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Gripe x coronavírus: saiba as diferenças e como se prevenir

O novo coronavírus tem se tornado um tema de grande repercussão nos últimos tempos. Com 60 casos confirmados no Brasil (até o dia 11 de março) e quase 120 mil ocorrências no mundo todo, o vírus ainda está sendo analisado e estudado por cientistas de diversos países.

A evolução da COVID-19, nome da doença causada pelo vírus, vem sendo observada, porém, o que já se sabe é que, em muitos casos, é possível que os sintomas de uma gripe comum se confundam com os sinais da enfermidade relacionada à nova epidemia.

Sintomas do coronavírus

Até o momento, os pacientes infectados pelo novo coronavírus apresentaram os seguintes sintomas:

  • Febre
  • Tosse
  • Dificuldade em respirar
  • Falta de ar
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Tosse (seca, catarro, crônica): causas, remédios e como aliviar

Por não possuir sinais específicos, em casos de suspeita, só é possível confirmar a contaminação pelo vírus através de testes feitos em laboratórios. Manuel Palácios, infectologista do Hospital Anchieta, explica como esse diagnóstico é feito:

«O teste para diagnóstico é feito pelo Laboratório Central de Saúde Pública (LACEN) diante de uma definição de um quadro suspeito. No entanto, a rede particular, através dos laboratórios e grandes hospitais, também oferece o teste por biologia molecular para a detecção do agente SARS-CoV2, que é o agente causal do COVID-19», conta.

De acordo com o especialista, mesmo após a realização do exame laboratorial, é necessário que seja realizado um teste de contraprova pelo LACEN. «É a única forma de diagnóstico, apesar de termos alguns exames auxiliares que ajudam a definir os casos», complementa o infectologista.

Em caso de suspeita, é necessário procurar o hospital imediatamente para a realização de exames. Antes de receber o diagnóstico definitivo e em qualquer circunstância, o paciente deve evitar a automedicação e o auto diagnóstico.

Diferença entre gripe e coronavírus

A gripe, também chamada de influenza, é um dos tipos mais populares de infecção respiratória. Os sintomas da gripe são:

  • Febre acima de 38ºC
  • Músculos doloridos, especialmente nas costas, braços e pernas
  • Calafrios e suores
  • Dor de cabeça
  • Tosse seca e persistente
  • Fadiga e fraqueza
  • Congestão nasal
  • Dor de garganta.

Raquel Muarrek, infectologista da Rede D’or, conta que, enquanto a influenza pode ser identificada dois dias após o seu surgimento, o novo coronavírus possui um quadro mais arrastado. Outra questão é que o SARS-CoV2 pode gerar mais casos graves do que a gripe.

Além disso, apesar da gripe apresentar sintomas muito semelhantes à Covid-19, o que levanta as suspeitas da infecção pelo novo coronavírus são alguns critérios epidemiológicos. Manuel Palácio explica quais são os fatores diferenciais avaliados na hora do diagnóstico:

Viagens: Ter viajado para fora do Brasil nos últimos 14 dias.

Contato com contaminados: Ter tido contato direto com pessoas diagnosticadas com COVID-19 nos últimos 14 dias.

Contato com suspeitos de contaminação: Ter tido contato com pessoas que estão em isolamento domiciliar com suspeita de COVID-19.

Alguns grupos de pessoas ainda apresentam maior possibilidade de evolução no quadro do novo vírus, exigindo um acompanhamento mais intenso da equipe médica. Nesse grupo estão: idosos, pacientes com comorbidades como doenças reumatológicas ou autoimunes, HIV, pacientes com neoplasias ou qualquer doença que mexa com o sistema imunitário.

Como se prevenir

De acordo com informações divulgadas pelo Ministério da Saúde, algumas medidas preventivas devem ser tomadas para evitar a contaminação pelo novo coronavírus. Os cuidados mais recomendados são:

  • Lavar as mãos frequentemente com água e sabão ou higienizá-las com álcool em gel
  • Cobrir o nariz e a boca ao espirrar ou tossir
  • Evitar aglomerações se estiver doente
  • Manter os ambientes bem ventilados
  • Não compartilhar objetos pessoais, como garfos e copos

Ainda de acordo com o Ministério, apesar da contaminação ter se tornado um fator preocupante ao redor do mundo, 90% dos casos são considerados leves, ou seja, não apresentam sintomas graves e não exigem cuidados intensivos.

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58 receitas saudáveis com frango para qualquer ocasião

O frango é uma carne que agrada a quase todo mundo justamente porque há várias maneiras de prepará-lo. Além dos diversos cortes, só com o peito de frango – parte que é saudável e menos gordurosa, dá para fazer muito mais do que o tradicional grelhado.

As receitas com frango também estão em alta por serem mais baratas do que as feitas com carne bovina. E é possível aproveitá-las na refeição principal, no acompanhamento ou nos lanchinhos da tarde.

Separamos 58 receitas de frango que podem ser feitas em qualquer ocasião:

Receitas de frango para almoço ou jantar

Por nndrln/Shutterstock
Por nndrln/Shutterstock

1 – Torta de frango com brócolis: Essa receita saudável, prática, leva poucos ingredientes e usa um truque para a massa levinha: o iogurte.

2 – Hambúrguer de frango caseiro: Nunca mais compre hambúrgueres congelados! Essa receita rapidinha pode ser acompanhada do tradicional arroz com feijão ou rechear um sanduíche com pão integral.

3 – Torta de frango de frigideira: Faça uma torta de frango gostosa para sua família sem sujar muita louça.

4 – Pizza de frango light: Vontade de ligar para o delivery? Dá pra fazer uma pizza sem perder muito tempo em casa mesmo.

5 – Torta de frango cremosa com legumes: Essa torta colorida é ideal para receber os amigos no fim de semana.

6 – Sobrecoxa de frango assada com iogurte e linhaça: Você pode inovar a sobrecoxa com acompanhamentos incríveis.

7 – Panqueca de frango sem farinha: Se você está seguindo uma dieta low carb, essa receita é perfeita!

8 – Canelone de abobrinha com frango: O prato não leva farinha e é super cremoso. Aprenda a fazer.

9 – Escondidinho de frango com couve-flor: Quem disse que um escondidinho gostoso tem que ser de carne seca? Essa versão do prato é saudável e levinha.

10 – Frango de forno cremoso: Você nunca viu nada igual a esse prato de forno.

11 – Filé de frango à milanesa assado: SIM! dá pra fazer uma milanesa gostosa sem precisar encharcá-la de óleo.

12 – Rolês de frango: Recheie o frango com seus vegetais preferidos.

13 – Escalopinhos de frango recheado com laranja: Não deixe de conferir esse prato agridoce e delicioso.

14 – Torta de frango com massa de couve: Esta receita rápida leva farelo de aveia, requeijão light e sal marinho.

15 – Frango à jardineira: Deixe sua refeição colorida e com uma variedade de ingredientes saudáveis.

16 – Penne ao molho de frango com brócolis e couve-flor: Quem disse que massa tem que ser pesada? Essa opção leve é perfeita para um jantar a dois.

17 – Lasanha de frango funcional: Ela leva massa de panqueca e é super gostosa.

18 – Mini quiche sem farinha de frango cremoso: Aprenda a fazer esta saborosa receita sem glúten.

19 – Frango com pequi: Preparação é típica da região do cerrado brasileiro.

20 – Polpetone de frango light: A versão do prato italiano leva farelo de aveia e ricota.

21 – Frango assado rápido com mostarda: A ave fica bem temperada e é liberada também aos intolerantes à lactose.

22 – Filé de frango com creme de gorgonzola: Ficou com água na boca, né? Nós também! Aprenda a preparar este prato para dias especiais.

23 – Enformado de frango com cottage e ginseng: Siga estes passos e faça seis porções com 180 calorias cada.

24 – Frango com vinagrete de morango: Se você gosta de sabores agridoce, essa receita é perfeita.

25 – Panqueca de frango: Esta massa deixará a sua semana com cara de domingo.

26 – Strogonoff funcional de frango: Ouse na cozinha e vá além do creme de leite e batata-palha.

27 – Frango ao creme de laranja: Essa preparação pode ser congelada para comer no resto da semana.

28 – Frango com salmão e creme de laranja: Que tal misturar o sabor do frango com os benefícios do peixe?

29 – Polpettone de frango com molho de agrião: Uma refeição light pode e deve ser muito saborosa.

