 mg
Fósforo
67 mg
110 mg
39,6 mg
39 mg
46,8 mg
38 mg
35 mg
Sódio
3 mg
0,45 mg
0,9 mg
0,9 mg
0,45 mg
0,45 mg
0
Zinco
0,39 mg
0,517 mg
0,315 mg
0,315 mg
0,495 mg
0,5 mg
0,28 mg
Magnésio
28 mg
38,7 mg
18 mg
18,9 mg
9,9 mg
17,1 mg
20 mg
Fibra
0,9 g
2,7 g
3,78 g
3,8 g
3,5 g
3,37 g
0,8 g

Fonte: Tabela do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos.

Contraindicações

O amaranto não é recomendado para portadores de diabetes, pois possui alto índice glicêmico. Quando um alimento conta com alto índice glicêmico, a absorção de glicose é rápida o que leva ao aumento das taxas de glicose no sangue e pode causar uma hiperglicemia o que agrava o diabetes. Pessoas com doenças renais também devem evitar o grão por ele ser rico em proteínas e o excesso do nutriente poder sobrecarregar os rins.

Riscos do consumo em excesso

Como o amaranto é rico em proteínas, o consumo de grandes quantidade do alimento ao longo do tempo pode sobrecarregar o funcionamento do fígado e rins. Além disso, como o alimento também conta com carboidratos, é preciso consumir com moderação, já que o excesso do nutriente pode levar ao ganho de peso.

Fontes consultadas:

Nutricionista Valéria Maria Caselato de Sousa ? doutora em Alimentos e Nutrição pela Universidade Estadual de Campinas e é professora adjunta do Instituto de Nutrição Josué de Castro/ UFRJ

Jaime Amaya Farfan ? pós-doutor em Química de Alimentos e Nutrição e professor da Faculdade de Engenharia de Alimentos da Universidade Estadual de Campinas.

Nutricionista Bruna Murta, da rede Mundo Verde.

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Falta de vitamina D causa problemas físicos e cognitivos

Segundo estudos recentemente publicado nos Estados Unidos, cerca de 10% da população de paíse desenvolvidos ou em desenvolvimento possui deficiência de vitamina D. Esta deficiência eleva em aproximadamente quatro vezes as chances de quedas, fraturas ósseas, sintomas depressivos, câncer de cólon e problemas cognitivos (de memória e da capacidade de raciocínio).

A vitamina D protege o fluxo sanguíneo e limpa o organismo de toxinas, incluindo as proteínas amilóides associadas à doença de Alzheimer, promovendo um melhor funcionamento do organismo como um todo. A grande maioria das pessoas deficientes em vitamina D apenas irão apresentar sintomas na idade adulta, sobretudo na terceira idade (a partir dos 65 anos). Por isso, tomar cuidado com a falta desse nutriente vital para o nosso organismo é importante desde a juventude.

Vitamina D: consiga a dose ideal pela alimentação e exposição ao sol

Um exame simples de sangue ( 25OH Vit. D3) detecta os níveis de vitamina D e deve ser solicitado por um médico experiente sobretudo na presença de sinais e sintomas de carência desse nutriente. As queixas mais comuns são dores ósseas (latejamento/desconforto) na coluna lombar, quadril e pernas e dor e fraqueza na musculatura dos braços. Existe também um risco aumentado de quedas e osteoporose. Muitos pacientes também se queixam de fraqueza e desânimo.

Fatores de risco associados à deficiência de vitamina D

  • Idade superior a 65 anos
    – Pele negra
    – Insuficiente exposição à luz solar
    – Medicamentos (anticonvulsivantes e corticóides)
    – A obesidade (índice de massa corporal superior a 30)
    – Falta de atividade física

Benefícios da suplementação de vitamina D

Ao certificar-se de que está ingerindo quantidades diárias recomendadas à sua faixa etária, você está prevenindo problemas futuros de quedas, osteoporose, fraturas e doenças cardiovasculares (infarto, trombose e derrame cerebral).

Outros benefícios são a melhora da capacidade física (aumento da disposição e do ânimo) e uma menor chance apresentar problemas cognitivos (demência senil e Mal de Alzheimer) na terceira idade, a prevenção do câncer de cólon e de sintomas depressivos.

Alimentos ricos em Vitamina D

Óleo de peixe – 400 miligramas por colher de chá.

Gema de ovo – 20 miligramas por unidade

Salmão fresco -100 a 250 miligramas por 100 gramas.

Sardinha e atum – 200-300 miligramas por 100 gramas

Leite de soja – 200 miligramas (um copo )

Prevenção e tratamento

Para prevenir a deficiência de vitamina D em pessoas com exposição solar inadequada, recomenda-se uma dieta rica em vitamina D que varia conforme a faixa etária. O tratamento da deficiência consiste em suplementação oral por cerca de oito semanas.

-Bebês- 400 miligramas

-Crianças e Adolescentes 400 miligramas

-Adultos com menos de 51 anos 400 miligramas

-Maiores de 51 anos 600 miligramas

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Corrida de rua ou na esteira: qual a melhor opção para você?

A escolha pela corrida na esteira ou na rua implica na avaliação de critérios que vão além da definição do espaço. Apesar dos movimentos serem idênticos em ambos os lugares, as condições específicas de rua e esteira chegam a dar impressão de que se tratam de esportes diferentes. Tanto é que quem corre na esteira pode não conseguir se desenvolver bem na pista, e vice-versa.

