Categorías
Todo sobre el embarazo

Colonoscopia: o que é, como é feito, preparação e riscos

O que é colonoscopia

Foto: Vectortiger/Shutterstock
Foto: Vectortiger/Shutterstock

A colonoscopia é um exame que permite ao médico analisar o revestimento interno do intestino grosso e parte do intestino delgado, em uma área que corresponde ao reto, ao cólon e ao íleo terminal. O procedimento serve para encontrar pólipos, tumores, inflamações, úlceras e outras alterações no órgão, sendo atualmente um dos principais métodos de rastreamento do câncer de cólon e reto.

Outros nomes

O paciente também pode realizar uma colonoscopia virtual – exame que também necessita de preparo, mas que não é invasivo, pois é feito por Tomografia Computadorizada.

Preço da colonoscopia

O valor do exame de colonoscopia varia de acordo com a clínica ou o hospital onde o procedimento será feito. Em média, o preço da colonoscopia é de, aproximadamente, R$ 600 no regime particular. Além disso, há planos de saúde que cobrem totalmente a realização do exame.

Colonoscopia no SUS

Fora as opções pagas, o exame também está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS). Para realizar a colonoscopia na rede pública, porém, é necessário apresentar encaminhamento médico e entrar na fila de espera.

Para que serve a colonoscopia

A colonoscopia pode ser indicada para:

  • Procurar um câncer de cólon e reto ou pólipos
  • Procurar a causa de sangue nas fezes ou hemorragia retal
  • Analisar a causa de fezes escuras ou pretas
  • Encontrar a causa de uma diarreia crônica
  • Encontrar uma possível causa para anemia ferropriva
  • Analisar a causa de uma perda de peso inexplicável
  • Analisar o cólon após resultados anormais de um exame de fezes
  • Acompanhar ou tratar a colite
  • Procurar a causa de dor abdominal crônica
  • Para acompanhar pacientes portadores de pólipos.

Contraindicações

A colonoscopia é contraindicada para pacientes com:

  • Abdômen agudo perfurativo
  • Diverticulite aguda
  • Megacólon tóxico
  • Obstrução intestinal.

Além disso, algumas condições fazem com que o exame de colonoscopia seja adiado, como:

  • Infarto recente do miocárdio
  • Embolia pulmonar recente
  • Neutropenia importante
  • Gravidez
  • Aneurisma de aorta ou de ilíaca
  • Esplenomegalia.

Gestantes podem fazer colonoscopia?

Em geral, as mulheres grávidas não são indicadas para fazer a colonoscopia. Primeiramente porque a sedação usada no exame não pode ser ministrada no primeiro trimestre de gestação. Depois porque o excesso de evacuação pode causar desidratações e deficiências vitamínicas, além de ser um procedimento que pode causar desconfortos.

Saiba mais:
Pré-natal: conheça os exames e quando fazê-los

Periodicidade do exame

Foto: crystal light/Shutterstock
Foto: crystal light/Shutterstock

De quanto em quanto tempo é preciso fazer colonoscopia?

Pessoas com histórico familiar de câncer de cólon e reto ou doenças do intestino devem começar a fazer colonoscopias anualmente após os 50 anos, no sentido de rastrear qualquer recorrência. Seu médico pode recomendar o exame mais cedo se o seu risco para câncer de cólon e reto for muito alto. Se você estiver fazendo acompanhamento para alguma doença intestinal, os exames podem ser mais frequentes.

Caso não haja algum fator de risco que obrigue o paciente a fazer o exame mais frequentemente, a indicação é fazer a colonoscopia a partir dos 50 anos e a cada 10 anos em sequência.

Preparação para colonoscopia

Antes de fazer um exame de colonoscopia, o médico pedirá para o paciente interromper o uso de alguns medicamentos durante dois ou três dias, principalmente suplementos de fibras e remédios que contenham ferro.

Outros medicamentos como anti-inflamatórios, anticoagulantes e insulina devem ser discutidos com o médico, que irá avaliar se devem ser interrompidos ou não. Portanto, é importante consultar um profissional sobre quaisquer dúvidas que você tenha sobre o exame de colonoscopia.

Saiba mais:
Estudo relaciona carne vermelha a câncer de intestino

Nos dias que antecedem a colonoscopia, você precisará seguir alguns cuidados para limpar seu cólon. Um ou dois dias antes, você deve parar de comer alimentos sólidos do exame e não ingerir nada vermelho ou roxo, como beterraba e suco de uva. O consumo de bebida alcoólica também está proibido no dia anterior e no dia do exame, em função dos sedativos, pois seus efeitos podem se intensificar.

O médico também irá receitar um medicamento laxativo, que deverá ser ministrado conforme suas instruções. Isso porque o intestino grosso, onde ficam depositadas as fezes, deverá estar limpo para que o profissional possa fazer a análise do órgão.

Portanto, nos dias anteriores ao exame, você irá ao banheiro diversas vezes até que a evacuação seja apenas uma água transparente. Esse é o sinal de que o cólon está limpo, preparado para fazer o exame, pois só assim é possível enxergar a mucosa e encontrar lesões.

É importante beber bastante líquido enquanto puder, de preferência com cores claras (como suco de maçã), para não ficar desidratado. Descanse na noite anterior à colonoscopia e pare de comer e beber qualquer coisa no mínimo oito horas antes do exame. Pode ser também que você tome outra solução no dia da colonoscopia, para que, em três horas, você consiga evacuar tudo o que está no intestino.

Para fazer a colonoscopia, é importante que você esteja acompanhado, pois o exame é feito com sedação e seus efeitos podem durar horas, impedindo você de praticar atividades, como dirigir ou trabalhar.

Qual médico faz o exame?

Foto: Stasis Photo/Shutterstock
Foto: Stasis Photo/Shutterstock

Normalmente, a colonoscopia é feita por um gastroenterologista ou um colonoscopista. Muitos desses profissionais são só endoscopistas, isto é, só fazem exames endoscópicos como Endoscopia Digestiva Alta, Colonoscopia, Broncoscopia, etc.

Como é feito o exame de colonoscopia

Foto: Phonlamai Photo/Shutterstock
Foto: Phonlamai Photo/Shutterstock

A colonoscopia é feita em um consultório médico, clínica ou hospital. Você vai precisar tirar a maioria de suas roupas e será dada uma vestimenta própria para o exame.

Após o intestino estar totalmente limpo, é aplicada a sedação e você ficará deitado de lado, com os joelhos dobrados e encostados na sua barriga. Quando a sedação fizer efeito e você dormir completamente, o colonoscopista irá inserir um tubo em seu ânus, chamado colonoscópio.

O colonoscópio é uma haste flexível da espessura de um centímetro (aproximadamente um dedo indicador), com cerca de um metro de comprimento. Ele tem uma uma fonte de luz e uma câmera na sua extremidade, que capta a imagem e transmite para um monitor de televisão.

O médico irá inserir o colonoscópio até o início do intestino delgado, pois é essa extensão do intestino que geralmente fica doente. Durante o exame, caso a sedação não seja geral, você poderá sentir cólicas ou dores agudas, consequentes da movimentação do tubo. Você também poderá sentir vontade de evacuar.

O médico também pode utilizar pequenas ferramentas, como fórceps ou cotonetes, para recolher amostras de tecido (biópsia) ou retirar pólipos. Normalmente, as pessoas não sentem nada. Ao final da colonoscopia, o tubo é lentamente puxado para fora do ânus e a sua área anal será limpa.

Geralmente, a colonoscopia dura de 30 a 45 minutos, mas pode demorar mais, dependendo do que for encontrado e do que é feito durante o teste. Após o exame, você ficará sob observação durante uma ou duas horas. Quando estiver acordado e capaz de andar, você poderá ir para casa.

Usos terapêuticos da colonoscopia

Foto: Christoph Burgstedt/Shutterstock
Foto: Christoph Burgstedt/Shutterstock

Além da parte diagnóstica, a colonoscopia também pode ser usada como procedimento terapêutico, uma vez que não requer incisões. A colonoscopia pode ser usada para:

  • Retirada de pólipos (polipectomias): com ajuda de uma alça na ponta do colonoscópio, o médico laça a base do pólipo e emite uma pequena corrente elétrica, em toda a volta do pólipo, removendo-o por completo
  • Colocação de próteses no intestino
  • Remoção de corpos estranhos (moedas engolidas por crianças, por exemplo)
  • Tratamento de lesões sangrantes.

Possíveis efeitos colaterais

Após o exame de colonoscopia, você poderá sentir algum inchaço e cólicas nas primeiras horas. Você terá gases e sentirá vontade de evacuar com frequência. Se foi feita uma biópsia ou retirada de pólipo, você pode ter traços de sangue nas fezes. Após o período de evacuação mais frequente, pode ser que você passe vários dias sem evacuar.

Recomendações pós-exame

Ao chegar em casa no dia do exame, você pode começar a se alimentar, com líquidos à vontade e um lanche pequeno. É importante tomar bastante líquido para evitar uma desidratação.

Nas primeiras seis horas, deve ser feita uma dieta mais leve, com alimentos de fácil digestão. Após esse período, se você estiver se sentindo bem, pode fazer uma dieta normal.

Se pólipos foram retirados, o médico pode aconselhá-lo a não tomar aspirina e anti-inflamatórios durante uma ou duas semanas.

Complicações e riscos

A chance de acontecer qualquer problema em uma colonoscopia é muito pequena. No entanto, pode ser que as ferramentas utilizadas durante o exame perfurem o revestimento do cólon, causando sangramentos. No geral, o médico percebe esse sangramento durante o próprio exame, já fechando a ferida no mesmo procedimento.