30 – Estrogonofe de frango low carb: Versão é rica em fibras e pobre em calorias. Aproveite!

31 – Lasanha de frango com chutney de manga: Doce e salgado numa combinação de dar água na boca usando uma fruta bem fácil de encontrar.

32 – Bolo de frango light: Delícia é opção saudável de prato principal para chamar amigos e família.

33 – Espaguete com brócolis e frango: Separe tudo de gostoso da sua geladeira e siga estes passos.

34 – Filé de frango com molho picante de manga: Nem pense em desistir quando o grelhado parecer sem graça. Dê a ele novos acompanhamentos e tenha um sabor incrível.

35 – Torta de frango com tomatinho: Escolha sua verdura verde escura preferida para rechear esta delícia.

36 – Hambúrguer picante de frango funcional: Pimenta, alho e ervas serão a combinação perfeita para este hambúrguer.

37 – Conchiglione gratinado de frango versão light: Faça um prato com quase metade das calorias da versão original.

38 – Frango xadrez de micro-ondas: Você nem vai precisar sujar panela para fazer essa preparação deliciosa.

39 – Quiche fit sem massa: Chame uma amiga para preparar esta receita que rende 2 porções com 286 calorias.

Receita de lanches da tarde com frango

Por Brent Hofacker/Shutterstock
Por Brent Hofacker/Shutterstock

40 – Salgado maromba com apenas 2 ingredientes: Já imaginou fazer um bolinho fit com só dois ingredientes?

41 – Bolinho de frango com mandioquinha: Ótima opção para lanchinhos pré e pós treino. Experimente!

42 – Bolinho de frango com aveia: Esses bolinhos são bem temperados e ficam uma delícia.

43 – Coxinha de forno fit: Você pode comer à tarde ou fazer para festinha de aniversário.

44 – Nuggets caseiro low carb: Nutricionista ensina versão saudável e rápida do snack de frango para fazer em casa usando poucos ingredientes.

45 – Bolinho de frango e batata doce na airfryer: Ótima opção de petisco sem óleo para oferecer quando receber os amigos.

46 – Coxinha de frango e tapioca recheada com queijo: Sim, você leu certo: os três ingredientes mais gostosos da sua geladeira juntos em uma receita.

47 – Bolinha de frango proteica e low carb: Quer uma receita de lanchinho prático para comer no dia a dia e levar para qualquer lugar?

48 – Pastel assado de frango: Deixe a fritura de lado e experimente a versão mais saudável.

49 – Iscas de frango crocante lights: Faça esses petiscos e acompanhe com o molho que você mais gostar.

50 – Tortilla light de frango: Entrada ou acompanhamento? Você escolhe como completar a sua refeição.

51 – Crepioca de chia com frango: Chegou em casa morrendo de fome? Pode preparar esse lanchinho saudável.

Receitas de acompanhamentos com frango

52 – Caldo de frango caseiro: Comece um risoto, sopa ou molho sem precisar usar temperos industrializados.

53 – Rolinho de frango: Seu prato não vai parecer o mesmo com essa receita.

54 – Tomate recheado light com frango cremoso: Você merece comer uma refeição gostosa e saudável.

55 – Salpicão light: Acompanhe torradas, pães ou pratos principais com esta receita.

56 – Pacotes de acelga com frango: Diferente, né? O sabor deste acompanhamento é incrível.

57 – Creme de inhame e abóbora: O frango é o toque especial para esta receita perfeita para o inverno.

58 – Salada de frango defumado e frutas: Ganhe no sabor da salada, sem mexer nas calorias.

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Mastectomia preventiva: cirurgia

Sinônimos: adenomastectomia, mastectomia profilática, dupla mastectomia preventiva

O que é a mastectomia preventiva?

A mastectomia preventiva mamária é uma cirurgia de prevenção ao câncer de mama. A cirurgia de mastectomia preventiva consiste na retirada da região interna da mama – ou seja, da glândula mamária juntamente com os ductos mamários – que são os locais onde pode acontecer a formação de um tumor. Com a retirada do interior da mama, os riscos de câncer reduzem em até 90%. As chances do câncer ainda existem porque 10% do tecido mamário ainda é preservado para a nutrir a pele, auréola e mamilo. Na cirurgia sempre serão removidas as duas mamas, daí a denominação de dupla mastectomia preventiva. O cancro da mama é o tipo de câncer que mais acomete as mulheres em todo o mundo, sendo 1,38 milhões de novos casos e 458 mil mortes pela doença por ano, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS). No Brasil, o Ministério da Saúde estima 52.680 casos novos em um ano, com um risco estimado de 52 casos a cada 100 mil mulheres.

Indicações

Segundo dados da Sociedade Brasileira de Mastologia, cerca de uma a cada 12 mulheres terão um tumor nas mamas até os 90 anos de idade. No entanto, a mastectomia preventiva é indicada para mulheres que possuem um alto risco para essa doença. Os critérios para identificar o risco em uma mulher são:

  • História pessoal de câncer de mama: mulheres que já tiveram câncer em uma das mamas podem fazer a cirurgia para reduzir o risco de reincidência.
  • História familiar forte: dois ou mais parentes de primeiro grau com câncer de mama
  • um parente de primeiro grau e dois ou mais parentes de segundo ou terceiro grau com a doença
  • dois parentes de primeiro grau com câncer de mama, sendo que um teve a doença antes de 45 anos
  • um parente de primeiro grau com câncer de mama bilateral
  • um parente de primeiro grau com câncer de mama e um ou mais parentes com câncer de ovário
  • um parente de segundo ou terceiro grau com câncer de mama e dois ou mais com câncer de ovário
  • três ou mais parentes de segundo ou terceiro grau com câncer de mama
  • e dois parentes de segundo ou terceiro grau com câncer de mama e um ou mais com câncer de ovário.
  • Mutações genéticas: a mulher possui uma mutação no gene BRCA1, BRCA2 e p53, ambos indicativos de alto risco para câncer de mama. Para descobrir essa mutação, é necessário fazer um exame de mapeamento genético, no qual é retirada uma amostra de sangue ou saliva para análise do DNA em laboratório. Os exames genéticos devem ser considerados, principalmente por pacientes onde há uma indicação muito precisa, com forte histórico familiar, como por exemplo as mulheres que tem casos de câncer de mama e de ovário na família e são de ascendência judaica Ashkenazi.
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Câncer de mama é hereditário?
  • Mulheres com lesão de risco: neoplasia intralobular, carcinoma intraductal e hiperplasia epitelial atípica. A identificação dessas lesões é feita por meio de tomografias e ressonâncias magnéticas durante o acompanhamento de rotina com um profissional.

Pré-requisitos para fazer a cirurgia

Não há pré-requisitos obrigatórios para a mastectomia preventiva, basta ter alto risco para o câncer de mama. No entanto, os médicos recomendam a mastectomia preventiva apenas para mulheres que já tem prole constituída – ou seja, já teve todos os filhos que gostaria. Isso porque, após a cirurgia a mulher não terá mais condições de amamentar, pois serão removidas as glândulas mamárias. Caso algum parente de primeiro grau tenha sofrido da doença, o ideal é que a mastectomia seja feita antes da paciente atingir a idade em que seu parente teve o câncer de mama. Um exemplo: se a mãe ou irmã da paciente teve um câncer de mama aos 40 anos, o indicado é a paciente fazer uma mastectomia antes de chegar a essa idade, garantindo a prevenção.

Quem não pode fazer

Pacientes que têm maior risco de pós-operatório, como fumantes, mulheres com obesidade e dificuldades e comorbidades, como diabetes e hipertensão, tem ressalvas para a realização da mastectomia preventiva, podendo portanto ser contraindicada em alguns casos. Lembrando que só um médico será capaz de fazer essa restrição.

Qual médico realiza a cirurgia?

A cirurgia de mastectomia preventiva é feita por um mastologista. No entanto, é indicada uma equipe multidisciplinar, que inclui cirurgião plástico, para fazer a reconstrução mamária, e um psicólogo para acompanhar todo o processo de retirada das mamas, da consulta médica até a pós-cirurgia, para evitar possíveis sequelas emocionais à paciente.