A esteira é uma manta de rodagem com velocidade constante, rodando sem parar sob seus pés. Por isso que, para correr mais rápido em uma esteira, o aluno inconscientemente começa a correr para cima, e não para frente como seria o correto. Dessa forma, o atleta tende a aumentar somente o que chamamos de tempo de voo (tempo entre uma pisada e outra na esteira).

Mas vale lembrar que a esteira é uma ótima pedida para treinar. Aquece o corpo quando o clima está frio ou quando o aluno está se recuperando de alguma lesão e precisa de um ritmo lento e constante para que o corpo volte a se acostumar com o esporte. Neste último caso, é importante verificar se o aparelho conta com um bom sistema de amortecimento, poupando a articulações.

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Correr no sol exige cuidados com roupas e a hidratação
Mulher correndo - foto: Getty Images
Mulher correndo – foto: Getty Images

Já a rua é composta por diferentes pisos e fatores externos que interferem no desempenho. A variação nos calçamento exige atenção: o asfalto gera maior impacto nas articulações, mas traz uma resposta mais rápida em termos de velocidade. Correr na terra, na areia batida ou na grama é indicado para quem busca mais amortecimento do impacto. Além disso, esses terrenos trabalham mais equilíbrio, coordenação motora e propriocepção – capacidade de reconhecer a sua resposta corporal a estímulos externos, testando os limites do corpo.

Menor impacto: correr na esteira

Uma pesquisa da revista Sports Health aponta que correr na esteira exige passadas mais curtas e rápidas em comparação a correr na rua, o que resultaria em grande impacto nas articulações que suportam peso (como joelhos, quadris e tornozelos). Porém, o estudo foi realizado em 2014 e, de lá para cá, novos modelos de esteira já estão disponíveis no mercado, fornecendo pisadas mais leves e mais proteção ao impacto do corpo.

Ricardo Nahas, ortopedista, médico do esporte e exercício e diretor da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte (SBME), diz, portanto, que correr 5 Km na rua equivale a cerca de 10 Km na esteira.

Há ainda quem diga que «correr, seja na esteira ou na rua, é ruim para os joelhos». Um estudo da Arthitis Care & Research contesta isso: foram analisados os hábitos de mais de 2.500 participantes e descobriram que aqueles que correm de forma regular são menos propensos a terem dores frequentes nos joelhos ou sintomas de osteoartrite em comparação a não-corredores.

Segundo Thiago Righetto, médico ortopedista com especialização em traumatologia do esporte e cirurgia do joelho, se manter em movimento previne o aparecimento da artrose. Isso porque exercícios aeróbicos, como a corrida, e até mesmo de fortalecimento, como a musculação, auxiliam na «nutrição da cartilagem» dos joelhos.

«Pessoas praticantes de corrida de rua geralmente levam uma vida mais saudável, não são obesas e fazem exercícios específicos de alongamento e fortalecimento, principalmente aos membros inferiores. Comparando este tipo de atleta com pessoas sedentárias, com certeza neste último grupo o risco de desenvolvimento de artrose é maior», explica.

Para ele, a corrida na esteira também é mais indicada para pessoas com obesidade devido ao menor impacto; e também a iniciantes, pois é mais fácil controlar o ritmo e o tempo da corrida.

Tempo: correr na esteira

Se você não tem muito tempo para treinar e quer resultados eficazes ao correr, a esteira pode ser uma melhor aliada. Além de ser fácil (basta ligar e pressionar «Start»), os níveis da corrida estão totalmente sob seu controle, em suas mãos. Sem contar que não há variáveis que podem atrapalhar sua corrida, como semáforos fechados nas ruas.

Sem desculpas para o clima: correr na esteira

Quando você corre nas ruas, estradas ou trilhas, é preciso se preocupar com o clima. No verão, você tem de se preocupar com calçados resistentes ao sol no asfalto, por exemplo, e com proteções extras para o rosto. No inverno, dá aquela preguiça de enfrentar o frio. Em dias chuvosos, você tem de tomar cuidado para não escorregar ou mesmo pegar um resfriado.

Nada disso é uma preocupação para quem corre em um ambiente fechado.

Para Righetto, é neste item em que estão os principais benefícios relacionados à esteira em comparação à corrida de rua. «Há a facilidade de poder correr independente das intempéries climáticas e do horário disponível do dia para a prática da corrida», diz.

Menos risco de lesões: correr na esteira

Você pode até acelerar demais na esteira – mas é por isso que há aquela peça de segurança vermelha, que você pode acionar a qualquer momento. Bem, esta peça não existe ao correr na rua, onde as chances de ter uma lesão aumentam.

Correr na rua exige maior atenção ao pisar em terrenos irregulares, disputar espaço entre veículos, atravessar as ruas e, como falamos, com o clima.

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Necessidade de ajuda: correr na esteira

Se você corre na esteira da academia, irá se deparar com professores, kit de primeiros socorros e funcionários à sua disposição caso precise tirar dúvidas ou mesmo se algo der errado e se lesionar. Há ainda fácil acesso a bebedouros para manter a hidratação, algo que também nem sempre é viável para corredores ao ar livre.

Gasto calórico: correr na rua

Com relação ao gasto calórico, a intensidade e a frequência dos treinos interferem bem mais na queima de calorias do que o piso onde você corre. Uma dica para simular alguma resistência do ar na esteira e equilibrar a postura é colocar uma leve inclinação de 0,5% nos treinos. Tome cuidado com o incremento de inclinações maiores que essa, que podem forçar demais as articulações e sobrecarregar sua coluna.