Também pode ocorrer uma perfuração tardia, no geral em decorrência de uma ressecção de pólipo, que pode gerar uma necrose mais profunda, causando sangramento nos dias seguintes ao exame. Nesse caso, o paciente deve ser encaminhado ao médico para tratar a ferida de forma adequada. Procure seu médico se você:

  • Tiver um sangramento persistente nas fezes
  • Tiver uma dor de barriga grave
  • Desenvolver febre
  • Sentir muita tontura
  • Vomitar
  • Ficar com a barriga inchada e firme.

O que significa o resultado do exame?

Por ser um procedimento no qual o resultado é mostrado ao vivo, o colonoscopista será capaz de dizer os resultados imediatamente após o procedimento. Qualquer alteração na cor ou textura da mucosa do intestino, ou mesmo a presença de sangramentos, indica um problema.

As amostras de tecido são enviadas para um laboratório, onde serão avaliadas. Outros resultados do teste são preparados em dois a quatro dias, ou então semanas, dependendo da avaliação.

Resultados normais

O revestimento do cólon deve parecer suave e cor de rosa, com um monte de dobras normais. Não pode haver crescimentos, bolsas, sangramento ou inflamações.

Resultados anormais

A colonoscopia pode indicar:

  • Hemorroidas Pólipos
  • Tumores
  • Uma ou mais feridas (úlceras)
  • Bolsas na parede do cólon (diverticulose)
  • Inflamações
  • Colite
  • Câncer de cólon e reto.

Referências

Dalton Marques Chaves, médico endoscopista do Fleury Medicina e Saúde, CRM 65213 SP

Sociedade Brasileira de Coloproctologia

Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva

Categorías
Todo sobre el embarazo

Rotina de skincare para pele normal: cuidados de manhã e à noite

A pele normal tem aquele toque aveludado que parece perfeita, mas precisa ser cuidada como todas as outras.

Veja quais os cuidados que você deve ter antes de sair de casa e antes de dormir:

Toda manhã

1 – Limpeza

Logo ao acordar, o primeiro passo é fazer uma limpeza com sabonete suave, próprio para o rosto.

Depois, enxugue com uma toalha felpuda e macia.

2 – Hidratação

A hidratação é um passo importante, pois previne o envelhecimento e dá à pele a nutrição necessária. Use um produto indicado para a pele normal.

Saiba mais:
Água termal: o que é, benefícios e como usar na pele e cabelo

3 – Proteção solar

Vai correr na rua? Vai de carro ao trabalho e sair do prédio só no almoço? O protetor solar é essencial em todos esses casos. A cosmetóloga Sheila Belotti recomenda que o filtro solar usado tenha um fator de, no mínimo, 30 FPS. «Ele deve ser reaplicado a cada duas horas, sobretudo, se a pessoa ficar exposta a luz artificial ou solar», completa ela.

Toda noite

1 – Limpeza

A limpeza da noite é feita mesmo se você não tiver saído, naquele fim de semana preguiçoso. «A pele absorve impurezas e poluição mesmo em casa», diz a cosmetóloga.

Toda noite

1 – Limpeza

A limpeza da noite é feita mesmo se você não tiver saído, naquele fim de semana preguiçoso. «A pele absorve impurezas e poluição mesmo em casa», diz a cosmetóloga.

2 – Hidratação

Use o hidratante que ajuda a proteger sua pele dos efeitos do envelhecimento noturno. «Dependendo da sua idade, você poderá fazer ainda uso de cosméticos ou cosmecêuticos de prevenção. Saiba que prevenir é sempre melhor que tratar», afirma Sheila.

Produtos para pele normal

A profissional indicou alguns produtos que podem ser benéficos para esse tipo de pele:

  • Sabonete Líquido Delifresh Organics Lichia Linhaça, da Dermage
  • Sabonete Derma Complex Iluminador com Vitamina C, da Adcos
  • Hidratante Facial Hidracare AOX FPS 35, da Dermage
  • Loção de Limpeza Facial Clarins Water One-Step Cleanser Skin, da Clarins
Categorías
Todo sobre el embarazo

Vertigem: o que é, causas, tratamentos e o que fazer

O que é vertigem?

A vertigem (CID 10 – H81) é caracterizada por uma sensação errada ou distorcida do movimento do próprio paciente ou do ambiente ao seu redor. A palavra vertigem engloba desde a falsa sensação de rotação, denominada vertigem rotatória, como também quaisquer outras sensações errôneas de movimentação, como balanço, inclinação, oscilação ou deslizamento.

Diferença entre tontura e vertigem

De acordo com o otorrinolaringologista Ricardo Dorigueto, a principal característica da vertigem é a sensação distorcida do movimento. O termo tontura, por outro lado, é reservado para quando o paciente descreve uma perturbação da orientação espacial em que não há ilusão de movimento.

Tipos de vertigem

A vertigem e a tontura são as principais manifestações clínicas de doenças do labirinto ou dos seus nervos, de evolução benigna e compensação natural (vertigem periférica). No entanto, podem ocorrer como primeiro sintoma de processos de maior gravidade, como os acidentes vasculares ou tumores do sistema nervoso central (vertigem central).

Vertigem central

A vertigem central, ou Síndrome Vestibular Central, é ocasionada por alterações no sistema nervoso central, como aneurisma, tumor cerebral e enxaqueca, de acordo com o otorrinolaringologista Márcio Freitas.

Entre as formas de reconhecer a vertigem central, está a atenção para os principais sinais de alerta de doenças neurológicas, que são: a presença associada de dor de cabeça, falta de coordenação dos movimentos do corpo, incoordenação da fala e visão dupla.

Vertigem periférica

A presença de náusea e vômito é mais comumente encontrada na vertigem de origem periférica, ou seja, de origem labiríntica. Esse tipo de vertigem costuma ser menos danosa e não indica necessariamente o início de um quadro de saúde mais agravado.

Outras classificações

Vertigem oscilatória

Geralmente, denomina sensação de balanço ou inclinação. «Na vertigem oscilatória, a pessoa tem a sensação de desequilíbrio, com movimentos em várias direções, como se estivesse em um barco», explica Márcio Freitas.

Vertigem rotatória

Na vertigem rotatória, a pessoa sente que ela ou o mundo estão rodando. É aquela em que há sensação de rotação do corpo em relação ao ambiente ou do corpo parado e ambiente rodando.

Causas da vertigem

Segundo a especialista Maura Neves, da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia, as vertigens podem ser desencadeadas por uma série de fatores, entre eles:

  • Isquemias vasculares (principalmente no sistema vertebrobasilar – tronco encefálico)
  • Enxaqueca
  • Esclerose múltipla
  • Tumores da região ângulo-ponto-cerebelar (mais comum é o schwannoma do nervo vestibular)
  • Alterações metabólicas (diabetes, dislipidemia)
  • Doença de Ménière
  • Labirintite aguda viral
  • Uso de medicamentos
  • Doenças cervicais
  • Doenças cardiovasculares
  • Vertigem posicional paroxística benigna

Outros fatores que podem agravar o quadro de vertigem, como afirma o otorrinolaringologista Ricardo Dorigueto, são:

  • Fatores relacionados ao envelhecimento
  • Predisposição genética
  • Sedentarismo
  • Ansiedade
  • Hábitos nutricionais inadequados

Tratamento para vertigem

Márcio Freitas, otorrinolaringologista da Academia Brasileira de Otorrino, explica que, para tratar a vertigem, o mais importante é fazer um diagnóstico correto da patologia – uma vez que existe uma diversidade grande de doenças que causam tontura ou vertigem e é preciso diferenciá-las.

De acordo com o especialista, são necessários exames para o correto diagnóstico, incluindo possivelmente a utilização de medicamentos para diminuir as tonturas e tratar a causa específica. Pode também ser necessária a reabilitação labiríntica, que acontece com exercícios específicos para melhorar o equilíbrio.

O otorrinolaringologista Ricardo Schaffeln Dorigueto ressalta ainda os possíveis procedimentos adotados em alguns casos. Na vertigem posicional paroxística benigna, por exemplo, o médico utiliza manobras de reposicionamento de estatocônios, enquanto que na doença de Ménière se opta geralmente por diuréticos e betaistina.

Ricardo explica também que, se a causa for enxaqueca vestibular, podem ser usados antidepressivos, betabloqueadores e anticonvulsivantes. O paciente deve ser encorajado a praticar atividade física e reduzir o consumo de açúcar, cafeína e outros estimulantes do sistema nervoso central.

Entre os médicos que podem diagnosticar a vertigem e indicar algum tratamento, estão:

  • Neurologistas
  • Otorrinolaringologista

Referências

Maura Neves Otorrinolaringologista Associação Brasileira de Otorrinolaringologia

Ricardo Schaffeln Dorigueto, otorrinolaringologista do Hospital Paulista, dedicado à otoneurologia

Márcio Freitas, otorrinolaringologia, membro da Academia Brasileira de Otorrino e Cirurgia Cervico-Facial e da Academia Brasileira de Cirurgia Plástica da Fac

Categorías
Todo sobre el embarazo

Água de arroz ajuda a clarear a pele? Especialista explica

Muito tem se falado sobre o uso da água de arroz na pele para se obter benefícios, principalmente a redução de manchas, devido a presença de ácido kójico.

Realmente, esse tipo de ácido é interessante para manchas, no entanto ele é resultado da fermentação de algumas substâncias (incluindo o arroz) pelas bactérias ou fungos e portanto, arroz em grão não é fonte desse ácido. Portanto, a divulgação de que a água de arroz pode clarear a pele não condiz com a verdade científica

O arroz parbolizado, o integral e o lavado possuem características químicas discretamente diferentes, sendo mais consistente a maior concentração de lipídios e tiamina (vitamina B1) no integral, que tem a desvantagem de possuir maior teor de elementos tóxicos como o arsênio e o cádmio (no Brasil, bem abaixo dos níveis de toxicidade) e no parbolizado, um maior teor de minerais benéficos, segundo estudos dos pesquisadores brasileiros Poletti, Naves e Silva.