Como é realizada a mastectomia preventiva

Corte é feito na base da mama, por onde é retirada a glândula mamária - Foto: Getty Images
Corte é feito na base da mama, por onde é retirada a glândula mamária – Foto: Getty Images

Para fazer a mastectomia, o médico mastologista faz um corte em toda a base da mama, e por meio dessa incisão retira toda a glândula mamária, preservando apenas o músculo peitoral e a pele, juntamente com auréola e mamilos. Caso a mulher opte por fazer uma reconstrução mamária, o cirurgião plástico irá, no mesmo procedimento, fazer o implante de silicone ou colocar bolsas expansoras, preenchidas com soro fisiológico, que apenas preparam as mamas para receber a prótese de silicone em um procedimento futuro. Em casos de mamas muito grandes ou com sobras de pele, é feita uma cirurgia conjunta para a retirada de tecido, a fim de que a prótese de silicone não fique muito grande e o mais natural possível, evitando deformações.

Para reduzir os riscos de necrose, a paciente pode se submeter a uma autonomização do mamilo, que consiste em fazer uma pequena incisão na parte inferior do mamilo ou em toda a sua borda, parar separá-lo da glândula mamária e estimular a irrigação sanguínea na área.

Tipos de anestesia

É ministrada uma anestesia geral, para garantir que a paciente fique desacordada durante toda a cirurgia.

Tempo do procedimento

O tempo que durará uma mastectomia preventiva depende do tamanho das mamas, se será feita a reconstrução mamária e do andamento da cirurgia. O médico precisa se assegurar de que as duas mamas ficarão com a mesma aparência, e isso pode demandar mais ou menos tempo, dependendo do caso. Uma mastectomia preventiva pode durar duas horas, como pode levar de seis a oito horas sem complicações – tudo depende das condições da paciente e das variantes citadas.

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Tempo de internação

A paciente de mastectomia preventiva pode ficar de quatro a sete dias no hospital, conforme a intensidade do procedimento cirúrgico.

Exames necessários para realizar a cirurgia

Todos os exames pré-operatórios, incluindo cardiológicos e eletrocardiograma.

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Cuidados antes do procedimento

A paciente precisa fazer um jejum de sete horas obrigatório para realizar a mastectomia preventiva. Isso evita a falta de controle anestésico, que pode causar aspiração e vômitos durante a cirurgia.

Possíveis complicações/ riscos

As complicações que podem ocorrer são inerentes a qualquer procedimento cirúrgico, como infecção, hemorragias, inflamação e rompimento de sutura. Caso ocorra, o tratamento é o mesmo de qualquer outra ferida. A cirurgia pode causar sequelas emocionais por conta do trauma de ter a mama retirada, pois, mesmo com a reconstrução, o sentimento de perda e queda da autoestima deve ser trabalhado. Riscos mais específicos envolvem a necrose da mama e auréola e deformação da prótese de silicone.

Há também a chance da paciente não ficar contente com o resultado da mastectomia preventiva. Em alguns casos, pode ser que a mama não fique exatamente igual ao que era, com mudanças no tamanho ou formato ? principalmente nos casos em que as mamas eram muito grandes ou flácidas, sendo necessária a cirurgia de redução e retirada da pele. Segundo a Sociedade Brasileira de Mastologia, cerca de 30% das mulheres que fazem o procedimento não ficam contentes com o resultado no que diz respeito à aparência das mamas.

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Tratamentos pós-cirúrgicos

A mulher que fez a mastectomia preventiva precisa continuar fazendo exames de tomografia, ultrassonografias e ressonâncias magnéticas juntamente com seu médico, porque ainda há risco de a paciente ter um câncer de mama. As pacientes também devem realizar o autoexame mensalmente, além de fazer o exame de toque com um médico especializado (ginecologistas e mastologistas) anualmente em seus exames ginecológicos de rotina.

Como é a recuperação do paciente

O pós-operatório da mastectomia é bem dolorido e incômodo. A limitação de movimentos é grande e depende de repouso para que tudo dê certo. Além disso, há o desconforto nos casos em que as pacientes não ficam felizes com a reconstrução.

Cuidados após a cirurgia

Após a mastectomia preventiva, é indicado um período de repouso de sete a quinze dias. As mamas devem ser examinados mensalmente pelo médico, e qualquer alteração na temperatura ou na coloração da pele devem ser comunicados imediatamente. Os curativos da ferida operatória devem ser trocados diariamente e a área higienizada. O uso de anticoncepcionais ou produtos de beleza à base de hormônios só devem ser usados com autorização médica.

Custo da cirurgia

Alguns planos de saúde brasileiros cobrem, mediante comprovação do histórico familiar e da probabilidade da presença da mutação. O Sistema Único de Saúde (SUS) não cobre os custos da mastectomia preventiva.

Regulamentação

A mastectomia preventiva é regulamentada e reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina e pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA).

Expectativas

Um estudo feito pela Mayo Clinic, nos Estados Unidos, acompanhou 639 mulheres de risco para câncer de mama, 425 de risco moderado e 214 de alto risco para a doença, e descobriu que as mulheres que fizeram mastectomia preventiva e tiveram câncer reduziram em 80% o risco de morte pela doença, quando comparadas com as mulheres que não fizeram a mastectomia. Além disso, o procedimento reduziu de 2,4 a 4% o risco de morte pela doença, quando o grupo foi comparados com tanto com as mulheres que não tiveram câncer quanto com aquelas que tiveram.

No Brasil, as taxas de mortalidade por câncer de mama continuam elevadas, muito provavelmente porque a doença ainda é diagnosticada em estádios avançados. De acordo com a sociedade Brasileira de Mastologia, a sobrevida média após cinco anos do diagnóstico de câncer de mama é de 61% para a população geral. Por isso, mais importante do que a mastectomia preventiva é o acompanhamento com o médico para a detecção precoce do câncer de mama, tendo sido feita ou não a cirurgia.

Perguntas frequentes

Uma pessoa que tem risco comprovado para câncer de mama precisa fazer a cirurgia ou pode optar por outro tipo de acompanhamento?

Uma mulher com alto risco para câncer de mama pode, sim, optar por não fazer a mastectomia preventiva. Existem tratamentos que usam os chamados anti-hormônios ou moduladores hormonais, que inibem a produção de estrogênio e impedem as células da mama de se multiplicarem. Esse tratamento, no entanto, é recomendado apenas para cânceres de mama hormonais – ou seja, que acontecem ou podem acontecer em decorrência de alterações hormonais – não sendo indicado para pessoas que tem o risco genético, por exemplo.

Para pacientes com risco genético, uma alternativa é redobrar a atenção e acompanhamento da mamas, partindo para exames de rastreamento, como ultrassom de mamas e mamografias, em intervalos de tempos mais curtos, a cada seis meses, por exemplo, dependendo do que o seu médico considerar mais seguro. O objetivo nesse caso é identificar o câncer numa fase muito precoce e iniciar o tratamento adequado a partir desse diagnóstico. Dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA) apontam que se a doença for detectada em estágio inicial, a chance de cura chega a 90%.

Por que a mastectomia preventiva sempre remove ambas as mamas e não apenas uma delas?

A opção é sempre uma dupla mastectomia, porque ambas as mamas estão em risco quando as mulheres têm uma mutação genética BRCA ou quando apresentam forte histórico familiar. A remoção das duas mamas é feita porque nem o médico e nem mesmo exames conseguem identificar qual das duas mamas irá apresentar o câncer.

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Quem ainda quer ter filhos pode fazer?

A mastectomia preventiva não impede a mulher de ter filhos, porém a amamentação não é mais possível, pois glândula mamaria e ductos mamários foram retirados. Por conta disso, a mastectomia é aconselhada para mulher que já possuem prole definida.

Qual a porcentagem de cânceres de mama que acontecem por conta da mutação genética?

A população geral tem cerca de 10 a 12% de riscos de desenvolver a doença. De acordo com a Sociedade Brasileira de Mastologia, a presença da mutação entre os casos de câncer de mama gira em torno de 5 a 10%, sendo que 5% de todos os cânceres de mama são de mulheres com a mutação genética BRCA. Por isso, a maneira mais segura de tratar e prevenir é visitar o seu mastologista, quando indicado, e seguir suas orientações.

Estas mutações estão associadas ao tipo de câncer de mama mais agressivo que existe, que é conhecido como triplo negativo. O cancro da mama triplo negativo acontece quando a mulher não apresenta três biomarcadores (proteínas que controlam as funções da célula) presentes em outros tipos de câncer: os receptores de estrógeno (ER), progesterona (PR) e HER2 (responsável pelo crescimento das células). Outros tipos de câncer de mama podem ser identificados pela presença ou ausência desses biomarcadores, bem como local da mama atingido pelo tumor.