Por um lado, correr em esteira exige um maior foco e a possibilidade de aumentar a velocidade e intensidade da corrida de maneira rápida – apenas usando os botões da esteira. Isso permite um controle para uma queima de calorias alta.

Por outro lado, correr ao ar livre exige maior resistência contra o vento e pisos que não são totalmente retos. Assim, seu corpo tende a trabalhar mais e queimar calorias extras também para regular a temperatura em dias muito quentes ou muito frios.

Assim, Raquel Silvério, fisioterapeuta e Diretora Clínica do Instituto Trata, aponta que a corrida de rua tende a proporcionar maior gasto calórico. Em comparação à esteira, tem maior impacto devido aos desníveis do solo e à exposição ao ar livre – o que naturalmente pode proporcionar uma perda de peso mais significativa.

Maior liberdade: correr na rua

Sentir o vento no rosto, conhecer novos lugares? Isso é algo fascinante para quem pratica corrida de rua. Ou mesmo aqueles que optam por trilhas de terra ou areia, praticando treinos em montanhas ou na praia.

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Saúde mental: correr na rua

Estar ao ar livre pode contribuir para um melhor estado de espírito. Pesquisa da Universidade de Exeter (Reino Unido) aponta que, quando pessoas estão em um ambiente aberto, elas têm um aumento maior de energia instantaneamente, juntamente com queda de tensão, depressão e raiva em comparação a corridas em locais fechados.

O médico Thiago Righetto comenta que, em sua visão, o maior benefício da corrida de rua é a parte psicológica. Ele diz que correr na esteira pode trazer monotonia e se tornar difícil, já que o visual é sempre o mesmo.

Fortalecimento dos ossos: correr na rua

A superfície mais macia e regular da esteira produz menos impacto. Isso significa também que há uma menor estimulação para fortalecimento e crescimento dos ossos. Com o tempo, a falta de fortalecimento dos ossos pode resultar em lesões.

Calma: não que correr somente em esteira signifique que você terá lesões ou ossos fracos. Nada disso! Mas é que correr na rua tem uma ligeira vantagem neste aspecto devido às superfícies mais duras e variáveis, devido aos «inúmeros graus de dificuldade impostos pelos diferentes tipos de solo (asfalto, terra, areia, etc.) e suas irregularidades», comenta Raquel.

Bumbum e panturrilhas mais fortes: correr na rua

Geralmente correr na esteira não estimula tanto os glúteos quanto correr na rua. Na esteira, o chão está se movendo embaixo de você; então, toda vez que você coloca seu pé para frente, o rolo da esteira o traz para trás – uma ação que naturalmente seria feita pelos glúteos e panturrilhas.

Portanto, quando você pratica corrida de rua, seus músculos dos glúteos e panturrilhas não param – o que os deixará ainda mais fortes.

A fisioterapeuta Raquel Silvério indica a corrida ao ar livre para quem deseja fortalecer os músculos e melhorar a performance na corrida.

Melhor adaptação: correr na rua

Ao correr ao ar livre, você condiciona seu corpo a mudanças físicas inesperadas – como descer e subir uma calça, virar de um lado para outro e desviar de pessoas. Tudo isso auxilia a manter um forte estável e fortificado.

Ainda, correr na rua te prepara para elementos fora de seu controle. Mudanças no terreno, no clima exigem rápidas mudanças e isso te torna mais versátil durante os treinos – o que faz com que a corrida de rua saia à frente em questão de adaptação e fortalecimento dos ossos e músculos, segundo Thiago.

Combine as atividades

Um treino ideal deve combinar as duas versões, trabalhando na mesma medida todas as habilidades e garantindo a evolução integral do corredor. Mas, melhor do que ficar parado, é experimentar a opção que você mais gostar ou for mais fácil para você. A esteira é mais prática para muita gente. Não tem problema com chuva e o piso é mais plano e seguro. Mas note que, se há intenção em participar de competições, os treinos ao ar livre são indispensáveis para se adaptar e ter certeza do seu nível de rendimento.

«O importante é sempre estar correndo, independente se na esteira ou na rua», diz o ortopedista Thiago Righetto. O médico ressalta que, se você pretende participar de uma prova de corrida de rua, é importante focar seus exercícios em tal ambiente (asfalto, por exemplo) para ter um melhor preparo físico à competição.

Na rua ou na esteira, respeite seus limites

Apesar da corrida na esteira normalmente apresentar uma menor chance de lesões, isso não quer dizer que é impossível se machucar. Isso pode acontecer se você começar a correr sem acompanhamento profissional ou correr com uma intensidade e volume acima do ideal ao seu corpo.

Como a corrida de rua costuma ter um maior impacto, a fisioterapeuta Raquel Silvério diz que, quando essa prática é iniciada, é comum surgirem pequenos desconfortos musculares – pois você expondo seu corpo a condições diferentes da qual ele estava acostumado. Esses incômodos tendem a diminuir em um curto período de tempo com os treinos regulares e supervisionados por profissionais.

«Caso isso não aconteça, o ideal é reduzir o ritmo e buscar acompanhamento profissional para avaliar se você não criou vícios para correr, sobrecarregando a lombar, joelhos e quadris», alerta.

Ela aconselha que, nessas situações, seja feita uma avaliação por meio da cinemática 2D da marcha e da corrida. Este é um teste que analisa os padrões de movimento de cada paciente, visando corrçeões biomecânicas adequadas e individuais. Serão checados como os ossos e os músculos reagem à gravidade e forças comumente usadas pelo corpo humano. «O foco deste trabalho se concentra no alinhamento biomecânico dos membros inferiores, melhorando o quadro do paciente e oferecendo uma melhor qualidade de vida», relata Raquel.