Benefícios reais do arroz para a pele

Os efeitos benéficos do arroz, da aveia e do amido são utilizados a muitos anos na dermatologia para o tratamento de várias afecções da pele, especialmente na área da pediatria, pelas suas propriedades calmantes, nos banhos ou compressas.

A composição do arroz inclui o amido, aminoácidos como a histidina, isoleucina, metionina, triptofano, valina, cistina, fenilalanina, tirosina (tem participação no processo de formação da melanina, mas sem histórico comprovado em literatura científica quanto ao seu efeito referente a água de arroz), albumina, globulina, prolamina e glutelina. Vitaminas como a tiamina (B1), niacina e riboflavina (B2), minerais como o ferro e zinco estão presentes em pequena quantidade no arroz integral e muito menor no arroz lavado. Embora muito pobre em lipídios, o ácido oleico e o linoleico podem ser também identificados.

Como digo nos artigos que costumo escrever, a pele é maravilhosa pela sua capacidade de nos proteger de inúmeros agentes externos e o maior desafio de qualquer tratamento externo (tópico) é a capacidade da substância atravessar essa pele.

Baseados na história do uso de tratamentos naturais e na composição, a água do arroz cru pode ser utilizada como um calmante da pele, as vitaminas do complexo B são importantes para a pele e também para os anexos (unhas e cabelos) e eles individualmente e em concentração adequada podem trazer benefícios. As vitaminas C e E não constam na maioria dos estudos científicos.

Como tratar manchas de forma mais efetiva?

Quanto ao tratamento de manchas, existem diversos produtos no mercado, industrializados e com estudos científicos de efetividade que ajudam a melhorar a coloração, dificilmente curando doenças como o melasma (mancha escura na face), mas ajudando nas outras afecções como pigmentação após processo inflamatório.

Tem perigo aplicar arroz na pele?

E por último, precisamos nos atentar com relação a elementos tóxicos descritos, principalmente de algumas áreas da China, Japão, Índia cujo solo propicia ao aumento de arsênico, tálio, cromo, chumbo, estanho e antimônio. Por sorte, no Brasil o solo é favorável, assim como o sistema de irrigação e com isso podemos dizer que o nosso produto tem níveis muito abaixo dos considerados tóxicos.

Categorías
Todo sobre el embarazo

Eletroencefalograma: exame avalia funcionamento dos neurônios

Eletroencefalograma é o teste que avalia a atividade elétrica do cérebro. É um procedimento rápido, simples e indolor, no qual os impulsos elétricos do cérebro são amplificados e registrados em um pedaço de papel.

Nossos neurônios funcionam e se comunicam a base se impulsos elétricos naturalmente gerados. O eletroencefalograma registra esses impulsos elétricos e mostra se o ritmo e intensidade destes estão dentro do normal. Certas condições, como , podem causar mudanças na atividade cerebral e serem diagnosticadas durante um eletroencefalograma.

Sinônimos

Eletroencefalografia, EEG

Indicações

Um eletroencefalograma pode ser feito para diagnosticar:

  • Epilepsia ou outras causas de convulsão
  • Tumor cerebral
  • Complicações causadas por lesão cerebral ou concussão cerebral
  • Encefalopatias
  • Inflamações no cérebro (encefalite)
  • AVC
  • Distúrbios do sono, como narcolepsia
  • Demência
  • Causas de coma

O exame de encefalograma também pode ser usado para acompanhar o paciente durante cirurgia cerebral ou enquanto ele está sob o efeito de anestesia. Além disso, pode ajudar na investigação de problemas na medula espinhal ou sistema nervoso no geral.

Grávida Pode fazer?

Por ser um exame não invasivo, não há contraindicações durante a gravidez para fazer o eletroencefalograma.

Contraindicações

Não há contraindicações para a realização do eletroencefalograma. Porém, pessoas com seborreia grave ou infecções no couro cabeludo podem ser desaconselhadas a fazer o exame.

Preparo para o exame

Antes de fazer o eletroencefalograma, converse com seu médico ou médica sobre quaisquer medicamentos que você esteja tomando. Em alguns casos, você será orientado a interromper o uso de alguns medicamentos, principalmente tranquilizantes, sedativos e relaxantes musculares. Esses remédios podem afetar os resultados do exame.

É aconselhável não ingerir alimentos ou bebidas que contenham cafeína nas 12 horas anteriores ao teste. Caso você faça ingestão de cafeína nesse período, notifique o responsável por aplicar o exame.

Como os eletrodos são grudados na cabeça do paciente, certifique-se de que seu cabelo está limpo e livre de óleos, cremes ou loções. No dia do exame, lave o cabelo normalmente com xampu e não aplique nenhum produto pós-banho.

Para avaliar certos tipos de atividades cerebrais, você pode ser orientado a passar a noite antes do exame acordado ou dormir menos do que normal (entre 4 e cinco horas de sono). Se é uma criança que está sendo avaliada neste caso, evite que ela tire cochilos antes do teste.

Saiba mais:
Saiba como evitar um AVC

Pessoas que precisam estar privadas de sono para o eletroencefalograma devem considerar não dirigir. Pedir ajuda de um familiar ou buscar outros meios de transporte é aconselhável.

Como é feito

O teste é feito por um técnico em EEG no consultório do seu médico ou a um hospital ou laboratório.

O paciente se deita de costas em uma cama ou cadeira reclinável. Então, eletrodos são colocados em vários locais do couro cabeludo com o auxílio de uma pasta condutora. Além de manter os eletrodos fixos, essa pasta também ajuda a captar os impulsos elétricos do cérebro.

Os eléctrodos são ligados por fios a um aparelho de gravação. A máquina muda os sinais elétricos em padrões que podem ser vistas em um monitor ou desenhadas no papel, como linhas onduladas.

Os eléctrodos são ligados por fios a um aparelho de gravação. A máquina muda os sinais elétricos em padrões que podem ser vistas em um monitor ou desenhadas no papel, como linhas onduladas.

  • Respire rápida e frequentemente durante alguns minutos
  • Observe uma luz brilhante piscar (estimulação estroboscópica)
  • Durma durante o exame. Caso ele não consiga pegar no sono, pode ser administrado um sedativo

O eletroencefalograma é um exame indolor.

Saiba mais:
21 exercícios de neuróbica que deixam o cérebro afiado

Terminado o exame, os eletrodos e o gel utilizado para mantê-los na pele são retirados. Pode ser que fica algum traço do gel nos cabelos ou couro cabeludo. Se for solicitado ao paciente que respire fundo, ele pode se sentir tonto – essa reação é normal e demora alguns minutos para passar.

Em crianças que apresentam comportamentos reativos à realização do exame podem necessitar de sedação para realizar o eletroencefalograma. Nesse caso, o registro é feito durante o sono induzido. No final do exame, a criança é despertada para realização do registro durante a vigília.

Duração do exame

O eletroencefalograma leva em média de 1 a 2 horas para ser feito. O tempo mínimo para a realização do exame é 20 minutos.

Cuidados após o exame

Após o teste, o paciente pode voltar às suas atividades normais. As exceções são aqueles que sofreram com privação de sono ou tomaram medicamentos para dormir, uma vez que devem estar acompanhados de um parente ou amigo.

Riscos

O eletroencefalograma é um exame muito seguro. A atividade elétrica do cérebro é gravada, mas nenhum tipo de corrente elétrica é aplicada no corpo do paciente. O eletroencefalograma não deve ser confundido com terapia por eletrochoque.

Se o paciente possui epilepsia ou outros distúrbios relacionados a convulsões, estas podem ocorrer durante a hiperventilação ou exposição às luzes. Se isso ocorrer, os técnicos estão treinados para prestar os devidos socorros.

Periodicidade do exame

Não há uma periodicidade exata para fazer um eletroencefalograma. Pessoas que tem distúrbios neurológicos podem fazer o exame com mais frequência, enquanto pessoas que não tem alterações ou sintomas podem fazer o exame apenas uma vez ou poucas vezes durante a vida.

Resultados

Os resultados do eletroencefalograma estão disponíveis assim que o teste é confirmado ou no dia seguinte. Diversos tipos de impulsos elétricos são avaliados, bem como a frequência das ondas cerebrais. Qualquer alteração nesse registro pode indicar um problema de ordem neurológica.

Resultados normais

A atividade elétrica do cérebro está normal nos diferentes níveis de atenção. Por exemplo, a ondas cerebrais são mais rápidas quando a pessoa está acordada e mais lentas durante o sono.

Contudo, resultados normais de eletroencefalograma não indicam que a pessoa não tem ou não terá qualquer doença neurológica no futuro, como convulsão. Quem possui histórico familiar ou fatores de risco para esses problemas deve fazer o exame com mais frequência, conforme orientação médica.

Resultados anormais

Um eletroencefalograma anormal pode indicar:

Saiba mais:
Estímulos cerebrais podem tratar epilepsia
  • Sangramento anormal (hemorragia)
  • Estrutura anormal no cérebro (como um tumor)
  • Morte de algum tecido que bloqueia o fluxo cerebral (pode ser causado por AVC)
  • Abuso de drogas ou álcool
  • Enxaqueca e outros tipos de cefaleia
  • Epilepsia
  • Distúrbios do sono (como narcolepsia)
  • Edema cerebral

O que pode afetar o resultado do teste?

Algumas situações podem interferir nos resultados do exame ou impedir que a pessoa faça o eletroencefalograma na data programada:

  • Excesso de atividade física
  • Ingestão de alguns medicamentos
  • Jejum antes do teste
  • Ingerir alimentos ou bebidas risco em cafeína
  • Estar inconsciente por conta de abuso de drogas ou hipotermia
  • Presença de seborreia grave ou infecções no couro cabeludo

Referências

Clínica Mayo – organização sem fins lucrativos dos Estados Unidos que reúne conteúdos sobre doenças, sintomas, exames médicos, medicamentos, entre outros.