Fontes consultadas:

Cristiane Nimir, especialista em Anatomia Patológica e responsável pelo setor de Mastologia da Diagnóstika

Hezio J. Fernandes Jr., oncologista clínico e diretor do Instituto Paulista de Cancerologia

Walkiria Aparecida Tamelini, oncologista do Hospital Santa Cruz

Paulo Roberto Pirozzi, mastologista da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM)

Roberto Hegg, ginecologista e mastologista do Hospital das Clínicas da USP

Instituto Nacional do Câncer

Sociedade Brasileira de Mastologia

Ministério da Saúde

Organização Mundial de Saúde

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Óleo de rícino: benefícios e como usar nos cabelos e pele

Por ser um óleo, ele não se mistura com a rícina, componente tóxico da mamona, e por isso sua extração e uso é segura.

Entre seus componentes estão os ácidos graxos, sendo o principal o ácido ricinoleico, exclusivo dessa planta. Ele contém também o ácido oleico (parcela do ômega 9), ácido linoleico e ácido linolênico (parcelas do ômega 6), ácido palmítico e ácido esteárico, além de sais minerais e vitamina E.

Benefícios do óleo de rícino para os cabelos

Este produto tem propriedades tanto de hidratação dos fios de cabelo quanto de limpeza do couro cabeludo, sendo indicado nos seguintes casos:

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Óleo de argan: saiba tudo sobre esse óleo natural para tratamento dos cabelos e da pele

1. Restauração e crescimento de cabelos mais fortes

Graças ao ômega 6 e ômega 9, o óleo de rícino pode dar maior volume ao fio de cabelo. Isso ocorre porque esse ácido graxo estimula o couro cabeludo e os folículos pilosos (local onde os cabelos nascem), fortalecendo assim os fios.

Estes nutrientes também ajudam a melhorar o aspecto do fio de cabelo, já que ele sela as cutículas, impedindo que os cabelos fiquem com aparência elétrica e ressecada, dando brilho aos cabelos e uma aparência mais sedosa.

Óleo de rícino sendo aplicado diretamente nos cabelos - Foto: Getty Images
Óleo de rícino sendo aplicado diretamente nos cabelos – Foto: Getty Images

2. Hidratação dos fios

Os ácidos graxos do óleo de rícino, como o ômega 6 e ômega 9, colaboram com a hidratação dos cabelos ressecados, formando uma película que impede a perda de água para o ambiente.

3. Combate à caspa

Ele também tem propriedades antifúngicas que limpam o couro cabeludo, ajudando a combater a caspa, que normalmente é causada por fungos. Além disso ele evita o ressecamento dos fios, prevenindo a descamação do couro cabeludo. Mas é importante ressaltar que ele sozinho não resolve este problema, ele deve ser aliado aos tratamentos indicados pelo dermatologista.

4. Oleosidade excessiva

Essa propriedade de limpeza também o ajuda a combater a oleosidade excessiva do couro cabeludo, principalmente quando há bactérias e fungos fomentando a produção excessiva de oleosidade pelas glândulas sebáceas da região. No entanto, pessoas com muita oleosidade não devem manter o óleo de rícino por muito tempo no couro cabeludo. O ideal é aplicar no começo do banho e retirá-lo completamente com o uso do shampoo. Se você sofre muito com a oleosidade, confira aqui 12 formas para acabar com a oleosidade dos fios.

5. Óleo de rícino e queda de cabelo

É arriscado dizer que o óleo trate a queda de cabelo, uma vez que existem inúmeras causas para o problema, que vão desde condições genéticas a quadros de inflamação.

Nos casos de queda por eflúvio telógeno (traduzindo: quando os fios estão caindo antes do que deveriam) é que o óleo de rícino pode ser mais benéfico, justamente porque ele estimula que os fios voltem a fase anágena, ou seja, de crescimento dos fios.

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Óleos essenciais hidratam, tiram frizz e selam pontas duplas dos cabelos

Como usar o óleo de rícino no cabelo

A receita é uma colher de sopa do óleo para um pote de condicionador ou creme hidratante capilar de 200 mL. Aplique a mistura durante o banho, deixando por cerca de um minuto nos fios. Depois é importante retirá-lo bem, sem deixar resíduos.

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Cronograma capilar: o que é e como fazer em casa

Benefícios do óleo de rícino para a pele

Os nutrientes do óleo de rícino podem ser interessantes para a pele de várias formas. Confira:

Mulher aplicando creme com óleo de rícino na pele - Foto: Getty Images
Mulher aplicando creme com óleo de rícino na pele – Foto: Getty Images

1. Combate acne e oleosidade

O produto é interessante para a pele oleosa por ser pouco comedogênico, ou seja, não causa acnes ou lesões na pele. Ele também tem um efeito adstringente, reduzindo a proliferação bacteriana, uma das causas da acne. Ele faz tudo isso promovendo a hidratação necessária para que esta pele fique saudável.

2. Pele ressecada e envelhecida

Ele é um hidratante natural e pode ser benéfico para quem sofre com a pele ressecada. Ele impede a perda de água deste tipo de pele, mantendo-a hidratada, mais forte e brilhante. O resultado? Uma pele com menos rugas e marcas de envelhecimento.

3. Cicatrizante natural

O óleo de rícino também tem uma ação cicatrizante potente, devido principalmente à presença da vitamina E. Por isso, ele pode ser um aliado de pessoas com estrias recentes (aquelas com aspecto avermelhado).

Sua capacidade de cicatrização aliada à hidratação natural o tornam um bom cosmético pós-sol, principalmente após queimaduras solares, mas sempre misturado a algum creme e nunca diretamente na pele.

4. E no caso da celulite?

Muitas pessoas indicam o óleo de rícino para melhora da celulite, mas ele não tem um efeito direto neste problema. Na verdade, há estudos que mostraram que a ingestão do óleo pode melhorar a circulação, mas este efeito é muito pequeno e não seria suficiente para melhorar o aspecto da celulite.

No entanto, como ele melhora o aspecto da pele, pode haver a ilusão de que a celulite está sendo tratada, uma vez que ela é causada pela flacidez da pele e dos músculos. Se você quer conhecer outras alternativas para acabar com a celulite veja aqui 7 passos.

Como usar o óleo de rícino na pele

Não é muito indicado usar o óleo de rícino puro na pele. O melhor é misturá-lo em um creme hidratante, na proporção de uma colher de sopa para cada 200 mL de produto.

Além disso, sempre o aplique-o após a higienização da pele, para garantir seu efeito. Como as moléculas dele são grandes, usar água morna para abrir os poros ajuda na sua maior adesão na pele.

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Óleo de rosa mosqueta: para que serve, benefícios e como usar

Benefícios do óleo de rícino para as unhas e como usar

O óleo de rícino pode contribuir com a hidratação das cutículas, principalmente devido a sua capacidade de criar uma película protetora da pele, impedindo que a água seja perdida para o ambiente externo. Estando mais hidratadas, as cutículas executam melhor sua função de proteger as unhas e suas novas células, ajudando no crescimento. Essa camada protetora também ajuda no fortalecimento de unhas quebradiças.

Para aproveitar os benefícios é só aplicar o óleo de rícino puro nas unhas e deixar por uma hora, de preferência antes de fazê-las na manicure ou em casa.

Benefícios do óleo de rícino para as sobrancelhas e cílios e como usar

Muitas pessoas indicam o uso do óleo de rícino para melhorar o crescimento das sobrancelhas e cílios. De fato, ele ajuda por engrossar os fios e torná-los mais vistosos, dando a impressão de que estão mais numerosos. O uso nas sobrancelhas é liberado, mas nos olhos é preciso ter cuidado, já que não se sabe que efeito eles podem ter na visão.

É recomendado aplicar com uma escovinha dessas de rímel, que pode ser comprada nova ou mesmo uma antiga devidamente higienizada. No caso das sobrancelhas, pode-se deixar o óleo agindo durante a noite, só tomando o cuidado de colocar uma toalha no travesseiro para não manchar. No caso dos cílios, o mais indicado é conversar primeiro com um dermatologista e entender se vale para seu caso.