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Perder peso rapidamente pode levar à anemia e outros problemas

O verão esta apenas começando e, após as festas de final de ano, com exageros gastronômicos conhecidos, há uma verdadeira corrida contra o tempo em busca da boa forma, afinal o clima está favorecendo e o carnaval esta ai. Não por acaso é justamente nessa época do ano que várias dietas relâmpagos aparecem. Frutas, sucos, chás e shakes ganham status de «emagrecedores». São as famosas dietas da moda seguidas por legiões de fãs.

A ideia é perder peso o mais rápido possível. E perder peso de fato é muito importante.
Sempre que orientamos um tratamento emagrecedor, o foco é o cuidado com a saúde. O emagrecimento pode prevenir diversas doenças que assolam a sociedade moderna como diabetes, doenças cardíacas e até mesmo doenças como o câncer. Porém, emagrecer rápido demais, seguindo dietas restritivas, por períodos prolongados, traz muito mais complicações para saúde do que benefícios.

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Dieta das celebridades: veja por que a dieta da moda pode ser uma cilada

Muitas vezes, o nosso corpo tolera bem dietas restritivas quando realizadas por curto espaço de tempo e eventualmente. Tolera porque o organismo é dotado de reservas de micronutrientes, vitaminas e minerais. Quando esses períodos de restrição passam a ser mais frequentes ou realizados por pouco tempo, mas durante vários anos, os estoques vão se esgotando e as complicações de saúde começam a aparecer. As manifestações podem ocorrer de várias maneiras e às vezes muito sutis.

Os sintomas mais frequentes são queda de cabelo, unhas fracas e quebradiças, desânimo, fraqueza, indisposição, tonturas, flacidez e constipação intestinal. Esses sintomas não estão relacionados à deficiência de apenas um nutriente, normalmente há diversas carências nutricionais.

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Anemia: o que é, sintomas e alimentos que combatem

Dietas de baixo valor calórico são as principais responsáveis por sintomas como dor de cabeça e tonturas. Normalmente esse modelo de dieta apresenta valor calórico muito aquém da necessidade mínima do corpo humano, e os níveis de açúcar no sangue podem cair muito, causando hipoglicemia. Esses modelos de dieta também podem causar alterações do equilíbrio. Inicialmente pode haver uma leve tontura, que se faz associar com náuseas, progredindo para um verdadeiro quadro de labirintite de causa metabólica. A retomada de um modelo de dieta normal contribui para a recuperação imediata dos sintomas.

A redução do consumo de frutas, legumes e verduras, seja por dieta privativa ou seletiva, como a dieta do tipo sanguíneo, influencia diretamente a imunidade do corpo humano. Não há como avaliar a queda da imunidade com exames laboratoriais, mas é comum observar o aumento de resfriados ou gripes e infecção por herpsvirus em pessoas que estão seguindo esses modelos alimentares restritivos. Essas doenças são tidas como oportunistas e aproveitam que as defesas do corpo humano estão baixas para se instalarem.

Dietas líquidas ou desintoxicantes costumam ser as grandes responsáveis pela maior carência nutricional entre as dietas de moda. Normalmente, faltam os macronutrientes como proteína, gorduras e carboidratos levando a queima inevitável de massa muscular. Mas também vários micronutrientes ou vitaminas e minerais ficam deficientes, entre o mais importantes estão o ferro, vitaminas do complexo B, principalmente a B12 e zinco. A deficiência desses nutrientes causam desânimo e indisposição, são responsáveis pela queda de cabelos e enfraquecimentos das unhas. Seguidas por períodos prolongados, ou realizadas muitas vezes ao longo de determinado período, podem levar à anemia. Nesses casos a recuperação pode ser mais longa e algumas vezes necessitam de reposição vitamínica.

A complicação mais comum de quem segue modelos alimentares restritivos é a constipação intestinal. As causas englobam desde a simples redução do volume dos alimentos da dieta, até o baixo teor de gorduras e fibras alimentares. Comer menos já causa certa redução no bolo fecal, mas, além disso, quando a dieta tem o rigor de abolir radicalmente as gorduras, que são fundamentais para o estimulo evacuatório, ocorre a constipação.

A maior parte dessas dietas é avaliada pela sua capacidade de causar emagrecimento, e com isso ganham muitos créditos. Mas é preciso estar alerta para as possíveis complicações. Perder peso é possível e prazeroso, mas não deve ser banalizado com orientação e atitudes de ?fechar a boca?, como se isso fosse muito simples e inofensivo. Perder peso requer dieta balanceada e deve ser orientada por profissional habilitado para que não traga consigo outros problemas que comprometem a qualidade de vida e saúde das pessoas.

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Vacina tetra viral

O que é a vacina tetra viral

A vacina tetra viral é uma atualização da vacina tríplice viral e consiste na combinação de vírus vivos atenuados contra o sarampo, a caxumba, a rubéola e catapora, apresentada sob a forma liofilizada, em frasco-ampola com uma ou múltiplas doses. Todos os quatro componentes desta vacina obrigatória são altamente imunogênicos e eficazes, dando imunidade duradoura por praticamente toda a vida.