LabTestsOnline – site projetado para ajudar pacientes e cuidadores a entender os muitos testes de laboratório que podem ser pedidos pelos médicos. O site é produzido pela AACC, uma organização profissional científica e médica global dedicada a ciência de laboratório clínico e sua aplicação aos cuidados de saúde.

Categorías
Todo sobre el embarazo

Inverno pede cautela para pessoas que têm problemas circulatórios

O tempo frio é um grande amigo dos pacientes portadores de insuficiência venosa crônica, varizes, pois nesta época eles têm menos edema (inchaço), sentem menos dor na perna e se esquecem um pouco do seu problema estético, já que não colocam roupas curtas e não frequentam muito os clubes para nadar. Nós, que moramos em um país tropical com predomínio absoluto de dias quentes, às vezes não damos a importância devida ao frio. Principalmente pessoas idosas e com problemas arteriais devem evitar se expor sem proteção.

Mas os pacientes que têm má circulação, o que chamamos de doença arterial obstrutiva periférica, sofrem mais. Quando a pessoa tem dificuldade de circulação já diagnosticada, ela tem a passagem do sangue dificultada por placas de gordura, cálcio e pela própria degeneração da parede do vaso ao longo dos anos. Por esse motivo, chega menos sangue para a manutenção das funções vitais, inclusive manutenção da temperatura, e chega com mais dificuldade às extremidades.

O frio contrai as artérias (vasoconstrição) e dificulta ainda mais a chegada de sangue arterial principalmente nas extremidades das pessoas que já têm o problema. Pessoas que sabidamente apresentam problemas de circulação arterial, fumantes, diabéticos que já têm comprometimento vascular e portadores de doenças reumáticas devem evitar se expor ao frio intenso. O organismo gasta muita energia para aquecer o corpo e particularmente as extremidades. Por esse motivo, esses pacientes devem se agasalhar bem, usar meias de lã, luvas e cachecol se o frio for intenso. Quando for praticar exercícios ao ar livre, é recomendável usar agasalhos de ginástica até aquecer o corpo, evitando variações bruscas de temperatura.

Entre os sintomas mais comuns, os pacientes que têm claudicação intermitente (dor ao caminhar) podem apresentar essa dor com menos tempo de caminhada ou em curtas distâncias de subidas. Na prática de esportes, a chance de um evento cardíaco é maior, pois muito do sangue é desviado para os músculos, então deve-se praticar com prudência, lembrando dos seus limites.

Certas pessoas quando expostas ao frio intenso apresentam uma disfunção circulatória em que as mãos ficam pálidas, com manchas vermelhas e depois azuis. Chamamos de fenômeno de Raynaud, e é muito desagradável. A melhor forma de evitar é se proteger, principalmente as extremidades, ao se expor ao frio intenso.

Conselhos básicos para pacientes portadores de falta de circulação no inverno:

  • Não menospreze o frio, procure se agasalhar e poupar suas energias
  • Na prática esportiva, reconheça os seus limites
  • Se usa medicamentos para circulação (vasodilatadores), veja com seu médico se vai precisar reajustar a dose
  • Evite mudanças bruscas de temperatura. Se for sair de um ambiente frio para um aquecido ou vice-versa, vá devagar para se acostumar
  • Use e abuse das sopas, caldos quentes e comidas típicas desta estação, lembrando que devemos evitar as gorduras de origem animal
Categorías
Todo sobre el embarazo

Dieta Dukan: o que é, cardápio, fases e passo a passo

A dieta Dukan é um método de emagrecimento criado pelo médico nutrólogo Pierre Dukan. Ela prevê o consumo de grande quantidade de proteínas e a redução da ingestão de carboidratos. Neste método a pessoa possui no máximo uma variedade de 100 alimentos que podem ser consumidos nas fases de emagrecimento.

Foto: Shutterstock
Foto: Shutterstock

Esta dieta se divide em quatro fases: ataque, cruzeiro, consolidação e estabilização. De acordo com o criador do método, as duas primeiras fases, ataque e cruzeiro, tem como objetivo a perda de peso, enquanto as duas últimas, consolidação e estabilização, existem para estabilizar o quanto de peso foi perdido.

Como fazer cada fase da dieta Dukan

O método se divide em quatro fases: Ataque, Cruzeiro, Consolidação e Estabilização. A seguir, entenda como é cada uma delas e veja os cardápios elaborados pela nutricionista Clarissa Fujiwara de cada uma:

Fase de Ataque

Com duração de um a sete dias, nesta fase a pessoa só pode ingerir 66 alimentos ricos em proteínas. Estes alimentos podem ser ingeridos à vontade. Também é orientado consumir 1,5 colheres de sopa/dia de farelo de aveia. Segundo os criadores, nesta fase a pessoa pode perder até 5 quilos.

Cardápio de 1 dia da fase de ataque

Exemplo de cardápio com 1.000 calorias por dia

Refeição
Sugestão
Café da manhã
1 xícara de café (opcional), 1 copo (200 ml) de leite desnatado, 1 e ½ col. (sopa) de farelo de aveia e 1 ovo mexido
Lanche da manhã
Rolinho de 2 fatias (40g) de peito de peru
Almoço
1 filé grande (150g) de carne bovina sem gordura e rolinho de 2 fatias (40g) de presunto magro
Lanche da tarde
1 pote de iogurte 0% gordura
Jantar
8 colheres de sopa de frango desfiado com ervas-finas e 2 col. sopa rasas de queijo cottage 0% gordura
Ceia
1 xícara (chá) de camomila

Fase Cruzeiro

São acrescentados às 66 proteínas, 34 legumes e verduras, totalizando os 100 alimentos que podem ser consumidos. Esta fase dura 7 dias para cada quilo perdido. Também é orientado consumir 2 colheres de sopa/dia de farelo de aveia. De acordo com os criadores do método, o esperado nesta fase é que a pessoa perca um quilo por semana.

Cardápio de 1 dia da fase cruzeiro

Exemplo de cardápio de 1.200 calorias ao dia

Refeição
Sugestão
Café da manhã
1 xícara de chá verde ou branco, 1 panqueca de farelo de aveia (feita com 1 clara de ovo + 2 colheres de sopa farelo de aveia + ½ colher de sopa de requeijão 0% gordura + 1 colher de sopa de adoçante em pó + 1 colher de chá de fermento em pó) e 2 colheres de sopa rasas de queijo cottage 0% gordura
Lanche da manhã
1 copo de iogurte natural desnatado
Almoço
1 prato de sobremesa de rúcula e tomate cereja, 1 fatia (30g) de queijo branco 0% gordura em cubos com manjericão e 2 filés (200g) de peito de frango ao curry
Lanche da tarde
Rolinho de 2 fatias (40g) de peito de peru
Jantar
1 prato de sobremesa de alface roxa, palitinhos de pepino e brócolis, 1 lata de atum ao natural e 1 ovo cozido
Ceia
1 xícara (chá) de erva-doce

Fase de Consolidação

Entenda quais os prós e contras da dieta Dukan - Foto: Getty Images
Entenda quais os prós e contras da dieta Dukan – Foto: Getty Images

Aos 100 alimentos são acrescentadas frutas, pão integrais, queijos e carboidratos. A pessoa também passa a ser autorizada a fazer duas «Refeições Gala», em que podem comer o que quiserem desde que não repitam o prato e não façam duas refeições deste tipo seguidas. Também é orientado consumir 2,5 colheres de sopa/dia de farelo de aveia. Esta fase dura 10 dias por peso perdido.

Cardápio de 1 dia da fase de consolidação

Exemplo de cardápio de 1.400 calorias diárias

Refeição
Sugestão
Café da manhã
1 pote de iogurte 0% gordura, 2 colheres de sopa farelo de aveia, 1 fatia de pão de forma integral e 1 colher sopa cheia de creme de ricota light
Lanche da manhã
1 xícara de café (opcional) e 1 copo (200 ml) de leite desnatado
Almoço
1 prato de sobremesa de repolho roxo, rabanete e palmito, 1 filé (100g) de carne bovina sem gordura, 4 colheres de sopa de batata-doce e 1 laranja
Lanche da tarde
1 fatia de pão de forma integral e 2 fatias (40g) de peito de peru
Jantar
1 prato de sobremesa de acelga, broto de feijão (Moyashi) e cogumelos, 1 posta (100g) de salmão ou atum e 4 colheres de sopa de ervilha ou vagem
Ceia
1 xícara (chá) de erva-doce e 1 maçã assada com canela em pó

Fase de Estabilização

Nesta fase a alimentação é livre. Contudo, os adeptos do método precisam seguir três regras: uma vez por semana ingerir apenas proteínas, é recomendado que isso ocorra nas quintas-feiras, comer 3 colheres de sopa de farelo de aveia por dia e praticar 20 minutos de caminhada diária com o abandono para sempre dos elevadores.

Cardápio de 1 dia da fase de estabilização

Exemplo de cardápio de 1.600 calorias

Refeição
Sugestão
Café da manhã
1 xícara de café (opcional), 1 copo (200 ml) de leite desnatado, 2 fatias de pão de forma integral, 1 colher sopa cheia de creme de ricota light e ½ mamão papaya
Lanche da manhã
1 xícara de café de mix de nuts (castanhas, amêndoas e nozes)
Almoço
1 prato de sobremesa de alface americana, cenoura e couve-flor, 1 filé de sardinha cozida em pressão com pimentão e cebola, 4 colheres de sopa de grão-de-bico e 1 fatia grossa de melão
Lanche da tarde
1 copo de iogurte natural desnatado batido com 1 xícara de chá de frutas vermelhas (morango, framboesa e/ou amora) e com 2 colheres de chá de semente de linhaça + chia
Jantar
1 prato de sobremesa de repolho roxo, couve-manteiga e berinjela, 1 filé (100g) de peito de frango assado ao molho de laranja e 4 colheres de sopa de arroz integral
Ceia
Mingau de (200 ml) de leite desnatado e 3 colheres de sopa farelo de aveia

Especialista responde sobre os alimentos da dieta Dukan:

Por que o farelo de aveia é tão importante na dieta Dukan?