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Benefícios do óleo de rícino para a barba e como usar

O óleo de rícino age nos pelos da barba da mesma forma como nos cabelos e pode ser usado para estimular o crescimento de uma barba com pelos mais grossos e fortes, deixando-a mais cheia. No entanto, ele não ajuda no crescimento do fio, não sendo uma alternativa em casos de barba com falhas.

O modo de usar é simples: aplicar na pele do queixo massageando. Pode-se retirar no banho em seguida ou passar antes de dormir e retirar no dia seguinte. Caso pretenda dormir com o óleo, lembre de forrar o travesseiro com uma toalha, evitando manchas.

Outras indicações do óleo de rícino

Imagem com o óleo de rícino em um vidro e feijões da mamona - Foto: Getty Images
Imagem com o óleo de rícino em um vidro e feijões da mamona – Foto: Getty Images

Além dos benefícios cosméticos, o óleo de rícino também pode melhorar a constipação, uma vez que estimula os movimentos do intestino. No entanto, ele não deve ser usado com frequência, pois o uso prolongado pode trazer problemas de saúde. Normalmente ele é usado como tratamento temporário ou forma laxativa de preparo para exames.

O uso oral do óleo deve ser feito em dose única nas seguintes medidas:

  • Adultos: entre 15 e 60 ml
  • Crianças: entre 5 e 15 ml.

Benefícios sem comprovação

Até hoje só existem teorias sobre como as propriedades anti-inflamatórias e cicatrizantes do óleo de rícino podem ajudar quem tem artrite, no entanto, faltam estudos científicos embasando e comprovando esta ação.

Contraindicações

A ingestão do óleo de rícino é contraindicada para:

  • Gestantes
  • Lactantes
  • Crianças e pacientes que apresentem sintomas compatíveis com obstrução intestinal
  • Doenças inflamatórias intestinais
  • Cólon irritável
  • Doença de Crohn
  • Colite ulcerativa
  • Qualquer outra doença intestinal conhecida ou suspeita.

Já seu uso tópico também não costuma ser considerado seguro para gestantes, lactantes e crianças com menos de 12 anos, mas faltam estudos comprovando se ele pode causar efeitos nestes grupos.

Além disso, ele não deve ser aplicado em mucosas, como boca, olhos e orelhas.

Efeitos colaterais

Entre os efeitos colaterais do óleo de rícino inclui-se:

  • Desconforto e dor abdominal
  • Cólicas
  • Diarreia
  • Náuseas
  • Desidratação
  • Alergia por contato na pele.
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6 usos do bicarbonato de sódio para o cabelo e para a pele

Por isso o ideal é que seu uso seja indicado por um médico.

Fontes consultadas

Dermatologista Karin Helmer (CRM-PR 17.331), membro da Sociedade Paranaense de Dermatologia e médica orientadora do ambulatório de Cosmiatria do Hospital de Clínicas de Curitiba

Dermatologista João Carlos Pereira (CRM-SP 40.737), especialista em transplante capilar e tricologia

Dermatologista Denise Chambarelli (CRM-RJ 457.315), membro efetivo da Sociedade Brasileira de Dermatologia, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica e da Sociedade Brasileira de Medicina Estética

Nutróloga Andreia Guarnieri (CRM-SP 120807), especialista em nutrologia pela Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN)

Farmacêutico Rodrigo Kury, farmacêutico e bioquímico da Ecenne

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Saiba como evitar a cólica menstrual

Quando vai chegando próximo do período menstrual, a mulher, além de enfrentar a famosa TPM, precisa também lidar com outro grande desconforto: a cólica. Chamada cientificamente de dismenorreia, se manifesta através de uma dor pélvica provocada pela liberação de uma substância (prostaglandina) que faz o útero contrair para eliminar o endométrio em forma de sangramento menstrual. Quando muito forte, a cólica pode estar associada a outros sintomas como náuseas, dor de cabeça e inchaço.

E não pense que esse desconforto é incomum. Estima-se que, mais ou menos, metade da população feminina sente ou já sentiu cólicas menstruais. Conforme explica a ginecologista do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, em São Paulo, Helena Junqueira, a dismenorreia, quando primária, é apenas uma reação fisiológica do organismo, e não uma doença. O que varia é que pode se manifestar de maneira mais intensa – e até incapacitante – ou apenas como um leve desconforto.

A especialista esclarece também que a intensidade das cólicas pode alterar dependendo de alguns fatores. «Quanto maior o fluxo menstrual mais dor. A presença de coágulos e o tamanho do orifício do colo do útero são igualmente variáveis importantes», ensina. Isso explica porque as cólicas são mais comuns entre as adolescentes: o seu útero ainda é pequeno e o orifício de saída mais fechado.

Tratamento
Para a ciência, a dismenorreia se divide em duas categorias – primária ou secundária. No primeiro caso, é provocada pelo aumento da produção de prostaglandina, conforme dito anteriormente. Para essas mulheres, o tratamento mais comum é à base de medicamentos antiespasmódicos. Caso não surtam efeito para diminuição da dor, Junqueira explica que outra alternativa com excelentes resultados é a administração de anti-inflamatórios.

A dismenorreia secundária é um sintoma provocado pelo organismo quando há presença de algumas alterações patológicas no aparelho reprodutivo, como a endometriose. Para esses casos, o melhor tratamento deve ser indicado pelo médico, não apenas visando o alívio da dor, mas sim, o combate à doença.

O que é endometriose?

Junqueira explica também que o uso das pílulas anticoncepcionais acaba tendo indiretamente efeito positivo contra a dismenorreia, já que o medicamento à base de hormônios gera atrofia no endométrio e diminui o fluxo da menstruação, minimizando consequentemente as dores da cólica.

Recomendações
As cólicas menstruais podem ser amenizadas com algumas atitudes e mudanças de comportamento. Uma dica eficiente do tempo das avós é o uso de uma bolsa de água quente na região abdominal. Com o calor, os vasos sanguíneos sofrem dilatação, o que provoca a diminuição da dor.

Outra recomendação da médica é que a mulher aprenda, durante sua vida fértil, a se conhecer cada vez melhor. Somente assim ela será capaz de identificar como a cólica e outros sintomas característicos da menstruação se manifestam no organismo.

Além disso, é importante a prática regular de exercícios físicos, que colaboram para reduzir o fluxo menstrual e os processos inflamatórios. «Uma dieta saudável também ajuda a equilibrar o organismo para que ele funcione melhor e, com isso, é arma importante contra as cólicas. Portanto é recomendável que a mulher tome bastante líquido e coma muitas fibras», ensina Junqueira.

Para finalizar, ela alerta que, no período pré-menstrual e durante a menstruação, é aconselhável evitar a ingestão de cafeínas (café, chás, chocolate).

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Entenda as causas da dificuldade para engordar

A obesidade é um problema de saúde publica, de difícil controle, mas por mais paradoxal que pareça, há pessoas que «lutam» muito para engordar e não conseguem.

É importante começar esclarecendo a definição da magreza. O índice de massa corpórea, (IMC) que se obtém através do cálculo do peso dividido pela altura ao quadrado, quando abaixo de 19 kg/m² indica um indivíduo magro. A magreza causa muita preocupação quando o IMC é menor do que 17, contudo devemos valorizar se esta pessoa sempre manteve um peso mais baixo, mas é saudável (essa magreza é o biótipo da pessoa) ou se houve um emagrecimento recente, por exemplo, perdeu 6 quilos em 2 meses, sem mudar hábitos alimentares de modo significativo ou potencializar atividade física.

Em relação aos «magros de ruim», aqueles que comem o que bem entendem e não engordam, existem várias teorias. A mais relevante é a ação das UCPS (uncoupled proteins) ou proteínas desacopladoras, que quando em grande quantidade dissipam a energia consumida pelo aumento na forma de calor e ai não ocorre armazenamento na forma de gordura. Sabe-se que os magros têm maior quantidade de UCPS quando comparados aos gordinhos e por isso, comem mais e não engordam.

Entre as causas para não conseguir engordar, estão: doenças da tireoide (hipertireoidismo), doenças da adrenal, diabetes descompensado, infecções, cânceres dos mais diversos tipos, anorexia, AIDS, depressão.

A primeira abordagem para tratar a pessoa que quer ganhar peso é rever a alimentação e aumentar o aporte de alimentos energéticos, ou seja, das calorias, mas também sem perder de vista a ingestão de alimentos saudáveis: proteínas e gorduras boas. Outro ponto importante é observar a composição corporal, para que ocorra um ganho de peso não só às custas de gordura. Incluir exercícios que utilizam pesos, como a musculação, ajuda a aumentar o peso às custas de massa muscular.