Doenças que a vacina tetra viral previne

O sarampo é uma doença infectocontagiosa causada por um vírus chamado Morbillivirus. A enfermidade é uma das principais responsáveis pela mortalidade infantil em países do terceiro mundo. No Brasil, graças às sucessivas campanhas de vacinação e programas de vigilância epidemiológica, a mortalidade não chega a 0,5%. A transmissão é diretamente de pessoa a pessoa, por meio das secreções do nariz e da boca expelidas pelo doente ao tossir, respirar ou falar.

A caxumba é uma doença contagiosa que provoca o inchaço doloroso das glândulas salivares. A caxumba é causada por um vírus, que se dissemina de uma pessoa para outra através de gotículas respiratórias (por exemplo, ao espirrar) ou por contato direto com itens que foram contaminados pela saliva infectada.

A rubéola é uma infecção na qual há erupção na pele. Na chamada rubéola congênita, a mulher grávida é infectada com rubéola e passa a doença para o bebê dentro do útero. A doença é causada por um vírus disseminado pelo ar ou por contato próximo. Uma pessoa com rubéola pode transmitir a doença a outras pessoas desde uma semana antes do início da erupção até uma a duas semanas depois do seu desaparecimento.

Como a vacina é aplicada para a maioria das crianças, a rubéola é muito menos comum atualmente. Praticamente todos os que recebem a vacina são imunes à rubéola. Imunidade significa que o organismo desenvolveu uma defesa contra o vírus da rubéola. Em alguns adultos, a vacina pode perder a eficácia e não protegê-los completamente. É recomendado às mulheres que podem engravidar e a outros adultos receber uma dose de reforço.

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Sete vacinas que os adultos precisam tomar

A catapora é uma doença comum em crianças e adultos. Uma pessoa com catapora podem apresentar centenas de bolhas que causam coceira, se rompem e encrostam. A maioria dos casos de catapora ocorre em crianças menores de 10 anos. A doença costuma ser moderada, embora possam ocorrer sérias complicações em alguns casos. Normalmente, os adultos e as crianças mais velhas ficam mais gravemente doentes do que crianças menores.

O principal sintoma são as bolinhas que aparecem na pele. Uma criança comum chega a desenvolver de 250 a 500 bolhas pequenas que coçam sobre os pontinhos vermelhos na pele. A catapora é facilmente transmitida para outras pessoas. O contágio acontece através do contato com o líquido da bolha ou através de tosse ou espirro. Geralmente, a vacina previne a doença completamente ou a torna muito moderada. Mesmo aqueles que estão infectados com uma versão moderada da doença podem ser contagiosos.

Indicações da vacina

A vacina está indicada a partir dos 12 meses. Recomenda-se a aplicação aos 15 meses, juntamente com o primeiro reforço da vacina tríplice bacteriana e da vacina contra a poliomielite.

Doses necessárias da vacina tetra viral

A vacinação realizada em duas doses, uma aos 15 meses e um reforço aos quatro anos de idade. No ano de implementação (2013), ela contou como segunda dose da tríplice viral.

Administração da vacina

A injeção é feita via subcutânea no braço.

Contraindicações

– Antecedente de reação anafilática sistêmica após a ingestão de ovo de galinha. Entende-se por reação anafilática sistêmica a reação imediata (urticária generalizada, dificuldade respiratória, edema de glote, hipotensão ou choque) que se instala habitualmente na primeira hora após o estímulo do alérgeno (ingestão de ovo de galinha, por exemplo);

– Gravidez;

– Administração de imunoglobulina humana normal (gamaglobulina), sangue total ou plasma nos três meses anteriores; As vacinas com vírus vivos atenuados não devem ser aplicadas em crianças com deficiência adquirida ou congênita, exceto os pacientes HIV positivos que poderão ser vacinados;

– As crianças com neoplasias malígnas e sob efeito de corticosteróides, imunossupressores e/ou radioterapia só devem ser vacinadas após três meses da suspensão da terapêutica;

– Deve-se adiar a vacinação quando o paciente apresentar doença febril aguda grave, quando estiver sob uso de corticosteróides, imunossupressores e/ou radioterapia (adia-se a vacinação por três meses).

Não são contraindicações: vacinação recente contra a poliomielite, exposição recente ao sarampo, caxumba ou rubéola, história anterior de sarampo, caxumba ou rubéola e alergia a ovo que não tenha sido de natureza anafilática sistêmica.

Caso ocorra a administração de imunoglobulina humana normal, sangue total ou plasma nos 14 dias que se seguem à vacinação, revacinar três meses depois. As mulheres vacinadas deverão evitar a gravidez por 30 dias após a aplicação.

Efeitos adversos possíveis da vacina tetra viral

Febre e erupção cutânea de curta duração, ocorrendo habitualmente entre o quinto e décimo dia depois da vacinação. Meningite, de evolução em geral benigna, que aparece duas a três semanas depois da vacinação. Artralgias e artrites, mais frequentes nas mulheres adultas. A frequência dos eventos varia de acordo com a cepa vacinal utilizada, particularmente em relação à vacina contra a caxumba.

Onde encontrar

A vacina está disponível na rede pública.

Perguntas frequentes

Existem exames que podem identificar se estamos imunizados?

Vacinas de patógenos vivos, que podem causar a doença, conseguem sim ser identificadas por meio de exames de sangue – mas isso não tem relevância no ponto de vista médico. Isso porque a única forma de comprovar que uma pessoa está vacinada ou não é pela apresentação do registro na carteirinha. Inclusive, o Ministério da Saúde só considera vacina válida aquela em que o registro foi credenciado corretamente por uma corporação autorizada.