Quais os alimentos mais consumidos no método?

Quais os queijos permitidos nesta dieta?

É possível consumir condimentos como o ketchup nesta dieta?

Chá verde é permitido nesta dieta?

Pode-se comer frutas na dieta Dukan?

O que fazer se eu comer um alimento fora da dieta em alguma das fases?

Por que a Dieta Dukan ajuda a emagrecer

Reduzir drasticamente os carboidratos da dieta de fato leva ao emagrecimento rápido. Isto porque ao cortar os carboidratos o corpo fica sem sua principal fonte de energia. Por isso, o organismo irá utilizar o glicogênio, pequena reserva de energia que fica no músculo e fígado.

Temos armazenado cerca de um quilo e meio de glicogênio, que sempre se agrega ao H2O, portanto também há cerca de 3 litros de água. Essa reserva costuma ser gasta na primeira semana da dieta Dukan, fazendo com que a pessoa perca 4,5 kg. Mas é importante destacar que esses 4,5 kg perdidos não são de gordura, mas sim de glicogênio e água, dando uma falsa ideia de emagrecimento saudável.

Nas semanas seguintes, o grande consumo de proteínas proposto pela dieta fará com que o organismo busque energia no tecido adiposo, então ocorre a queima de gordura. Além disso, a proteína favorece a liberação de um hormônio chamado glucagon que estimula o corpo a realizar maior queima de tecido adiposo para que vire energia.

Além da queima de gorduras, a restrição de proteínas também leva à queima de músculos. Isto porque a outra fonte de energia que o organismo utiliza diante da falta de carboidratos vem dos aminoácidos presentes nos músculos.

Esta queima de músculos provocada é especialmente prejudicial para processo de emagrecimento, pois estes músculos gastam muita energia para existir, ou seja, a existência deles ajuda na perda de peso.

Vantagens da Dieta Dukan

A grande vantagem da dieta Dukan está em proporcionar o rápido emagrecimento. Isto porque ao reduzir drasticamente o consumo de carboidratos o corpo fica sem sua principal fonte de energia. Então, o organismo irá utilizar o glicogênio, pequena reserva de energia que fica no músculo e fígado.

O ser humano costuma ter armazenado cerca de um quilo e meio de glicogênio, que sempre se agrega ao H2O, portanto também há cerca de 3 litros de água. Essa reserva costuma ser gasta na primeira semana da dieta Dukan, fazendo com que a pessoa perca 4,5 kg. Mas é importante destacar que esses 4,5 kg perdidos não são de gordura, mas sim de glicogênio e água, dando uma falsa ideia de emagrecimento saudável.

Passada essa fase, o grande consumo de proteínas proposto fará com que o organismo busque energia no tecido adiposo, então ocorre a queima de gordura. Além disso, a proteína favorece a liberação de um hormônio chamado glucagon que estimula o corpo a realizar maior queima de tecido adiposo para que vire energia. Além da queima de gorduras, a restrição de proteínas também leva à queima de músculos.

Ao proporcionar o rápido emagrecimento, a dieta faz com que a pessoa se sinta animada a continuar este processo de perda de peso. Isto eventualmente pode fazer com que ela aceite realizar a reeducação alimentar e assim perca peso de forma saudável.

Desvantagens da Dieta Dukan

Monótona: Nas duas primeiras fases só podem ser ingeridos no máximo 100 alimentos, de modo que este método de emagrecimento se torna muito monótono.

Efeito sanfona: este plano alimentar não ensina uma reeducação alimentar. Ela faz com que as pessoas reduzam drasticamente o consumo de carboidratos e depois não ensina os adeptos do método a seguirem uma alimentação saudável, com todos os nutrientes ingeridos de forma balanceada. Por isso, as chances de reganho de peso são altas.

Difícil de manter: Cortar ou reduzir drasticamente um determinado macronutriente, como os carboidratos, é muito difícil. Por isso, os adeptos do método encontram problemas ao segui-lo.

Riscos do método

Prejudica os rins: A dieta Dukan leva ao consumo em excesso de proteínas e esse excesso é excretado pelos rins. Porém, o constantemente excesso de proteínas começa a sobrecarregar os rins e pode causar até mesmo um quadro de insuficiência renal.

Fadiga e dores de cabeça: Com a falta de carboidratos, o corpo tende a converter gordura em energia o que leva a liberação de substâncias chamadas de corpos cetônicos. Em excesso essas substâncias podem causar enjoos e náuseas. A redução de carboidratos também irá causar sensação de cansaço.

Causa a perda de músculos: A restrição de carboidratos leva à queima de músculos. Isto porque a outra fonte de energia que o organismo utiliza diante da falta de carboidratos vem dos aminoácidos presentes nos músculos. Esta queima de músculos é especialmente prejudicial para o processo de emagrecimento, pois estes músculos gastam muita energia para existir, ou seja, a presença deles ajuda na perda de peso.

Aumenta o risco de câncer: Diversos estudos apontam que o consumo em excesso de proteínas de origem animal aumenta o risco de câncer. E este método estimula o consumo de grande quantidade de proteínas de origem animal, sendo que em algumas fases as proteínas de origem vegetal sequer podem ser ingeridas.

Causa hipoglicemia: Por reduzir drasticamente a quantidade de carboidratos, este método pode levar à hipoglicemia, baixo nível de açúcar no sangue, que causa muita fraqueza e até mesmo desmaios.

Afeta o humor: este plano alimentar pode levar ao mau humor. Isto porque o organismo precisa de carboidratos para levar o triptofano ao cérebro. O triptofano é essencial para a síntese de serotonina, que por sua vez é importante na modulação do humor e bem-estar. Assim, a redução do consumo de carboidratos pode causar o mau humor.

Causa a descalcificação óssea: Ingerir grandes quantidades de proteína animal faz com que o sangue fique mais ácido e para que ele volte ao ph normal, o organismo utiliza o cálcio presente nos ossos. Portanto, a dieta Dukan aumenta o risco de descalcificação óssea.

Saiba mais:
Oito sinais indicam que você está fazendo uma dieta maluca

Recomendação

A Organização Mundial da Saúde (OMS) preconiza que a distribuição dos macronutrientes para indivíduos saudáveis seja de: 55 a 75% de carboidratos, 10 a 15% de proteínas e 15 a 30% de gorduras. A dieta Dukan vai completamente contra as orientação da OMS e ainda pode causar uma série de problemas de saúde. Por isso, a grande maioria dos médicos nutrólogos e nutricionistas não recomendam que as pessoas façam esta dieta. Para pessoas com problemas renais este método é ainda mais perigoso, já que afeta a saúde dos rins.

Fontes consultadas

Médico nutrólogo Roberto Navarro
Médico nutrólogo Durval Ribas, presidente da Associação Brasileira de Nutrologia.

Nutricionista Clarissa Fujiwara, mestre em Ciências pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP)

Categorías
Todo sobre el embarazo

Evite o leite empedrado com amamentação regular

Passada a experiência do parto, você deve se preparar para cuidar do seu bebê e o primeiro passo é a amamentação. Neste momento, podem surgir várias dúvidas e, até mesmo, um pouco de desconforto na região das mamas. Mas, isso é muito comum e algumas dicas podem auxiliá-la a passar por esse momento especial de forma tranquila.

No primeiro dia após o parto, os seios ainda estarão macios, entretanto, como o fluxo sanguíneo nesta região aumenta e as células que produzem leite começam a funcionar eficientemente, os seios começarão a ficar mais enrijecidos. Por volta do terceiro ou quarto dia após o parto, eles produzirão um «leite de transição» e podem ficar bem cheios. No final da primeira semana, você verá somente um líquido «branco» (no começo parece com leite desnatado, mas à medida que a amamentação continua, a quantidade de gordura aumenta e ele começa a parecer com o leite integral) e poderá sentir também um pouco de leite «empedrado» (ingurgitamento) nas mamas. A amamentação regular do bebê deverá minimizar a sensação de seios muito cheios.

Saiba mais:
Relactação: como é o método para voltar a amamentar

Massageie delicadamente os seios começando por debaixo do braço até a parte inferior do mamilo. Isso deve reduzir a dor e facilitar a descida do leite

O ingurgitamento mamário ocorre quando os seios ficam muito «carregados» de leite, causando muito desconforto e, às vezes, até dor. A melhor solução para estes casos é amamentar o bebê cada vez que ele tiver fome, esvaziando os seios completamente a cada duas horas. Pode acontecer de eles ficarem tão cheios que o bebê terá dificuldade em conseguir mamar. Se isso acontecer, você deve tirar um pouco de leite manualmente ou com o auxílio de uma bomba automática antes de amamentar o bebê. Fazendo isso, ele conseguirá sugar corretamente. A ordenha manual é feita colocando o polegar sobre o seio, acima da aréola, e posicionando-se os outros dedos embaixo do bico do seio. Delicadamente, mas com movimentos firmes, comprima a mama.

A quantidade de leite produzida aumenta espantosamente durante a primeira semana. Você produz por volta de 15 ml a cada mamada nos primeiros dias. Mas, após o 4o ou 5o dia, o volume pode aumentar para 30 ml e, ao término da primeira semana – dependendo do tamanho e apetite do bebê – você pode passar a produzir de 60 a 180 ml a cada mamada. No final do primeiro mês, ele deve estar mamando cerca de 750 ml de leite por dia.

Algumas gotas de leite colocadas na boca do bebê irão estimular aqueles mais preguiçosos a começarem a mamar. Você pode tentar também algumas técnicas que aliviam o ingurgitamento mamário:

– Faça compressas com água morna e coloque sobre os seios ou tome banhos mornos, deixando cair bastante água sobre eles.

– Para os casos mais sérios, as compressas ou banhos mornos podem não funcionar. Nestes casos, faça compressas frias e, ao mesmo tempo, tire manualmente um pouco de leite.