Para que a magreza seja melhor avaliada e não esconda uma desnutrição, na dúvida, consulte um médico ou nutricionista.

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Sintomas de coronavírus: veja quais são os primeiros sinais

Por apresentar sintomas que podem se assemelhar com os de outras doenças, a análise dos sinais de uma possível infecção pelo novo coronavírus (COVID-19) é essencial para o seu controle e prevenção.

Sintomas do coronavírus

Até o momento, os principais sintomas do novo coronavírus, divulgados pelo Ministério da Saúde, são:

  • Febre
  • Tosse
  • Dificuldade para respirar
  • Falta de ar

Ao apresentar algum desses sinais, é importante também considerar certos critérios epidemiológicos, como: ter viajado para fora do Brasil nos últimos 14 dias, ter tido contato com pessoas contaminadas ou com suspeitos de contaminação.

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Pneumonia: sintomas, tipos, diagnóstico e como tratar

Dor de garganta é coronavírus?

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), alguns pacientes infectados pelo novo coronavírus podem se queixar de dor na garganta. Se esse incômodo vier acompanhado de tosse seca, febre ou algum outro sintoma relacionado ao vírus, é recomendado que se busque orientação médica.

Saiba mais:
Tosse (seca, catarro, crônica): causas, remédios e como aliviar

Nariz escorrendo é coronavírus?

Congestão nasal e nariz escorrendo também fazem parte da lista de possíveis sintomas de COVID-19 divulgada pela OMS. Assim como a dor de garganta, se o nariz escorrendo vier acompanhado de outros sintomas, é necessário procurar orientação de um especialista.

De acordo com a OMS, o período de incubação da COVID-19 varia de 1 a 14 dias, geralmente ficando na média de 5 dias. Esse prazo se refere ao tempo entre a infecção do paciente pelo vírus e o início dos sintomas da doença.

Como os sinais apresentados pelo novo coronavírus podem ser confundidos com outras doenças, os critérios epidemiológicos devem ser levados em consideração em caso de suspeita. Abaixo entenda as diferenças nos sintomas entre a COVID-19, resfriado e gripe.

Sintomas pouco comuns de COVID-19

Além dos sintomas mais frequentes da infecção causada pelo SARS-CoV-2, como a tosse, febre e falta de ar, há sintomas pouco conhecidos que têm manifestado em alguns casos. Confira os sintomas menos comuns:

Entenda: Sintomas de coronavírus podem incluir problemas neurológicos

Possíveis sintomas

Durante os atendimentos aos pacientes de COVID-19 em diversos países, foi registrado também outro possível sintoma da doença: a perda de olfato e paladar (condição conhecida também como anosmia). Este sinal, no entanto, não afeta todas as pessoas infectadas pelo novo coronavírus, mas vem sendo notado com certa frequência nos pacientes.

Além deste sintoma, em casos graves da COVID-19, os pacientes também podem manifestar:

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Entenda o que fazer em caso de suspeita de coronavírus

Saiba a diferença entre gripe e coronavírus

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12ª semana do bebê: amamentação é aliada da saúde do bebê

Três meses já se passaram e desde então seu bebê tem estado cada vez maior e mais gordinho. Ele também já está mais ?durinho?, mantendo a cabeça mais firme quando está no colo dos pais na posição vertical, ou quando é colocado de bruços.

Ele já enxerga a uma distância maior e acompanha o deslocamento dos pais ou algo que esteja lhe chamando a atenção, observando com mais concentração o mundo ao seu redor.

Vocês provavelmente já estão mais acostumados com a nova rotina e você se sente mais segura em relação aos cuidados com seu bebê. O banho, que antes podia ser uma tarefa que a deixasse tensa, já se tornou fácil.

Inclusive, a recomendação da pediatra Thais Chaves é que o bebê tome ao menos um banho por dia, podendo chegar até dois em regiões mais quentes. Porém, nesses casos evite usar o sabonete no corpo todo do bebê, utilizando mais nas regiões íntimas, para não irritar a pele.

De acordo com a especialista, é interessante lavar o cabelo do bebê todo dia. Mas para as mamães que moram em regiões frias, as lavagens pode ser alternadas (dia sim, dia não). Assim, evita deixar o bebê exposto a um resfriado.

E quando o assunto é saúde do bebê e prevenção contra gripes e resfriados, a médica aponta que a melhor forma nessa idade é a amamentação. Além disso, a especialista recomenda lavar as mãos com água e sabão sempre que for pegar o bebê no colo. Se a mãe ou pai apresentarem sintomas gripais, é recomendado o uso de máscaras.

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Ultrassonografia não substitui mamografia no diagnóstico de câncer de mama

A mamografia é o principal exame preventivo para câncer de mama. Outros exames utilizados neste cenário são a ultrassonografia mamária (USM) e a ressonância magnética das mamas (RMM). Vale ressaltar que tanto da USM quanto da RMM são utilizadas para casos bem específicos conforme indicação médica.

Aqui é extremamente importante entender a terminologia médica, e
vale uma breve introdução sobre os conceitos de prevenção primária e
prevenção secundária:

  • Prevenção primária: consiste em várias
    medidas para evitar o desenvolvimento de uma doença, ou seja, se
    relaciona às estratégias para evitar que o câncer de mama apareça
    (manter o peso adequado, praticar atividade física, evitar reposição
    hormonal (RH) durante a fase de menopausa e, se for necessário, fazer a
    reposição hormonal por no máximo cinco anos com supervisão médica)
  • Prevenção secundária: consiste na realização de exames que possam
    detectar uma doença em sua fase inicial. Neste quesito é que a
    mamografia se enquadra. Ou seja, fazer mamografia anualmente não previne
    o aparecimento de câncer de mama, mas permite que ele seja detectado
    precocemente, aumentando em muito as chances de cura da paciente.

O
diagnóstico precoce de qualquer tipo de câncer, de uma forma geral,
está associado a maiores taxas de cura bem como a menor necessidade de
cirurgias mutilantes e também a menor necessidade de realização de
quimioterapia. Mas quando começar a realizar os exames preventivos?
Nessa questão, dividimos as pacientes entre aquelas com risco habitual
(maioria da população) e pacientes de alto risco (a minoria da
população).

São consideradas pacientes de alto risco aquelas com
histórico familiar muito importante para câncer de mama, sendo os
principais: parentes de primeiro grau com câncer de mama antes dos 50
anos, homens com câncer de mama na família, parentes com câncer de
ovário, pacientes de família judia Aschkenazi, pacientes ou familiares
sabidamente com mutação dos genes BRCA1, BRCA2, TP53, dentre outros.

A ultrassonografia de forma isolada é inferior à mamografia para o diagnóstico precoce do câncer de mama

Como
já comentamos anteriormente, tanto para as pacientes de risco habitual
quanto para as pacientes de alto risco, a principal modalidade de exame
para rastreamento do câncer de mama (prevenção secundária) é a
mamografia.

Para as mulheres de risco habitual, conforme
recomendação da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) e da Sociedade
Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO), a realização da mamografia
deve ser iniciada aos 40 anos de idade e a partir daí deve ser realizada
anualmente em caso de mamografia normal e para alguns casos deverá ser
repetida em seis meses, conforme comentaremos abaixo de acordo a
classificação BI-RADS®.

Para as mulheres de alto risco, a
mamografia deve ser feita de forma mais precoce, de acordo a indicação
do médico após avaliar cada caso individualmente, levando-se em conta a
idade de aparecimento do caso de câncer em idade mais jovem na família,
bem como a presença de determinado tipo de mutação genética ou sintoma
da paciente. Para esse grupo de pacientes, o médico poderá lançar mão de
outras modalidades de exames além da mamografia, como o ultrassom e, principalmente, a ressonância magnética das mamas.
No geral, os exames de rastreamento se iniciam aos 25 anos de idade
neste grupo de paciente.

Entenda a classificação

A mamografia é
um raio X das mamas. Logo, é um exame que utiliza radiação na geração
da imagem mamográfica. É realizada em um aparelho específico para mama
(mamógrafo) mediante a compressão das mamas (o que pode causar
desconforto para algumas pacientes). Com realização de pelo menos duas
incidências distintas para cada mama, a mamografia permite a detecção de
microcalcificações e também de nódulos mamários bem como de outras
alterações.