Posso atualizar minha carteirinha de vacinação em qualquer idade?

Não só pode, como deve. Embora o ideal seja seguir o calendário de vacinação e se imunizar nas idades recomendadas, é importante tomar as vacinas que estão atrasadas. «Entretanto, essa regra só vale para vacinas que continuam sendo recomendadas na idade adulta, como hepatite B, tétano, coqueluche e difteria», alerta a pediatra Isabella. Até mesmo doenças clássicas da infância, como caxumba, sarampo e rubéola, continuam tendo recomendação da vacina para adultos e precisam ser tomadas. Entretanto, vacinas que você deveria ter tomado durante a infância somente, e que perdem a recomendação para adultos, pois o risco da doença não existe mais, não precisam ser tomadas. Um exemplo é o rotavírus, uma doença que é muito grave na infância e deve ser vacinada no período, mas que para os adultos não causa impacto além de cômodo, perdendo a necessidade da vacinação. «Por isso é importante seguir o calendário do nascimento à terceira idade respeitando as idades prioritárias.»

Se eu não me lembro de ter tomado a vacina, posso ir ao posto e repetir a dose?

Sim. A melhor medida a fazer nesses casos é conferir a carteirinha de vacinação. Mas se você a perdeu por algum motivo, ou então achou que estava vacinado, mas não consta no registro, o melhor a fazer é se vacinar, ainda que repetidamente.

Se eu tomei a vacina combinada, preciso tomar a mesma individualmente?

Vacinas combinadas, como a tríplice viral (difteria, tétano e coqueluche), a MMR (caxumba, sarampo e rubéola) e a pentavalente (tríplice mais o haemophilus e a hepatite B), são um conjunto de diversas vacinas em uma só, como o próprio nome diz. Ao tomá-la, você já está adequadamente imunizado para todas as doenças listadas na vacina, não precisando se vacinar para uma doença isoladamente – um exemplo seria tomar a tríplice viral e depois uma vacina apenas de tétano. «No entanto, você pode ser solicitado a tomar novamente a vacina isoladamente em caso de necessidade de reforço por tempo ou exposição a um dos patógenos em particular, como uma epidemia de sarampo», afirma o imunologista Eduardo.

Posso tomar as vacinas antes do tempo determinado?

Não, as idades mínimas devem ser respeitadas. «Na prática, provavelmente não há nenhum risco de se vacinar antes da hora, mas não existem estudos de segurança para aquela faixa etária, além de não haver indicação da vacina», explica a pediatra Isabella. As indicações etárias levam em conta a recomendação epidemiológica, ou seja, o período da vida no qual você corre mais risco de sofrer aquela doença ou suas complicações. Por isso que algumas vacinas da infância não precisam mais ser ministradas em adultos, pois o período de risco já passou. A lógica é a mesma para vacinas ministradas apenas em adultos. «Um exemplo é a tríplice viral (difteria, tétano e coqueluche), que o sistema imune imaturo da criança pode não ser suficiente para conter os vírus vivos, e a criança pode ficar severamente doente», afirma o imunologista Eduardo.

Posso atualizar toda a carteirinha de vacinação de uma vez?

Se você for uma pessoa saudável, que não estiver com o sistema imune debilitado, não há qualquer impedimento. O único problema é o desconforto de ser vacinado várias vezes seguidamente.. Há também aquelas vacinas que são separadas em doses, e o ideal é que essas sejam respeitadas, para que a resposta do sistema imune seja duradoura.

Pessoas com alergia a alguma vacina não poderão tomá-la nunca mais?

No geral, é muito difícil uma pessoa ser alérgica à vacina em si, mas a outros elementos que estão dentro dela. As contraindicações existem, segundo a pediatra Isabella, somente para pessoas que já sofreram um choque anafilático nos seguintes casos: para anafilaxias por ovo é contraindicada as vacinas de sarampo, caxumba, rubéola e febre amarela, pois esses vírus vivos são cultivados no alimento antes de irem para a vacina; em casos de anafilaxias por mercúrio são contraindicadas as vacinas com esse elemento, no geral as ministradas pelo SUS; e quem já teve choque anafilático por látex deve se informar sobre as vacinas em seu local de vacinação padrão, pois algumas podem conter resquícios da substância.

Se eu perder minha carteirinha terei que vacinar tudo novamente?

Sim, pois a vacina válida é somente aquela vacina que foi registrada. «Se você toma suas vacinas em uma clínica privada, provavelmente o local terá em registro um histórico das suas vacinas, não sendo necessário tomar novamente», diz a pediatra Isabella. Entretanto, a rede pública ainda não conseguiu informatizar esses dados, por isso uma pessoa que se vacina na rede pública e perde sua carteirinha precisará tomar todas as vacinas recomendadas para adultos novamente. «Nesses casos, é como se ela nunca tivesse se vacinado.»

Fontes consultadas

Ministério da Saúde

Imunologista Eduardo Finger (CRM: SP72161), coordenador do departamento de pesquisa e desenvolvimento do SalomãoZoppi Diagnósticos.

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Episiotomia: quando fazer e recuperação

O que é episiotomia?

Por Tomsickova Tatyana/Shutterstock
Por Tomsickova Tatyana/Shutterstock

A episiotomia é um corte feito no períneo (região entre a vulva e o ânus) no momento do parto vaginal. Também chamado de «pique» ou apenas «corte», a prática é feita para aumentar o espaço que o bebê tem para passar.

Apesar de ser feita desde o século 18, essa técnica foi difundida especialmente no século 20, quando os partos hospitalares passaram a ser mais comuns.