– Ao amamentar o bebê, tente usar posições diferentes: primeiro sentada e, na vez seguinte, deitada.

– Massageie delicadamente os seios começando por debaixo do braço até a parte inferior do mamilo. Isso deve reduzir a dor e facilitar a descida do leite.

– Nunca tome nenhum medicamento sem orientação médica. O médico saberá orientá-la caso você necessite tomar algum analgésico para aliviar a dor.

Pode acontecer de o leite «empedrar» com mais frequência no início da amamentação e dura apenas alguns dias enquanto o processo de lactação está se desenvolvendo. Contudo, pode acontecer a qualquer momento, mesmo em quem já amamenta há algum tempo. Isso acontece caso as mamadas sejam «puladas» (não sejam muito regulares) e os seios não sejam esvaziados completamente.

Categorías
Todo sobre el embarazo

Chia: semente emagrece, desintoxica e mais 10 benefícios

A chia (Salvia hispanica L.) é uma planta herbácea da família das lamiáceas, da qual também fazem parte o linho e a sálvia, tanto que é conhecida com «salvia hispânica». Originária do México, suas sementes já eram utilizadas como alimento pelos povos das civilizações da América Central há muitos séculos.

A importância do consumo desta semente tem sido reforçada por especialistas em nutrição humana, uma vez que nela são encontrados ácidos graxos poli-insaturados essenciais, fibras, proteínas e outros nutrientes. Mas a fama notória da chia foi conquistada graças aos seus efeitos sobre a dieta.

Isso porque a semente é capaz de favorecer o emagrecimento. Consumi-la significa colher uma lista de benefícios, que incluem desde regular as taxas de colesterol sanguíneo até fortalecer o sistema imunológico.

Para que serve a chia e seus nutrientes

Semente de chia – Por 25 g (uma porção)
Calorias
122 kcal
Carboidratos
10,53 g
Proteínas
4,14 g
Gorduras
7,69 g
Gorduras saturadas
0,833 g
Gorduras monoinsaturadas
0,577 g
Gorduras poli-insaturadas
5,917 g
Fibras
8,6 g
Cálcio
158 mg
Fósforo
215 mg
Magnésio
84 mg
Potássio
112 mg
Ferro
1,93 mg
Zinco
1,15 mg
Vitamina A
14 UI
Vitamina B1 (Tiamina)
0,155 mg
Vitamina B2 (Riboflavina)
0,043 mg
Vitamina B3 (Niacina)
2,208 mg

Tabela do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos

A chia pode ser facilmente consumida junto a saladas ou na mistura de sucos e vitaminas, além de outras receitas, na quantidade de duas colheres de sopa, que equivale a 25 gramas. Ela contém alto teor de ácidos graxos poli-insaturados essenciais, tipos de gorduras consideradas benéficas ao organismo, sendo rica em ácido graxo alfa-linolênico, também conhecido como ômega 3.

Cada nutriente da chia deixa a semente poderosa para a saúde - Créditos: AS Food studio/Shutterstock
Cada nutriente da chia deixa a semente poderosa para a saúde – Créditos: AS Food studio/Shutterstock

Ela também contém carboidratos considerados de baixo índice glicêmico, pois aproximadamente 34,4% da porção de 100 g da semente é composta por fibras alimentares. Por fim, a semente ainda contém compostos fenólicos sendo considerada uma fonte natural de antioxidantes. Entre eles estão o ácido cafeico e ácido clorogênico.

Sua semente é considerada como uma boa fonte proteica por possuir um alto teor de proteínas, sendo em sua maior parte aminoácidos essenciais, ou seja, aqueles que não são produzidos pelo nosso organismo (isoleucina, leucina, lisina, metionina, fenilalanina, treonina, triptofano, valina e histidina). Para se ter uma ideia, precisamos consumir cerca de 50 gramas de proteínas todos os dias de acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), considerando uma dieta de 2 mil calorias diárias. Isso significa que 25 gramas de chia contém 8% da proteína que precisamos em um único dia.

Saiba mais:
Soja: benefícios, tipos, nutrientes e como consumir

Mas a chia transborda mesmo em quantidade de fibras, duas colheres de chia contêm 8,6 g delas. Como temos que consumir 25 gramas dessas substâncias ao dia, isso quer dizer que uma porção tem 34% das fibras de que precisamos diariamente! Veja qual porcentagem do Valor Diário* de alguns nutrientes ela também carrega:

  • 32% de magnésio
  • 16% de zinco
  • 15% de cálcio
  • 13% do ferro
  • 13% de vitamina B3 (niacina)
  • 12% de vitamina B1 (tiamina)
  • 3% de vitamina B2 (riboflavina).

* Valores Diários de referência para adultos com base em uma dieta de 2.000 kcal ou 8.400 kJ. Seus valores diários podem ser maiores ou menores dependendo de suas necessidades energéticas.

Saiba mais:
Alimentos que emagrecem: veja os 10 melhores e como consumi-los

Benefícios da chia

  • Ajuda a emagrecer
  • Previne e controla o diabetes
  • Previne doenças cardiovasculares
  • Regula o colesterol
  • É fonte de cálcio
  • Tem efeito desintoxicante
  • Protege o cérebro
  • Deixa a pele e os cabelos mais bonitos
  • Tem efeito anticelulite
  • Fortalece a imunidade
  • É uma boa fonte de ferro
Saiba mais:
Nutricionistas elegem os 10 melhores cereais para emagrecer

1- Ajuda a emagrecer

Um dos motivos que fazem da chia uma grande aliada na perda de peso está na sensação de saciedade que a semente proporciona. Suas fibras têm a capacidade de absorver muita água, transformando-se em uma espécie de gel. É só fazer o teste, deixando uma porção de molho num copo para perceber a semente inchando em pouco tempo.

Quando é ingerida, a reação é semelhante. Em contato com os sucos gástricos, suas fibras se transformam nesse gel, que aumentam a dilatação do estômago. É esse mecanismo um dos fatores que favorecem a saciedade e, consequentemente, acarreta um menor consumo de alimentos.

Além disso, o consumo regular de chia pode ser benéfico para evitar a formação de gordura localizada, outra grande inimiga de quem luta contra os ponteiros da balança. Um estudo publicado no European Journal of Clinical Nutrition validou uma pesquisa em que onze indivíduos saudáveis consumiram a semente por 12 semanas e obtiveram redução na glicemia após a refeição.

Ou seja, não houve picos de insulina no sangue, sendo assim, a glicose foi liberada lentamente no organismo. Tal processo evita que a gordura seja acumulada e, por consequência, afasta o excesso de peso. Os participantes do estudo também relataram diminuição do apetite até 120 minutos após o consumo da refeição, diferentemente dos indivíduos que não consumiram a chia, mostrando assim seu efeito no aumento da saciedade.

2- Previne e controla o diabetes

Por conter fibras e aumentar o tempo de liberação da glicose, a chia pode ser relacionada com a prevenção do diabetes tipo 2. Funciona da seguinte forma: a digestão dos carboidratos começa na boca e termina no intestino, onde partes maiores de carboidrato são transformadas em tipos diferentes de açúcar (glicose, frutose, galactose) para serem absorvidos.

Quando consumida com fontes de carboidratos (frutas, massas, pães), as fibras da chia têm como efeito a diminuição da velocidade com que o carboidrato sai do estômago e chega ao intestino, para terminar de ser digerido e absorvido, justamente por se transforarem em um gel.

Dessa forma, a glicose é liberada lentamente na corrente sanguínea, fazendo com que o hormônio insulina, necessário para transportá-la até as células, também seja liberado em pequenas doses. A vantagem de tudo isso é que com menos doses desse hormônio circulando no organismo, evita-se assim uma condição chamada resistência à insulina. O quadro ocorre quando é preciso uma quantidade maior do composto para que a mesma quantidade de glicose seja armazenada, e em longo prazo favorece o aparecimento do diabetes.

3- Previne doenças cardiovasculares

O consumo regular de chia é capaz de evitar doenças como infarto, derrame e hipertensão graças as suas grandes quantidades de ômega 3. Esse ácido graxo reduz a formação de coágulos sanguíneos e arritmias, além de diminuir o colesterol circulante no sangue. Além disso, o ômega-3 ajuda na regulação da pressão dos vasos sanguíneos, uma vez que aumenta a fluidez sanguínea, evitando assim, o aumento da pressão arterial.

4- Regula o colesterol

De toda gordura que compõe a chia, aproximadamente 77% são formados por ácidos graxos ômega 3 e ômega 6. Essas gorduras têm como uma de suas principais propriedades reduzir o colesterol ruim (LDL) e aumentar o colesterol bom (HDL), além de baixar os triglicérides na corrente sanguínea. Além disso, as fibras da semente também têm efeito benéfico na diminuição da concentração dos lipídios no sangue, que é o caso do colesterol.

5- É fonte de cálcio

Por ter bastante cálcio, a chia é uma alternativa para indivíduos que têm intolerância à lactose, necessitando de fontes alternativas desse mineral. Porém, alimentos como tofu e gergelim contêm maiores quantidades de cálcio, e vale consumi-los também.

6- Efeito desintoxicante

Os antioxidantes, como o ácido cafeico, de sua composição, são responsáveis por auxiliar na desintoxicação do fígado, além de impedir a formação de radicais livres que agem destruindo as membranas celulares e desencadeando o processo de envelhecimento.

7- Protege o cérebro

Ela também pode favorecer as ligações cognitivas no cérebro. Muitos estudos relacionam os ácidos linoleico e alfa-linolênico presentes na semente com a formação das membranas celulares, as funções cerebrais e a transmissão de impulsos nervosos.

8- Deixa a pele e cabelos mais bonitos

Em sua composição nutricional, a chia também apresenta vitamina A, nutriente que age como antioxidante contra os radicais livres e também auxilia na redução da acne e prevenção do ressecamento da pele. A semente também leva vitamina B2, importante na saúde da pele, unhas e cabelos.