A classificação BI-RADS® (Breast Imaging-Reporting and Data System) consiste em um sistema internacional de padronização,
avaliação, e interpretação dos exames de imagem mamária. Após essa
análise, é atribuída uma nota ao exame pelo médico que avaliou. A
classificação BI-RADS® se aplica aos exames de mamografia,
ultrassonografia e ressonância magnética de mamas, é o que assegura
maior confiabilidade do exame e serve para os diversos serviços médicos
do mundo se comunicarem com a mesma linguagem. É importante também que
os pacientes cobrem das clínicas/laboratórios de imagem que essa
avaliação esteja disponibilizada em seus exames mamários, o que serve
como um controle de qualidade do exame e maior segurança para todos.

De
uma forma resumida, apresentamos a interpretação do laudo de exames de
acordo à classificação BI-RADS® e a conduta médica em cada caso.

BI-RADS®
Significado
Conduta
0
Exame limitado – avaliação incompleta
Necessita de exames adicionais
1
Exame normal
Controle anual
2
Alterações benignas
Controle anual
3
Exame provavelmente benigno
Controle semestral por um período de tempo
4
Lesão suspeita para câncer
Necessita realização de biópsia
5
Lesão altamente suspeita para câncer
Necessita realização de biópsia
6
Lesão já com diagnóstico de câncer
Tratamento oncológico

Mamografia x Ultrassonografia

Muitas mulheres, por medo da possibilidade de dor durante a realização da mamografia, optam por fazer apenas ultrassonografia, mas essa é uma opção individual e sem respaldo médico. Isso porque a ultrassonografia de forma isolada é inferior à mamografia para o diagnóstico precoce do câncer de mama, podendo ser realizada juntamente com a mamografia conforme recomendação médica, mas nunca de forma isolada no cenário de rastreamento de câncer de mama.

A principal limitação da USM é a incapacidade de detectar
microcalcificações, bem como apesentar um alto número de resultados
falsos positivos (lesões suspeitas na ultrassonografia levando a
necessidade da biópsia de várias lesões que na realidade são benignas).
As vantagens da USM se encontram na capacidade de diferenciar lesões
sólidas (nódulos) de lesões císticas (cistos mamários), complementar os
casos que geram dúvidas na mamografia e permitir melhor avaliação dos
gânglios axilares. Idealmente, o laudo da ultrassonografia mamária deve
seguir as normatizações e classificação BI-RADS® conforme comentamos
acima.

Adolescentes e mulheres jovens são exceção

Como o
câncer de mama é raríssimo em adolescentes e em mulheres com menos de 30
anos, as sociedades médicas não recomendam a realização de mamografia
de rotina nesta faixa etária – mas, se o médico achar pertinente por
alguma suspeita clínica, a mamografia poderia ser realizada em casos
muito selecionados. A grande limitação da mamografia nesta faixa etária é
que, em geral, as mama das pacientes são extremamente densas, não
permitindo a identificação de lesões ainda que elas estejam presentes,
gerando o que chamamos de resultado falso negativo (ou seja, a paciente
tem uma lesão na mama, mas a mamografia esta normal). Na faixa etária
dos 30 aos 40 anos a ocorrência de câncer de mama também é pouco usual,
não fazendo parte das recomendações gerais de rastreamento de câncer de
mama por parte da sociedades médicas. Vale lembrar que o que comentamos
acima se aplica a população de risco habitual, o que corresponde a
maioria da população.

Saiba mais:
Você sabe tudo sobre a mamografia?

Para mulheres nas faixas etárias mais
baixas, no caso de queixa ou presença de nodulações mamárias, é
recomendado procurar um médico, que irá proceder com uma avaliação
clínica minuciosa e na sequencia poderá solicitar exames como a
ultrassonografia mamária, principalmente para a avaliação de nodulações
de baixa suspeição de câncer de mama – permitindo diferenciar
precisamente nódulos (conteúdo sólido) de cistos mamários (conteúdo
líquido), e em alguns casos muito particulares até mesmo uma mamografia.

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Brócolis: benefícios, receitas e melhor forma de preparo

O brócolis é um vegetal crucífero do gênero Brassica, fonte de ácido fólico, antioxidantes, fibras, cálcio e vitamina A e vitamina C. Sua provável origem se deu na área leste do Mediterrâneo, de acordo com a nutricionista Cintya Bassi, do Grupo São Cristóvão Saúde. Entre os benefícios para a saúde associados ao consumo desse alimento, estão: proteger o coração, melhorar o funcionamento do intestino e até fortalecer a imunidade. Abaixo, entenda mais sobre esse vegetal e veja bons motivos para incluí-lo em seu prato.

Benefícios do brócolis

O brócolis é rico em fenóis, flavonoides, selênio e vitamina C, que, como afirma Marisa Resende Coutinho, nutricionista da Rede de Hospitais São Camilo de SP, lhe confere as propriedades de aumentar a atividade enzimática, favorecendo a absorção de nutrientes e inibindo as nitrosaminas (substâncias carcinogênicas). «Ainda combate os radicais livres,protege contra doenças cardíacas e circulatórias, melhora a imunidade celular, além de ter propriedade antioxidante. É também rico em fibras, favorecendo a regulação da função intestinal», completa.

  • Ajuda no emagrecimento
  • Tem ação desintoxicante
  • Ajuda no combate ao câncer
  • Ajuda a controlar o colesterol e as doenças cardíacas
  • Fortalece o sistema imunológico
  • Combate radicais livres
  • Ajuda a regular o intestino.

Informação Nutricional do Brócolis (porção de 100 gramas)

Nutriente
Quantidade
Calorias
25kcal
Carboidrato
4,4g
Proteína
2,1g
Lipídeos
0,5g
Colesterol
NA
Fibra alimentar
3,4g
Cálcio
51mg
Magnésio
15mg
Sódio
2mg
Manganês
0,12mg
Fósforo
33mg
Ferro
0,5mg
Potássio
119mg
Cobre
0,08mg
Zinco
0,2mg
Vitamina C
42,0mg

Referência: TACO – Tabela Brasileira de Composição de Alimentos

Brócolis ajuda no emagrecimento

O brócolis é um alimento com uma quantia baixa de calorias (25 kcal a cada 100g), além de ser rico em fibras, o que confere maior saciedade – então, sim, ele pode ser um aliado na perda de peso. «Além disso, por conter polifenóis, sugere-se teoricamente uma ajuda no combate à obesidade. Esses efeitos ocorreriam por meio da modificação do ciclo de vida do adipócito (célula gordurosa), com a supressão do crescimento do tecido adiposo pela modulação do metabolismo desse tipo de célula de gordura. Entre os mecanismos envolvidos nesse processo, temos a indução da lipólise (quebra da célula gordurosa), a diminuição do acúmulo de lipídios e a indução da apoptose (morte) dos adipócitos», explica Marisa.

Receitas

Receita de panqueca salgada de brócolis: saudável e muito nutritiva

  • Torta de frango com brócolis
  • Omelete light de brócolis e queijo branco
  • Brócolis com molho de grão de bico
  • Pizza com massa de brócolis
  • Muffin de brócolis com pimenta rosa

Ação desintoxicante

Se pensarmos na função antioxidante, «o brócolis possui a propriedade de reduzir os radicais livres, induzindo enzimas que atuam na desintoxicação de agentes carcinogênicos», diz Marisa. Além disso, Cyntia acrescenta outro fator que conta a favor dessa ação: «Esse vegetal possui em sua composição um antioxidante conhecido por sulforafano, que estimula a produção de enzimas que são desintoxicantes naturais», afirma.

Aliado no combate ao câncer

Por ter propriedades antioxidantes e substâncias inibidoras de nitrosaminas (cancerígenas), Marisa afirma que o brócolis pode ajudar a evitar o desenvolvimento do câncer. «Destacam-se como potenciais efeitos dos compostos fenólicos, em termos de promoção de saúde humana, as propriedades anti-inflamatória, antimicrobiana, antialérgica e antitumoral. No entanto, sua atividade antioxidante é tida como a mais importante», completa.

Cyntia destaca ainda que «existem estudos que apontam que a substância conhecida como glicosinolato, presente no Brócolis, tem ação anticarcinogênica, atuando de forma modesta, porém positiva, contra o câncer de pulmão, próstata, bexiga e cólon, por exemplo».