Desde o século passado, a episiotomia vem sendo feita sem nenhuma justificativa ou necessidade clínica por muitos médicos. Além disso, a Organização Mundial da Saúde (OMS) já recomendou que ela não deve acontecer.

O órgão global admitiu também não existir uma taxa aceitável de episiotomias nos partos vaginais, por não haver evidências científicas de que o procedimento é mais eficaz do que as consequências de um parto sem cortes (quando ocorrem as lacerações, ou «rasgos», no períneo).

«O papel da episiotomia em emergências obstétricas, como sofrimento fetal, que requerem parto vaginal instrumental, ainda precisa ser estabelecido», afirma um documento publicado em 2018 pela OMS.

Como a episiotomia é feita

A melhor técnica para fazer uma episiotomia é o corte que é feito na parte lateral do períneo. Quando ela é feita em direção ao ânus, o risco de lesão é maior.

Incisão recomendada pela OMS é a chamada médio-lateral
Incisão recomendada pela OMS é a chamada médio-lateral

A incisão é feita apenas no período expulsivo do trabalho de parto, ou seja, após a dilatação total, quando o bebê já está descendo. O instrumento usado é uma espécie de tesoura cirúrgica para um corte de 3 a 4 centímetros.

O corte é realizado com anestesia local eficaz, para que a mulher não sinta quando ele está sendo feito.

Para que ela serve

Em tese, a episiotomia é feita para evitar uma laceração («rasgo») mais grave do que o próprio corte cirúrgico.

«O objetivo da episiotomia é direcionar a laceração vaginal para longe de estruturas nobres, como o reto (esfíncter anal) e a uretra, evitando os malefícios que lacerações nessas regiões podem causar», explica Alexandre Pupo, ginecologista e obstetra do Hospital Sírio Libanês e Hospital Albert Einstein. Segundo o médico, estas lacerações podem levar a incontinência urinária ou fecal.

«Em termos de indicação da episiotomia, uma das mais aceitas hoje é quando acontece o anel vaginal rígido, quando o períneo não distende nada», opina Alberto Guimarães, ginecologista e obstetra, criador do projeto Parto Sem Medo.

Ele também cita o uso de fórceps como uma situação em que se usa episiotomia. Nesse caso, é preciso de mais espaço para introduzir o instrumento.

Por que alguns médicos se recusam a fazer?

Embora muitos médicos façam o corte indiscriminadamente, a ginecologista e obstetra Andrea Rebello já não realiza o procedimento nos partos que assiste há quatro anos.

«É uma falácia dizer que se faz episiotomia para prevenir laceração. Às vezes, você está ali, olhando o bebê nascer, e parece que vai lacerar muito, mas não lacera nada. Além disso, a própria episiotomia aumenta o risco de uma laceração mais profunda», comenta a médica.

Atualmente, a episiotomia feita sem necessidade e sem consentimento da parturiente é considerada uma violência obstétrica. Isso porque a recuperação do corte é muito incômoda e dolorosa para a mulher.

Prejuízos da episiotomia

É importante entender que todo parto vai gerar algumas dores e incômodos. No caso das cesáreas, por exemplo, o processo de cicatrização do corte traz dificuldades em algumas ações simples, como tossir e andar.

Já nos partos normais, o nível do incômodo vai depender se o períneo ficou íntegro (ou seja, sem nenhum corte), se houve laceração de algum grau ou se foi feita a episiotomia.

Por AlohaHawaii/Shutterstock
Por AlohaHawaii/Shutterstock

Em termos comparativos, a episiotomia tem uma recuperação muito mais lenta em relação às lacerações naturais. O obstetra Alberto Guimarães listou alguns prejuízos do corte após o parto, quando comparado aos partos com laceração:

  • Mais dor na região
  • Mais sangramentos
  • Dor no sexo (dispareunia)

Recuperação da episiotomia

Depois da episiotomia, o corte é fechado com uma sutura de alguns pontos, formando a chamada episiorrafia. É normal que o local apresente inchaço, dor e hematomas. Para aliviar as dores locais, recomenda-se as seguintes ações:

  • Crioterapia
  • Bolsas de gelo no local
  • Compressa gelada com calêndula

A cicatrização costuma demorar de duas a três semanas.

Veja como fica a vagina depois do parto normal.

Tipos de laceração do períneo

A laceração natural do períneo pode ser desde um «rasgo» menor, nas camadas mais superficiais da pele, até aqueles que atingem estruturas mais profundas, como músculos. Dessa forma, os graus de laceração do períneo são:

Grau 1: Laceração superficial da pele e da vagina, sem necessidade de sutura.

Grau 2: Laceração que envolve a pele ou a vagina e o tecido adiposo (gordura), em que uma simples sutura é necessária.

Grau 3: Laceração que atinge os músculos do ânus, pede sutura nos músculos e na vagina.

Grau 4: Laceração que envolve toda a espessura da vagina, esfíncter e que atinge também o revestimento interno do reto (mucosa retal). O reparo de todas estas áreas é necessário.

«As lacerações de 3º e 4º graus são muito raras. Além disso, quem está assistindo o trabalho de parto tem que saber corrigir cirurgicamente nos casos em que é necessário», explica Alberto Guimarães.