9- Efeito anticelulite

Já se sabe que a chia contém quantidades significativas de ômega 3 e muitos estudos têm relacionado o consumo desse ácido graxo com a diminuição da inflamação, o que seria interessante para diminuir e evitar celulite, um processo inflamatório do organismo.

10- Fortalece a imunidade

Por conter minerais como o selênio e zinco, que auxiliam o sistema imunológico, a chia é importante para reforçar as defesas, afastando de perto doenças como gripes, resfriados e processos infecciosos. Além disso, por ter nutrientes como fósforo, manganês, cálcio, potássio e sódio, a semente é indispensável para a manutenção da integridade e saúde das células.

Saiba mais:
Como consumir goji berry, chia, chá de hibisco e outros alimentos que ajudam a emagrecer

11- Boa fonte de ferro

O mineral, presente em grande quantidade na chia, é muito bem absorvido nesse alimento. Ele é o principal nutriente na formação dos glóbulos vermelhos, que transportam o oxigênio pelo nosso corpo. A redução desses glóbulos e da oxigenação levam à anemia, fadiga e cansaço, aumenta os riscos de infecções e também se relaciona a uma queda na imunidade.

12- Quantidade recomendada de chia

Os especialistas dizem que não há uma quantidade diária estabelecida para o consumo da chia. No entanto, estudos conduzidos em humanos que obtiveram resultados positivos utilizaram 25 g da semente, aproximadamente duas colheres de sopa, uma vez ao dia. Cabe salientar que alguns usaram mais. Mas como ela é calórica, o mais recomendado é manter os 25 g diários.

Como consumir a chia

Ela pode ser consumida crua, triturada ou em forma de gel ou na forma de óleo. A semente mantém suas propriedades em todas estas formas de consumo. Veja como usá-la:

Salada de chia e quinua - Foto: Getty Images
Salada de chia e quinua – Foto: Getty Images

Em forma de gel: deixe uma colher de sopa da semente de molho em 60 ml de água durante aproximadamente 30 minutos. O ideal é consumir o gel assim que ele estiver formado, não sendo recomendado guardar a mistura para comer depois. Depois que a goma é formada, você pode consumi-la na forma pura sem acompanhamentos (ainda que seja pouco comum) ou usá-la no preparo de mingau, sopas, batida em sucos ou em receitas de bolo e até adicionando à molhos de massas, por exemplo.

Substitua os ovos das receitas: o gel formado pela chia pode ser um ótimo substituto do ovo em receitas. Misturando uma colher de sopa da farinha de chia com 60 ml de água, você obtém uma quantidade de gel suficiente para substituir um ovo em qualquer preparação.

Semente seca: em vez de produzir o gel, você pode fazer diferente e adicionar a semente a líquidos como sucos, iogurtes e vitaminas. Uma sugestão é comer a porção no lanche entre as refeições, pois um pote de iogurte desnatado (160 ml) com uma colher de sopa de chia contém apenas 70 calorias.

Óleo da chia: ele pode ser usado para temperar saladas ou para regar a refeição quando já estiver no prato. O aquecimento do óleo de chia não é recomendado, pois o ômega 3 é facilmente oxidado com o calor, perdendo assim suas propriedades.

Na forma de farinha: a farinha pode ser misturada a frutas, sopas, mingaus e sucos de forma mais prática. Esta versão também pode substituir a farinha de trigo no preparo de receitas de pães e bolos. Outra boa pedida é comprar o grão, liquidificar, acondicionar a farinha em um pote e armazenar em geladeira para depois consumir junto da salada.

Chia sozinha ou com outros grãos? Normalmente as pessoas misturam grãos fontes de nutrientes diferentes, para atingir um benefício específico, nem sempre promovido por todos os grãos do mix. Com benefícios à saúde próximos ao da chia, temos a linhaça, o gergelim e o girassol. Mas não é recomendado consumir uma porção de cada uma deles por dia, devido à alta quantidade de calorias que essas sementes possuem. Sendo assim, uma solução pode ser fazer um mix destes grãos e consumir até 25g do mix ao dia.

Compare a chia com outros alimentos

  • Em relação à gordura, ela só perde da linhaça que contém 32,3 g em 100 g de alimento enquanto a chia tem em sua composição 30,74 g em 100 g. Mas vale lembrar que grande parte dessa gordura é proveniente de ômega-3 e omêga-6, benéficos para saúde e que equilibram as taxas de colesterol
Saiba mais:
13 motivos para consumir chia, a semente da vez
  • Se compararmos, porém os ácidos graxos dos peixes de águas profundas, como o salmão, e dos vegetais, existem diferenças. O ômega-3 de origem animal contém mais componentes EPA (ácido eicosapentaenoico) e DHA (ácido docosahexaenóico) do que os de origem vegetal, que não produzidos por nosso organismo e trazem mais benefícios à saúde cardiovascular
  • A chia contém 631 mg de cálcio em 100 g. Mas vale lembrar que apesar de 100 gramas da semente terem mais cálcio do que um copo de leite integral (234 mg), é contraindicado consumir toda essa quantidade do grão, e o mineral do leite é mais facilmente absorvido pelo nosso organismo. Uma porção diária de chia (ou seja, 25 g) tem 158 gramas de cálcio, perdendo para o leite. E seria preciso mastigar muito bem o grão para dispor de todo o mineral que ele contém. Isso torna a semente uma boa opção para quem não pode consumir lactose e precisa de cálcio
  • A semente também contém 112 mg de potássio e 84 mg de magnésio em 25 g enquanto o farelo de trigo (obtido como sobra do processo de refino do trigo, que dá origem à farinha de trigo) não apresenta nenhum dos dois micronutrientes. O magnésio é um mineral que não faz falta em pessoas que consomem as cinco porções recomendadas de vegetais, pois é abundante nesses alimentos. Porém, como a maior parte dos brasileiros não consome os 400 gramas de vegetais e frutas diários indicados pelo Ministério da Saúde (cerca de 90% de acordo com a Pesquisa de Orçamentos Familiares do IBGE), ela é uma boa alternativa para não perder o mineral
  • A chia é considerada uma boa fonte de ferro, porque além de ter o mineral em alta quantidade, ele é mais fácil de ser absorvido na semente do que em alguns vegetais, pois eles acabam presos em uma substância chamada fitato. 25 g de chia contêm 1,93 g de ferro, 65 g de espinafre (o que equivale à quantidade recomendada de folhas verdes escuras para um dia) têm 1,77 g do mineral

Na tabela abaixo você compara a semente com a quinoa, o trigo, a aveia, a linhaça e o amaranto – cinco outros grãos consumidos pelos brasileiros:

Nutrientes (100 g do grão)
Aveia
Farelo de Trigo
Quinoa
Amaranto
Chia
Linhaça
Calorias
394 kcal
360 kcal
380 kcal
373 kcal
485 kcal
495 cal
Carboidratos
67 g
76 g
68,8 g
64 g
42,12 g
43,3 g
Proteínas
14 g
10 g
13,11 g
13,5 g
16,54 g
14,1 g
Gorduras
8 g
2 g
5,77 g
6,89 g
30,74 g
32,3 g
Fibras
9,1 g
2 g
6 g
6,67 g
34,4 g
33,5 g
Cálcio
48 mg
18 mg
129 mg
160 mg
631 mg
211 mg
Potássio
336 mg

740 mg
509 mg
407 mg
869 mg
Fósforo
153 mg

411 mg
558 mg
860 mg
615 mg
Magnésio
119 mg

211 mg
249 mg
335 mg
347 mg
Ferro
4,4 mg
4,2 mg
9,33 mg
7,5 mg
7,72 mg
4,7 mg

Tabela Brasileira de Composição dos Alimentos (TACO) – versão 2, UNICAMP.

Fonte sobre dados nutricionais da chia: Departamento de Agricultura dos Estados Unidos

Onde encontrar

A chia pode ser encontrada em supermercados comuns, lojas de produtos naturais e, até mesmo, em lojas de produtos naturais que vendem seus produtos pela internet.

Malefícios

A chia é um carboidrato, apesar de conter fibras, em excesso, pode levar ao aumento de peso, constipação intestinal (principalmente se o indivíduo não tomar quantidade suficiente de água) e pode levar a desconfortos gástricos uma vez que retarda a saída dos alimentos do estômago.

O consumo excessivo de fibras pode interferir negativamente na absorção de minerais como cálcio e zinco.

Contraindicações

Não há contraindicação ao consumo da chia, porém suplementos devem ser utilizados somente com prescrição médica ou nutricional.

Receitas com chia

Receita de suco energizante com chia e açaí

Agora que você já conhece todos os benefícios da semente, é hora de provar. Você pode adicionar o grão nos pratos doces ou salgados em qualquer refeição do dia.

Receitas com chia: confira 12 pratos saborosos que turbinam a dieta

Fontes consultadas:

Nutricionista Fabiana Honda, da PB Consultoria em Nutrição

Nutricionista Israel Adolfo

Nutrólogo Roberto Navarro (CRM SP 78.392)

Categorías
Todo sobre el embarazo

Aminoácidos: o que são e quais são os essenciais

Aminoácidos ajudam no ganho de massa muscular - Foto: Getty Images
Aminoácidos ajudam no ganho de massa muscular – Foto: Getty Images

Os aminoácidos são moléculas formadas por átomos de carbono, hidrogênio, oxigênio, nitrogênio e alguns podem conter enxofre. A ligação entre os aminoácidos forma as proteínas. Os aminoácidos podem ser produzidos pelo corpo, aqueles não essenciais, ou devem ser obtidos pela dieta, os essenciais.