Além disso, o sulforafano é alvo de diversos estudos por ter grande eficácia na prevenção e no tratamento de tumores, como por exemplo a pesquisa conduzida pelo Instituto Linus Pauling na Oregon State University (EUA) e publicada na revista Molecular Nutrition & Food Research. Os resultados apontam que o sulforafano consegue destruir apenas as células cancerígenas, deixando intactas as demais células saudáveis do órgão afetado pelo tumor. Os pesquisadores usaram como base homens que apresentavam câncer de próstata e constataram que, após o consumo do vegetal, esses participantes tinham uma inibição da enzima HDAC – efeito que é conseguido com medicamentos para tratar o câncer. Porém, vale lembrar que a alimentação não substitui o acompanhamento médico e o tratamento indicado por um especialista.

Combate ao colesterol e doenças cardíacas

De acordo com Cyntia, por ser rico em fibras, que, por sua vez, reduzem a absorção do colesterol e aumentam a sua excreção, o brócolis pode ser sim um aliado contra esse problema. Marisa explica que «o brócolis, assim como os demais vegetais da família das brássicas, pode atuar na modulação de várias vias celulares que são cruciais nas doenças cardíacas, pois elas impedem a oxidação da lipoproteína de baixa densidade (LDL, conhecido como colesterol «ruim») e induzem as enzimas envolvidas na desintoxicação de agentes carcinogênicos, como a glutationa-S-transferase».

Brócolis e desconforto intestinal

Se, por um lado, suas fibras ajudam a regular o trato intestinal, por outro, esse alimento pode trazer muito incômodos para pessoas com facilidade para ter flatulência. «O brócolis é um alimento que pode aumentar a produção de gases e a sensação de inchaço abdominal, então, nesses casos ele precisa ser consumido com mais moderação. Porém, se o problema for constipação, ele pode auxiliar na regulação intestinal, por causa da quantidade de fibras presentes no alimento», detalha Cyntia.

Contudo, uma pesquisa da Universidade de Liverpool (Reino Unido) descobriu que as fibras solúveis dos brócolis podem se fixar nas paredes intestinais, ajudando a evitar o progresso da Doença de Crohn – caracterizada por inflamações locais que causam diarreia, vômito e perda de peso.

Brócolis ajuda a tratar anemia?

O brócolis, como afirma a nutricionista Juliana Dantas, assistente de projetos do Hospital do Coração, possui grandes quantidades de ferro em sua composição, porém com baixa biodisponibilidade, isto é, nem tudo é absorvido. «Desta forma, uma alimentação com mais alimentos fonte de ferro, além do brócolis, pode ser aliada no tratamento da anemia», conclui.

Fortalece o sistema imunológico

Por fornecer nutrientes importantes para o sistema imunológico, como, por exemplo, a vitamina C, que estimula a atividade dos leucócitos; a vitamina A, que além de aumentar a diferenciação entre as células de defesa, melhora a integridade da epiderme e das mucosas; o ácido fólico, que auxilia na manutenção de uma produção adequada de linfócitos e imunoglobulinas; e o ômega 3, que tem ação anti-inflamatória, o brócolis pode sim fortalecer o sistema imune, de acordo com Cyntia.

Reduz o risco de complicações do diabetes

Especialistas da Universidade de Warwick, no Reino Unido, apontam mais um benefício do sulforafano: produção de enzimas que protegem os vasos e de moléculas capazes de reduzir danos causados às células pelo excesso de açúcar. Segundo o estudo, o composto reduziu em até 73% o nível de moléculas chamadas Espécies Reativas do Oxigênio, que são produzidas em excesso quando o organismo concentra altos níveis de açúcar. A descoberta interessa, especialmente, os pacientes com diabetes, vítimas de danos aos vasos sanguíneos.

Os autores do estudo, divulgado na publicação científica da American Diabetes Association, afirmam que pessoas com a doença têm um risco até cinco vezes maior de apresentar ataques cardíacos e infartos, que podem ser provocados pela má circulação do sangue.

Protege o pulmão

O sulforafano, mais uma vez, foi objeto de estudo e demonstrou ser eficaz para eliminar bactérias que afetam os pulmões. Normalmente, nosso organismo é capaz de limpar pequenas partículas de pó, resíduos e bactérias estranhas que entram através do ar – entretanto, pessoas que fumam ou possuem doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) não conseguem exercer essa tarefa muito bem, porque a capacidade pulmonar está prejudicada.

Um estudo publicado na revista americana Science Translational fez uma análise das células do sistema imunológico de mais de 300 pacientes com DPOC. Os pesquisadores da Universidade Johns Hopkins (EUA) constataram que o brócolis é capaz de melhorar a condição dessas pessoas ao ajudar os pulmões na eliminação de substâncias nocivas.

Protege a saúde do cérebro

O ácido fólico do brócolis pode ser um ótimo protetor do cérebro. Especialistas do US National Institute on Aging analisaram 579 pessoas com mais de 60 anos de idade. Eles observaram que os adultos habituados a consumir, pelo menos, 400 microgramas de ácido fólico por dia tinham um risco 55% menor de desenvolver Alzheimer, doença característica da velhice e que prejudica a memória.

Cientistas da Dundee University (Reino Unido) também estão investigando as propriedades do sulforafano do brócolis contra doenças degenerativas. Eles acreditam que essa substância pode ajudar o cérebro a se manter ativo e em ótimo funcionamento com o avanço da idade, podendo retardar e até mesmo parar a progressão do Alzheimer.

Prevenção e combate à artrite

Artrite é uma inflamação em uma ou mais articulações, causada pela quebra da cartilagem que as protegem. Especialistas da Universidade de East Angliaum, na Inglaterra, incentivam o consumo de brócolis para ajudar a prevenir e tratar esse problema, uma vez que o sulforafano pode diminuir essa destruição da cartilagem. Eles ainda pretendem realizar mais pesquisas para confirmar se essa substância pode penetrar nas articulações e reverter o desenvolvimento da doença.

Embora o sulforafano também seja encontrado em outros vegetais, como couve-flor e repolho, está em maior concentração nos brócolis. «A quantidade encontrada nesse vegetal varia de 214mcg/g a 499mcg/g», afirma a nutricionista clínica e esportiva Myrla Merlo.

Como preparar o brócolis para ter mais benefícios?

Os efeitos terapêuticos do consumo de vegetais brássicos, como o brócolis, devem-se, em parte, à atividade dos subprodutos da sua composição, chamados glicosinolatos. «Esses compostos podem ser encontrados nas células vegetais, mas se encontram na forma inativa. Os subprodutos na forma ativa são produzidos quando a célula vegetal é ‘danificada’ pela mastigação ou corte», explica Marisa.

«O método de cocção empregado também influi na quantidade dos glicosinolatos presentes nos vegetais brássicos. Pode haver redução de 30 a 50% nas quantidades iniciais, conforme o método e o tempo empregados. A principal recomendação é de que, sempre que possível, esses alimentos sejam consumidos crus. No caso do brócolis, ele deve preferencialmente ser cozido no vapor, sendo deixado em um ponto de cocção mais ‘ao dente’ e que, se possível, sejam misturadas certas quantidades do vegetal cru e cozido», ela completa.

Inclusive, um grupo de pesquisadores chineses investigou mais a fundo qual seria a melhor forma de preparar o brócolis. De cara, descartaram o jeito mais comum: cozinhar na água ou vapor. O estudo aponta que o calor aplicado nesses métodos reduz a presença de glucosinolato e mirosinase.

O ideal, de fato, seria comer as flores cruas mesmo. Porém, dar uma mordida na cabeça do brócolis cru não abre o apetite de muita gente. Sendo assim, os chineses começaram a testar alternativas. A pesquisa conclui que um fator bem importante é cortar o brócolis e esperar um tempo antes de prepará-lo. A análise observou substâncias presentes no vegetal em três situações: cru; salteado durante quatro minutos logo depois de cortado; e salteado pelo mesmo tempo, mas após descansar 90 minutos. O resultado foi surpreendente: o vegetal que foi preparado imediatamente teve 2,8 vezes menos sulforafano (um antioxidante que reduz a produção de glicose pelo fígado) do que o deixado ?em repouso? por mais tempo.

Referências

Cintya Bassi, do Grupo São Cristóvão Saúde

Marisa Resende Coutinho, nutricionista da Rede de Hospitais São Camilo de SP

Juliana Dantas, Nutricionista Assistente de Projetos do Hospital do Coração

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