O que aumenta chances de laceração

Segundo Andrea Rebello, existem alguns fatores que aumentam a chance de laceração durante o parto. Entre eles, estão:

  • Parto em posição ginecológica, que é aquela deitada com as pernas para cima
  • Repetição constante de exames de toque para aferir a dilatação do colo do útero
  • Fazer episiotomia
  • Usar fórceps (intervenção em que se usa um instrumento para puxar o bebê)

O que evita laceração

Por outro lado, também existem alguns cuidados que podem evitar a laceração:

  • Parto em posição vertical (sentada, semi-sentada), em quatro apoios ou deitada de lado
  • Fazer o exame de toque apenas a cada quatro horas
  • Evitar fórceps e usar o instrumento apenas em casos que haja indicação de acelerar o período expulsivo e que não tenha como usar o vácuo extrator

O que as autoridades indicam?

Conforme citado no início do texto, a Organização Mundial da Saúde (OMS) não recomenda a realização da episiotomia de rotina e reforça que não encontrou evidências da eficácia do corte no geral. Por isso, o órgão não considera que exista uma taxa aceitável desse procedimento.

Enquanto isso, no Brasil, a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) afirma que a episiotomia, se realizada de forma seletiva, justificada e com técnica correta, pode proteger a mulher de lesões graves no períneo. Entretanto, o órgão reconhece que esses efeitos são conflitantes.

«A realização de episiotomia, de forma rotineira e indiscriminada, em toda e qualquer parturiente, não é benéfica. No entanto, a falha na indicação do procedimento, quando houver situação clínica em que é evidente a sua necessidade, é igualmente prejudicial», publicou a Febrasgo.

A entidade ainda reforça que os médicos devem assegurar que a mulher entendeu a necessidade do procedimento e buscar seu consentimento antes do início do período expulsivo, já que o momento final do parto envolve emoções muito mais intensas.

Fontes:

  • Andrea Rebello, obstetra e ginecologista
  • Alberto Guimarães, ginecologista, obstetra e criador do Parto Sem Medo
  • Alexandre Pupo, ginecologista e obstetra do Hospital Sírio Libanês e Hospital Albert Einstein
  • WHO Reproductive Health Library. WHO recommendation on episiotomy policy (February 2018). The WHO Reproductive Health Library, Geneva: World Health Organization.
  • Cancer Care Of Western New York: Episiotomy (2019).
  • Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia: Recomendações Febrasgo parte II – Episiotomia
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Cinco hábitos que melhoram o funcionamento do intestino

A constipação intestinal ou prisão de ventre é uma das queixas mais frequentes nos bate papos informais e consultórios médicos. É considerado dentro do normal no indivíduo adulto que evacua de duas a três vezes por dia ou até de dois em dois dias, pois o hábito intestinal é bastante variável entre as pessoas, dependendo de diversos fatores, desde clínicos até emocionais.

A causa mais comum da constipação intestinal crônica é a baixa ingestão de fibras, que são encontradas principalmente em frutas, verduras e grãos. As fibras são essenciais para que o intestino funcione com regularidade, já que elas aumentam o volume das fezes e retêm líquidos nas mesmas, fazendo com que as fezes se tornem mais pastosas e fáceis de eliminar. Assim, a dieta e ingestão de líquidos têm papel fundamental para o bom funcionamento do intestino.

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O uso continuo de laxantes sem supervisão acaba «viciando» o intestino, levando á necessidade de aumentar a dose até o ponto em que ela não fará mais efeito.

O sedentarismo por outro lado, tem papel negativo na hora de garantir o bom funcionamento do intestino. Foi observado em pessoas que estavam impossibilitadas de se movimentar, ou tinham hábitos sedentários, tinham um aumento expressivo de casos de constipação.

Alguns medicamentos também podem ter como efeito colateral a constipação, a exemplo de alguns antiácidos e antidepressivos. Para a surpresa de muitos, o próprio laxante, que com o seu uso contínuo (e sem supervisão qualificada) acaba «viciando» o intestino, e prejudicando sua movimentação levando á necessidade de aumentar a dose até o ponto em que ela não fará mais efeito. O uso indiscriminado de laxantes, trás ainda diversos outros males para a saúde.

Para prevenir a constipação intestinal você pode adotar medidas simples e fáceis de adaptar ao seu dia a dia, como:

Acabe com o intestino preso

Aumente a ingestão de frutas: Principalmente as que se podem ser consumidas com casca e o bagaço, tem um efeito bastante benéfico ao nosso intestino. Verduras, cereais integrais e derivados (farelo de trigo, aveia e pães integrais), sementes oleaginosas (linhaça,castanhas,gergelim,amêndoas) e as hortaliças em geral (todos os tipos de folhas verdes) também ajudam a regular o intestino.

Beba bastante líquidos: Água e sucos naturais batidos com a semente lubrificam o intestino e ajudam na formação das fezes. Um bom exemplo é o suco de melancia, sem água e sem açúcar batido com sementes.

Cuidado com os esses alimentos: Evite bebidas alcoólicas, chocolate, café, chá preto e outros alimentos considerados constipantes ou que aumentem a produção excessivas de gases (principalmente os ricos em enxofre).

Em alguns casos, o leite também pode ter ação constipante, mas a avaliação deve ser feita por um profissional capacitado, que efetuará uma investigação criteriosa caso a caso.

Consuma iogurte: O iogurte é extremamente benéfico para o intestino e deve ser ingerido diariamente (exceto em pacientes com intolerância severa a lactose ou alergia a proteína do leite)

Não utilize laxantes por conta própria: Se você não consegue evacuar sem o uso desses medicamentos, consulte um médico. O uso prolongado pode trazer problemas de saúde e piorar a constipação.

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