Entre os suplementos de aminoácidos que existem no mercado estão:

  • BCAA
  • aminoácidos de cadeia ramificada que contam com três aminoácidos essenciais: leucina, isoleucina e valina
  • glutamina
  • leucina
Saiba mais:
Whey Protein: veja os tipos e saiba como tomar

O BCAA tem função na síntese proteica, importante para a recuperação muscular no pós-treino. Além disso, durante o exercício, eles atuam na produção de energia na ausência de carboidrato e o consumo de BCAA também promove a manutenção da concentração de glutamina pós-exercício que estaria envolvida na atenuação da imunossupressão observada após o término do exercício.

A glutamina é um aminoácido importante para a manutenção da mucosa intestinal, recuperação do sistema imune e redução do catabolismo proteico (quebra de proteínas). Já a leucina estimula o mTOR, um regulador da síntese proteica no organismo. Em geral, os suplementos proteicos e de aminoácidos são obtidos do leite.

Saiba mais:
Suplementos alimentares: para que servem, tipos e benefícios

Benefícios comprovados dos aminoácidos

  • Bom para quem pratica exercícios: O consumo de BCAA aumenta a síntese de proteína e reduz a possibilidade de lesão muscular pós-treino
  • Bom contra a encefalopatia hepática: A diminuição de BCAAs pode desencadear a encefalopatia hepática, com manifestações neuropsiquiátricas, neuromusculares e sintomas comportamentais. A suplementação gera uma competição dos aminoácidos ramificados com os aminoácidos de cadeia aromática que passam na barreira hematoencefálica, minimizando a entrada de aminas tóxicas no sistema nervoso central
  • Bom para a imunidade: A reposição dos BCAA após a prática de exercícios intensos é essencial para o metabolismo corporal, especialmente para o sistema imunológico

Benefícios em estudo dos aminoácidos

Ajuda a baixar o colesterol: Há um estudo mostrando que a suplementação com leucina poderia baixar os níveis de colesterol total em ratos sedentários, mas em humanos não há comprovação científica.

Benéfico em alguns tipos de câncer: Pesquisas mostram que alguns suplementos a base de aminoácidos como a glutamina, arginina e o BCAA podem ser indicados por médicos ou nutricionistas no tratamento do câncer, uma vez que estes aminoácidos agem como imunomodulador, sendo substrato fundamental para as células do sistema imunológico, estimulando a multiplicação de linfócitos que auxiliam no aumento das defesas do organismo, além de manutenção de integridade intestinal e manutenção de massa muscular.

Saiba mais:
Albumina: o que é, para que serve e onde está presente

Estudos mostram que a glutamina pode ser utilizada em pacientes de câncer de intestino que fazem quimioterapia. Os resultados demonstram que a glutamina atua na proteção da mucosa gastrointestinal, além de estimular o crescimento da mucosa intestinal, reduzindo as alterações na absorção e permeabilidade intestinal, que pode ser alterada pelo tratamento.

Os aminoácidos também melhoram a imunidade - Foto: Getty Images
Os aminoácidos também melhoram a imunidade – Foto: Getty Images

Uma pesquisa realizada em pacientes com neoplasia de reto, estômago ou pâncreas mostraram benefícios na utilização do aminoácido arginina pré-cirurgia, aumentando a síntese de proteínas e reduzindo a taxa de infecção pós?operatória.

Estudo realizado em 2006 mostrou que pacientes tratados com BCAA (leucina, isoleucina e arginina) possuíram uma melhor resposta metabólica após cirurgia de câncer, uma vez que o BCAA melhora a síntese de proteína muscular mantendo a massa magra do indivíduo, diminuindo risco de perda de peso.

Contudo é preciso cautela ao utilizar os aminoácidos, mais estudos são necessários para avaliar se não pode haver efeitos deletérios a saúde. Além disso, uma pesquisa publicada no Cancer & Metabolism mostrou que a suplementação de leucina em ratos com câncer pancreático levou ao aumento do crescimento do tumor.

Benéfico para gestantes: No caso de gestantes estudos realizados em animais mostram que quando há alcoolismo materno a suplementação de L-glutamina poderia atenuar desequilíbrios ácido-base induzidos pelo álcool e alterações no fluxo sanguíneo. Em casos de depressão gestacional a L-arginina poderia ser um suplemento indicado. Porém, ainda são necessários mais estudos e pesquisas a fim de verificar a real segurança de suplementação humana.

Como consumir os aminoácidos

Os suplementos de aminoácidos devem ser ingeridos somente com orientação. Para esportistas os suplementos podem ser utilizados antes, durante ou após treino, dependendo do tipo de exercício duração e objetivos, em casos de patologias a administração deve ser avaliada para que o benefício seja maior que os riscos.

No caso da glutamina, ela costuma ser ingerida em pó. Para esportistas a recomendação é ingerir a glutamina no pós-treino e antes de dormir. Vale combinar carboidratos simples, como frutas e mel, com o consumo da glutamina. Isto porque esses alimentos potencializam os benefícios do suplemento, pois aumentam os níveis de insulina e consequentemente aceleram a entrada de glutamina nas células musculares, contribuindo para uma recuperação mais rápida.

Já o BCAA é encontrado na forma de cápsulas ou em pó e não há uma versão melhor, o importante é que a dose esteja correta. O momento de ingestão do BCAA também irá depender do tipo de exercício praticado pelo indivíduo, se for musculação ou aeróbico de alta performance. Não é orientado consumir o BCAA em dias que não irá treinar. Tanto a dosagem do BCAA quanto o momento correto de ingeri-lo deve ser determinado por um nutricionista ou um médico especializado.

Quem pode consumir os aminoácidos

Os aminoácidos são indicados para esportistas, fisiculturistas e praticantes de atividades físicas de forma geral. Além disso, os médicos também podem indicar o suplemento para o tratamento de doenças como encefalopatia hepática e degeneração espinocerebelar.

Gestantes, lactantes, crianças e idosos devem evitar o consumo de BCAA e só fazê-lo após orientação médica. Alcoólatras devem evitar o consumo de BCAA, pois estudos mostram que após a ingestão de álcool há um aumento das concentrações de aminoácidos de cadeia ramificada no sangue.

Os alimentos também possuem aminoácidos - Foto: Getty Images
Os alimentos também possuem aminoácidos – Foto: Getty Images

Já a suplementação com a glutamina costuma ser orientada em pessoas que passam por situações que causam um estresse intenso ou depleção do sistema imunossupressor. Nesses casos, pode ocorrer um déficit de glutamina no organismo e a suplementação é recomendada.

Esses problemas acontecem com a prática de exercício acentuada levando ao overtraining, em casos de algumas doenças infecciosas ou inflamatórias ou traumas que desencadeiam uma depleção no sistema imune.

Saiba mais:
Quando o consumo de suplementos é realmente necessário

Cuidados ao consumir os aminoácidos

Antes de ingerir o suplemento de aminoácidos vale verificar sua composição discriminada no rótulo e se o laboratório em que foi produzido cumpre as legislações higiênicas e sanitárias estipuladas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária e se possui registro neste órgão.

É importante manter uma alimentação balanceada. Nenhum nutriente consegue suprir todas as necessidades nutricionais do nosso organismo isoladamente. Assim, para que o metabolismo funcione de forma efetiva e o organismo se mantenha de forma saudável, uma alimentação equilibrada, em quantidade suficiente, e rica em vitaminas e minerais, é sempre essencial.

Quantidade recomendada

A quantidade diária varia de acordo com a necessidade do indivíduo. A suplementação sempre é baseada em pesquisas e estudos científicos em que utilizaram doses diferentes dos aminoácidos a fim de não levar a efeitos colaterais e prejuízos aos indivíduos. Contudo, a dosagem do BCAA costuma variar entre um e sete gramas, de acordo com o indivíduo, tipo e duração do exercício. Já a do suplemento glutamina é entre 10 e 15 gramas por dia, dividido em três doses.

Riscos ao ingerir em excesso

Os suplementos de aminoácidos parecem ser seguros se consumidos na quantidade de até 30gramas ao dia. Porém, o consumo em excesso de proteínas ou aminoácidos via suplementação, mais de 3gramas por quilo ao dia pode ter efeitos negativos como danos renais, aumento de colesterol sanguíneo e desidratação. Em excesso o consumo de proteínas ou aminoácidos via suplementação podem levar à sobrecarga renal.

Estudos em animais mostram que a suplementação de BCAA associada com dietas ricas em gordura podem aumentar o risco de resistência à insulina.

Combinações

Estudos mostram que o uso combinado de glutamina e suplementos probióticos pode reduzir significativamente a incidência de infecção e melhora da mucosa intestinal. A primeira age na nutrição da mucosa intestinal e nas células do sistema imunológico, e o segundo confere manutenção da microbiota intestinal equilibrada.

Interações

Alguns estudos mostram que a utilização de medicamento Levedopa (L-dopa), usada no tratamento da doença de Parkinson, tem ação terapêutica inibida por dieta hiperprotéica, uma vez que os aminoácidos competem com a levodopa na absorção intestinal e absorção cerebral.

Aminoácidos essenciais e não-essenciais

Aminoácidos essenciais

Os aminoácidos essenciais não podem ser produzidos pelo organismo. Como resultado, eles devem vir de alimentos. São eles:

  • histidina
  • isoleucina
  • leucina
  • lisina
  • metionina
  • fenilalanina
  • treonina
  • triptofano
  • valina

Aminoácidos não essenciais

Não essencial significa que nosso corpo produz um aminoácido, mesmo que não o recebamos dos alimentos que ingerimos. Aminoácidos não essenciais incluem:

  • alanina
  • arginina
  • asparagina
  • ácido aspártico
  • cisteína
  • ácido glutâmico
  • glutamina
  • glicina
  • prolina
  • serina
  • tirosina

Fontes consultadas:

Nutricionista Fabiana Honda, da PB Consultoria em Nutrição.

Nutrólogo Euclésio Bragança, fundador da Integralmédica.

Biblioteca Nacional de Medicina dos EUA